20070621

Rui Moreira apresenta coordenador do estudo na próxima semana

"Deverá ser anunciado, no início da próxima semana, o nome do coordenador do estudo da Associação Comercial do Porto, sobre a opção Portela+1.

A Associação Comercial do Porto pretende fazer um estudo sobre a hipótese de manutenção do actual aeroporto da Portela com o apoio de uma outra estrutura aeroportuária, estudo este que comparará, sobretudo, as diferenças de custo e benefício face a outras soluções.

Uma fonte da Associação garantiu à Renascença que para esse tipo de análise não será necessário um particular reforço de meios financeiros, pelo que a instituição irá suportar os encargos decorrentes dessa avaliação. A Renascença sabe também que Rui Moreira quer envolver a Universidade do Porto na elaboração do estudo e não exclui a possibilidade de contar com a colaboração de outros parceiros – fora da área de influência do Porto – como, por exemplo, a Associação Industrial do Minho."

Reitoria, FEP e FEUP ainda não foram contactadas, mas estão disponíveis para dar contributo "rigoroso" à discussão.

3 comentários:

Anónimo disse...

Toma lá argumentos para a introdução do estudo da PORTELA+1:
1.º) Já existe no Montijo uma base aérea, que, com as necessárias adaptações, poderia servir como segundo aeroporto da capital: o aeroporto "low cost" de Lisboa. A referida base aérea poderia ser transferida para a Ota ou para Beja, onde existe outra, deixada há alguns anos pelos alemães que possui óptimas condições;

2.º) Lisboa ficaria assim com dois aeroportos civis como muitas outras cidades no mundo;

3.º) A questão do novo aeroporto deve ter em atenção o que for decidido para o comboio de alta velocidade, o RAVE ou TGV, como é conhecido pela sigla tirada francês;

4.º) Só vejo necessidade por ora da ligação de Lisboa a Madrid por TGV e se a obra que nos diz respeito não for célere em breve se chegará a Badajoz por esse meio de transporte e daí até Lisboa por autocarro “Expresso”, i.e.: 1 hora de Madrid a Badajoz (300 Km) e 2 horas mais até Lisboa (200 Km);

5.º) Para mais tarde teria também interesse o TGV: Aveiro – Salamanca – França;

6.º) O TGV viaja a 350 Km/hora e já este ano atingiu 575 Km/hora, numa experiência em França, pelo que se espera venha a sua velocidade a aumentar a médio prazo. Mesmo considerando a velocidade actual do TGV a ligação de Lisboa ao Porto é ridícula. Melhore-se a actual linha e aproveite-se as potencialidades do Alfa Pendular;

7.º) A ligação Lisboa – Madrid far-se-ia aproveitando uma parte do traçado da linha já existente entre o Barreiro, Caia e Badajoz, poupando-se algum dinheiro em expropriações;

8.º) O terminal do TGV poderia ficar junto ao Aeroporto no Montijo;

9.º) Em vez de ser o TGV a atravessar o rio Tejo (a 350 Km/h ???) até à gare do Oriente, seria o metropolitano de Lisboa a chegar à Gare do TGV e ao Aeroporto no Montijo. Em alternativa, poderia ser o metro do Sul do Tejo a atravessar o Tejo. Prevê-se venha a chegar ao Seixal e ao Barreiro, mas, nesse caso, teriam que fazer uma outra linha. Entre a Gare do TGV e Aeroporto, passando pelo Barreiro, onde atravessaria o Tejo, e daí até à Gare do Oriente;

10.º) A extensão do metro de Lisboa à outra margem permitiria aos passageiros do TGV, do Aeroporto do Montijo e de muitos dos habitantes do Montijo e do Barreiro a sua distribuição pela capital, aproveitando-se com isso para retirar de Lisboa milhares de automóveis;

110,º) A margem sul é uma zona plana e é, por excelência, o local de expansão da cidade de Lisboa, limitada que está a Norte por uma cadeia de serranias;

12.º) O Montijo permitiria captar passageiros da raia espanhola, que, sendo servido pelo TGV, fica a cerca de 200 Km, enquanto que Madrid está a mais de 300 Km e o respectivo Aeroporto está ainda do lado oposto;

13.º) A OTA por ser mais longe de Lisboa também deve ser pior para o turismo da capital;

No caso de se ser impossível de mudar a opinião pré-concebida do Governo de construir um grande aeroporto para a capital e acabar com o da Portela, então concordo que a melhor solução será Alcochete, que recolhe até algumas das vantagens do Montijo.

Zé da Burra o Alentejano

Pedro Menezes Simoes disse...

Discordo da ligação Lisboa-Madrid.
É mais barato e mais rápido fazer a ligação de avião. E as áreas que serve (exceptuando os extremos) são pouco povoadas.

No modelo Portugues são as zonas intermédias que são servidas e não os extremos.

Por isso a ligação privilegiada deveria ser por Aveiro (ou pelo Douro, como diz José Silva, embora eu não me sinta suficientemente informado para ter preferencia entre os dois).

Isto porque Aveiro (ou o Porto) estão mais próximos de Madrid (estão na mesma longitude), poupando assim tempo e sendo mais competitiva em preço. Serve melhor todas as localidades a norte de Lisboa, e Lisboa perde apenas 15m.
Para além disso, permite o transporte de mercadorias de ambas as regiões industriais do país.

Lisboa-Madrid serve apenas Lisboa e o Alto Alentejo. Em alternativa, a ligação pelo centro/norte é uma linha com muito maior "massa crítica", pois serve todo o litoral norte, o centro e Lisboa.

Anónimo disse...

Não se fazendo a ligação Lisboa-Badajoz (Madrid-Badajoz está em construção), uma das alternativas será a de vir por TGV, não só de Madrid, mas de Paris, Londres... até Badajoz e daí até Lisboa por autocarro.

Zé da Burra o Alentejano

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