20080119

Porto-Minho-Vigo com muita cidadania


Defendi aqui um traçado litoral da ferrovia Porto-Minho-Vigo (PMV). O governo parece continuar a insistir no traçado interior e a ignorar a ligação ao ASC. Assim, na sequência do trabalho de António Alves, gostaria de acrescentar alguns tópicos a esta discussão reforçando a necessidade do traçado litoral a sul de Braga e no final fazer um apelo de cidadania.

Historial

O CVE Porto-Minho-Vigo não resulta de reclamações ou necessidades do Norte. Resulta sim de uma orientação estratégica da UE cedo antecipada e imposta por Espanha à administração central nacional. A nossa verdadeira necessidade seria ligar o Norte ao centro da península, via linha do Douro ou Aveiro-Salamanca. Mas como o Norte fica permanentemente a ver os electricos a passar, anestesiado com as vitórias do FCP, a administração central acaba por fazer o que quer, por iniciativa própria ou por suspeita e estranha insistência galega.

Ferrovia

Apesar de imposto não podemos negar o interesse. Temos o «Peak Oil», alterações climáticas e eco-taxas. A ferrovia é mais barata do que a rodovia, quer para passageiros quer para mercadorias. Com petroleo a encarecer, esta competitividade será reforçada. Por outro lado a liberalização prevista para o sector, que futuramente permitirá ter comboios da Renfe ou SNCF a operar nas vias nacionais, é provável que os peços fiquem ainda mais competitivos. O PMV custar tanto como hoje custa Porto-Coimbra em AP e eventualmente assutar a procura não terá grande significado no futuro. Lembremo-nos que a A28 Porto-Viana vai ter portagens e que genericamente o combustível rodoviário encarecerá nos próximos anos. Daqui por 5 anos os preços serão equivalentes. A propósito disto, eis um ralato recente da realidade em França: Sarkosi «propôs também um programa de investimento no sector dos transportes, nomeadamente para a construção de 2 mil kilómetros de novas linhas de TGV até 2020 (…) Em Paris, 1.500 km de vias para eléctricos será construída, contra os cerca de 400 existentes hoje. A ferrovia será privilegiada em relação à rodovia, sobretudo para o transporte de mercadorias a longas distâncias, limitando-se a expansão de mais autoestradas e aeroportos. Existirá uma taxa sobre os camiões pesados.» A ferrovia está então a renascer. Os críticos dos investimentos ferroviários deviam pensar 2 vezes antes de criticar: O PMV é um AlfaPendular, um simples comboio de velocidade elevada (CVE) e não uma megalomania da «capital do império».

Solução

Dado que aparentemente é uma decisão irreversível e faz sentido, há que potenciar o PMV através de um bom traçado. Na minha opinião, este deverá conseguir atingir os seguintes objectivos:

· Permitir a criação de uma linha sub-urbana, rentabilizando assim o investimento;

· Potenciar procura do ASC, alargando a sua área de influência/atracção/receitas através de uma ligação ferroviária directa ao Minho/Vigo e através da passagem do AlfaPendular que vem de Coimbra/Aveiro em direcção a Braga;

· Potenciar o desenvolvimento do turismo do Minho, distribuindo para norte do ASC os turistas da Ryanair, (tal como o Metro do Porto o faz para sul);

· Permitir resolver erros de planeamento do Metro do Porto e criar «jurisprudência» na expansão deste;

Assim, a solução é um traçado litoral pelo menos a sul de Braga, replicando a Norte a lógica da linha da Azambuja!

O canal da Linha da Azambuja a Norte

A linha da Azambuja é um dos ramos da CP Lisboa que liga Alcantara-Terra em Lisboa a Azambuja, próximo de Santarém. Como se pode ver nos mapas acima publicados, tem cerca de 53 km de extensão e 23 paragens: 8 paragens nos 10km a sul da Gare do Oreinte e 14 paragens nos restantes 43 km a norte desta estação. Daqui dá para ver que a frequência de paragem dentro da cidade de Lisboa é cerca de 1,25 km, enquanto for a é de 3,1 km. Dá para perceber, portanto, que esta linha tem um comportamento quase de metropolitano de superficie em canal próprio em Lisboa e de comboio suburbano fora. Alguns videos com os seus exóticos comboios aqui e aqui. Este canal tem outra particularidade: Tem um caracter circular sobre a cidade de Lisboa, como se pode ver no mapa, sendo também usada pelos CVE/AlfaPendular nas deslocações deste para/do Algarve. Ora, consegue-se, neste canal ferroviário, coexistir CVE com combio suburbano, que por sua vez executa funções claramente urbanas, de metro de superficie. É precisamente essa a minha (e do António Alves) sugestão para a AMPorto. Os mapas lado a lado são auto-explicativos. O caminho correcto é aproveitar a ligação a Vigo em CVE para criar um novo ramo sub-urbano da CPPorto, em direcção a Barcelos ou mesmo Viana, que desempenhe também funções de (semi-)circularidade urbana dentro da cidade do Porto, via ramal de Leixões e canal da linha Vermelha, tornando até desnecessários alguns investimentos do Metro do Porto.

Consequências para o Metro do Porto

Os erros de planeamento da rede do Metro do Porto só tem paralelo com o seu sucesso operacional:

· Ligação Trindade-Campanha matou a utilidade da estação de S.Bento; Aliás, se os comboios da CPPorto parassem em Campanhã, S.Bento ficaria vazia;

· Foi ignorado o ramal da Alfandega, canal/túnel pronto a usar entre Campanha e Alfandega;

· A linha para Gondomar canibaliza a procura as linhas da CPPorto dado que serão 50% coincidentes; O acesso ao estádio do Dragão poderia ser feito através de apeadeiro das linhas Porto-Braga ou Porto-Guimarães;

· A ligação ao aeroporto em metro cria o actual desincentivo a novos investimentos ferroviários nessa direcção;

· Ligações a Vila do Conde/Póvoa do Varzim e Trofa tem carácter sub-urbano, não deviam ser servidas com a frequência e composições de metro de superficie;

Assim o uso do ramal de Leixões para a ligação Campanhã-ASC assim como a transformação do canal da Linha Vemelha até Modivas ou Mindelo para a utilização pelo CVE PMV e por nova linha sub-urbana da CPPorto para Barcelos/Viana, teriam as seguintes consequencias para o Metro do Porto:

· Linha Vemelha seria reduzida apenas ao miolo urbano Vila do Conde/Póvoa do Varzim, deixando portanto de ser continua. Quem quisesse seguir para o Porto a partir da foz do Ave teria que fazer um transbordo em Modivas ou Mindelo para o novo sub-urbano da CP Porto;

· O facto de o Metro do Porto operar linhas não contínuas geraria «jurisprudência», nomeadamente para expansão do Metro para a zona do Vouga. Assim, haveria então 2 linhas descontinuas, Vila do Conde/Póvoa do Varzim e Espinho/Oliveira de Azemeis (upgrade da linha do Vouga), ambas conectadas aos comboios sub-urbanos da CPPorto;

· Adicionalmente, consegue-se circularidade dentro da cidade do Porto, muito mais barato do que o proposto pelo estudo megalomano da FEUP, onde se propunha gastar meia OTA na expansão do Metro. É bom sinal reconhecer-se que o Metro não pode resolver tudo (nem deve, digo eu);

· A linha Violeta para ASC ficaria um investimento duplicado, apesar de diminuto, revelando que foi um erro.

Cidadania

A definição do traçado do PMV será um teste à maturidade de muitos actores locais, regionais e nacionais. Faço então um apelo ao consenso:

· Rio Fernandes, blogue VimaraperesPorto: Parem de fazer fretes ao vosso partido e governo e deixem de defender o traçado interior; Já ninguem vos livra de terem defendido a OTA, contra os interesses do Norte. Não repitam o erro;

· AMPorto, AMTransportes, CCDRN: Os lugares remunerados e sem risco ninguém vos tira. Agora melhorem o planeamento de infra-estruturas;

· FEUP: Por alguma razão se diz nos paises anglo-saxónicos que «Não deixem os engenheiros sair da fábrica/laboratório». Proponham projectos, PINs tecnológicos. Não se envolvam em planear cidades ou redes de transporte. Deixem isso para os economistas, geografos ou urbanistas;

· Jornalistas do JN, Público, 1ºJaneiro, PortoCanal: Um jornalista e professor universitário numa conceituada faculdade americana de jornalismo dizia sobre a profissão: «Se fossem inteligentes, não seriam jornalistas». Não será melhor ler a Blogosfera antes de inundarem o MSM com asneiras e repetição acéfala de ideias pouco aprofundadas ? Não tem tempo para ler Blogosfera ? Recomendo o GoogleReader com subscrição do Norteamos;

· Senhores da MotaEngil e SoaresdaCosta que tem com principal cliente o MOPTC e indirectamente os nossos impostos: Em vez de 1 ou 2 obras grandiosas com estilo estalinista e explicações freudianas, pensem alternativamente em N pequenas obras que resolvam efectivamente os nossos problemas e que acabem por vos dar carteira de negócios sem onerar os nossos impostos. Lembrem-se que aquilo que para voçês é negócio, para o resto da população são impostos. Esquecer isto está a criar pobres, emigrantes e muito má imágem para o lobby do betão; De qualquer modo, o aproveitamento do ramal de Lexões não excluí algumas obras de maiores dimensões como por exemplo uma ligação por túnel entre o nó VCI/final da A3 e Campanhã, evitando assim o «serpentear» por Rio Tinto;

· Bracarenses: Apoiem o traçado litoral do PMV: Garante-vos o acesso directo ao aeroporto. Em Braga anda meio mundo a berrar contra a centralização do turismo no Porto e agora tem a hipotese de captar na origem os turistas da Ryanair;

· Minhotos: António Marques (AIMinho) pede ao governo o traçado com passagem no ASC; presidente da câmara de Guimarães (PS) pede um traçado que exclui Braga do CVE dando oportunidade para a ferrovia Barcelos-Braga-Guimarães. Va lá. Entenda-se mas não se aliem a Lisboa desta vez;

· Exportadores, AEP, AIMinho, CCIP, Dr Moreira: É preciso lobby na mercadorias, para além do ASC; O Peak Oil está ai; É necessário activar rapidamente exportação de mercadorias por via ferroviária; A existência de um único canal Porto-Braga privará o transporte de mercadorias de horários suficientes;

· Director da CP Porto: Apresente-se não sabemos quem é ou se existe! A sua cara tem que ser conhecida como a de Valentim ou Oliveira Marques.

· Senhores autarcas da AMPorto: Parem de interpretar as ferrovias como um forma de ajudar os vossos amigos imobiliários: Licenciamento de novas construções cresce à boleia do metropolitano. Encarem as redes de transporte como aquilo que são: Transportar com eficiência os vossos eleitores;

· MOPTC: Deixem de ter inveja do Porto ou Norte: Não é pelo facto de o CVE chegar ao ASC e de tornar a região mais competitiva, que equilibra a balança fortemente pendente para Lisboa desde há décadas. Se fôr necessário deixar para uma 2ª fase a ligação ASC-Camapnhã, muito bem, aceitamos. Por cá não é necessário novoriquismo. Basta eficiência. Revejam os estudos da Fase, por favor.

· Blogosfera e concidadãos em geral: O fim da OTA deveu-se sobretudo a vocês e à sorte de estarmos numa crise de crédito para grandes obras e numa recessão que fará cair a procura de transporte aéreo. A cidadania não deve terminar por aqui. Há muitos projectos onde um blogue ou cidadão esclarecido e munido de propostas sensatas e realistas pode fazer a diferença e assim assegurar melhores investimentos públicos, garantindo um melhor futuro colectivo. Repitam o lobby que resultou no fim da Ota; Mais responsabilidde menos aleinação futebolística, por favor!

PS1: Também não tenho terrenos para valorizar em função do traçado.

PS2: Elaborar este texto consumiu várias horas subtraídas à minha esfera pessoal e profissional. Solicito aos leitores a divulgação do link junto de contactos pessoais e institucionais.

15 comentários:

Salem disse...

Antes de tudo convem estarmos todos de acordo e unidos para o mesmo lado.

Discordo de um outro ponto do José Silva, mas no geral penso que está um bom texto.

Não concordo com a questão da linha faseada, penso que se deve fazer tudo de uma vez, senão vão ficar a espera que a linha e o ASC começem a perder competitividade para dizer que afinal não é preciso 2a fase nenhuma.

Para além do ASC acho também vital a passagem por Braga e nunca por Barcelos e muito menos por Viana. Estas duas cidades ficariam ligadas ao AV pela modernização da actual linha do Minho.


Quanto á questão de Lisboa e do arco ferroviario, está muito bem pensado, mas há que frisar também que o alfa nesse arco anda a "morrer". Mesmo que não parasse em Entrecampos nunca poderia andar mais rápido do que anda.

Jose Silva disse...

Caro Salem,

O Norteamos (ainda) não é uma organização que tem que obrigatoriamente consensualizar uma posição única entre os seus membros ! De qualquer modo concordo consigo: Devemos nortear para o mesmo lado !

A linha faseada seria uma cedência para que a ligação ao ASC se faça numa 1ª fase.

Na mina proposta inicial propunha de facto que o CVE não passasse por Braga, embora Braga ficasse ligada ao CVE por Ferrovia. Nesta proposta assumo que o CVE vai a Braga. Apenas defendo o traçado litoral a sul de Braga.

Se de facto o CVE fôr Campanhã-ASC-Mindelo-Nine-Braga e se se fizer um Transminho Guimarães-Braga-Barcelos-Viana, julgo que Barcelos-Viana ficarão compensados.

Tanto quanto sei, em perimetros urbanos todos os CVEs, TGVs reduzem velocidade. Acontecer isso em Lisboa ou entre Devesas-Campanhã-ASC não me parece grave.

César Gomes disse...

Em relação à linha de Leixões caso o comboio de AV lá passe é necessário, no meu entender, tornar a linha mais recta. A linha possuiu muitas curvas em tão pouca distância.

Na questão do Minho é de lembrar que no Polis XXI do chamado quadrilátero está em projecto, segundo dizem, a construção de um rede ferroviária com o objectivo de ligar estas cidades.
Um dos trajectos defendidos pelo presidente da CMG é a ligação ferroviária de Guimarães-Braga-Barcelos. Caso esta ligação fosse construída, não seria útil também electrificar também, pelo menos, até Viana? Assim, por exemplo, o intercidades em vez de terminar em Guimarães poderia prolongar-se para Braga, Barcelos e Viana. Assim estas cidades (Barcelos e Viana) também ficariam ligadas à rede nacional de intercidades. E caso desejassem uma ligação mais rápida poderiam trocar em Braga ou no Porto para uma ligação de AV e no Porto para o TGV.
A ligação ferroviária de Braga ao aeroporto é de extrema importância para esta cidade, e atreveria-me a dizer para o Parque Nacional que se encontra muito sub-valorizado na área de turismo. A UM e principalmente o INL (a ser construído) necessitam de uma "porta" rápida de acesso ao resto do mundo. E preocupa-me o facto de o governo só querer construir o trajecto Braga - Vigo, remetendo o de Braga aeroporto para segundo plano.

António Alves disse...

Caro César,

Tornar uma via mais recta é sempre uma vantagem. Mas a Linha de Leixões não é assim tão sinuosa. Existem troços na Linha do Norte tão ou mais sinuosos que ela. Esse argumento é muito usado para manter esta linha apenas para mercadorias. Se se der ao trabalho de saber porquê talvez vá dar à Resende, empresa de transportes rodoviários que domina toda a zona norte da AMP. Obviamente primeiro passará pelo PS e PSD :->.

Os alfa pendular têm, em unidades simples, um raio mínimo de inscrição em curva 250 m. Em unidades múltiplas (2 acoplados) 300 m. Nada de extraordinário e perfeitamente compatível com a Linha de Leixões. E entre Campanhã e o aeroporto não é necessário uma velocidade muito elevada. O que interessa é o tempo total de percurso entre dois pontos não o facto de num pequeno troço a velocidade ser menos elevada. Como aliás acontece por exemplo em França onde nas zonas de aproximação às maiores cidades os TGV partilham a via com os comboios clássicos. Acredite em mim: há 20 anos que a minha vida são comboios :-)

Quanto aos intercidades, julgo que lavra nalgumas confusões: a via de Guimarães, essa sim, é que é extremamente sinuosa e com raios de curatura mínimos. No dia em que ligarem Braga a Guimarães por ferrovia (ferrovia ligeira - tramtrain) o melhor é acabar com os intercidades em Guimarães. Aquela linha não tem condições. Deverá no futuro ser transformada numa linha de ferrovia ligeira para tram-train. falarei sobre isso em breve.

Meme disse...

Caros,
Não é que me pareçam mal estes e outros exercicíos... e é de facto de salutar a preocupação económica inerente em todos eles! Mas que diabo!
Em Lx vai-se fazer uma nova ponte de 2 mil Milhões de €; uma nova estação, ligação directa ao NAL e para o Porto e Norte de Portugal? Estação!? remenda-se a de Campanhã, ponte!? passa-se pela de S João (n sei como mas assim é como a Vitorino e Jamais venderam a ideia) e para Vigo remenda-se a actual linha de Braga,ligação ao ASC?! que vão de Metro (foi a resposta do Jamais)!!! Pó cara...!
Exija-se uma solução limpinha!!! Estamos a falar de um investimento plo menos para os próximos 50 anos!
Na minha opinião a estação central de TGV na Invicta deve ser a estação da Casa a Música com a linha a entrar por uma nova ponte metro-ferroviária a poente (junto à Arrábida, resolvendo a questão da expansão do metro para sul (sem o bottleneck da São Luis e Av da Républica)!Da Casa da Música, naturalmente a linha seguiria para o ASC passando e integrando-se com o Porto de Leixões. Campanhã é e será o coração sub urbano da metrópole; a Casa da Música a meias com o ASC será o coração intermetropolitano com Lx; Vigo; Madrid; Barcelona; Paris...
Tudo o resto são no curto prazo ideias muito giras mas os nossos filhos não nos perdoarão a falta de visão e ambição.
p.s A nova ponte metro-ferroviária incluindo o túnel no Porto ( a Micas chamar-lhe-ia um figo) não custariam 20% da nova ponte de Lx que serve apenas os "Portugueses" de Badajoz... não se esqueçam que o Desgoverno Português cedeu a Badajoz em detrimento do Porto!!!! Mais um erro que os nossos filhos não irão perceber...
A linha de Leixões deve ser modernizada e integrada na rede do metro do Porto.
Ainda vamos a tempo de exigir isto ao Desgoverno Português? Depende apenas de nós...
Bem hajam

Jose Silva disse...

caro MEME,

Repetir no Norte a incompetência Lisboeta não é a solução pelo simples facto de nós, ao contrário deles não termos a comunicação social a ajudar. A nossa alternativa é a credebilidade das propostas, mesmo que seja injusto face à megalomania de Lisboa. Adicionalmente, temos que nos lembrar do Norte extra-Porto.

Pedro Menezes Simoes disse...

"Na minha opinião a estação central de TGV na Invicta deve ser a estação da Casa a Música com a linha a entrar por uma nova ponte metro-ferroviária a poente"

Caro meme, idealmente seria aí...mas existe uma razão para que as estações de comboio fiquem na periferia das cidades: as estações exigem muito espaço (seria necessário demolir vários edifícios junto à casa da música: uma estação ocupa algumas centenas de metros em comprimento). Além disso, essa estação necessitaria de um túnel de vários kilometros, tanto a sul como a norte (pelo menos atá à avenida AEP). Isso talvez custasse tanto como o resto da linha AV até Vigo... A sua solução parece-me idealista, mas irrealista.

P.S. Para todos os leitores: tentemos evitar usar a expressão TGV para um linha de alta-velocidade, vale?

amaalves disse...

Caro Pedro,

Alta Velocidade - maior que 250 km/h até 350 km/h;

Velocidade Elevada - 200 a 250 km/h. Que é o caso do Porto-Vigo ou actual Linha do Norte.

São estes os conceitos da UIC (União Internacional dos Caminho de Ferro) e união europeia.

Dario Silva disse...

Caro meme:

"A linha de Leixões deve ser modernizada e integrada na rede do metro do Porto."

Portanto, se bem entendi todo o Minho e Douro Litoral ficaria sem Caminho de Ferro (mercadorias) nos seus portos marítimos (nomeadamente no único que o possui - Leixões).
É uma ideia.

Mas não creio que trocar a utilidade de um comboio de contentores por um metro (a redundar outras ligações) vá limpar o porto de Leixões das centenas de camiões que o povoam.
Já viu? são às centas e gastam pelo menos 42 litros de gasóleo a cada 100 km!

Dario Silva.

Dario Silva disse...

Há um dado que julgo relevante destacar:
a Linha de Cintura de Lisboa também compreende um troço de via quádrupla entre as estações de Roma-Areeiro e Campolide o que permite, em alguns momentos do dia, que os comboios de longo curso (Intercidades de Beja, Évora e Faro e o Pendular de Faro) ultrapassem algum tráfego local.

É muito frequente, em horas de ponta, entrarem quatro comboios ao mesmo tempo em Roma-Areeiro ou Entrecampos: dois do eixo Sintra-Areeiro-Azambuja e dois do eixo Areeiro-Coina/Setúbal (Fertagus)

Felizmente, a Linha de Leixões está muito longe desse nível de tráfego.

Dario Silva.

Jose Silva disse...

Com via dupla no ramal de Leixões e no novo troço até Nine e com via dupla entre Campanhã e Nine, a AMPorto teria largura suficiente para o transito de mercadorias.

sotavento disse...

Meme disse...

Caros,
Não é que me pareçam mal estes e outros exercicíos... e é de facto de salutar a preocupação económica inerente em todos eles! Mas que diabo!
Em Lx vai-se fazer uma nova ponte de 2 mil Milhões de €; uma nova estação, ligação directa ao NAL e para o Porto e Norte de Portugal? Estação!? remenda-se a de Campanhã, ponte!? passa-se pela de S João (n sei como mas assim é como a Vitorino e Jamais venderam a ideia) e para Vigo remenda-se a actual linha de Braga,ligação ao ASC?! que vão de Metro (foi a resposta do Jamais)!!! Pó cara...!
Exija-se uma solução limpinha!!! Estamos a falar de um investimento plo menos para os próximos 50 anos!

Na ligação Porto-Lisboa a são joão tem apenas 10 anos e ... olhe ... aponta na direcção certa para ligar o porto a lisboa.

Já a ponte sobre o tejo aponta em direcção á madeira e não ao algarve/alentejo e muito menos a espanha ... são 20/30 minutos que se perdem a dar a volta ao bilhar grande e mesmo assim o atravessamento da 25/4 tem muitas ocndicionantes.

(não se podem cruzar comboios lá em cima e as horas de ponta andam comboios de dois pisos com 8 carruagens lá a pastelar)< comboios de 2 pisos d estes que tambem dariam jeito nas ligações Porto-Aveiro.
É o mesmo que utilizar a S.Joáo para ir do Porto para Braga.

Já as estações ... ai as estações.

A "remendada" Campanha antes das obras tinha 9 linhas ... agora tem 16 ... a "novinha" e "chuvosa" Oriente só tem 8 linhas e é curta.

sotavento disse...

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"amaalves disse...

Caro Pedro,

Alta Velocidade - maior que 250 km/h até 350 km/h;

Velocidade Elevada - 200 a 250 km/h. Que é o caso do Porto-Vigo ou actual Linha do Norte.

São estes os conceitos da UIC (União Internacional dos Caminho de Ferro) e união europeia.
21 de Janeiro de 2008 16:08"

Não há meio termo, ou É AV ou NÃO É AV!

http://www.uic.asso.fr/gv/article.php3?id_article=14

Linhas novas >250km/h
Linhas arranjadas >200km/h mesmo que se usem pendulares

Mas a AV denota 3 vertentes Infraestructura(linha) , Material circulante (comboio) e o SERVIÇO prestado.

Em todos os 3 sentidos o nosso Alfa Pendular é um serviço de AV.

ACO disse...

Não tenho mesmo nem tempo, nem habilidade para ler blogs.
Não me vanglorio disso.
Gostava de falar com alguém do Norteamos ou dos transportes ferroviários.
António Cândido de Oliveira
Direito
Universidade do Minho
acoliveir@gmail.com

Aneker Beker disse...

Querem colocar Braga no meio da linha para Vigo à força e vai acontecer o mesmo que acontece nas autoestradas. Não completaram a A28 até Valença porque a A3, que passa em Braga, ficava inviabilizada (às moscas) coisa que já está... Porque toda a gente utiliza a A28 até Viana do Castelo e depois continua...
O país está cheio de idiotas e retardados mentais.

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