20070719

Voltei ontem de Lisboa


Fui Domingo à noite (e não, não estava numa camioneta que ia supostamente para Fátima) e voltei ontem.

Depois das discussões com os "calaicos", decidi então ir procurar a suposta etnia "moura" que dizem existir lá para os lados do Tejo, e que supostamente é identificável à vista desarmada.

Para não confundir com outra "etnia" lá presente, porque parece que lá estão também muitos nortenhos e alguns "moçárabes", e porque ainda nenhum "calaico" me conseguiu explicar as caracteristicas distintivas dessa "etnia moura", decidi levar esta foto.
Ou os mouros estavam todos nas mesquitas (que ninguém me sabia dizer onde eram), ou era semana de carnaval e mascararam-se de portugueses. Seja como for, não encontrei nem um mouro. Segundo consta, o último chamava-se "Tahar", mas foi vendido pelo Benfica em meados da década de 90.

9 comentários:

SUEVO disse...

Ninguem lhe sabia dizer onde eram as mesquitas?

Se quiser eu digo-lhe onde ficam, mas como tem duas mesquitas aqui na cidade do Porto não precisa de ir para a sua amada Lisboa. Na área metropolitana do Porto tem quatro mesquitas, não lhe falta por onde escolher para matar saudades da cidade do seu amado clube de Al-valade e da academia de Al-cochete.

Saberá o Pedro o que quer dizer Mouraria? Ou acha que o nome da freguesia é esse por ser um nome bonito?

A questão da nossa identidade levanta problemas filosóficos e epistemológicos deliberadamente mal resol­vidos até hoje.

Pergunte a José Mattoso, Manuel Villaverde Cabral e tantos tantos outros na comunidade cientifica porque razão consideram que em Portugal não existe uma etnia mas sim três (ou para alguns apenas duas).


Para investigadores estrangeiros, o facto de Portugal se ter convertido num estado independente e de ter permanecido como tal com as fronteiras que possui foi o resultado de um acidente histórico, e não uma etnia que formou um estado.
Já lhe expliquei que nós separamo-nos dos "nossos irmãos" etnicamente falando, para formarmos um estado com povos e territórios aos quais nunca tínhamos estado ligados, estado esse que, ainda por cima, nunca foi controlado a partir do nosso território.


Mesmo ao nível das tradições linguísticas e religiosas, habitualmente inscritas nas alegadas matrizes identitárias, no caso português, investigações recentes têm mostrado, efectivamente, que a difusão e padronização da língua portuguesa não precederam de maneira alguma a constituição do Estado, tendo pelo contrário exigido frequentes intervenções esta­tais no sentido de estabelecer normativamente a tradição.

Também a unidade religiosa da "nação portuguesa" não se fez sem a repressão contra muçulmanos e judeus.

O Pedro é a prova que o Estado (não confundir com nação) trabalhou muito bem durante séculos.

Já lhe disse e repito, etnicamente "portugueses" ou se preferir "calaicos" seriam apenas os habitantes de uma estreita faixa territorial entre o rio Minho e o rio Douro, quando muito o rio Mondego, mas não incluiriam nem os habitantes de Lisboa nem, decididamente, os de todo esse vasto "Portugal mediterrânico" situado nas margens e a sul do rio Tejo.

Pergunte ao Mattoso porque, ou será que para si o Mattoso também é "Calaico"?

Ainda segundo Mattoso, a conquista da Lisboa multiétnica e multicultural, e o papel liderante da capital na constru­ção do Estado e, consequentemente, na nacionalização do território e das suas variadas "etnias", para não falar do futuro papel de Lis­boa como plataforma da expansão ultramarina, constitui um argumento suplementar contra a concepção do estado português como uma etnia.

Anónimo disse...

Parabéns pelo blog.
Apenas uma sugestão técnica: podiam por a caixa de comentários à la Blasfémias pois é muito mais fácil comentar e ler comentários.
Abraços

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro anónimo, se souber explicar como tal se faz, terei todo o prazer em remeter para o administrador do blogue (digo isto sem ironia).

Ainda estamos a trabalhar para melhorar o funcionamento do blogue. Por isso todas as sugestões são bem vindas.

Realista disse...

Caro Pedro,

Este post merece um só comentário: Fantástico!

Anónimo disse...

Logicamente que é tudo igual... Não ha diferença nenhuma entre LISBOA, PORTO, COIMBRA.. é td igual.

Calaico disse...

lol muito gosta de se fazer de ingénuo!!
Até o meu sobrinho de 7 anos sabe ver o que é uma pessoa de fenotipo mouro e você não sabe.
Depois é uma coisa que toda a gente sabe, quantas vezes nas conversas se diz que aquela pessoa tem um aspecto mais mouro ou um aspecto mais nordico ou nortenho, etc, etc.

Depois nunca se disse aqui que era um mouro no verdadeiro sentido da palavra, ou seja mouro de nacionalidade e religiao.


Dou-lhe uma ajuda para perceber o que sao pessoas com fenotipo, feições mouras.
De momento lembro-me apenas de 2 pessoas onde se pode ver bem.

Carlos Martins (Oliveira do Hospital, sul do Mondego) http://www.sporting.pt/img/Jogadores/16679.jpg

Marco Medeiros (Lisboa, actor da Floribella)
http://sic.sapo.pt/NR/rdonlyres/B01420C4-87F3-4545-8D10-EA26DAD07855/132504/flip_entrevista.jpg
http://sic.sapo.pt/NR/rdonlyres/B01420C4-87F3-4545-8D10-EA26DAD07855/132505/flip_entrevista1.jpg
http://floribellablog.com.sapo.pt/flip4.bmp
http://marcomedeirosonline.blogs.sapo.pt/
na TV ainda parece mais mouro do que nas fotos, parece que as fotos o favorecem

Ricardo do Montijo http://www.sporting.pt/img/Jogadores/2347.jpg


E quando se diz que o centro e sul é mouro, não é so por ter muitos mais fenotipos mouros, mas sim por ter uma grande quantidade de sangue mouro, que por vezes nem é possivel ver a nivel facial em toda a gente.
O que quero dizer é que mesmo que escolhesse pessoas do centro e sul sem fenotipos mouros, estes teriam uma grande quantidade de sangue mouro se analisados geneticamente.

Claro que no Norte também ha fenotipos mouros, mas sao em muito menor quantidade.
E por exemplo um nortenho com fenotipo mouro, tem menos sangue mouro que uma pessoa do centro ou Algarve sem fenotipo mouro (estou a falar de pessoas mesmo dessa zona, não de pessoas que migraram).
O fenotipo por vezes não é tudo, onde se vê bem esse fenomeno é no Brasil, onde por vezes pessoas com fenotipos branco europeu, têm mais sangue negro do que pessoas mais escuras.

Enfim é um tema complicado e nem eu sou especialista ou a pessoa indicada para lhe andar a explicar isto.

Bem, mas fenotipos mouros até a pessoa mais ignorante sabe o que é.
Até eu em miudo 7 .. 10 anos quando ia ao Algarve notava que era um povo diferente com muito aspecto mouro.. e nunca tinha lido ou me tinham ensinado nada acerca do assunto.

Calaico disse...

"De momento lembro-me apenas de 2 pessoas onde se pode ver bem."

disse 2 mas acabei por meter 3 pessoas

Ja agora nas paginas de Marcos Medeiros as 2 primeiras moradas parecem iguais mas nao sao, se copiar até ao fim da linha verá que sao diferentes fotos.
Deixo aqui uma das moradas
http://sic.sapo.pt/NR/rdonlyres/B01420C4-87F3-4545-8D10-EA26DAD07855/132505/flip_entrevista1.jpg

Anónimo disse...

LOLOL.. se fossemos por pessoas nascidas nos locais, tb poderiam dizer que Lisboa era chinesa... 2 exemplos? ridiculo.

JOSE ALBERTO BRITO RIBEIRO disse...

lol,
se meterem as escolhas do calaico ao lado dos terroristas mais procurados da Al Qaeda n encotram diferenças...

bem talvez na barba e na camisola do sporting mas de resto nhaaaaa...

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