20070607

REGIONALIZAÇÃO

«Para o Porto e a região Norte, os custos do não avanço da regionalização são cada vez mais evidentes. Numa altura em que o salário médio de um lisboeta está já 252 acima do salário de um nortenho e em que o Norte regride em todos os indicadores económicos e sociais, não deixa de ser espantoso que a recuperação da balança comercial portuguesa se faça à custa das empresas do Norte.

Uma vez mais se constanta que nunca teremos uma economia sólida sem uma região Norte sólida, o que actualmente depende cada vez mais do avanço da regionalização. Mais: se todas as regiões do país beneficiarão com a regionalização, só a região Norte e o Porto têm a força necessária -- política, social e económica -- para promover essa agenda.»

Tiago Ribeiro no Kontratempos.

5 comentários:

Espectadora Atenta disse...

Sem tirar nem por, efectivamente é verdade o que diz... Porém, não sei se será com regionalização que lá vamos...

Pedro Menezes Simoes disse...

A grande dificuldade é que a autonomia só é normalmente conseguida quando há força económica suficiente. Por isso é que apenas o Norte/Porto tem alguma capacidade reinvindicativa, mas insuficiente.

A regionalização deveria ter acontecido na década de 80. Hoje é muito mais difícil...

Espectadora Atenta disse...

Concordo consigo Pedro!
A regionalização nos dias de hoje, pode ser muito perigosa e até prejudicial para o Norte...
Repare que a Escócia (através de vários grupos de empresários) tem apoiado um projecto de independência e tem tido sucesso...Já está quase! Não acha que é isso que falta no Norte?
Eu acredito mais na independência do que na Regionalização...

Pedro Menezes Simoes disse...

"Não acha que é isso que falta no Norte? Eu acredito mais na independência do que na Regionalização..."
Prefiro uma melhor democracia. A independência não é necessária desde que cada região possa prosseguir a sua estratégia natural.
Para além disso, não vejo argumentos suficientes para a independência. Não há uma base étnica, cultural, linguística, religiosa, política suficientemente diferente que justifique a independência.
Portugal é um país de diversidade (o que jutifica a necessidade de autonomia), mas não apresenta discontinuidades nem diversidades extremas (logo a independência não é uma questão)

Na Escócia, existe:
1. Língua diferente
2. Base étnica diferente
3. Consciência de grupo distinto
4. História diferente

No norte:
1. A mesma língua
2. A mesma base étnica
3. Consciência de comunidade
4. Mesmo percurso histórico

A única questão é o descontentamento em relação ao estado central. Esta resolve-se com mais autonomia, e maior exigência democrática.

Jose Silva disse...

E além do mais, reclamar por mais equidade nacional é infinitamente mais fácil do que qualquer outra alternativa

Leituras recomendadas