20070720

NORTE INDUSTRIAL?

Independentemente de neste blogue, uns se identificarem mais com determinadas causas do que outros, o que importa é encontrar ideias que tragam um ambiente saudável e que preconizem hipotéticas soluções para que a região Norte se possa desenvolver e sair da crise em que se encontra, de forma sólida, consistente e estruturada...
Por este motivo e porque julgo que a área económica é a que mais sentido faz discutir (é aqui que o Norte tem carências e é por aqui que se deve desenvolver), decidi voltar a escrever e emitir a minha opinião, um pouco mais "economicista"...
Não tenho qualquer tipo de "fobia" a Lisboa ou outras áreas do País, nem gosto de separatismos baratos... Não sou xenófoba. Não quero vender Portugal a Espanha, nem tornar Portugal numa colónia Espanhola (apenas acho que mais alianças ibéricas realizadas a Norte seriam um importante motor de desenvolvimento económico da região), não quero discutir clubites nem História de Portugal! Penso que o objectivo deste blogue não é fracturar o Norte, pelo contrário... Pelo que percebi quando me convidaram para escrever aqui, o objectivo do "Norteamos" é apresentar soluções, levantar temas que possam contribuir para tornar o "Norte mais Forte"... Para finalizar, gostava de esclarecer que não sou regionalista e não concordo com Partidos Regionais, porque a Democracia e o Povo tem mostrado com muita veemencia o seu descontentamento com a classe política, nomeadamente com os Partidos.
Um partido regional, por muito boas ideias que tenha e por mais que apresente um excelente programa de Governo Regional, correrá sempre o risco de cair na tentação de radicalizar posições... Basta olhar para a Região Autónoma da Madeira e percebemos o que aqui quero dizer! Assumo assim, a minha visão: Sou a favor da Independência do Norte. É a minha convicção... Desculpem os meus colegas...
Mas como escrevo sobre questões económicas e é a situação da economia que a mim mais me preocupa a Norte, aqui vai...
Em suma, sem um Norte industrial forte, não é concebível nem a correcção do desequilíbrio externo nem a emergência duma economia nacional saudável. O próximo período de programação dos fundos estruturais poderá ter aqui um papel importante, no sentido de potenciar a cultura industrial e o espírito empreendedor que a região consolidou ao longo das últimas décadas e que não encontra paralelo no resto do País e fazer novamente desta região um ponto de partida para a sua disseminação no resto do País.
A estar "atento"

11 comentários:

Jose Silva disse...

Cara EA,

Todo o seu 1º parágrafo está correcto.

Não se esqueça que candidata-se a 10 anos de cadeia.

Todos os adeptos de partido regional: Como podem ler, a ideia não é consensual. O Norte é grande e entre os que Norteiam há muitas diferenças. Não é motivo para lamento mas para reflexão.

Espectadora Atenta disse...

Caro josé Silva

Agradeço o comentário. Mas pode explicar-me porque me candidato a 10 anos de Cadeia? Não percebi...Desculpe a minha desatenção...

Ventim disse...

"Um partido regional, por muito boas ideias que tenha e por mais que apresente um excelente programa de Governo Regional, correrá sempre o risco de cair na tentação de radicalizar posições... Basta olhar para a Região Autónoma da Madeira e percebemos o que aqui quero dizer! Assumo assim, a minha visão: Sou a favor da Independência do Norte. É a minha convicção... Desculpem os meus colegas..."

Desculpe a Espectadora, mas noto uma grande contradição neste paragrafo ou não estou a conseguir compreendê-la como deveria.
Diz que não gosta de partidos regionais porque podem defender posições radicais e depois mais à frente diz que defende essa posição radical dos partidos regionalistas!!
Seria de esperar que como deseja essa independencia, desejasse e fosse adepta do partido regional!!

Quero frisar que não tenho nada contra o seu desejo de independencia do norte, até porque é esse tambem o meu desejo ha já varios anos e é cada vez maior. Digo isto, apenas porque acho que se contradiz naquele paragrafo.
E já agora fico contente de ver que uma economista também é a favor da independencia do Norte. Já não sou o unico e parece que os identitários ou racialistas ou nazis como muitos lhes chamam, também não são os unicos.

Força Norte ;)

Espectadora Atenta disse...

Caro ventim

Agradeço o comentário e a sua simpatia.
Para esclarecer dois pontos: não sou economista:))) sou gestora, mas simpatizo com economia e análise económica-financeira.
Em relação á questão regionalização(partido regional) apenas quis dizer que não sou regionalista nem adepta de partidos regionais... Sou adepta da independência mesmo... Não com partidos regionais mas com movimentos civicos ou alianças publico privadas... Partidos, só a palavra em si, neste momento assusta-me... Talvez quando a política atingir outro tipo de credibilidade me consiga voltar a identificar com partidos...
Atenciosamente,

Ventim disse...

Compreendo.
Mas uma luta dessas não vai a lado nenhum apenas com movimentos civicos ou alianças publico privadas, mas antes com varias plataformas de luta entre as quais tem de estar inevitavelmente um ou mais partidos regionais que lutem por maior autonomia, um bom exemplo é o da Catalunha.
Veja também o exemplo da Escócia, que por ganhar o partido nacionalista Escocês, vão propor referendo pela independencia. É na politica que se mudam as coisas, logo acho que é fundamental um ou mais partidos regionais numa luta como essa.
Claro que antes de um referendo desse tipo é preciso fazer o trabalho de casa, isto é mudar a opinião publica e os fazedores de opiniões para o nosso lado, senão como é obvio o referendo de nada serve.
Obrigado pela resposta

Espectadora Atenta disse...

Meu caro

Compreendo o seu ponto de vista e aceito a sua posição... Porém a conjuntura política actual não me parece a mais adequada para a criação de partidos regionais. Talvez num futro mais próximo, as coisas evoluam para esse caminho, mas actualmente não me parece uma boa solução.
Um bom fim de semana para sí!

Jose Silva disse...

EA,
Ia indicar-lhe isto http://norteamos.blogspot.com/2007/07/aviso-para-jos-saramago-para-os.html, mas afinal eu que não tinha lido com atenção. É que o qué é proibido é entregar território. Pedir a independência não é !. Falta de atenção desta vez foi minha !

Jose Silva disse...

Cara EA,

Está confundir «partidos» com »partidos que temos». Não acredita que poderão existir partidos sérios sem interesses pessoais ou privados por trás ?

Como é alcançaria uma suposta independência sem radicalidade ? Seria tipo lenços brancos por Timor ou bandeirinhas nas janelas como o scolari ? Há aí alguma ingenuidade por resolver, cara EA.

Pessoalmente sou contra qualquer cenário de alteração de fronteiras ou se quer equaciona-lo. E francamente, quem equaciona estes cenários tem problemas psicológicos por resolver: Preferem sonhar acordados realizando-se nesses sonhos, do que conseguir pequenos resultados à custa de muito esforço no mundo real. Francamente é a minha opinião.

Pedro Menezes Simoes disse...

Volto a deixar aqui a minha opinião quanto à independencia:
tenho duvidas que seja atingível, que seja legitimável, que seja vantajosa, que seja necessária, e sobretudo, que seja a resposta mais adequada aos problemas que enfrentamos.

Parece-me que os problemas do Norte não se resolvem com independências. Até porque o que Lisboa faz ao país, o Porto poderá fazê-lo ao norte se não houver mudança de mentalidades.

Há milhentos problemas por resolver. Não precisamos da independencia para os resolver. É muito mais fácil resolvê-los do que obter a independencia. Não precisamos de utopias, precisamos de pragmatismo!

Importa ainda ter o cuidado de não dar mais armas aos nossos adversários.

Quanto à questão no "norte industrial", é fundamental começar a reforçar o sector dos serviços. Diria mais, o fundamental é atingir o sector quaternário - "produção de conhecimento" e quintenário - "produção de ideias, cultura e arte". A estrutura económica está desiquilibrada, e o norte está na primeira metade do século. Convém começar a crescer no século XXI. Sem perder a força industrial, obviamente.

Jose Silva disse...

Pois Pedro,

Fazer o que PC fez nos anos 70 (trouxe a organização do futebol de LX para o Porto) e evitar isto http://norteamos.blogspot.com/2007/05/mais-drenagem-do-norte-amlisboa.html

Bruno disse...

"Pessoalmente sou contra qualquer cenário de alteração de fronteiras ou se quer equaciona-lo. E francamente, quem equaciona estes cenários tem problemas psicológicos por resolver: Preferem sonhar acordados realizando-se nesses sonhos, do que conseguir pequenos resultados à custa de muito esforço no mundo real. Francamente é a minha opinião."

Quer dizer que se Portugal fosse invadido pela Espanha ha cerca de uns 50 ou 5 anos, tu entao baixavas logo as calcinhas e aceitavas prontamente a nova realidade. Nem sequer lutarias por uma independencia pois isso revela problemas psicológicos e revela um sonhar acordado.
Prontamente irias começar a trabalhar face a nova realidade com Portugal dentro de Espanha.
Ok, assim é que é, pessoas que aceitam prontamente as conquistas. Os Iberistas deviam ficar contentes se todos fossem como tu.

Leituras recomendadas