20070713

O que revela o sebastianismo galaico

Caro participantes, leitores e comentadores,

Como provavelmente sabem, a história colectiva e de cada individuo avança mais por interesses do que por ideologias. Os galegos são humanos e autoconfiantes tratam do seu futuro. Tem a sorte de terem vizinhos ignorantes, atrasados e facilmente manipuláveis. Não me estou a referir aos Asturianos. Eis as leituras obrigatórias para compreender a minha tese:

· O mito da aproximação à Galiza;

· O que faz falta é visitar Vigo:

· Aqui argumenta-se que o ASC e porto de Leixões são maiores que os de Vigo e aqui explico que a intenção dos galegos é crescer Vigo à custa do decrescimento do Porto.

· Aqui um galaico reconhece que numa fusão entre a Galiza e o Norte de Portugal, este seria prejudicado;

Já agora, quantos galegos são contra a OTA ou favoráveis à renovação da linha do Douro ou Aveiro-Salamanca até Madrid ? Provavelmente apenas os «galaicos». Mas os restantes galegos que tem que tratar da vida e não de poesias antropológicas, de certeza que não se importam que a OTA exista para fechar o ASC e facturarem mais com o aeroporto de Vigo. A mesma coisa na ferrovia ou no eventual fecho da refinaria de Leça para rentabilizar a da Corunha. É difícil perceber isto ? Alguem julga que este tipo de competição não existe ?

O mais grave de tudo isto não é a legítima ambição dos galegos expandirem mercados e zelarem pelos seus interesses. O grave é o estado do Norte:

· Até ter sido comprado por Joaquim Oliveira com financiamento do Santander, o JN era um jornal para dar empregos a lisboetas e quase fazia troça de Norte;

· O Norte deixou-se enganar em 1998 com a Regionalização; Até o Alentejo foi a favor; Aliás penso que houve mais votos a favor na região de Lisboa do que no Norte.

· Os seniores do Norte não se importam que os filhos e netos emigrem para a Europa ou Lisboa e depois morram aos poucos sozinhos e abandonados;

· O Norte será o principal prejudicado com a OTA, mas quem protesta é a margem sul e os Lisboetas;

· Cavaco Silva teve a maior parte dos seus votos no Norte; Cavaco disse nos anos 90 que Portugal devia ser unipolar; Os outros candidatos não seriam menos concentracionistas, diga-se de passagem;

· Em 2005, o Norte votou em força num 1º ministro que atira a Regionalização para as calendas e contra um outro que afirmou que «Portugal não era Lisboa» e que iniciou o seu mandato com desconcentrações ministeriais...Além do mais, o Norte deixou-se levar novamente pelo MSM lisboeta...

· A elite do Norte desde 1998 à emergência da actual primavera regionalista tinha vergonha de defender os próprios interesses de desenvolvimento regional nas variadas vertentes, tal como um colonizado faz perante colonizador. O povo nem falava...

· Este deixa-se anestesiar pelas vitórias do FCP (e futuramente do Braga, espera-se) para compensar as derrotas na conta corrente em cada final de mês ou para compensar a falta de futuro; Paradoxalmente Pinto da Costa é o principal aliado do Terreiro do Paço. Pão e Circo é o que a gente gosta;

· Os pripriatérios de imóveis do Norte assistem impávidos e serenos à desvalorização das suas propriedades;

Efectivamente, isto revela a total falta de auto-estima, ambição, norte, estratégia, orientação, compreensão dos interesses em jogo por parte dos residentes a Norte. Revela muita fragilidade. Assim se percebe como é que detectando-se a dupla ética de «colonizador» que Lisboa usa sobre o desenvolvimento a Norte e Centro, nós não aprendemos, e estamos dispostos a dar a gestão do nosso futuro a galegos. Tal como um doente incurável perante um vendedor de banha da cobra, assim se compreende porque é que o Norte acredita no sebastianismo galaico.

Perante isto, e apesar de considerar uma tremenda irresponsabilidade e de ser contraproducente, recomendo, a todos os que estão com esta baixa auto-estima, a tese de Rui Moreira, que parece que (actualização às 13:48) tem vindo a defender a independência do Norte de Portugal. Aos galaicos profundos, sugiro uma terapia de grupo no blogue Calécia.

Nota: Repito e volto a repetir: Nada tenho contra o natural desenvolvimento das relações entre o Norte de Portugal e Galiza a todos os níveis excepto a alteração dos Estados. Aliás ele tem crescido e continuará a crescer quer em cooperação quer em competição, como acontece sempre entre vizinhos.

39 comentários:

Pedro Menezes Simoes disse...

Muito bom.

Acho que o caminho é esse: o desenvolvimento da região norte não deve depender de "simpatias" galegas nem de esmolas lisboetas, nem sequer da regionalização.

O caminho a percorrer temos que ser nós a percorrê-lo. É preciso estratégias para desenvolvimento endogeno.

Só me parece exagerada a interpretação que faz de Rui Moreira ("que tem vindo a defender a independência do Norte de Portugal"). Rui Moreira apenas mostra qual a conclusão lógica de um comportamento do estado central:
Se o aeroporto de Lisboa é o aeroporto de Portugal, isso só pode significar que para o Estado, o Norte não pertence a Portugal.

Acho que Rui Moreira defende mais a alteração dos comportamentos do Estado Central do que a independência.

SUEVO disse...

"Tem a sorte de terem vizinhos ignorantes, atrasados e facilmente manipuláveis."

Esses ignorantes, atrasados e facilmente manipulaveis são certamente aqueles que têm uma vassalagem fanatica a Lisboa, apesar de alguns deles se dizerem regionalistas, o que tendo em conta a realidade já nem é mau de todo.
Certamente não são os que defendem que a povo galego é O nosso irmão, até porque isso exige algum conhecimento, por pequeno que seja.

Claro que o José Silva é livre de defender as teses que quiser, principalmente quando estas são politicamente correctas e defendem a manutenção do actual equilibrio de poderes na peninsula, na qual o "norte" é nitidamente prejudicado.

No entanto, a sua tese tem pés de barro.

Repare no seguinte:

1 - O "norte" de Portugal tem quase tanta população como a Galiza e as Asturias juntas.

2 - Galego e galaico não são a mesma coisa, galegos são os habitantes da Galicia espanhola, galaicos é um termo mais amplo, ancestral e que engloba, quer lhe agrade quer não, o actual norte de Portugal.

3 - A Galicia nem sequer é um estado independente, ou seja, quer a Galiza quer o "norte de Portugal" estão dependentes de Madrid e de Lisboa respectivamente, sendo que o nosso caso é particularmente mais grave em todos os aspectos (menos o linguistico).

4 - O José Silva parece querer transformar as relações da Galiza com o "norte" numas relações da Galicia com o Portugal "inteiro", e, eu não vejo qual a vantagem disso para o "norte.

5 - A area metropolitana do Porto é claramente, e por larga margem, a maior metropole do noroeste peninsular.

6 - Fala em competição interna galaica, mas competição interna é algo que existe sempre, mesmo dentro da mesma cidade duas freguesias podem competir uma com a outra para a instalação dum equipamento, isso não é argumento.
No entanto, gostava de exemplos concretos de empresas que tivessem fechado no Porto para abrir em Vigo, claro que empresas daqui que instalam a sua sede em Lisboa nem preciso de lhe dar exemplos, são tantas e tantas...
Não tarda está a acusar os galegos de gastarem tambem os nossos fundos comunitarios, mas olhe que não é lá que eles são gastos.

"Já agora, quantos galegos são contra a OTA "

Mas então se os "nortenhos" não querem saber disso, se os nortenhos são contra a regionalização, se os nortenhos como o José Silva sentem maiores afinidades com o Algarve ou com Lisboa, sendo assim porque razão devem os galegos de se meter em assuntos decididos em Lisboa? Com que autoridade? Eu não tenho duvidas que à Galiza interesse uma regionalização em Portugal, mas se esta não acontence a culpa não é certamente dos espanhois.

"O mais grave de tudo isto não é a legítima ambição dos galegos expandirem mercados e zelarem pelos seus interesses."

Isto é uma visão redutora, não são SÓ os galegos a querer espandir mercados, NÓS, os tais "galaicos" também o queremos fazer, e nem é só para a GAliza, porque não também para Castela Leão. Sim, porque desiluda-se José Silva, como disse Belmiro de Azevedo, o tal estado do Minho ao Algarve, se tiver que decidir decide sempre por Lisboa, as palavras são dele, não são minhas.

Quanto ao JN só tenho a dizer que esse jornal tem feito um BOM trabalho pelo "norte".

" O Norte deixou-se enganar em 1998 com a Regionalização"

Isso são desculpas de muito mau pagador. O Norte não se deixou enganar, o "NORTE" foi contra, e acredito que poderá ser novamente contra no futuro, muito por causa da mentalidade que "somos um povo igual do minho ao algarve" e os "espanhois são todos o nosso inimigo numero um", "somos muito pequeninos", etc,etc,etc. Mas prefere atacar aqueles que defendem a nossa identidade é consigo, é uma opção sua.

"O Norte será o principal prejudicado com a OTA, mas quem protesta é a margem sul e os Lisboetas"
"Cavaco Silva teve a maior parte dos seus votos no Norte"


Só me está a dar razão.

"tal como um colonizado faz perante colonizador."

Não diga isso, olhe que essas suas palavras são dignas dum "galaico" radical.

"Efectivamente, isto revela a total falta de auto-estima, ambição, norte, estratégia, orientação, compreensão dos interesses em jogo por parte dos residentes a Norte. Revela muita fragilidade. Assim se percebe como é que detectando-se a dupla ética de «colonizador» que Lisboa usa sobre o desenvolvimento a Norte e Centro, nós não aprendemos, e estamos dispostos a dar a gestão do nosso futuro a galegos."

Mas quem é que está disposto a dar a nossa gestão aos galegos? O José Silva confunde o facto de sermos etnicamente galaico-durienses com a entrega do norte numa bandeja a algum espanholista de Compostela. Desse ponto de vista, deve estar satisfeito com o algarvio de Boliqueime.

"assim se compreende porque é que o Norte acredita no sebastianismo galaico."

O "norte" não acredita em sebastianismo galaico nenhum, acredita é na sua "lusitanidade" que não passa duma lisboetização encapotada.
Apenas uma pequena elite conhece a nossa identidade, elite essa que não está minimamente interessada em explora-la.

Associa baixa auto-estima à defesa da independencia do norte alegadamente por parte de Rui Moreira, ora não me leve a mal, mas escrevendo o José Silva o que escreve, vendo tantos e tantos ataques seus ao centralismo, não se entende o porque da sua agressividade. Alias, sendo coerente, e atendendo àquilo que o José Silva escreve, o proprio José Silva é que deveria defender a independencia do norte, em vez de a associar à baixa auto-estima. A sua atitude é estranha, será que o José Silva tem medo?


"Nada tenho contra o natural desenvolvimento das relações entre o Norte de Portugal e Galiza a todos os níveis excepto a alteração dos Estados. Aliás ele tem crescido e continuará a crescer quer em cooperação quer em competição, como acontece sempre entre vizinhos."

Ainda bem, mas olhe que não é isso que o José Silva dá a entender.

SUEVO

rui moreira disse...

Senhor Doutor´José Silva,

Que o senhor não goste de mim, é perfeitamente normal. Foi a questão do Burgo, talvez. que me chame mito com pés de barro, acho perfeito. Que minta a meu respeito, não aceito. Nunca me ouviu (ou leu) defender a independencia do Norte de Portugal. Por isso, faça-se a si próprio o favor de não mentir, mesmo se a mentira é apenas para cultivar os seus odiozinhos de estimação.
cumprimentos,
rui moreira

Anónimo disse...

de facto cheira a uma guerrazinha. ó silva, olhe que o moreira não é de calar e andar.

Anónimo disse...

Clap Clap Clap

Texto excepcional

João Antunes

sguna disse...

O pior disto tudo, é que os galegos nem precisam de se chatear muito, pois o governo de Lisboa (como gosta de ser chamado) acabará com a relevância do Norte em geral. Tornando a Galiza (e as respectivas cidades) a região mais importante do noroeste peninsular (se já não o é)!

Espectadora Atenta disse...

Caro Rui Moreira

Desculpe intrometer-me nesta questão, mas gostava(se quiser ter essa gentileza) de me esclarecer se é a favor da independência da Região Norte de Portugal. Atenciosamente,

Pedro Menezes Simoes disse...

Suevo, em que é que o facto de "sermos etnicamente galaico-durienses" (e em particular a afirmação de uma identidade distinta de uma suposta identidade "lusitana") pode contribuir para a afirmação económica do norte?

Jose Silva disse...

Caro Suevo,

Você julga que o Norte anda atrás de identificações étnicas. Está profundamente enganado. O povo procura «enriquecer» em várias vertentes. Só quando atingir esse fim é que se pode dar ao luxo, como você faz, de lutar por causas bizantinas. PF procure pela piramide de necessidades de Maslow no wikipedia.

Dr Rui Moreira,

Não gostei mesmo nada que se tivesse arrependido de ter votado contra a Regionalização. Não é muito coerente da sua parte. Também não gosto da sua aproximação a Rio, que acredito que até seja uma manobra de o despacha-lo de novo para Lisboa. Mas de resto não tenho nada contra. As críticas que possa ter contra sim perdem 10-1 face a elogios. Estou permanentemente a cita-lo. Porém tenho direito a interpretar como quiser os seus posts e declarações no Prós e Contras relativamente a separatismo. Mesmo que o faça de forma sensacionalista ou abusiva para justificar o meu raciocínio.

SUEVO disse...

Sguna

"O pior disto tudo, é que os galegos nem precisam de se chatear muito, pois o governo de Lisboa (como gosta de ser chamado) acabará com a relevância do Norte em geral."

Se voces acreditam mesmo naquilo que escrevem o vosso caso é grave. Parecem acreditar que existe uma especie de plano galego para destruir aquilo que voces gostam de chamar "norte". Se há região à qual interessa por varios factores um "norte" forte, essa região é a Galiza, e quem não entende isto...

"Suevo, em que é que o facto de "sermos etnicamente galaico-durienses" (e em particular a afirmação de uma identidade distinta de uma suposta identidade "lusitana") pode contribuir para a afirmação económica do norte?"

É elementar. Qualquer nacionalismo, ou para não confundirem com independentismo evitando assim associarem e colocarem mais perguntas ao Rui Moreira (mesmo depois de Rui Moreira já vos ter respondido), qualquer regionalismo baseia-se na identidade do povo, e nas caracteristicas historicas desse mesmo povo.
É o que se passa por exemplo na Catalunha, no País Basco, na Galiza, na Flandres, entre muitos outros. É a diferença entre os vassalos e os outros. Obviamente estas regiõs não aceitam a submissão economica como acontece aqui, para ti não é preciso regionalização, só precisamos de nós, blablabla, mas isto é um discurso oco, vazio. Aqui aceitam, e vão continuar a aceitar suportar o peso do estado central concentrado excessivamente em Lisboa de forma passiva. Afinal de contas podem sempre migrar para lá, e até quem sabe, arranjar por lá um bom tacho.

Claro que as pessoas são livre de se opor a uma identidade calaica ou "nortenha". Mas já não são livre de...

"Caro Rui Moreira Desculpe intrometer-me nesta questão, mas gostava(se quiser ter essa gentileza) de me esclarecer se é a favor da independência da Região Norte de Portugal."

A espectadora atenta, se estivesse atenta às leis deste país saberia que neste país é completamente proibido defender a independencia do norte ou do sul ou do oriente. Digo-lhe já que se arrisca a uma pena de prisão que não é nada leve.

Resumindo, eu não me oponho nada à vossa antipatia em relação à galiza, até porque repito nem tenho relações comerciais com galegos, mas muitos dos vossos tiques revelam uma colonização mental intensa.
É a colonização mental que vos faz ficarem de pé atas quando se chama Calécia ao territorio que fica a norte de Lisboa. Para voces é norte mesmo.

Anónimo disse...

Suevo,

Na Galiza, país Basco ou Catalunha não existe regionalismo, mas sim nacionalismo.

Pedro Menezes Simoes disse...

"qualquer regionalismo baseia-se na identidade do povo, e nas caracteristicas historicas desse mesmo povo. (...) Obviamente estas regiõs não aceitam a submissão economica como acontece aqui (...).
Aqui aceitam, e vão continuar a aceitar suportar o peso do estado central concentrado excessivamente em Lisboa de forma passiva."

É a afirmação étnica o único caminho para a redução do peso do estado?

Nota: Não tenho qualquer problema com a dupla identidade do norte. Não a vejo é como algo necessário para o desempenho económico, ou até para a felicidade individual. Para mim, é um problema de ordem filosófica.

rui disse...

Senhor Dr. José Silva,
Quanto ao "arrependimento":
-Como já lhe expliquei, na altura do último referendo eu era um perfeito desconhecido. Confesso, também, que embrenhado nos meus negócios,não prestei grande atenção ao debate nacional. Ainda assim, votei não.
Entendi dizer que estava arrependido. Poderia ter mentido, ter dito como muitos que "fora sempre a favor da regionalização". Não o fiz.

Pode-me chamar incoerente, e dizer que não gosta que eu tenha mudado de opinião. Mas, Senhor Doutor, se porventura houver um novo referendo, espero que não chame incoerentes aos que votarão sim e anteriormente votaram não, senão seremos derrotados... E espero que goste que eles mudem de opinião...

Quanto às suas livres interpretações, não foi isso que eu contestei como sabe. Apenas as suas afirmações. Mas, para que fique claro também para a espectadora Atenta:

Não sou separatista. Só admitiria o separatismo se, porventura, Lisboa se resignasse ao federalismo ibérico. Nessa circunstância, defenderia que o Norte se assumisse como uma entidade separada, para pelo menos poder negociar directamente com Madrid, em vez de o fazer por intermédio de Lisboa. Parece uma hipótese remota? Não tenho a certeza. A Espanha federal é um risco maior`para a nossa identidade nacional do que a Espanha Mãe e Una de Franco. E, no dia em que o Primeiro Ministro portugues aceitou sentar-se à mesma mesa de uma cimeira ibérica com o presidente do governo espanhol (da grande Ibéria) e com os presidentes dos governos das autonomias espanholas que confrontam o nosso território, fiquei preocupado. Mas isso leváva-nos muito longe...

Dito isto, acredito que necessitamos de uma maior autonomia, e que esta só pode ser política, na medida em que o centralismo é político.
Não acredito que com o actual quadro partidário, com o modelo de acesso ao poder dentro dos partidos, com o critério de escolha dos deputados, possamos conseguir uma descentralização efectiva (que poderia de facto passar por uma regionalização administrativa como ela fora pensada). Por isso, ou conseguimos impor uma modificação do sistema político-partidário (e o PS acaba de anunciar que pretende manter tudo como está, em termos de leis eleitorais), ou introduzimos nele um novo elemento, ou encontramos forças para exigir uma alteração constitucional que permita uma regionalização política. (como a que já existe no caso das regiões autónomas). Como o conseguir, não sei. Não tenho que saber tudo.Mas acho que vale a pena discutirmos esse assunto. Não vejo nisto qualquer separatismo. Muito menos um impulso independentista.

Jose Silva disse...

Ok Dr Rui Moreira,

Incoerência não é bem a palavra certa. Deveria ter escrito imprevidênca ou comportamento de cigarra.

Confesso que não compreendo o conceito de regionalização ou descentralização política. Este processo já é de natureza política e a enfase que dá gerou-me equívocos. Para ser franco, acho que na sua mente deve haver algo mais do que escreveu. De qualquer modo esqueça. Para mim a polémica está encerrada.

Já agora PF identifique o referido PM.

Entretanto, convido-o para participar neste blogue como autor. Caso esteja interessado, PF envie o seu email para geral@nortugal.info.

rui moreira disse...

Dr José Silva,
Para compreendermos a diferença entre regionalização administrativa e politica basta ver o que nos foi proposto e ver o contraste com aquilo que as regioes autonomas são. obrigado pelo convite. o primeiro minitro foi pedro santana lopes, como jugo que sabe, mas fica para todos saberem. a cimeira foi, salvo erro, em santiago de compostela.

Espectadora Atenta disse...

Caro Rui Moreira

Agradeço o seu esclarecimento. A minha dúvida está desfeita e estou inteiramente de acordo consigo. Tenho o mesmo ponto de vista e julgo que quando disse "Nessa circunstância, defenderia que o Norte se assumisse como uma entidade separada, para pelo menos poder negociar directamente com Madrid, em vez de o fazer por intermédio de Lisboa. Parece uma hipótese remota? Não tenho a certeza. A Espanha federal é um risco maior`para a nossa identidade nacional do que a Espanha Mãe e Una de Franco. E, no dia em que o Primeiro Ministro portugues aceitou sentar-se à mesma mesa de uma cimeira ibérica com o presidente do governo espanhol (da grande Ibéria) e com os presidentes dos governos das autonomias espanholas que confrontam o nosso território, fiquei preocupado. Mas isso leváva-nos muito longe..." compreendi perfeitamente o seu ponto de vista. Julgo que estamos em sintonia em relação a este ponto. Visto que a regionalização será dificil de colocar em prática e dado que o centralismo irá permanecer, julgo importante debater mais as questões económicas e estartégicas do que outras que aqui se tem debatido.
Atenciosamente,

Anónimo disse...

Claro que a preservaçao da identidade etnica é importante para a economia, se soubermos analisar a questão por nos proprios e não pelo estabelecido no politicamente correcto de que somos todos iguais.

Ha diferenças de inteligencia entre as raças e mesmo entre as varias etnias europeias.
Os Africanos sabe-se que são muito maus intelectualmente, daí um norte bastante africanizado do tipo do Brasil, não iria longe e mesmo independente seria miserável.
Um Norte Al-Gharbizado, mourizado etnicamente pelos lusitanos também não seria um norte rico economicamente, já que o povo da mouraria é pessimo economicamente.
Têm regioes mais ricas que nós, mas isso já se deve ao colonialismo que fazem em nós e ao roubar dinheiro de varias regioes do país.
A nivel de empresas e empresarios o centro e especialmente o sul são um zero à esquerda.
É no norte que nascem os grandes empresarios e as grandes empresas e isto deve-se à riqueza etnica do povo do norte.
Mesmo se formos ver alguns dos poucos bons empresarios do centro, se analisarmos a sua arvore genealogica, vemos que eram do norte e mudaram-se ha pouco tempo, 1 geraçao para o sul e portanto ainda nao estao mourizados etnicamente.

Se quiserem aprender mais sobre o assunto leiam
http://www.charlesdarwinresearch.org/portuguese.pdf
vejam especialmente a parte que fala dos cérebros e da inteligencia entre raças..

A verdade é essa, ha diferenças de inteligencia entre as raças, assim como ha fisicas (por ex todos aceitam que os negros corram mto mais que os brancos em curta distancia e ja ha tambem explicaçoes cientificas para isso assim como ha para a inteligencia).
Geralmente aceita-se as diferenças fisicas as intelectuais é que enfim, parece tabu, parece que não pode ser real e acusam logo os estudos cientificos de nazismo
alguns nao gostam mesmo dos resultados e da realidade..

Anónimo disse...

e um bom economista tem de pensar tambem a longo prazo. Logo tem de pensar em crescimento e desenvolvimento do norte (calécia) mas sem destruir a identidade do norte.
Até porque temos já algum conhecimento pela europa fora das maravilhas do desenvolvimento sem pensar na preservaçao etnica. Vejamos a maravilha de Paris, de cidade rica e calma, educada e chique a cidade com motins, insegurança, etc. O mesmo acontece em Lisboa, Inglaterra, etc.
Ainda para mais agora com as maravilhas do mundo islâmico, atentados, viver com medo.. enfim...
maravilhas do multiculturalismo..

e racista nao sao os que defendem a preservaçao etnica.
Sao os que apoiam a mistura, que quer eles queiram ou nao a longo prazo, algumas geraçoes, leva ao desaparecimento das etnias europeias.

Sem duvida uma europa sem europeus etnicamente europeus e um Japao sem Japoneses etnicamente Japoneses iria longe...

Anónimo disse...

um dos melhores exemplos é ver o desenvolvimento e a riqueza intelectual da Grécia antiga e compara-la com agora, um dos mais atrasados países da Europa, dos que ficam na cauda.
Antigamente não havia quase mistura nenhuma, a Grécia era Grega. Após muitos anos de misturas e guerras com os Turcos e outros povos não europeus, o povo Grego passou a ficar muito misturado.
E vamos ver os estudos genéticos que dizem que 28% dos Gregos descendem de linhagem paterna mourisca e que têm uma grande mistura moura e depois vemos o porquê da Grécia actual não ser potência, nem contribuir com grande coisa para o mundo intelectual ou cientifico.

Ao norte de Portugal espera-lhe um destino semelhante ao da Grécia.
Geração apos geração vamos ficar mais misturados com os mouro-lusitano-algarvios e adeus às potencialidades economicas que o nosso povo tinha e poderia desenvolver se fosse independente e não fosse colonia do "Portugal" mourisco.

Jose Silva disse...

Dr Rui Moreira,

Agora compreendo o golpe de estado contra Santana. Mas não será isso, a ventiladas sestas, um manobra de diversão ? Santana disse que Portugal não era Lisboa...

Caro anónimo racista,
Pela sua lógica, quando você tiver 80 anos e a sua inteligência já não for útil, espero que tenha coragam de se suicidar.

Anónimo disse...

como sempre jose silva percebe tudo mas tudo mal e parte para conclusoes completamente estupidas que nada tem a ver com o que as pessoas dizem.

nao disse para matar os velhos ou os galaicos menos inteligentes. Também os havia na Grécia antiga e não foi por causa desses que a etnia Grega desceu bastante em niveis intelectuais. Foi sim, por causa da mistura com outros povos etnicamente diferentes, com capacidades intelectuais diferentes.
Eu disse para evitarmos as misturas com outros povos (principalmente lusitanos, algarvios, africanos, brasileiros), cortar a imigração, a fim de preservarmo-nos etnicamente, não para andarmos a matar pessoas ou andarmos a matarmos galaicos menos inteligentes ou sem cursos universitarios.
Faz cada conclusao mais pateta que a outra.

Anónimo disse...

"Caro anónimo racista,"

Racista é o senhor.
Como disse atrás e volto a repetir

"racista nao sao os que defendem a preservaçao etnica.
Sao os que apoiam a mistura, que quer eles queiram ou nao, a longo prazo algumas geraçoes, leva ao desaparecimento das etnias europeias."

Isso sim é ser racista. Esta-se nas tintas ou quer mesmo que a etnia X desapareça. Isso é ser racista.
Os que defendem a preservação das etnias europeias são tudo menos racistas.

JOSE ALBERTO BRITO RIBEIRO disse...

Parabens José Silva!

Um excelente artigo, com uma visão iluminada sobre os interesses do norte.

Por favor continue a escrever assim...

CCz disse...

Num país como Portugal falar em etnia... só pode ser para rir.

Depois de dezenas de colonizações e invasões até 1143.
Depois de 500 anos de colonizador.
Depois de 400 anos de esclavagismo.

Anónimo disse...

ccz entao tem de ler mais pois ja aqui num tema anterior se discutiu isso e se falou em estudos que confirmam que realmente ha uma etnia galaica no norte e Galiza
e que essa etnia apesar de ter levado com alguma mistura moura aquando das invasoes, continua a existir e pouco se misturou.
Tão pouco se misturou e tão poucas migrações houve que ainda hoje ha diferenças entre o norte.
Bragança tem crânios maiores, Minho tem mais influência Sueva, as zonas costeiras mais influencia viking, etc.

Se realmente fosse como o senhor disse
"Depois de dezenas de colonizações e invasões até 1143.
Depois de 500 anos de colonizador.
Depois de 400 anos de esclavagismo."

então o estudo não dizia nada do que disse atrás.

Lembre-se que a revolução dos transportes e a mobilidade só começou muito recentemente.
Ainda ha sim uma etnia Galaica no Norte, assim como ha uma etnia diferente no Centro e uma diferente no Al-Gharb.

Anónimo disse...

E apesar do norte ter levado com alguma mistura moura, essa mistura foi muito menos do que no centro e sul.
O norte pouca mistura moura levou.
O centro e Sul muita levou. É so ler historia e uns estudos geneticos e visitar Portugal que fica a saber isso.

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro anónimo, que deve ser anónimo por algum motivo...

Quanto a definições de racismo, podes ir ao wikipedia.

Quanto às questões da etnia galaica, estamos há muito esclarecidos precisamente pelos estudos que refere. Dizem muito claramente que mais de 10% da população do norte tem genes norte-africanos. Diz também que os genes maioritários são os mesmos na Galiza, Norte, Centro e Sul de Portugal.

Quanto à questão da inteligência das raças, vejo que tem uma visão limitada da história. Por várias vezes na história humana as civilizações humanas mais avançadas não foram as que refere. Foi a China, a India, os Árabes, os Persas, os Egipcios,...
Olhe, entre o sec. VII e XII eram os muçulmanos. Foi graças ao conhecimento deles que Portugal liderou o mundo.

Em comparação com os romanos, os suevos (os germanos que tanto preza) que refere eram atrasados mentais. Mal chegaram à atrasada Gallaecia abdicaram da sua cultura...

Quanto ao seu ataque à multiculturalidade, recordo-lhe que foi graças a ela que os romanos, os portugueses, os holandeses, e os americanos atingiram a liderança mundial. Até os espanhóis foram o que foram graças a um...português.

De resto, não mostra grande inteligência ao fazer copy paste dos seus comentários de uns posts para os outros. Já é a terceira vez que o vejo a dizer as mesmas coisas...

Luís Bonifácio disse...

Também acho que Rui Moreira nunca defendeu qualquer ideia separatista, se bem que nos seus comentários transpareceu que se resignaria com o "federalismo ibérico".
Eu ainda jurei Bandeira e por isso, tanto num caso como no outro, teria que cumprir com o juramento que fiz.

Efectivamente Santana Lopes rebaixou-se em Santiago de Compostela, mas Sócrates em Badajoz também se reuniu com o Sapateiro e os presidentes das autonomias, só não tirou a foto de família.

Já agora, isso da Calécia é para rir, não é?

Jose Silva disse...

Caro anónimo,

PF explique qual o problema da livre mistura de raças para eu ficar esclarecido ? Você deve estar habituado a criar gado ou animais domésticos, para valorizar tanto essa questão, não é ?

Pedro Menezes Simoes disse...

Não me parece que o Rui Moreira aceitasse o federalismo ibérico. O que ele disse pareceu claro: caso isso estivesse para acontecer, deveria ser o norte a decidir o seu proprio destino e, se necessario, negociar condições.

Luís Bonifácio disse...

Caro Pedro

Pelo menos pôs a hipótese de isso ser possível. Eu nem ponho a hipótese. Só se for derrotado pelas armas!

rui disse...

Dr. José Silva,
Quanto à demissão de PSL, há muitas teses como sabe. Vale a pena ler o livro do Presidente Jorge Sampaio.
Ainda assim, PSL era, por impulso, menos centralista do que o actual pimeiro ministro.
Devo-lhe dizer que, à parte a pasta das finanças em que de facto o Dr. Bagão Felix me pareceu sempre um erro de casting, este governo não é melhor do que o anterior, principalmente desde que António Costa abandonou o Mai.

Pedro Menezes Simoes disse...

"Pelo menos pôs a hipótese de isso ser possível. Eu nem ponho a hipótese. Só se for derrotado pelas armas!"

Acabou de pôr a hipótese (da questão se colocar). : )

Jose Silva disse...

Caro LBonifácio,

Você anda perdido no meio da sua floresta. Ainda não percebeu que a governação de Lisboa tem sido de se submeter às ordens de Madrid, ou pelo menos não é capaz de ter viabilidade económica autónoma ? Sabe onde está a sede da SAP e Oracle Portugal ? E o CPU do Santander ? E as grandes decisões de crédito do BPopular ? E o Vaz Guedes da ex-Somague manda alguma coisa ? Julga que a drenagem de serviços que ocorreu do Porto para Lisboa nos últimos 30 anos vai ficar por Lisboa ? Para que acha que serve o TGV Lisboa Madrid ? Você anda mesmo perdido na sua floresta. Nós cá no Norte percebemos bem o que se passa.

Dr RMoreira,

Obviamente que PSL era muito melhor que o governo actual. Votei no PSD pela 1ª vez na vida nas eleições de 2005. Antes tinha votado sempre à esquerda.

Já agora recomendo-lhe alguns artigos que tem sido publicados por aqui: reactivação de linha do Douro e traçado litoral do CVE Porto-Minho-Vigo que extinga a linha Vermelha do metro do Porto. Estas ideias são tipo ovo de colombo. Não percebi ainda muito bem qual é a sua agenda, mas a difusão feita por si dar-lhe-ia mais notoriedade. Os objectivos que pressegue poderiam ser antecipados.

migas (miguel araújo) disse...

Já sei que o Dr. José Silva vai dizer que cheguei atrasado mais uma vez. Mas esta realidade de aind não ter TGV à porta de casa para chegar rapidamente ao Norte tem destas coisas. Mas também já foi pior.
Adiante...
Continuo a achar que o Norte só teria a ganhar com a sua hipotética (porque só estamos a falar de uma realidade meramente académica) ligação á Galiza. Por todas as reazões que se foram inumerando, desde os "sabastianismo" até às realidades actuais económicas, sociais e políticas. E continuo a achar que o Norte tem competitividad e pontencialidades suficientes para não se deixar "abafar" pela Galiza.
Mas como se está a falar de realidades hipotéticas, para mim é de maior relevância estratégica para o Norte (no panorama nacional) falarmos da sua área de influência e de uma revisão no contexto de regionalização. Por isso tem acima a referência feita a Aveiro e ao impacto que uma possível regionalização tem para esta região ou as razões de uma possível entrave dos aveirenses a essa mesma regionalização.
Cumprimentos do "atrasado".

Jose Silva disse...

Miguel,

Quand referi atrasado, queria dizer que a discussão sobre a fusão Norte Galiza já tinha começado alguns posts atrás e você não estava suficientemente contextualizado. Obviamente que não tinha qualquer significado além disso.

PS: Começo a ficar em minoria. Começo a achar que sou o único não Galaico...

migas (miguel araújo) disse...

José Silva
Sim.. eu sei que era em relação ao "meu tempo" de entrada em cena. Não lhe dei mais nenhum sentido.
E foi por isso mesmo, para me contextualizar aqui que voltei a referir o facto. Apenas isso.
Quanto ao sentir-se só na causa anti-galaica, não esmureneça até porque reconheça-se a fundamentação das suas convicções.
E digo-lhe mais... Apesar de não ser conra, não significa tal que seja totalmente ou favor, ou melhor, obsecado por essa situação. Nem acho que isso deva preocupar o Norte. Até porque tal ligaão levaria a um contexto político e governativo muito complexo, como independências e fim de fronteiras. É uma discussão académica pura e simples.
Por outro lado, reconheço que o Norte e o Porto concretamente só teria a ganhar se alargasse a sua "causa" até ao vouga, até Viseu e até à Guarda.
Valorizava o Norte, potencializava uma região mais forte e minimizava a dependência a "sul"
Cumprimentos

Calaico disse...

"Não sou separatista. Só admitiria o separatismo se, porventura, Lisboa se resignasse ao federalismo ibérico. Nessa circunstância, defenderia que o Norte se assumisse como uma entidade separada, para pelo menos poder negociar directamente com Madrid, em vez de o fazer por intermédio de Lisboa."

Actualmente o Porto não pode negociar directamente com Madrid. Tem de ser por Lisboa. A questão da sede que ia para Vigo e foi para Badajoz é um bom exemplo da impotencia do Porto em poder negociar com Madrid. O Porto é uma mera colonia vergada aos interesses de Lisboa.
Não sei porque é que só em caso de Federalismo oficial é que queria que o Porto negociasse directamente com Madrid.
Parece que gosta que o Porto continue como uma colónia e que continue a perder a sua identidade Galaico-Portucalense.





"Olhe, entre o sec. VII e XII eram os muçulmanos. Foi graças ao conhecimento deles que Portugal liderou o mundo."

Sobre os muçulmanos aconselho que leia este artigo http://arqueofuturista.wordpress.com/2007/05/02/o-que-deve-a-europa-ao-islao/

Destaco:
"Quando esta comunidade diminuiu abaixo do limiar crítico, cessou a produção da força intelectual motriz da civilização islâmica. Foi assim que a pretendida “idade de ouro do Islão” terminou."

O autor fala que os Assirios é que desenvolveram o conhecimento. Quando este povo desapareceu por causa da mistura, então a força intelectual foi-se.
Os muçulmanos não descobriram, nem fizeram quase nada a nivel intelectual. O que eles fizeram foi roubar os conhecimentos de outros povos, pois eram em grande número e portanto poderosos militarmente.
Enfim leia o artigo.

Mas esse excerto que coloquei é um bom exemplo do quao importante é preservar uma etnia e mostra bem o que acontecerá ao norte quando o seu povo nortenho (etnia Galaica) deixar de existir daqui a umas gerações por causa da mistura.


Quanto ao povo Germânico ser mau intelectualmente no passado, isso é uma visão errada que a historia nos dá.
Lembre-se que os Vikings, ja viajavam por esse mar fora e chegaram à America do Norte antes do Cristianismo e muito antes dos Portugueses e outros Europeus começarem a fazer isso.
Desde essa altura que os Vikings eram os donos do comercio europeu. Fundaram importantes cidades comerciais como por ex Kiev (Ucrania) e muitas outras.
Enfim tem de ler mais sobre os povos Germânicos.


"Quanto ao seu ataque à multiculturalidade, recordo-lhe que foi graças a ela que os romanos, os portugueses, os holandeses, e os americanos atingiram a liderança mundial. Até os espanhóis foram o que foram graças a um...português."

Uma coisa é dominar o mundo economicamente e politicamente, outra coisa é deixar que uma etnia desapareça por causa da mistura.
E a sua frase parece que dá a entender que Portugueses, Espanhois e Holandeses tiveram que se misturar, para passarem a ser mais inteligentes e então governar o mundo. Não foi isso que aconteceu.
O que aconteceu foi que esses povos eram inteligentes, fizeram o que fizeram mas continuaram a ser o que eram etnicamente.

Pedro Menezes Simoes disse...

"Não sei porque é que só em caso de Federalismo oficial é que queria que o Porto negociasse directamente com Madrid."
Acha que faz sentido ter camaras municipais a negociar com países? Se o Porto puder negociar com Madrid (i.e., Espanha) então é federalismo "de facto".

1- O artigo também se poderia aplicar à Europa entre os séculos I e XV.
2- Que inventaram os vikings (esse povo comercial e pacífico) de relevante? Que acrescentaram os germanos/godos aos romanos entre os séculos V e XIV?
3- O sucesso dos povos depende da inteligencia ou do conhecimento?
4- Em que é que a "mestiçagem" contribui para que as pessoas sejam menos inteligentes?
5- Qual o impacto da "mestiçagem" na "falta de inteligencia" na França (Francos + Gauleses), Inglaterra (Anglos, Saxoes, Normandos, Britanicos, Celtas,Romanos,...), nos EUA, e nos Romanos?
6- Em que é que a "etnia" "moura" em Lisboa impediu ainda maior sucesso dos portugueses no seculo XV e XVI? (nota: eu não penso a preto e branco como o calaico. Para mim a mestiçagem é indiferente, não é positiva nem negativa. Já a multiculturalidade é positiva).
7- Recomendo-lhe a leitura de Averrois...

Conheço muitos "mestiços" com QI160. A sua "teoria" necessita de revisão.

Leituras recomendadas