20070628

Traçado litoral Porto-Minho-Vigo

Introdução

Neste momento o traçado Porto-Minho-Vigo previsto consiste no prolongamento do Alfa-Pendular Porto-Braga por um novo canal a norte desta cidade até Ponte de Lima e Valença (azul escuro no mapa). Porém, julgo que esta decisão do actual governo central deveria ser revista, tal como o foi a OTA. Este artigo é uma análise detalhada do ponto 6 deste artigo e propõe um traçado mais litoral (não confundir com linha à beira da costa), maximizando a utilização de canais ferroviários existentes, resolvendo o problema da passagem no ASC e sendo bastante mais barato do que o traçado do MOPTC.

Pressupostos

· Apesar de pessoalmente ter várias reservas ao «Keynesianismo do Betão» e às PPP, não vou questionar nesta fase a oportunidade e validade da ligação ferroviária prevista; Aliás, o Norteamos não pretende discutir ideologia ou avaliar a capacidade dos empreendedores portugueses. Para estes temas remeto para os blogues Destreza das Dúvidas (Braga), Blasfemias (Porto) e Empreender (Braga);

· Também não questiono se a ligação a Vigo é mais ou menos importante que a ligação a Madrid ou Lisboa;

· Este artigo tem presente o «Peak Oil», o facto de o transporte rodoviário custar 5 vezes mais do que o marítimo e 2,5 vezes mais que o ferroviário em termos de tonelada/km;

· Que a região Norte continuará a ser produtora de produtos transaccionáveis, físicos, para a Europa, sendo necessário transportes competitivos;

· Os transportes de mercadorias do Norte para a Ibéria, sul de França e norte de Itália serão mais competitivos em ferrovia, sendo que nos restantes destinos europeus o transporte marítimo será mais barato; Ao nível dos passageiros, as viagens em ferrovia dentro da Iberia ocidental tenderão ganhar competitividade à alternativa aerea em termo de preço e comodidade: «El tren de alta velocidad desbanca al avión en los viajes de negocios en la Península»;

· TGV (+300 km/h) não existe; Existe sim CVE (+200 km/h), tal como o AP actual;

· É altamente desejável que o CVE Porto-Minho-Vigo pare no ASC: «Rui Moreira pede a Rio para fazer TGV parar no aeroporto Sá Carneiro»

· Linha Vermelha do Metro do Porto é um erro de planeamento que está a ter procura e satisfação dos clientes inferior à esperada; Consta-se que há estações entre o ASC e Vila do Conde em que o Metro para, ninguem saí e ninguem entra...

Traçado alternativo Litoral (azul claro no mapa):

· Troço Valença - Caminha:, Modernização da linha actual junto ao rio Minho;

· Troço Caminha - Viana do Castelo (Meadela): Novo canal, sendo necessário provavelmente a construção de tuneis;

· Troço Viana do Castelo (Meadela) - Barcelos: Modernização do actual troço linha do Minho;

· Troço Barcelos – Póvoa Varzim norte (Estela): Novo troço, que poderia eventualmente aproveitar parte da antiga linha Povoa-Famalicao;

· Troço Póvoa Varzim norte (Estela) – Vila do Conde sul (Árvore): Novo troço, variante à actual linha Vemelha do Metro do Porto, evitando a circulação do CVE pela zona urbana das cidades da foz do Ave. O Metro do Porto passaria a ser descontínuo e apenas circularia entre o sul de Vila do Conde e o Norte da Póvoa do Varzim.

· Troço Vila do Conde sul (Árvore) - Aeroporto: Com a desactivação da linha Vermelha, este troço, plano e rectilíneo, passaria a ser usado no CVE. No termo deste troço seria efectuada então a ligação de poucas centenas de metros ao ASC;

· Troço Aeroporto-Campanhã: A ser executado poderia ser tal como António Alves o demonstra aqui, usando o ramal de Leixões, actualmente às sem uso.

Braga

Pela posição na hierarquia de cidades a Norte, pelo peso demográfico, e pela importancia politico-económica que tem, Braga e também Guimarães, não podem ficar fora do efeito estruturante que a este investimento ferroviário provoca. Porém há que encontrar um equilíbrio entre esta necessidade e a rentabilidade do investimento. Efectivamente o traçado interior, que passa por Braga é bastante mais caro do que o traçado litoral. Então a solução que proponho é precisamente ligar de forma propriada Guimarães e Braga a Barcelos também por ferrovia, com um traçado, frequência, velocidade e preços que tornem a utilização competitiva. Este novo troço de cerca de 25 km, tem vindo a ser estudado pelas respectivas autarquias, tem um custo inferior por Km ao da linha de velocidade elevada e atravessa zonas densamente povoadas por empresas e população, garantindo procura.. Este novo serviço, a que chamaria Transminho carece de maior detalhe em termos de percurso dentro das cidades de Braga e Guimarães, assim como eventuais ligações a Vizela e Lousada (linha do Douro) a escassos 30 km. Assim Braga não teria paragem do CVE, mas em contrapartida passaria a ser o centro de uma nova linha ferroviária (assinalada a verde no mapa).

Outras questões

· Tal como está previto no traçado Porto-Braga.Vigo, poderão circular nesta alternativa o CVE, comboios sub-urbanos e de mercadorias; Aliás, seria necessário criar uma linha da CPPorto entre o Porto e Barcelos ou Viana, à semelhança das ligações Porto-Braga, Porto-Guimarães e Porto-Aveiro. Seria precisamente este novo braço Porto-Barcelos ou Viana que asseguraria o transporte até ao troço descontínuo do Metro do Porto que sobreviveria entre Vila do Conde e Póvoa do Varzim

· Toda esta proposta (Porto-Minho-Vigo e Transminho) baseia-se em bitola europeia, podendo de raiz efectuar um investimento definitivo. Dada a proximidade entre o Aeroporto e o Porto de Leixões a ligação de mercadorias também seria executada em bitola europeia.

· Os tram-train actualmente previstos para a linha Vermelha poderiam ser na mesma usados na linha Transminho;

· A norte do paralelo que passa por Árvore e Trofa, a alternativa litoral serve exactamente o mesmo número de residentes (400 000 pessoas) que o traçado do MOPTC por Braga.

Vantagens

· Devido à orografia, o traçado litoral é mais barato que o traçado do MOPTC, permitindo o extra Transminho;

· Oportunidade de corrigir o erro de planeamento do Metro do Porto que foi o lançamento de linha Vermelha, reduzindo assim o deficit de exploração, de uma linha cuja rentabilidade e satisfação está abaixo das expectativas;

· Coloca o ASC no percurso proveniente do Minho e Galiza, evitando o seu esvaziamento;

· O canal litoral permite a construção de uma nova linha de sub-urbanos (Porto-Barcelos/Viana);

· O traçado litoral permite mais canal-horário para o transporte de mercadorias do que a alternativa do MOPTC por Braga;

· As expectativas de transporte ferroviário em Vila do Conde/Póvoa do Varzim e acesso ao CVE por Braga e Guimarães não seriam goradas;

· Provavelmente maior volume de negócios para os concorrentes das PPP;

Prós:

· Pessoas colectivas (empresas, imobiliários, autarquias, etc) e individuais em Viana do Castelo, Barcelos e Guimarães

· Eventualmente ACP e Metro do Porto;

· Operadores do ASC (Ana, Tap, Ryanair, etc) pois garantiriam mais passageiros galegos;

· «Cluster» ferroviário: Fornecedores (Transdev, Efacec Transportes, Siemens, Bombardier, etc) e Operadores (Máquinistas CP, candidatos às PPPs);

· Comissão de Utentes da Linha Vermelha do Metro do Porto.

Contra

· Eventualmente Pessoas colectivas (empresas, imobiliários, autarquias, etc) e individuais em Braga;

· MOPTC;

· «Cluster» Rodoviário (Combustível rodoviário, concessionários de auto-estradas, empresas de transporte de passageiros e mercadorias, etc)

Como diz o participante Ventanias: «Um melhor (Norte de) Portugal é possível».

PS: Este artigo tem seguimento aqui: Porto-Minho-Vigo com muita cidadania.



19 comentários:

Pedro Menezes Simoes disse...

Brilhante! A solução parece fantástica, e mostra que no Norte se procuram soluções baratas, e não mega-investimentos publicos que desperdiçam recursos.

Sugiro é retirar o MOPTC dos "Contras". É melhor tratá-lo como defensor do interesse público, do que forçá-lo para a posição de opositor. Dêmos-lhe uma chance...

Não existirá uma oporunidade ainda mais barata?: usar a linha AV existente até meio caminho Famalicão Braga (até onde "guina" para a direita em direcção a Braga), e desviar para Barcelos. E a partir de Barcelos utilizar as linhas referidas?
A ligação ao Sá Carneiro teria que ser feita, em qualquer dos casos (note-se que esta ligação não serve só a Galiza, mas também quem de Coimbra-Aveiro quer apanhar o aviao no ASC).
Adicionalmente, também seria necessário ligar a Póvoa a Barcelos por sub-urbano
Gostava de ver a sua opinião (ou do António Alves, ou as 2...)

Teria como vantagens:
- ser ainda mais barata
- a ligação Barcelos Braga está incluida nesta solução
- torna a viagem mais rápida a partir de Braga
- torna Braga/Barcelos mais "centro da região" do que qualquer outra solução, ao permitir a ligação rapida Viana
- politicamente, mais vendável, pois não implica "desmantelamento" de parte da linha do metro do Porto.
- a linha beneficia do movimento já existente entre Porto e Braga.
- indiferente para o tráfego de mercadorias
- ainda maior vantagens na concretização do metro / suburbano do minho (para transportar pessoas ao TGV, que está mais próximo)

Tem, no entanto, como desvantagens:
- serve pior o Sá Carneiro (tão mal como a solução actualmente proposta)
- talvez tenha menos canal horário para mercadorias (depreendo isto das vantagens referidas no seu post)

Pedro Morgado disse...

Respondi a este post com outro post. De qualquer modo não sei como é que pode dizer-se que fazendo passar o TGV em Barcelos ou Braga se servem as mesmas 400.000 pessoas...

Pedro Menezes Simoes disse...

Pedro,

parece-me que a proposta do JS só é válida considerando a construção do Metro do Minho. Nesse caso, pode-se afirmar que serve mais pessoas. Embora o TGV sirva pior o quadrilátero urbano.

Xavier disse...

se a Galécia fosse um país independente, ao fazer-se um TGV ou linha rapida, obrigatoriamente teria-se em conta Braga (por acaso era a antiga capital da Galécia).

Agora como o nosso noroeste Galaico não é independente, temos de nos sujeitar ao que é importante para os multi-nações Portugal e Espanha.
Aí Braga passa obrigatoriamente a ser secundário, muito secundário..

Salem disse...

Há aqui alguns senãos no traçado do litoral:

a-) Começo pela Meadela que é a minha freguesia. Qualquer canal ferroviário e eventual estação implicaria a demolição de centenas de casas, talvez mesmo do centro nevrálgico da freguesia. Além disso, não éstou a ver nenhum local onde pudesse ser a ponte sobre o Rio Lima. Essa ponte iria também implicar uma mudança enorme em Darque (localidade do outro lado do rio)

b-) Sim, entre o Rio Lima e o Rio Ancora, podia se resolver a questão com túneis ou túnel. Na recente A28 que abriram nessa área preferiram abrir o monte, mas com uma ferrovia teria de ser obrigatoriamente diferente.

c-) Serra de Arga. Area muito sensível. Seriam necessários mais tuneis.

d-) A chegada ao rio Coura. Ou tinhamos uma grande ponte a "sobrevoar" Vilar de Mouros, desde a serra de Arga até ao monte de Góis, o que ficaria ali um amontoado de betão a juntar ao existente da A28, ou então o atravessamento de toda a aldeia.

e-) Por fim, temos a chegada à linha do Minho, que seria feita numa descida vertiginosa, e teriamos uma vez mais a destruição de uma freguesia, neste caso seria Lanhelas ou Seixas.

Eu, pessoalmente, chumbo esse traçado, mas considero que seja qual for o traçado faz sentido que seja junto com o novas ferrovias no coração do Minho, bem como a ida ao aeroporto (que será numa segunda fase) e com bitola europeia (que também será numa segunda fase)

Anónimo disse...

Pois Xavier, assim temos de nos sujeitar ao que Lusitanos e Castelhanos decidem em função dos seus países..
O noroeste sai a perder como sempre e nunca pode assim potencializar as suas cidades e o resto do seu território como deveria ser.

É pena. No passado o noroeste era das naçoes mais ricas da Europa, agora somos uma pobreza, divididos em 2 países que nos controlam a seu belo prazer

Jose Silva disse...

Pedro,

Os concelhos de Famalicão+Braga+PonteLima, isto é, do traçado MOPTC totalizam cerca de 400000 pessoas, o mesmo que totaliza VConde+Póvoa+Barcelos+Viana.

Salém,

Há efectivamente problemas a resolver entre Meadela e Caminha. Mas serão inferiores aos problemas entre Braga e Valença !

António Alves disse...

Esta proposta tem à partida e numa primeira análise dois óbices:

1) O canal metro da linha da Póvoa teria que ser totalmente refeito. Tudo teria que ser levantado para preparar a plataforma para pesos e velocidades de uma superior ordem de grandeza e, pior ainda, teria que ser substancialmente alargado para permitir as entrevias e as margens de segurança que exigem linhas para comboios com velocidades superiores a 200 km/h. Isso implicaria em alguns locais, além de expropriações complementares, a destruição de várias zonas construídas.

2)seria necessário furar a Serra da Arga, a norte de Viana, praticamente até Caminha.

Um abraço

Pedro Menezes Simoes disse...

A solução pode ser ir até valença sem passar por caminha

Jose Silva disse...

António,

1) O upgrade e alargamento da linha Vermelha é mais barato do que a construção de novo canal. Adicionalmente, apenas o troço aeroporto-Árvore ou Modivas seria envolvido.

2) Há alternativas à serra a norte de Viana ! Seria fazer o percurso pela costa onde passa a actual linha do Minho a norte de Viana. É certo que ficaria mais lento.

3) O problema do traçado Braga é que será muito mais caro do que o Litoral. Isso irá reflectir-se no preço dos bilhetes e na procura do serviço. Provavelmente uma vitória de Pirro para Braga...

António Alves disse...

Não me parece que seja mais caro. Novo, absolutamente novo, pouco mais será, nesta 1ª fase, do que o canal Braga-Valença que atravessa uma zona de terrenos pelo Minho interior, muito mais baratos que no litoral. Quanto ao actual traçado da Linha do Minho a Norte de Viana: o problema é o atravessamento de Viana. Já nao há espaço. Além de que fica mais longo e mais lento.

Jose Silva disse...

António,

Não se trata de custos de expropriação do canal.
O problema é o declive Btaga-Valença que necessita de mais tuneis e pontes. Quem me disse foi o Rui Rodrigues.

António Alves disse...

Caro José Silva,

A questão dos túneis e pontes fica para quem sabe: os engenheiros. Agora o preço político, económico e social a pagar é outra questão. Deixar de fora o centro daquela que é a 3ª região mais aglomeradora de população é que me parece um preço demasiado alto.

Jose Silva disse...

Nunca ficaria de fora. Ficaria apenas de fora de ligação directa. Os bracarenses teriam que tomar um metro ou comboio sub-urbano.

MMT disse...

Proposta muito interessante, se a fizermos coincidir parcialmente com a área de vizinhança da A24. Onde houver compatibilidade de parâmatros, em termos de raios de curvatura e perfil longitudinal, parece-me aqui que há possibilidade de equacionar mesmo um traçado para velocidades superiores a 250 Km/h, sobretudo nas zonas mais planas, a Sul do Rio Lima (nas zonas de orografia fácil, não há grande diferença entre construir para 350 Km/h ou 250 Km/h, desde que o movimento de terras (aterros e desaterros) seja ela por ela.

Poder-se-á aqui discutir Braga sacrificada em benefício de Barcelos + Viana do Castelo, embora o "arco ferroviário" (concêntroco) de Guimarães a Barcelos, procure em certa medida reequilibrar este aparente afastamento da capital do Minho. Relativamente a esta "concêntrica" - aliás, devo aqui dizer que é algo que deveria sempre existir, independentemente deste traçado (ou do da RAVE, concorrente com a A3) vierem a ser uma realidade nos próximos anos, na medida em que há uma carência nítida de uma via férrea distribuidora de Guimarães a Barcelos, intersectando o eixo Porto-Galiza, assim como as antenas secundárias provenientes do Lousado e de Nine.

Ainda no tocante a Braga, este traçado apresenta uma outra vantagem: é a questão de evitar o problema da nova estação de Braga, na medida em que o moderno terminal que existe, é de topo, e não serve para uma linha directa à Galiza, senão em reversão - coisa que é inaceitável num caminho de ferro moderno do séc.XXI (já nos basta a Figueira da Foz, que nunca mais fazem uma curva directa, de união das linhas do Oeste e Beira Alta, e põem uma estação moderna, de passagem). A não ser que a RAVE preveja um túnel urbano em Braga (coisas no "segredo dos Deuses").

A passagem em Sá Carneiro é incontornável. Ela também está prevista pela RAVE, se bem que numa fase posterior a 2013 (com a construção do troço Campanhã-Aeroporto-Nine).

Aqui eu equacionaria antecipar desde já este troço, assim como (sem prejuízo à ligação a Campanhã), o assentamento da 2a via na Linha de Leixões, para qual a mesma se encontra preparada desde a sua construção (não é necessário alargar a plataforma nem sequer mexer nas obras de arte - elas já comportam 2 vias), e fazer um pequeno troço, desde as proximidades de Leixões até ao Aeroporto. Isto porque, tal como no novo aeroporto de Lisboa (independentemente da sua localização), seria também importante que a valência suburbana lá chegasse, aqui com uma vantagem estratégica extraordinária, de rebatimento de tráfegos locais para TODAS as radiais a Norte do Porto, e ainda oferecer uma ligação regional directa apontada ao Fouro, via concordância de S.Gemil e Ermesinde.

A complementar esta modernizada linha de Leixões ligada ao Aeroporto, o que faria falta em acessibilidades ao Grande Porto. Simples: fazer com que esta linha abraçasse também a margem esquerda do Douro. Com um novo troço de Contumil ao Sul de Gaia (Valadares ou imediações de Espinho), comportando necessariamente uma segunda travessia ferroviária do Douro possuindo QUATRO vias. Duas de tráfego suburbano local e outras duas de longo curso, preparadas para acomodar três carris e duas bitolas 1435mm/1668mm em simultâneo, possibilitando assim o desafogar definitivo da Ponte de S.João, sobretudo para que existisse uma "família" de serviços de Alta Velocidade oriunda de Sul, dirigida a Campanhã via Contumil, ou até mesmo mais outra, evitando Campanhã, e diringindo-se dorectamente ao terminal ferroviário de Porto-Sá Carneiro, onde teria o seu término e correspondência (ou continuidade por intermédio de material circulante bi-bitola) para o "Eixo Atlântico".

Parabéns pela proposta!

MMT

MMT disse...

Rectificação.

No meu comentário eu falo num traçado maioritáriamente paralelo à A24. Óbviamente que osto é um engano, porque eu estava a referir-me à A28! (Nova auto-estrada Porto-Viana-Caminha-Valença, por ora sob regime de SCUT).

Anónimo disse...

"Xavier disse...

se a Galécia fosse um país independente, ao fazer-se um TGV ou linha rapida, obrigatoriamente teria-se em conta Braga (por acaso era a antiga capital da Galécia).

Agora como o nosso noroeste Galaico não é independente, temos de nos sujeitar ao que é importante para os multi-nações Portugal e Espanha.
Aí Braga passa obrigatoriamente a ser secundário, muito secundário.."

Os "grandes" continuam a ser os "do norte" ...

E porque não continuar a linha Corunha-Vigo de acordo com o mesmo apdrão ... modernização duplicação e electrificação da linha actual (valença-caminha-viana-barcelos-porto) e construção da ligação que falta entre Braga-Guimarães e o Douro (deixando-se um corredor "directo" corunha-vigo-Valença-Braga-regua-salamanca-Avila-Madrid)

Reabilitando-se o ramal de leixões (com ligação ao aeroporto) ??

sotavento disse...

"se a Galécia fosse um país independente, ao fazer-se um TGV ou linha rapida, obrigatoriamente teria-se em conta Braga (por acaso era a antiga capital da Galécia).

Agora como o nosso noroeste Galaico não é independente, temos de nos sujeitar ao que é importante para os multi-nações Portugal e Espanha.
Aí Braga passa obrigatoriamente a ser secundário, muito secundário.."

"Pois Xavier, assim temos de nos sujeitar ao que Lusitanos e Castelhanos decidem em função dos seus países..
O noroeste sai a perder como sempre e nunca pode assim potencializar as suas cidades e o resto do seu território como deveria ser.

É pena. No passado o noroeste era das naçoes mais ricas da Europa, agora somos uma pobreza, divididos em 2 países que nos controlam a seu belo prazer"

Franco era Galego do Ferrol ... Salazar era Beirão de Santa comba.

Portugal deriva duma expansão a sul de certo povo que habitava no noroeste e foi IMPOR as suas vontades aos que lá estavam ...

Espanha deriva de "Castilla" que veio de "Leon e Castilla" ... idem idem aspas aspas ...

Portugal e Espanha só por estes 2 factores teriam ganho muito com uma Galécia independente.

Se alguma coisa está mal na peninsula iberica é RECORRENTEMENTE culpa VOSSA!!! ;)

Mas falê-mos de coisas menos duras de ouvir a certos quadrantes do regionalismo nacional/iberico.

Fazer o TGV a passar pelo litoral não parece boa ideia ... sobrepoe-se á rede "urbana" litoral (porto-povoa = 100km/h em via dupla "ligeira") e á rede regional (barcelos-viana-caminha-valença = 140km/h em via unica com pouco espaço para duplicações) aonde a linha actual chega e sobra pros gastos e ainda permite aumentar o numero de comboios.

Braga-Ponte Lima/Barca tem muito mais possibilidades futuras ... é uma zona SEM qualquer ligação ferroviária ... mesmo que o "TGV" seja um fracasso há sempre a possibilidade de se transformar numa linha de vocação urbana/regional/intercity ... estique-se a linha a sul até guimarães e Douro (2 troços de 14/!5km cada um) e tem assim o interior minhoto razoavelmente bem ligado.

Ligações ao Sá Carneiro são faceis de implementar já que ao lado da inutilizada linha da trofa há espaço e do AFSC para sul são 2 km apenas.

Por outro lado:

Uma linha ou é de AV ou não é de AV ... Velocidade Elevada não existe ... é invenção das nossas cabecinhas pensantes mediterranicas pé descalços.

Linhas novas >250kmh e linhas renovadas >200km/h ... é esta a barreira que separa o C.F. dito convencional do de alta velocidade.

Já temos bem mais de 400km de linha de AV em portugal hoje em dia.

Por outro lado a linha "existente" Porto-Valença se bem modernizada permitiria que se percorressem os 140km em menos de 1h (em comboios directos e passando pela variante sul de Vigo)

Aneker Beker disse...

As opções das linhas desenhadas sobre o mapa apresentado parecem de um retardado mental.
Nesse aspecto, a monarquia e o Rei tinham mais visão do que alguns mentecaptos actuais não haja dúvida.

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