20070711

Mais necessidade de psicólogos

44 comentários:

Pedro Morgado disse...

Na mouche!

sguna disse...

O facto de minhotos terem de se sujeitar a isto, revela as carências que passam!

migas (miguel araújo) disse...

José Silva
Acrescente ainda o facto de mais um trabalhador ter falecido numa obra em Espanha.
Se fosse em Portugal, já tinha caído o Carmoe a Trindade.
Como é ali ao lado, resta transladar o corpo.
Cumprimentos

SUEVO disse...

A mim parece-me que o José Silva também poderá precisar dum psicologo, senão vejoamos.

Os portugueses vão para a Galiza porque se não sairem do país das maravilhas do José Silva apenas podem sobreviver em condições miseraveis.

O trabalho precario dos portugueses na Galiza ocorre porque os portugueses se sujeitam a ele, não me parece que os galegos venham cá apontar-lhes uma pistola à cabeça para os escravizar. É evidente que esse trabalho precario não agrada inclusive a muitos galegos, tal como não me agrada a mim, eles imigram por o "norte" ser a miseria que é, e em vez de criticar os galegos devia era envergonhar-se da situação. E atenção que não estou a culpar os trabalhadores portugueses que se sujeitam a isso.

O trauma anti-Galego do José Silva precisará mesmo dum psicologo, até porque creio que é economista.

Sendo economista sabe perfeitamente que os tais "da mesma etnia" são dos nossos principais, senão mesmo o principal parceiro comercial, portanto recomenda-se o psicologo.

E olhe que eu estou à vontade, porque não tenho clientes galegos.

SUEVO

SUEVO disse...

Quanto ao lixo toxico, evidentemente que os responsaveis da fábrica de pescados Casa Mar devem ser SEVERAMENTE PUNIDOS, indepedentemetne de serem ou não da "nossa etnia".

Jose Silva disse...

Caro Suevo,

A suposta fraternidade, identidade ou lá o que chamam, entre Galaicos, fica desmontada com a questão dos lixos tóxicos.

A minha tese é que os residentes a Norte tem que elevar a auto-estima e ambicionarem a serem Portugueses de 1º, como os demais, em vez de se sujeitarem a uma governação de dupla ética de Lisboa ou também parcial, eventual, de galegos. Daí a necessidade de psicólogos para resolver o problema de auto-estima de todos aqueles que acham que dar o nosso destino aos galegos é a solução.

Vitor disse...

"O facto de minhotos terem de se sujeitar a isto, revela as carências que passam!"

Pois.
Por estas e por outras, pelo modo como o norte é tratado e roubado ha anos e anos, não vejo o José Silva a dizer que os nortenhos que defendem o Portugal do Minho ao Al-Gharb precisam de piscólogos (então o fanatico Portugalista do Pedro é que precisava de um).
Esses é que precisam de psicologos coitados. Amam e vibram com um pseudo-país que lhes trata mal, então quando joga a sua selecção nacional é que vibram.. e depois têm de ver a sua vida piorar, a sua familia desmembrar-se porque têm de ir para outros países europeus em busca de vida melhor já que aqui, na colonia galega da lusitania a vida vai de mal a pior. Parecemos os escravos que amam o seu mestre que tanto mal faz, ainda por cima é um mestre que nem é da nossa familia.


"A suposta fraternidade, identidade ou lá o que chamam, entre Galaicos, fica desmontada com a questão dos lixos tóxicos."

O mesmo digo em relação ao resto de Portugal, por tudo o que nos têm feito, ainda por cima nem são da nossa identidade, nem são o mesmo povo. Ainda mais desmontada fica.
Até uma central nuclear nos queriam meter ali no Norte (no caso da Galiza que fala é uma empresa da Galiza que mete lixo, neste caso também era uma empresa ou uma pessoa la do sul do seu amado Portugal-Lusitano-Algarvio).
Além disso muitas empresas lisboetas devem usar o norte também para lixeira, poluição do meio ambiente e outras coisas piores.
Você tem cá uma memoria, só ve o que a Galiza faz mal, nem se lembra do que o seu centro e sul de Portugal faz mal.


"A minha tese é que os residentes a Norte tem que elevar a auto-estima e ambicionarem a serem Portugueses de 1º"

Quer dizer ambicionarem serem "Portugueses" do Minho ao Al-Gharb quando temos em tudo mais a ver com o povo Galego, já que nós proprios somos Galegos, quer o Jose Silva queira ou não.
Isso é que é falta de auto-estima da sua parte, renegar as suas origens e identidade Galaicas e querer que todos os nortenhos se sintam não Portugueses-Galaicos, mas ""Portugueses"" mouro-lusitano-algarbios que de Portugueses não têm nada, só no papel.


Eu não elevo a minha auto-estima renegando o que sou e querendo aliar-me ou ver-me num povo que não é o meu (Lusitanos ou Centro e Algarve).
Para sermos Portugueses de 1º como diz então temos de ser verdadeiros Portugueses, defender o verdadeiro Portugal Galaico do Norte e não andar a defender a unidade multicultural, multiracial Galaico-Lusitano-Algarvia que tanto nos é prejudicial em todos os aspectos (economico, cultural, identitario, historico, etc).
Para sermos Portugueses de 1ª como diz então temos de defender a independencia do Norte.



"Daí a necessidade de psicólogos para resolver o problema de auto-estima de todos aqueles que acham que dar o nosso destino aos galegos é a solução."

E um batalhao de psicologos também para resolver o problema de auto-estima dos Portugueses do Norte, que acham que o nosso destino passa por continuar anexados ao centro e sul da mouraria lusitano-algarvia que nada têm a ver connosco.

Já que se preocupa tanto com a auto-estima dos Nortenhos (Galaico-Portugueses), defenda ao menos a independencia do Norte.

Vitor disse...

No fundo esta treta que o José Silva disse é como eu dizer que os Nortenhos do Sul, isto é próximos do Douro precisam de psicólogos porque o pessoal la do norte do Norte de Portugal, do Minho, de Viana do Castelo ou de Braga, andam a meter lixo em lixeiras aqui nas terras do Douro.
Como é obvio é ridiculo dizer-se que aqui os Galaico-Portugueses proximos do Douro precisam de psicólogos porque os Galaico-Portugueses do Minho andam a meter lixo proximo do Douro.
O problema não é falta de auto-estima por parte de um ou de outro (até porque ambos são o mesmo povo), mas sim falta de governação, falta de gestão.
Talvez fosse resolvido com um bom governo regional.
No caso Galiza-Norte de Portugal que fala talvez fosse resolvido com um bom governo independente para as 2 regiões ou seja Galécia ou então se Galiza e Norte fossem os 2 independentes e tivessem cada um, o seu respectivo governo.

Você pode enganar os nortenhos que se esqueçeram da sua identidade e amam o portugal mouro do minho ao al-gharb, mas nao engana os nortenhos conscientes da sua identidade. A esses não engana.

Anónimo disse...

Vitor,
Não vejo porque é que para se afirmar um Portugal-Galaico se tem de rebaixar o Portugal-Lusitano.

Se a sua melhor solução para melhorar a situação do norte é através de divisões raciais, então não nos resta grande futuro.

migas (miguel araújo) disse...

Se o José Silva mo permitir, um ponto de ordem á mesa.
Não me repugna nada, mas mesmo nada, a minha identificação com a Galiza. Antes pelo contrário.
A razão é muito simples e clara.
Tem a ver com razões históricas, culturais (até étnicas se quisermos) e sociais. O norte tem uma maior afenidade e identificação com a Galiza do que muitas vezes com o resto do país. E a mim isto não me tira o sono, antes pelo contrários. Será que não ganharíamos todos (Norte e Galiza)com um eventual fusão. Recordo a este propósito que (a nível nacional) um estudo recente apontava cerca de 40% dos portugueses (de norte a sul) como receptivos à quebra da nossa independência em relação a Espanha. E não cabe o argumento da identidade. Porque a nossa só deriva da deles (ou de uma parte da deles, concretamente a da Galiza, como exemplo).
O argumento da toxidade, lamentável e que deveria ser exemplarmente punido, não deve servir como "bitola". Aliás ainda corre um processo de averiguações a uma empresa do Norte por despejar "lamas/rsíos" junto da Ria de Aveiro, nos campos de Canelas/Estarreja. E não é por isto que sou anti-nortenho (antes pelo contrário mais uma vez). Não tomemos o todo pela parte.
Além disso, "lixo tóxico" "comemos" nós diariamente com as opções políticas, económicas e sociais de uma governo cada vez mais egocentrista.
Cumprimentos

Hernesto disse...

Concordo com o migas e com o vitor.
Entao tinhamos de ser anti-nortenhos e anti-nos proprios porque ja sabemos que os paises da europa do sul nao respeitam o ambiente.
Empresas da galiza a poluir o norte, sim pois ha
E empresas do centro e sul de Portugal a poluir o norte e vice versa tambem ha.

Se fossemos a pensar pelo jose silva entao todos precisavamos de psicologos e todos renegavam a sua identidade.

Todos menos os paises nordicos, que esses sao exemplares e nao se poluem entre eles nem aos vizinhos.
Vamos todos entao renegar a identidade Galaico-Portuguesa porque ha empresas do norte a poluir o norte e passarmos a ser Suecos??

Hernesto disse...

ja agora tenho de ir ao psicologo porque andam empresas de minhotos e de bracarenses a poluir o Porto. Já nao posso ser nortenho. Sofro de baixa auto-estima porque o resto do norte fode a minha cidade.

E os Bracarenses também têm de renegar o Porto e o resto do Norte porque ha empresas do Norte a poluir-lhes a cidade. Que falta de auto-estima que os Bracarenses têm ao considerarem-se nortenhos, Galaicos ou Portugueses.
Ah e tambem ha empresas Bracarenses a poluir Braga e os seus rios proximos. Xii la têm os Bracarenses de renegar a sua identidade e ir ao psicólogo. Já nem podem ser Bracarenses coitados.

Que vou ser agora se não posso ser nortenho (Galaico-Portugues), nem posso ser Portuense ou Bracarense?
Vou ser sueco, ahh não melhor, vou ser Al-Gharbio (esse povo que tanta industria tem e tantas empresas cria e pouco depende do turismo), assim renego o norte e a Galiza.

Hernesto disse...

"Você pode enganar os nortenhos que se esqueçeram da sua identidade e amam o portugal mouro do minho ao al-gharb, mas nao engana os nortenhos conscientes da sua identidade. A esses não engana."

Na mouche!
Acrescentaria apenas umas palavras.

Você, José Silva, com esse tipo de discurso, pode enganar os nortenhos que se esqueçeram da sua identidade e amam o portugal mouro do minho ao al-gharb, mas nao engana os nortenhos conscientes da sua identidade. A esses não engana.

Jose Silva disse...

Caro Miguel,

VOcê chegou atrasado a esta polémica. Não está em causa a aproximação em todas as vertentes à Galiza, que eu defendo, excepto a alteração das fronteiras do Estado Português, apesar de eu ser hiper-contestatário à governação lisboeta.

Está em causa é a tese da separação do norte de Portugal para se juntar à Galiza e formar um novo Estado. É uma ideia utópica de pessoas de comentadores de baixa auto-estima que procuram na idealização de um pais que poderia ter acontecido à 1000 anos, uma forma de aceitarem mais facilmente a realidade em que actualmente vivem. Estes mesmo comentadores tem também posições racistas ou racialistas ou lá o que é, como por exemplo o comentador Suevo, aqui http://legiaoinvicta.blogspot.com/

vitor disse...

baixa auto-estima tem o senhor e comprovei-o, pode é não reconhecer, ignorar ou então desculpar-se com desculpas e argumentos esfarrapados..


repito aqui o que lhe disse:


Vitor disse...

"O facto de minhotos terem de se sujeitar a isto, revela as carências que passam!"

Pois.
Por estas e por outras, pelo modo como o norte é tratado e roubado ha anos e anos, não vejo o José Silva a dizer que os nortenhos que defendem o Portugal do Minho ao Al-Gharb precisam de piscólogos (então o fanatico Portugalista do Pedro é que precisava de um).
Esses é que precisam de psicologos coitados. Amam e vibram com um pseudo-país que lhes trata mal, então quando joga a sua selecção nacional é que vibram.. e depois têm de ver a sua vida piorar, a sua familia desmembrar-se porque têm de ir para outros países europeus em busca de vida melhor já que aqui, na colonia galega da lusitania a vida vai de mal a pior. Parecemos os escravos que amam o seu mestre que tanto mal faz, ainda por cima é um mestre que nem é da nossa familia.


"A suposta fraternidade, identidade ou lá o que chamam, entre Galaicos, fica desmontada com a questão dos lixos tóxicos."

O mesmo digo em relação ao resto de Portugal, por tudo o que nos têm feito, ainda por cima nem são da nossa identidade, nem são o mesmo povo. Ainda mais desmontada fica.
Até uma central nuclear nos queriam meter ali no Norte (no caso da Galiza que fala é uma empresa da Galiza que mete lixo, neste caso também era uma empresa ou uma pessoa la do sul do seu amado Portugal-Lusitano-Algarvio).
Além disso muitas empresas lisboetas devem usar o norte também para lixeira, poluição do meio ambiente e outras coisas piores.
Você tem cá uma memoria, só ve o que a Galiza faz mal, nem se lembra do que o seu centro e sul de Portugal faz mal.


"A minha tese é que os residentes a Norte tem que elevar a auto-estima e ambicionarem a serem Portugueses de 1º"

Quer dizer ambicionarem serem "Portugueses" do Minho ao Al-Gharb quando temos em tudo mais a ver com o povo Galego, já que nós proprios somos Galegos, quer o Jose Silva queira ou não.
Isso é que é falta de auto-estima da sua parte, renegar as suas origens e identidade Galaicas e querer que todos os nortenhos se sintam não Portugueses-Galaicos, mas ""Portugueses"" mouro-lusitano-algarbios que de Portugueses não têm nada, só no papel.


Eu não elevo a minha auto-estima renegando o que sou e querendo aliar-me ou ver-me num povo que não é o meu (Lusitanos ou Centro e Algarve).
Para sermos Portugueses de 1º como diz então temos de ser verdadeiros Portugueses, defender o verdadeiro Portugal Galaico do Norte e não andar a defender a unidade multicultural, multiracial Galaico-Lusitano-Algarvia que tanto nos é prejudicial em todos os aspectos (economico, cultural, identitario, historico, etc).
Para sermos Portugueses de 1ª como diz então temos de defender a independencia do Norte.



"Daí a necessidade de psicólogos para resolver o problema de auto-estima de todos aqueles que acham que dar o nosso destino aos galegos é a solução."

E um batalhao de psicologos também para resolver o problema de auto-estima dos Portugueses do Norte, que acham que o nosso destino passa por continuar anexados ao centro e sul da mouraria lusitano-algarvia que nada têm a ver connosco.

Já que se preocupa tanto com a auto-estima dos Nortenhos (Galaico-Portugueses), defenda ao menos a independencia do Norte.



AO MENOS DEFENDA A INDEPENDENCIA DO NORTE
PORQUE CONTINUAR A DEFENDER A UNIAO DO NORTE COM O RESTO DE PORTUGAL É TER AINDA PIOR AUTO-ESTIMA POR NÓS DO QUE OS QUE QUEREM UNIR-SE À GALIZA
OS QUE QUEREM UNIR-SE À GALIZA SÃO UNS SANTINHOS À SUA BEIRA.

SUEVO disse...

Polemica? Deve ser para rir.

Se defende a aproximação à Galiza e escreve um post como este, então não tenho duvidas que o José Silva precisa de um psicologo.

Depois acusa-me de defender a alteração de fronteiras, gostava de saber onde e em que contexto leu tal intervenção minha.
Existem varias pessoas que defendem que por exemplo para o Porto seria preferivel um estado da Corunha ao Mondego, mas eu não me lembro de ter escrito isso.

Acusa-me de ter baixa auto-estima, ora baixa auto-estima têm os José Silvas deste "norte".

E porque?
Quem se sente "luso" quando nunca foi luso só pode ter uma ausencia total de auto-estima, renegando as suas origens para se sentir pertencente a uma "tribo" que nunca andou por estas paragens.
Talvez se queiram sentir Lisboetas quem sabe.

Um nortenho com auto-estima não tem vergonha das suas origens Calaicas (Ou galaicas) se preferir, e não se anda a vender a lusitanices ou lisboetices.


Aqueles que venderam e continuam a vender a alma e a identidade do nosso povo não têm de facto qualquer auto-estima.

A palavra que lhes assenta melhor é... vassalos.

Quer provocar comentadores anonimos esteja à vontade, agora quando meter o meu nick diriga-se directamente a mim e pergunte antes de me lançar falsas acusações.

Não existe polemica. O "norte" é galaico, era a região mais povoada da Galecia, a capital situava-se em Braga, são FACTOS. Isso não significa que eu queira ser integrado actualmente na região espanhola da Galicia.

Nós não eramos uma "provincia dependente" da Galiza antiga, NÓS eramos o CORAÇÃO dessa Galécia. Quem não tem auto-estima é quem vende a nossa identidade a outras latitudes, como parece ser o seu caso.


Quer brincar brinque, mas tente brincar com assuntos dos quais percebe alguma coisa, o que não é manifestamente o caso.

Poderá ser mais uma questão de aprendizagem do que de psicologo, quem sabe.

Anónimo disse...

nortenhos que defendem reunificaçao do norte com a galiza tem baixa auto-estima porque uma empresa da galiza veio ca poluir.

nortenhos que defendem a manutençao de Portugal do Minho ao Al-Gharb aind a pior auto-estima têm, pelo que o povo do sul nos tem feito ao longo dos anos e por UMA PESSOA DO SUL E EMPRESAS DO SUL QUEREREM METER ENERGIA NUCLEAR NO NORTE.

muito baixa auto-estima tem o jose silva e todos estes que defendem o portugal do minho ao al-gharb.

Pedro Menezes Simoes disse...

Suevo, o José Silva apenas o acusou de assumir posições racialistas (que se podem comprovar na legiaoinvicta).

"Um nortenho com auto-estima não tem vergonha das suas origens Calaicas."
Pois não. Mas também não tem vergonha das suas origens portuguesas.

"O "norte" (...) era a região mais povoada da Galecia"
Já vimos que dificilmente seria assim. Aliás, o norte durante muito tempo foi pouco povoado.

"a capital situava-se em Braga"
Exactamente. Situava-se. No passado.

"NÓS eramos o CORAÇÃO dessa Galécia."
E Santiago fica na Catalunha...

"pertencente a uma "tribo" que nunca andou por estas paragens.
Talvez se queiram sentir Lisboetas quem sabe."
Que eu saiba Viriato chegou a ir a Vigo. E Olissipo traiu os lusitanos. E os portugueses já abandonaram o tribalismo há muito tempo.
A questão lusitana é apenas um mito fundador. A necessidade de um herói nacional histórico. Se quiser comparar, os Visigodos diziam-se descendentes dos Troianos. Os suevos não sei.

Anónimo disse...

realmente é lamentavel este post do jose silva e deixa muito a desejar ao norteamos.

Diz isto como se o norte não fosse tratado de pior forma pelo resto de Portugal e como se a Galiza fosse uma inimiga. O que diz vira-se contra si e assim quem sofre mesmo de baixa auto-estima é o senhor e nós que defendemos o Portugal do Minho ao Algarve.

O Norte tem sido tratado como uma mera colónia ao longo destes anos por Lisboa e pelo resto de Portugal. Até o imperio Britanico devia tratar melhor as suas colonias.

É lamentavel que tenha feito um comentario destes que acaba por virar o feitiço contra o feiticeiro.
enfim ha tanto para lhe dizer mas nem vou perder mais o meu tempo nisto..

SUEVO disse...

Pareceu-me que meteu tudo ao barulho, e convem que não me confunda com outros participantes mais ou menos anonimos.

Quanto ao resto, e para não eternizar os pontos que refuta, vou-lhe pedir fontes bibliograficas.

""O "norte" (...) era a região mais povoada da Galecia"
Já vimos que dificilmente seria assim."

Quem o disse foi Plínio ( se não souber quem foi leia um pouco)
Plinio fez uma descrição de todas as tribos calaicas (já antes os gregos referiam os Kallaikoi).
Não me vou dar ao trabalho de escrever aqui tudo, não me pagam para tal, mas digo-lhe o seguinte.

Segundo Plinio o conventus Lucensis tinha 166.000 habitantes e a capital era Lucus Augusti,actual Lugo. O conventus Bracaraugustanus tinha 285.000 habitantes, e a capital era Bracara Augusta, actual Braga (Plin., NH 3, 28)

A falta de auto-estima é tanta que não se convencem que não eramos um mero apendice da Gallaecia.

Quanto ao nome, eu defendo Calécia porque segundo múltiplas interpretações, entre as quais as de Mendes Corrêa (1933), A. Tranoy (1981) e Coelho da Silva (2000), a origem do nome da Galiza (Calécia/Gallaecia) dado pelos romanos ao território político-etnico-cultural enquadrado no Noroeste penínsular, delimitado com a Lusitânia pelo rio Douro, é um caso de apropriação onomástica a partires dum topónimo que nomeava apenas o povoamento proto-histórico ou castro de Cale, localizado na área que compreende o Morro da Sé e o monte da Cividade do que hoje é a cidade do Porto. Lugar onde se estabelece a localização originária do primeiro povoamento humano que se tem registrado na cidade. A existência do castro ou cívitas de Cale, transmitido até os nossos dias pelas fontes clássicas (C. Plínio), permite-nos afirmar (concordando neste ponto com as interpretações de quase todos os autores que têm estudado esta questão), que este topónimo, deu nome ao etónimo Calaicos/as (habitantes de Cale), tribo que, além de distribuir-se em vários povoados proto-históricos nos arredores do que hoje é a cidade e a foz do Douro (Sanfins, Penafiel ou Vila Chã), contavam com um lugar de importância capital, devido ao valor estratégico na encruzilhada de caminhos, que na altura, vinha a supor o lugar onde hoje se encontra Morro da Sé e o monte da Cividade do Porto. C. Plinio, que definiria aos habitantes de Cale como Caleci/Galaicos.

Portanto não só eramos a metade mais povoada, como para além disso o proprio nome era o nome da Tribo que habitaria no Douro Litoral (Kallaikoi em grego antigo).

"Que eu saiba Viriato chegou a ir a Vigo."

Cite a fonte. Consoante a fonte que apresentar eu responderei.

Agora vou é ver como está a festa do marisco.

SUEVO

Jose Silva disse...

CAro Suevo,

Peço desculpa por o ter confundido com outros comentadores que defendem a junção ou lá o que é com a Galiza.

De qualquer modo, a minha tese aplica-se também a si. Usar as raizes milenares para determinar a opções de desenvolvimento disponíveis para o Norte não faz qualquer sentido. Assim como não faz qualquer sentido abrir debates de natureza etnica ou afins em todo Portugal. Ninguém sente isso com a profundidade que você sente, mesmo que possa estar lá e o povo não detecte. Esse caminho mais ou menos místico só poderia chegar Às massas numa situação não democrática, obviamente inaceitável para mim nem para não militantes de organizações radicais. As lutas contra a «colonização» lisboeta tem que ser efectuado por caminhos psicologicamente mais saudáveis, sem recorrer a idealizações ou agressividades de natureza etnica ou racial. Use a sua sapiência para esse fim. Será mais proveitoso e sadio.

António Alves disse...

A mim parece-me que todo o tipo de generalizações são perigosas.
O que acontece a alguns portugueses na Galiza é o mesmo que acontece a outros em Castela, na Holanda, na Inglaterra e na Irlanda. É também o mesmo que acontece a brasileiros, ucranianos, marroquinos e outros em Portugal. Sim, nós cá também exploramos miseravelmente imigrantes. Nas obras, nas vinhas do Douro e também em muitas fábricas texteis que vão despedindo trabalhadores para depois contratarem gente que se sujeita a regimes de quase escravatura.
Há sempre gente disposta a explorar os outros e é essa a triste sina dos deserdados da sorte.

Nada nos autoriza, episódios destes ou semelhantes, a julgar todo um país ou região pelas acções de alguns dos seus membros. Se os galegos são uns crápulas, também nós o somos pelo que temos feito a muitos ucranianos, cabo-verdianos e , até, a nossos próprios concidadãos. Ou já se esqueceram do trabalho infantil, do trabalho sem contrato e sem descontos para a segurança social, dos patrões que fecham para férias e desaparecem com as máquinas e dinheiro deixando centenas de famílias no desespero? Infelizmente a pusilanimidade não tem pátria. Também a há, e muita, por cá. Que havemos de chamar aos portugueses que despejam impunemente lixos de obra pelas encostas do Douro abaixo sem qualquer problema de consciência?

Quanto á importância económica da Galiza: além de ser um dos nossos maiores parceiros económicos, é lá que mora o maior cliente do aeroporto Sá Carneiro no sector carga - a Zara.

Anónimo disse...

Pois Antonio Alves a verdade é essa os proprios nortenhos fazem o mesmo aos seus compatriotas nortenhos. Por isso este post cai no ridiculo e vira-se contra si proprio.

E digo mais, se os Galegos fossem tão mauzinhos para com os seus irmãos Galaico-Portugueses, então nem iriam querer utilizar as nossas infra-estruturas, aeroporto, portos, etc, iam era a Madrid ou faziam essas infra-estruturas na sua Galiza.
Mas não, eles querem potencializar as nossas. Muitos Galegos sentem o Norte de Portugal como a metade sul da sua e nossa nação Galécia, até porque essa é a realidade embora não esteja no papel nem a nivel oficial.

Miguel disse...

A paciência do José Silva em responder a três gaiatos desesperados por sair de casa dos pais e arranjar namoradas merece a minha mais profunda admiração.
Bem-haja

Jose Silva disse...

António,

Por tudo o que escreveu prova que a suposta fraternidade ou identidade ou lá o que é, entre galaicos, pura e simplesmente não existe. É apenas business as usual. A tese caí. MAis do que isso: A solução cai.

SUEVO disse...

José Silva

"Usar as raizes milenares para determinar a opções de desenvolvimento disponíveis para o Norte não faz qualquer sentido. Assim como não faz qualquer sentido abrir debates de natureza etnica ou afins em todo Portugal."

Como creio que estou a falar para um economista, vou utilizar outro tipo de discurso.

Decerto já ouviu falar na cultura das organizações, que que orienta e molda o pensamento, o sentimento e a acção dos membros da organização.

As características dos povos são fundamentais para determinar as opções de desenvolvimento desses mesmos povos, já que quando falo nessas características estou a referir-me por exemplo à distancia ao poder, à aversão à incerteza, etc.

Hofstede (acredito que o nome não lhe seja estranho) publicou trabalhos interessantes sobre o assunto.

As implicações da cultura (se quiser chame-lhe cultura regional) nas empresas passam pelo tipo de "chefe ideal", pelas símbolos do estatuto,etc.


Contrariamente ao que o José Silva entende, Schneider com as suas esferas culturais tem uma visão próxima da minha.
Acredita que existe uma esfera nacional e regional que ESTÁ ligada à História, à Geografia, às Forças políticas e económicas, ao Clima, à Religião, etc, que são DETERMINANTES para qualquer organização.

Mas é claro que aceito que o José Silva não veja a Galiza como um parceiro prioritário para as nossas empresas. No entanto, parece que as relações comerciais existem, e o saldo até tem sido favorável ao "norte", pelos menos nos últimos dados a que tive acesso.

A distancia cultural entre o "Norte" e a Galiza é praticamente nula, e o grupo Inditex entedeu e aproveitou isso muito bem.

Ao contrario do que é propagandeado, eu entendo que o nosso mercado natural é a Galiza (seguida da Espanha no seu todo), outros, com os quais discordo profundamente, entendem que os nossos parceiros privilegiados devem ser Angola e os PALOP. A nossa distancia cultural à Galiza é muito menor que a existente em relação aos PALOP.
Claro que podemos enviar para África através do Porto de Leixões tudo aquilo que já não nos serve, mas não é assim que iremos sair da situação em que estamos.

"Ninguém sente isso com a profundidade que você sente, mesmo que possa estar lá e o povo não detecte."

Olhe que não sou o único, Manuel Fraga não teve qualquer duvida em avançar com a comunidade de trabalho do noroeste peninsular, mesmo não existindo "região norte" do lado de cá. Alias, existem também acordos do "norte" com Castilla y Leon aproveitando o princípio das regiões transfronteiriças de Jean Monnet (FEDER) e os programas INTERREG – I e II.

De minha parte dou por encerrado o assunto. Estou certo que não voltará a confundir-me com outros comentadores.

"A paciência do José Silva em responder a três gaiatos desesperados por sair de casa dos pais e arranjar namoradas merece a minha mais profunda admiração."

Se me está a incluir, só tenho a dizer-lhe que não faz a menor ideia de com quem está a falar. Continue na sua frustração e ignorância, a escrever sobre algo e alguém que desconhece totalmente.
O "Miguel" é simplesmente ridículo e insignificante.

Anónimo disse...

"prova que a suposta fraternidade ou identidade ou lá o que é, entre galaicos, pura e simplesmente não existe. É apenas business as usual. A tese caí. MAis do que isso: A solução cai."

e eu digo-lhe a si José Silva:

e tambem prova que a suposta fraternidade ou identidade ou lá o que é, entre nortenhos, entre portugueses do minho ao al-gharb, pura e simplesmente não existe.
É apenas business as usual. A tese caí. Mais do que isso: a tede de nacionalidade, país e nação cai.

Anónimo disse...

o senhor parece burro.
Os 2 argumentos que voce mostra no post para dizer que Galiza e Norte de Portugal são inimigos e não são a mesma nação, acontece a toda a hora em todos os lugares.
Já aqui disseram varios comentadores, que isso acontece com Nortenhos vs Nortenhos, com Bracarenses vs Bracarenses, Portuenses vs Portuenses, Portuenses vs Bracarenses. Nortenhos vs Centro, Nortenhos vs Algarve e vice-versa e por ai adiante.

Os seus argumentos caem completamente por terra mas voce parece nao perceber isso.
Só um acéfalo lê o que você escreveu e conclui o mesmo que o senhor.

António Alves disse...

Caro José Silva,

As conclusões são suas. Do que eu escrevi nada nos permite chegar ao que conclui. Aliás, eu nem sequer me debrucei sobre a questão da "identidade". Limitei-me a alertar que pegar numa notícia/acontecimento desgarrado e querer tirar ilações ou fazer generalizações não fundamentadas não é o melhor caminho.
Quanto à solução: não me parece que esteja para cair; bem pelo contrário, pelo que leio e vejo, caminha com passos seguros. Sem ela nem sequer já se falava em ligações ferroviárias modernas no Norte de Portugal. Também um dia hei-de escrever sobre isso. Isto se tiverem paciência para me ler. :-)

Veloso disse...

a estrategia do José Silva é sempre que um governante galego ou empresa galega faz algo contra o norte, ele aproveita e diz que os galegos são maus e devemos renegar a nossa identidade Galaico-Portuguesa para abraçar e miscigenar e adorarmos a ligação e identidade Galaico-mouro-Luso-Algarbia

Só se a Galiza e os Galegos fossem santos, nunca pecassem e fizessem sempre tudo correcto é que seriam "amigos" do norte e da mesma identidade do norte.

Claro que o que o Sul, empresas e pessoas do Sul fazem ao Norte ha varios anos consecutivos não conta. O sul nunca poluiu o norte, nem aproveitou-se de trabalhadores nortenhos. Nem nunca houve um unico caso de escravidão, nem nada.
O centro e o sul são santos e divinos.
A Galiza é o diabo, de quando a quando ha uma pessoa ou uma empresa que faz mal ao norte.

Qual será a próxima do José Silva? Que um Galego assassinou um Nortenho? Que um Galego roubou dinheiro a um Nortenho?
preparem-se pois desta personagem é possivel tudo.

Veloso disse...

"As conclusões são suas. Do que eu escrevi nada nos permite chegar ao que conclui."

Realmente do seu comentario não é possivel concluir nada do que o Jose Silva concluiu. É impressionante.
Do seu e de outros comentários anonimos é possivel é concluir que isso acontece em vários lugares.
Além de acontecer entre Galegos e Nortenhos acontece entre Bracarenses e Portuenses, ainda por cima com mais frequência!
E a questão da exploração por vezes até acontece dentro da mesma familia, entre irmãos, entre primos, entre pai e filho, enfim...

Anónimo disse...

"prova que a suposta fraternidade ou identidade ou lá o que é, entre galaicos, pura e simplesmente não existe. É apenas business as usual. A tese caí. MAis do que isso: A solução cai."

Seguindo a mesma linha de raciocinio do Jose Silva, la se vai o conceito de região norte também, já que ha empresas de Portuenses a poluir varias cidades do Norte.
O Porto também não pode ser região, pois ha empresas Portuenses que poluem o Porto.
Ha empresas nortenhas que poluem o douro também. E ha nortenhos que exploram mão de obra infantil e adultos pagando-lhes um salario ainda mais miseravel do que na Galiza e resto da Europa.

O melhor é mesmo não haver regiao autonoma, nem independencia do norte.
Continuar Lisboa a controlar tudo e a fazer o que quer.
Se quiser Lisboa até pode poluir o norte e explorar mão de obra nortenha que não faz mal. Se é Lisboa não faz mal. Os vassalos do norte como o José Silva continuarão a achar que Lisboa é amiga e parte do seu país.



"e eu digo-lhe a si José Silva:

e tambem prova que a suposta fraternidade ou identidade ou lá o que é, entre nortenhos, entre portugueses do minho ao al-gharb, pura e simplesmente não existe.
É apenas business as usual. A tese caí. Mais do que isso: a tede de nacionalidade, país e nação cai."

Eu diria que alem de business as usual, é imperialismo por parte de outro povo.
Os Lisboetas e o Sul de Portugal agradecem a pessoas como o José Silva.

migas (miguel araújo) disse...

Caro José Silva
Pelos vistos não cheguei assim tão tarde ao debate como disse.
E mesmo depois deste desenrolar de “trocas e baldrocas”, umas mais claras e interessantes que outras, continuo a não me atrasar. Isto porque o “ponto de ordem à mesa” que lhe solicitei autorização para fazer foi, na maioria dos casos, a questão mais focada.
Não quero com a minha posição dizer que sou radicalmente a favor da independência juntando o Norte à Galiza (até porque esta também ainda não é independente).
O que penso é que não me repugna nada que o Norte (e até prefiro que o estenda um pouco mais a sul até ao Vouga) numa situação de opção independentista, opte por se aliar à Galiza. Pelas razões que apontei (e não penso que a história seja um mito, ela faz parte da identidade de um povo ou região), mas igualmente pela afinidade social e cultural. O Norte tem uma identidade muito mais próxima (senão idêntica) com a Galiza do que com a “mouraria” (realidade histórica) que identifica o sul.
E não considero isto qualquer questão de baixa-estima. Antes pelo contrário. Só revelaria uma enorme auto-estima pelo facto de tal significar um peso importante e uma imagem de relevo que o Norte tem em relação à Galiza. Tome como exemplo a importância que tem, quer para o Norte, quer para a Galiza, a ligação TGV Porto-Vigo. Importaram-se mais os galegos e os nortenhos com este factor de desenvolvimento e união, do que o governo centralista e egoísta de Lisboa, apenas preocupado com a sua OTA e a ligação, bem a sul (preterindo a zona e o eixo Aveiro-Salamanca), até Madrid.
E continuo a achar a questão da toxicidade ambiental um problema meramente pontual e focalizado. E o que dizer do lixo político que gera as opções governamentais de Lisboa para com o Norte? Essas são mais poluentes, exploradoras e escravizantes. Essas sim… é que baixam a nossa estima.
Cumprimentos

Jose Silva disse...

Suevo,

A influência sociológica, cultural, etnica nas organizações é diminuta. As empresas regem-se por leis universais de produtividade. Esta é a dura realidade.

Galaicos,
Vocês é que tem que provar que as afinidades entre galaicos são maiores do que entre portugueses. Vocês é que tem que provar que os galegos não nos «colonizariam» ou «explorariam» como fazem os lisboetas. Os meus argumentos estão aí: O galego do ElPais diz que olha com despreso para os portugueses; A empresa galega trá para cá os lixos tóxicos. Provem lá que são diferentes dos lisboetas.

Pedro Menezes Simoes disse...

"Quem o disse foi Plínio ( se não souber quem foi leia um pouco)"

Sei quem era. E o que diz é verdade. Simplesmente não me referia ao tempo dos romanos, mas ao tempo da reconquista. Aliás, o facto de eu referir santiago mostra isso.

Pedro Menezes Simoes disse...

Suevo, sobre a presença de Viriato em Vigo.

"Pero una noche Viriato entra por el mar con su ejército, acorrala a los romanos entre la montaña y la bahía y libera a la población [Baiona], (...) En el año 60 de nuestra era, Julio César llegó a esta Villa [Baiona]con la intención de asaltar con sus tropas las islas Cíes y destruir a los herminios, allí refugiados, que se rindieron ante el bloqueo ordenado por el emperador romano."

As ilhas Cíes localizam-se à frente da cidade de Vigo.

Pedro Menezes Simoes disse...

Informação retirada aqui, há falta de fonte mais "oficial" neste momento:
http://www.infopontevedra.es/baiona/historia.php

Anónimo disse...

Só uma pergunta ao Suevo, Migas e Amigos:
Infante D. Henrique
José Maria Eça de Queiroz
Francisco Sá Carneiro

Eram galegos, galaicos ou suevos?
Obrigado
João Antunes
P.S. A Beira ainda é galega/galaico/sueva ou já é moura/lusitano/sulista? É só para saber, porque estou com uma crise de identidade tramada...

Anónimo disse...

parece que tambem andam esquecidos com o que lisboa fez ao norte e mais exactamente a pensar em foder o porto.
Faz pressao para uma sede da UE ir para Badajoz em vez de ir para a Galiza, so com o proposito de tirar poder ao Porto. Nos jornais dizia mesmo isso, que lisboa tinha medo que o Porto ganhasse poder e nao queria nada disso, por isso mandou a sede para Badajoz em vez de Vigo.
Lisboa nunca desmentiu isto, portanto mostra bem que o sul de Portugal é bem nosso amigo e nem nos olha como uma mera colónia..

Pedro Menezes Simoes disse...

"Nos jornais dizia mesmo isso, que lisboa tinha medo que o Porto ganhasse poder e nao queria nada disso"

Mais concretamente dizia que não queria dar mais autonomia por medo de vontades independentistas...

Eu disse na altura que não fazia sentido nenhum essa alegação de Lisboa. Porque isso é que criava vontades independentistas, e porque era um disparate achar que existiam essas vontades independentistas.

Vejo que estou 50% errado.
Mas uma coisa parece-me evidente. A mera possibilidade de que uma maior autonomia nortenha possa conduzir à geração de ideias independentistas consegue unir todo o país (incluindo o norte) contra a mais pequena autonomia nortenha.

Cada um que escolha como quer contribuir para o futuro da região. Eu gosto de ser pragmático.

Calaico disse...

"Vejo que estou 50% errado.
Mas uma coisa parece-me evidente. A mera possibilidade de que uma maior autonomia nortenha possa conduzir à geração de ideias independentistas consegue unir todo o país (incluindo o norte) contra a mais pequena autonomia nortenha."

Tem total razão.
Nestas coisas o povo segue a maioria, segue o que está instituido e o que os media defendem.
Nessa hipotese que diz, rapidamente os media e as figuras publicas estariam contra essa facção independentista e o povo como se sabe segue sempre o que os media e figuras de relevo dizem, independentemente de estarem certos ou errados.

Olhamos para Espanha e é precisamente isso que acontece. No caso do País Basco, vemos que o povo esta contra a independencia da sua nação Basca e defende o outro, a Espanha e a continuaçao da separaçao do pais Basco Frances do Pais Basco Espanhol.

Já agora não tenham duvidas que se Portugal não fosse independente de Espanha, hoje a maioria também seria contra a independencia. Seriam uma minoria os que iriam querer independencia do Minho ao Al-Gharb. Penso que haveria muito mais independentistas da Galiza ao Mondego, não tenho duvidas.

O povo segue sempre o que esta instituido, segue sempre a maioria, segue sempre o que os media e figuras publicas defendem portanto esta correcto no que diz.
Um processo de independencia infelizmente é muito complicado.

Pedro Menezes Simoes disse...

"Já agora não tenham duvidas que se Portugal não fosse independente de Espanha, hoje a maioria também seria contra a independencia."

Talvez sim, talvez não. Tudo depende da evolução histórica e das condições em concreto em cada momento. O importante é saber escolher o que nos é mais conveniente e o que faz mais sentido. Quase sempre coincidem.

Anónimo disse...

"O importante é saber escolher o que nos é mais conveniente e o que faz mais sentido."

O que é mais conveniente e faz mais sentido?
Então como não é pela independencia do norte, é pela reunificação com Espanha?
Era mais conveniente e fazia mais sentido. Já seriamos região autonoma, economicamente então nem se fala, já estariamos bem melhor..

Espanha é mais conveniente e faz mais sentido do que o centralismo colonialismo da mouraria.
Temos de escolher reunificação com Espanha então.

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro anónimo, essa não é a minha escolha, nem concordo com o seu raciocínio, que assenta em pressupostos irrealistas.

1- Que dentro de Espanha o Norte não estaria na região autónoma "Portugal"
2- Que a simples pertença a um país diferente melhora automaticamente a situação económica. Se é por aí, eu pedia antes união com a noruega...
3- Que só existem duas opções para o norte, e que passam unicamente por pertencer a determinado país, e tudo o resto nasce por geração expontânea. É por este tipo de pensamento que os países estagnam.

E nem se deu ao trabalho de explicar porque motivo faz sentido a união com Espanha.

Meu caro "anónimo", não é minha função dizer-lhe que opções deve tomar (a cabecinha é para pensar), nem gosto de me repetir. Já expliquei o que penso que deve ser mais valorizado. Quem quiser entender, que entenda.
Será é uma pena que aqueles que maior grau de autonomia pretendem escolham uma forma de acção que sabota as condições necessárias para atingir essa autonomia. Ninguém vai apoiar uma solução que possa vir a trazer problemas maiores.

Leituras recomendadas