20080109

Novo Estudo Pró-Ota conclui: Ota é pior, mas só um bocadinho!

"Mais um estudo sobre o novo Aeroporto Internacional de Lisboa é entregue hoje ao ministro das Obras Públicas. O trabalho promovido pela Universidade de Coimbra aponta a Ota como a melhor solução."

"A OTA tem melhores acessos"
Melhores ainda que a Portela.

"De acordo com Manuel Porto, um dos autores do estudo, já se sabe que "o aeroporto não é tão mais barato em Alcochete do que na Ota".
A Ota é melhor porque é só um bocadinho pior que Alcochete. Além disso, os custos não interessam para nada.

"A opção Portela+1 também é colocada de parte, por considerarem que se trata de uma duplicação de custos."
Custos tão duplicados que nem vale a pena calcular. Além disso, a localização não interessa para nada.

"Em defesa da Ota dizem ainda que o aeroporto poderá só atingir o limite de 60 milhões de passageiros em 2070. Por esta razão, acrescentam que a impossibilidade de ampliação não pode ser um factor determinante num projecto que responderá às necessidades durante meio século."
Mais: Pode atingir a capacidade limite em 2070, ou depois, ou nunca. E mais ainda: ao contrário de Alcochete que pode ser feito pequeno e barato numa primeira fase, e ampliado à medida das necessidades, a Ota pode ser logo feita com montes de capacidade excendentária que não será utilizada durante os próximos 50 anos.

Nota: Os autores do estudo estão equivocados: o limite de passageiros na Ota é de 40M pax (pressupondo 80 movimentos/hora, sendo que já se identificaram constrangimentos que limitam os movimentos a 70/hora, o que significa um limite de 30 Mpax). Na Portela os custos duplicam. Na Ota, duplica-se a capacidade.

2 comentários:

Salem disse...

em 2070 uma pessoa vai carregar no botão do comando:Londres, e teleporta-se pra lá...=)=)

Pedro Menezes Simoes disse...

4 cenários:
1- Inovação tecnológica ao nível dos meios de transporte, que torna o avião obsoleto como meio de transporte de passageiros (ex. transporte aéreo face ao marítimo na segunda metade do século XX)
2- Inovação tecnológica ao nível da dimensão óptima dos aviões, ora aumentando-a (aumenta indirectamente a capacidade dos aeroportos - ex. metro face ao electrico, transporte ferroviário em geral), ora reduzindo-a e tornando-o viável para distâncias mais curtas (o que implica que os pequenos aeroportos distribuidos ao longo do território são solução mais adequada; ex. electrico face ao comboio), ou no limite possibilitando o avião como meio de transporte individual. Possivelmente, é possível que as duas ocorram simultaneamente (um para curtas distâncias e outro para longas).
3- Inovação tecnológica ao nível da produção/utilização de energia, reduzindo drasticamente os custos do transporte, o que torna mais viável percorrer distâncias mais curtas (implicando também que os pequenos aeroportos distribuidos ao longo do território são a solução mais adequada). Note-se que o "breakthrouhg" seria a redução dos custos de levantar e aterrar.
4- Nenhuma das alterações referidas (quase impossível): o transporte aéreo tornar-se-à significativamente mais caro do que hoje, conduzindo a um crescimento moderado da procura.

A tendência de curto prazo é o aumento da dimensão dos aviões. A de longo prazo é a maior eficiência ao nível da produção/utilização de energia, pressupondo a utilização de uma energia alternativa. Mas tal só deve ter efeito daqui a 30 anos (primeiro é necessária a revolução no sector automóvel).

Mas, claro, os decisores políticos ainda não descobriram o que é uma onda de kondratieff...

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