20071027

Lisboa e Porto são Portugal... O Resto é Portagem!

1. Quem viaja entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos paga o preço mais alto por quilómetro do país. É o princípio do utilizador-pagador.

2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.

3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.

Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.

Contributos muito interessantes para esta discussão nesta caixa de comentários.

8 comentários:

SG disse...

É preciso deixar sempre muito bem vincado que as portagens da A28, A29 e A41 são uma completa injustiça porque não há alternativas. Essas estradas foram construídas para substituir as anteriores N13, N109 e circunvalação do Porto que são agora meras ruas que não constituirão alternativas às autoestradas que ora se pretendem portajar.
Mesmo a A25 foi concebida de um modo que não é igual a uma normal autoestrada: não tem largura suficiente, tem curvas demasiado apertadas e a sua alternativa é inexistente, neste momento.

O Estado não fez a modernização das velhas estradas de Fontes Pereira de Melo. em vez disso fez autoestradas. Agora não pode dizer que é um luxo viajar por elas.

Se alguma SCUT é para acabar, o justo é que a escolha recaia sobre a A22, A23, A24 ou A42, pois essas autoestradas são de boa qualidade, tão boa como a A2,A3,A4,A7,A8,A10 e muito melhores do que a A1.

SG disse...

esqueci-me de referir a A6, no último parágrafo, claro!

Salem disse...

sg

Se a A28,29 e 41 não tem alternativa, muito menos tem a A7,A4 (Se for construida por cima da IP4),A8. E menos ainda tem a A23 e A24.

Quanto à A22, essa sim a pagar.

Anónimo disse...

Porto é portugal, lisboa não, o resto sao vassalos de lisboa com o morgadinho e o jose silva a cabeça

Anónimo disse...

meus amigos, Lisboa é a região mais prejudicada em termos de portagens!!

vejamos: A1, A5, A8, CREL, duas pontes sobre o Tejo, TODAS A PAGAR!!!

acho bem que no porto tb se paqgue, ou andam os de Lisboa a pagar para o resto do país??

Pedro Morgado disse...

Caro sg,

E a alternativa à A11 entre Braga e Guimarães??? Demora-se mais do triplo do tempo...

Pedro Menezes Simoes disse...

Três notas:

1. Por favor não tratem as autoestradas por números, senão os mais "leigos" não conseguirão acompanhar a discussão...

De qualquer forma, quem tiver dúvidas, pode consultar aqui:

http://motorways-exitlists.com/europe/p/portugal.htm

http://www.estradasdeportugal.pt/site/v3/?id_pagina=&id_bloco=19E8FCEA-F366-420F-93A8-F170B12AA926&id_pasta=&grupo=4&Ln=1


2. Para o anónimo: existem autoestradas a pagar e gratuitas no Porto, tal como em Lisboa. Aliás, a ponte Vasco da Gama, em Lisboa, é fortemente subsidiada pelo Estado, ainda que tenha portagem. De resto, é natural que Lisboa tenha tantas autoestradas portajadas. Não há outra cidade com tantas autoestradas. Nesse sentido, é um bom problema...

3. A meu ver, há dois factores a ter em conta para avaliar se uma autoestrada deve ser gratuita / subsidiada ou não. O primeiro é o referido, que é a existência de alternativas. O segundo é o grau de utilização da infraestrutura (vs. externalidades).

A meu ver, uma autoestrada deve ser gratuita se:
a) Não houver alternativas adequadas
b) Ou, mesmo que haja alternativas, a capacidade de utilização a autoestrada não será atingida (nem nas horas de ponta) se a sua utilização for gratuita.

Nos outros casos, deverá ser paga. Deverá inda ser paga quando o seu tráfego é tal que a sua capacidade máxima de tráfego foi atingida, mesmo que não existam alternativas adequadas gratuitas (quando não existir qualquer alternativa, deverá ser mesmo gratuita).

4- Também aqui se revela a necessidade de regionalização. As infraestruturas rodoviárias para tráfego local e regional deveriam estar a ser pagas pelos contribuintes locais e regionais...

António Alves disse...

"é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central."

Tem toda a razão. É uma situação grave que deve ser resolvida. O mesmo se aplica aos habitantes de Trás-os-Montes, Alto Minho e Alentejo a quem têm vindo a ser retirados os serviços ferroviários e ainda por cima têm que sustentar os comboios urbanos altamente subsidiados que servem Braga, Guimarães, Aveiro, Coimbra,Figueira da Foz e Setúbal. Caso paradigmático e escandaloso é o dos barcelenses que estão à mesma distância do Porto que Braga e para lá se deslocarem pagam 4,9 euros no mínimo enquanto os bracarenses pagam apenas 2 euros,isto é, menos de metade. Os barcelenses subsidiam os transportes ferroviários dos vizinhos de Braga. Antes de começarmos a atirar pedras é conveniente olhar para o nosso telhado primeiro.

Mas é verdade: todas estas situações são inadmissíveis e carecem de reparo urgente. Também aqui um governo regional teria uma palavra a dizer.

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