20070704

Igualdade

Seis empresas e serviços municipais de transportes acabam de exigir ao Governo a atribuição de indemnizações compensatórias à semelhança do que acontece com a Carris e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) que este ano têm subsídios à exploração de cerca de 65 milhões de euros.A reivindicação é feita à secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, de quem esperam desde o Verão de 2005 uma resposta para a criação de uma linha de apoio para a renovação da frota. Os responsáveis pelos transportes municipais de Aveiro, Barreiro, Braga, Bragança, Coimbra e Portalegre querem uma audiência até ao final do mês, a fim de serem encarados os problemas das empresas, "sob pena de atingirmos num futuro próximo uma situação de ruptura", escrevem na carta enviada ao Governo. Os administradores consideram que a atribuição das indemnizações compensatórias - que nunca tiveram - deve ser feita de forma proporcional à dimensão do serviço prestado e querem ainda que a Secretaria de Estado dos Transportes "faça um ponto da situação relativamente à atribuição da verba anualmente inscrita em PIDDAC (Plano de investimentos da Administração Central) para a melhoria da qualidade e segurança dos sistemas e serviços de transportes públicos, da responsabilidade da Direcção-Geral dos Transportes Terrestres e Fluviais.A necessidade de a frota das seis empresas/serviços municipais de transportes é defendida pelos seus responsáveis "de modo a atingir uma idade média de oito anos em 2009", promovendo a aproximação em termos de idade média às frotas dos operadores de Lisboa e Porto.Na missiva salientam que "o transporte público deve ser, numa sociedade desenvolvida, o principal rosto das políticas de mobilidade, pois representa um instrumento de coesão social importantíssimo, uma ferramenta em prol, dos cidadãos, que deve ser promovida sem reservas".

in JN


Lisboa e Porto não podem ser privilegiados como têm sido até agora. Os transportes públicos nas grandes cidades são necessários, diria mais imprescíndiveis.

2 comentários:

Pedro Menezes Simoes disse...

Nota: O texto tem algumas repetições, é preciso fazer uma revisão...

O que era verdadeiramente necessário era contratualizar o (preço do)serviço público com todas as empresas. As indemnizações compensatórias são atribuidas de acordo com a disponibilidade do orçamento de estado, e do défice das empresas de transportes.

Deveriam ser atribuidas de acordo com o serviço prestado, incentivando assim a boa gestão. Ou melhor, permitindo assim a boa gestão e a existência de serviço público. Como é que alguém gere uma empresa que é obrigada a suportar rotas com prejuízo, se não sabe em quanto vai ser ressarcida? Não há gestão possível...

Jose Silva disse...

Efectivamente um exemplo de tratamento excepcional ao Porto face às restantes cidades a Norte, que tem que ser revisto.

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