20070615

A primeira razão porque Portugal não cresce

Apenas um em cada seis fundadores das novas empresas criadas entre 2002 e 2005 é que tem formação média ou superior. Por outro lado, mais de dois terços dos empreendedores não tiveram formação específica auxiliar para a fundação das respectivas empresas.
No Campus (Jornal de Negócios)

6 comentários:

Anónimo disse...

mas tambem ha muitos grandes empresarios que nao tem formaçao.
alias acima do mondego a maioria das grandes fabricas deve-se a esses senhores..

Pedro Menezes Simoes disse...

É verdade. Mas hoje a gestão tem que ser profissional. Já não há espaço para senso comum. A boa gestão passa pela utilização de conhecimento cientifico, de processos bem definidos, e sobretudo muito métodismo.

Pelo que se conclui do estudo, os "empresários" sem estudos pretendem apenas ganhar mais algum dinheiro, fazendo o mesmo que os outros fazem. Os mais qualificados procuram aproveitar oportunidades de negócio que identificaram, procuram inovar, procuram fazer melhor.

A gestão precisa de pessoas qualificadas. Algumas pessoas inteligentes com experiência poderão fazer um bom trabalho. Tenho muito apreço por muitos empresários com a 4a classe. Mas regra geral são empresários que aprenderam muito de forma autodidata.

Para dar um exemplo (embora isolado) da importância da qualificação, o Sr. Prof. Dr. Belmiro de Azevedo, tem Doutoramente em Harvard. Foi a partir do Doutoramente que a Sonae disparou. Não é por acaso.

CCz disse...

Para mim, não existem nem bons nem maus empresários e ponto.
O mercado é que tem poder e autoridade para qualificar um empresário como bom ou mau. Num mercado livre e leal, os maus são postos naturalmentre fora do mercado pelos bons.

Aliás, se os empresários que existem (com a 4ª classe) são assim tão maus será muito fácil aos empresários doutorados/licenciados entrarem e varrerem-nos para o caixote do lixo da história.

Pedro Menezes Simoes disse...

CCZ,

A qualificação ajuda a atingir patamares de desempenho superior. Maior qualificação significa maior preparação. A estatística demonstra-o como fenómeno global.

Os empresários com a 4a classe têm sido fortemente varridos pelos empresários doutorados e licenciados, em particular no norte. Só que têm sido varridos por doutorados e licenciados estrangeiros.

Era bom para a economia nacional que os doutorados/licenciados fossem nacionais.

CCz disse...

"Era bom para a economia nacional que os doutorados/licenciados fossem nacionais."

Subjectivamente concordo consigo, mas a culpa dos números não é dos empregados com a 4ª classe, esses fazem-se à vida. Os outros, preferem o memanso das universidades, ou do trabalho por conta de outrém.

Ser empresário é arriscar, é ter de trabalhar todas as semanas, para assegurar dinheiro para pagar as contas do próximo mês, e se não se trabalhar, se não se conquistarem clientes o dinheiro não vai aparecer na conta. Ora, a nossa escola, a nossa universidade, a nossa sociedade, não prepara para o risco, vilpendia o lucro, cria subordinados, não aventureiros.

Pedro Menezes Simoes disse...

Apenas queria deixar claro que não é uma questão de julgamento moral. Em termos individuais, é normal encontrar excelentes empresários com a 4a classe. Mas em termos globais, a tendência é que a formação conduza a melhores resultados.

"Ora, a nossa escola, a nossa universidade, a nossa sociedade, não prepara para o risco, vilpendia o lucro, cria subordinados, não aventureiros."
Inteiramente de acordo. Esse é uma das principais conclusões que retiro do estudo. Os nossos licenciados são pouco empreendedores (e aqui faço mea culpa - tenho um curso de gestão).

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