20070706

Governo de Portugal vs. Governo de Lisboa

Por Carlos Guimarães Pinto, via Insurgente

Número de resultados no google news da procura “governo de Portugal”: 20
Número de resultados no google news da procura “governo de Lisboa”:
112

23 comentários:

Espectadora Atenta disse...

Esclarecissima estou! Agora percebemos porque não somos provincianos quando afirmamos em voz alta "basta de centralismo"...

Anónimo disse...

somos é colonia de Lisboa :)

Anónimo disse...

é giro..

As pessoas do norte "colonizaram" Lisboa e esta agora é quem controla o norte!

Não deixa de ser ironico.

Anónimo disse...

Vamos inventar uma nova língua para não ter que falar a mesma?
Vamos obrigar os residentes de Lisboa a falar uma outra lingua?
Ou vamos deixar de ser parvos?

sguna disse...

E quais são as alternativas? Andamos neste ping-pong PS-PSD e a hitória repete-se. Fico à espera das alternativas nas próximas eleições!

Pedro Menezes Simoes disse...

Se está à espera que a coisa se resolva a partir dos partidos, então pode continuar à espera durante muito tempo... mas não tenha grandes esperanças.

O melhor é meter as mãos à obra. Dentro dos partidos, dos media, na blogosfera, junto dos nossos amigos, através do associativismo, nas empresas. Não será o Estado (os partidos) por sua vontade a mudar as coisas. Então temos que ser nós.

Anónimo disse...

"Vamos inventar uma nova língua para não ter que falar a mesma?
Vamos obrigar os residentes de Lisboa a falar uma outra lingua?
Ou vamos deixar de ser parvos?"

Nós nao temos culpa que voces nao tivessem lingua e começassem a falar a nossa ;)
Apesar de falarem a mesma lingua, a versom do norte é diferente. Voces é que apagaram e modificaram e imposeram a vossa versom do galego a nós.
A nossa versom é com "oms" não temos "ãos", a nossa versom é com "Bs" em vez de "Vs"

e depois o principal é a economia nao a lingua

Pedro Menezes Simoes disse...

Ó anónimo, deve estar convencido que na Galiza toda a gente tem o mesmo sotaque.

Olhe para o Norte de Portugal. Tem 4 macro-sotaques diferentes: Minho, Porto, Douro e Trás os Montes.
E em cada um deles tem dezeenas de micro-sotaques.

O que está a alegar (sotaque único) é uma ilusão.

Rui Meleiro disse...

Desde que não de procure por "Governo Português";são só 530 referênciazinhas...

Rui Meleiro disse...

Ou, dado que o problema parece ser, as aparências e a imagem de Portugal "lá fora", que tal tentar o mesmo exercicio em inglês no Google, o oráculo do Sec. XXI? Então, teremos cerca de 19.600 referências a "Portugal Government", 322.000 para "Portuguese Government" e umas pífias 1.910 a "Lisbon Government"

portodocrime disse...

eu por mim,
acho que vou ser ......
Revoluçionário.

ou vai ou racha.

já estou farto de lisboa

quem está,
está.

Pedro Menezes Simoes disse...

Rui Meleiro,
O problema não é a imagem lá fora (acho que na alemanha não lêm a "Visão" nem o "Sol"...) é mesmo o desprezo pelo resto dos portugueses.

Obrigado pelas estatísticas:
Imprensa Portuguesa: refere-se ao Governo de Lisboa 18% das vezes
Imprensa Anglófona: refere-se ao Governo de Lisboa 0,6% das vezes.

Tal como eu queria demonstrar, a impensa portuguesa usa o termo "Governo de Lisboa" com uma frequência anormalmente elevada.

Rui Meleiro disse...

A vantagem dos numeros, das percentagens e das estatísticas é de serem moldáveis; são tão versáteis que basta mudá-los de contexto para que, mantendo exactamente o mesmo valor, indiquem outro caminho e permitam outras conclusões. Quando se tem uma preconceito, age-se como o tal contabilista que pergunta "quanto é que quer que dê?"

Rui Meleiro disse...

Quase, quase a ir embora, não posso deixar de reparar num facto: como carga d'àgua conseguiu extrapolar essas conclusões dos dados que lhe dei? 0,6% da imprensa anglófona??? Onde está isso? E esses 0,6%, a ser verdade, não terão um poucochinho a ver com o facto de essa imprensa ter muito mais a tratar do que o governo português?
Mas a questão central nem é essa - Governo de Lisboa vale por Governo de Berlin, de Washington...Tantas vezes essa expressão é abreviada para...Islamabad, Berlin, Moscovo. Em situações normais, fala-se do Governo Português, do Governo Americano, do Governo de Colombo. A expressão Governo de...(capital) é uma mera anomalia; encontrá-la e fazer disso um cavalo de batalha contra o centralismo, o estado papão, ou outros diabos, é manifestamente má-vontade.

Pedro Menezes Simoes disse...

Quanto à questão dos números serem moldáveis, factos são factos. E o facto é que no último mês a imprensa se referiu 112 vezes ao "Governo de Lisboa". 18% das vezes não me parece uma excepção pontual.

1910/(322000+19600)=0,6% (os números são seus)
E volto a explicar: a imprensa de lingua inglesa, ao referir-se ao governo central dos Portuguses, usa 0,6% a expressão "lisboa government". A imprensa portuguesa usa 18% das vezes "Governo Português".

Agora, parece-me de muito mau tom acusar-me de manipular números que não fui eu que apresentei, foi o Rui Meleiro. Eu só fiz as contas. Se manipulou, isso é consigo.

Pedro Menezes Simoes disse...

"A expressão Governo de...(capital) é uma mera anomalia; encontrá-la e fazer disso um cavalo de batalha contra o centralismo, o estado papão, ou outros diabos, é manifestamente má-vontade."
Mas quem é que fez disto um cavalo de batalha contra o centralismo? Eu disse que a culpa era do Estado Central?!?!?!? Eu sei que o Governo anda a tentar controlar a imprensa, mas tenho sérias dúvidas que se dedique a estes pormenores.

Quanto muito, era um cavalo de batalha contra a regionalite bacoca.

Rui Meleiro disse...

(se não esperava isso). Então para calcular a sua percentagenzinha somou as duas expressões e retirou dai o numero total de referências da imprensa ao governo português, esquecendo as referências ao preço do pão, ao aumento do seguro automóvel, i.e. a todas as vezes que a imprensa anglofóna se refere a Portugal? Ai, essa matemática...A "manipulação" é feita pelo modo como os cálculos são elaborados e como os universos são definidos, não é pelos dados em si. Claro que, como inconveniência evidente, continua a ficar para tràs o facto de que estamos a utilizar dados sem qualquer valor, como o numero de páginas que o Google mantem em "cache" sobre este ou aquele assunto; que mesmo com tal falta de qualidade nos dados a referência a "Governo Português" é incomparavelmente superior...

Pedro Menezes Simoes disse...

Meu caro,

utilizou "aspas" nas expressões, certo? Logo, não existem referencias ao preço do paõ, automóvel, etc.

Os números foi o Rui Meleiro que os deu. Se não são válidos, porque motivo os apresentou? Se é incompetente, problema seu.

Eu limitei-me a apresentar os dados. Cada um tira as conclusões que quer.

Não me venha é com conversa da treta só porque usei os seus números contra os seus próprios argumentos.

SG disse...

JÁ REPARARAM QUE OS PARTICIPANTES DESTE BLOGUE QUE NÃO SÃO DO NORTE SÃO QUASE TODOS ANÓNIMOS?

Proponho que se impeça anónimos de colocar posts. As pessoas podem ter nicks, não precisam de dar o seu nome real, mas acho que têm que ter uma identidade para comunicar neste forum. Não gosto de gente sem face.

Pedro Menezes Simoes disse...

Não é muito diferente ser anónimo ou ter um nick inventado.

Para além disso, se o objectivo é afastar quem não é do norte ou tem opinião diferente, parece-me má ideia. Se não tiver leitores com opiniões diferentes da minha, estou a pregar para uma parede.

É do debate de ideias contrárias que melhoramos as ideias de cada um.

Além disso, essa visão que os anónimos não são do norte parece-me longe da realidade. Temos aqui todo o tipo de extremistas anónimos. E, por mim, prefiro combater "trollice" com ideias do que com censura (desde que não haja exagero de "trollice")

Rui Meleiro disse...

Pois.

Começa com queixas sobre uma expressãozinha irrelevante encontrada no Google e que é por si apodada de "A lingua como instrumento do centralistmo", "Centralização", "Governo de Lisboa", e "Media".
Daqui pretende obter um ganho por via de uma pretensa ironia (citando nada mais nem menos que Fernando Pessoa, que certamente teria alguma dificuldade em se associar à ideia), terminando por dizer que é um "cavalho de batalha contra a regionalite(sic) bacoca".

De permeio, envereda por ínvios insultos pessoais, escudado num meio impessoal como este e na pobreza da argumentação.
E tudo isto para evitar reconhecer a irrelevância da sua indignação (e já que falamos disso, de todo este assunto).

Rui Meleiro disse...

Pois.

Começa com queixas sobre uma expressãozinha irrelevante encontrada no Google e que é por si apodada de "A lingua como instrumento do centralistmo", "Centralização", "Governo de Lisboa", e "Media".
Daqui pretende obter um ganho por via de uma pretensa ironia (citando nada mais nem menos que Fernando Pessoa, que certamente teria alguma dificuldade em se associar à ideia), terminando por dizer que é um "cavalho de batalha contra a regionalite(sic) bacoca".

De permeio, envereda por ínvios insultos pessoais, escudado num meio impessoal como este e na pobreza da argumentação.
E tudo isto para evitar reconhecer a irrelevância da sua indignação (e já que falamos disso, de todo este assunto).

Pedro Menezes Simoes disse...

"E tudo isto para evitar reconhecer a irrelevância da sua indignação"
Deu-se ao trabalho de comentar, não deu? Costuma dar-se a tanto trabalho para as coisas irrelevantes?

Quanto aos insultos, para quem começa os comentários com "PMS denota um escondido sentido de subserviência", parece-me muito sensível... Eu apenas lhe pedi que "não se faça de provinciano, e perceba a ironia". O Rui Meleiro sabe perfeitamente que a acusação que fez é um disparate. Mea culpa, eu acho que a sonsisse não fica bem às pessoas. Mas ficam aqui as minhas desculpas, se feri susceptibilidades. É possível que eu tenha interpretado tudo mal.

Depois ainda decidiu passar a acusar-me de manipular estatísticas (que foi o Rui Meleiro que mas deu), o que não só é insultuoso, como difamatório. Mas tudo bem.

O que eu tenho dificuldade em compreender, é porque raio se indigna com a minha indignação, se me dá razão, e se considera o assunto irrelevante.

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