20071018

Porque é que a Porto Editora é um alvo a abater ?

Porto Editora lamenta "circo mediático" gerado em torno da visita dos inspectores fiscais.

"Não há respeito pelo segredo de justiça", frisou o porta-voz da editora, Paulo Gonçalves, em declarações à Lusa, lamentando que "o nome e a imagem de uma empresa, que trabalhou sempre com rigor e seriedade, fique prejudicado de uma forma injustificada".

Porque é que a Porto Editora é um alvo a abater ?

  • Porque é do Porto e não tem protectores suficientes junto do Estado Central;
  • Porque opera no sector dos bens e serviços não transaccionáveis internacionalmente, isto é abrigados da concorrência internacional, mais lucrativos, tal como são as empresas financeiras, telecomunicações, média&publicidade e energia. Estas empresas estão nas mãos de lisboetas e olham gananciosos para o estatuto da Porto Editora;
  • Porque um concorrente com mais de 100 funcionários e mais de 50 milhões de Euros de facturação em 2006 faz inveja a muita gente;
  • Porque os mais espertos já perceberam que o modelo tradicional de livros escolares será substituido a breve prazo por manuais electrónicos, mais lucrativos, área onde a Porto Editora leva avanço sobre as demais; A edição de livros escolares deixará de ser uma actividade tipográfica para passar a ser uma actividade tecnológica;

Por estas razões, não é dificil suspeitar que alguém anda a conspirar para abater a Porto Editora. Quem ? Pista: Veja quem beneficia financeiramente.

 

PS: Eu ajudo: Paes do Amaral comprou recentemente uma série de editoras e também a empresa de tecnologias de informação Réditus.

 

 

16 comentários:

Anónimo disse...

A texto editora (Paes do Amaral) também foi investigada...

Liborio

Jose Silva disse...

Para não dar nas vistas...

Jose Silva disse...

Quem tem a perder com o alarido ? É o pequno ou o grande operador ?

Anónimo disse...

inacreditavel este post!

defende a corrupção e violação da lei portuguesa!

ou só por a Porto Editora estar no Porto, está a cima da lei?

Pedro Menezes Simoes disse...

É engraçado: esta operação furacão, à primeira parelha de empresas portuenses investigadas (Mota-Engil e Soares da Costa), foi denominada de "operação nortada", por ter empresas do norte. Está aqui, no Jornal de Negócios:
http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=287044&Print=1


Curiosamente, já tinham sido investigados no ambito desse processo: o BES, a Delloite, a Delta, o BCP, a Zagope... o mesmo Sérgio Figueiredo ainda não a tinha chamado de operação "sulada" ou "capitalada".

Para mim foi, na altura, uma evidência clara de perseguição jornalistica ao norte.

Não considero, no entanto, que haja aqui perseguição politico-judicial ao norte. Não tenho, pelo menos, dados que me permitam retirar essa conclusão. A única conclusão que retiro é a do aproveitamento jornalistico tendencioso. Creio que é do mesmo que a Porto Editora se queixa. Para além da gravíssima quebra do segredo de justiça.

E.Monteiro disse...

Este post não tem qualquer sentido, as empresas, independentemente de estarem a norte ou a sul (um país tão pequeno como pode existir norte e sul, isto ainda vai dar guerra civil com nos EUA ;-) ) não podem estar acima da lei do estado e por consequente, não podem estar livres de investigação se alguma suspeita o justificar. Não vamos ser cegos nas nossas análises com justificação de uma pseudo-gerra entre Porto e Lisboa querendo no meio disso deitar areia para os olhos de todos os “nortenhos” e “sulistas”, mais propriamente de todos os portugueses.
Portugal é um país pequeno de mais para haver norte e sul, litoral e interior, o do país crescimento tem que ser homogéneo, neste momento o maior entrave a esse crescimento são as GML e GMP que absorvem milhares de euros em alguns investimentos duvidosos. Se tivesse que haver revolta por descriminação seria de todo país contra estas duas áreas metropolitanas.

Sérgio Gonçalves disse...

Sejam do norte ou não, portugal tem de fazer combate á fraude fiscal, ninguém está acima da lei, eu também pago os meus impostos.

http://wwwbragablog.blogspot.com

Jose Silva disse...

Não estou a defender as eventuais fraudes da Porto Editora. Estou a questionar quem lucra com o alarido mediático. Relambro que Paes do Amaral esteve ligado ao Independente e TVI sensacionalista. Sabe portanto como queimar na praça pública.

António Alves disse...

ainda existem uns líricos (ou talvez não) que acreditam em coincidências.

como dizem os castelhanos: ... pero que las hay, hay!

Anónimo disse...

estes posts são mesmo para rir..


meu deus...

devem pensar que em Lisboa estamos muito preocupados em lixar as empresas do Porto e do Norte não ?
LOL

Jose Silva disse...

Para o último anónimo:

«devem pensar que em Lisboa estamos muito preocupados em lixar as empresas do Porto e do Norte não ?»

Obviamente que o povo de Lisboa anda entretido com o Benfica, em como gastar menos horas a chegar ao emprego ou renegociar o crédito à habitação.

As elites centralistas é que tem como única sobrevivência cobiçar o resto de Portugal.

Você anónimo, como não pensa nestes assuntos, e até acha que são ridículos, pertence ao povo, sabia ?

Anónimo disse...

este post, mostra o porque do norte estar tão atrasado..

..em vez de se preocupar em cumprir a lei portuguesa e criar empresas inovadoras, não..tá mais preocupado em defender empresas corruptas e a dizer q a culpa é de Lisboa...

António Dias disse...

Concordo integralmente com tudo aquilo que disse no seu post!

Aproveito para lhe deixar os meus parabéns pelo blog excelente que tem vindo a cultivar!

jb disse...

Concordo plenamente com tudo o que disse no post.

Em termos gerais, as coincidências, quando existem, são escassas. É uma questão de estatística.

A propósito de anteriores "comentários":

"...um país tão pequeno como pode existir norte e sul..."

Curioso! Em termos de UE, mais de metade dos membros da UE é mais pequeno que Portugal.
Então? seremos assim tão pequenos?

"Portugal é um país pequeno de mais para haver norte e sul, litoral e interior....
o do país crescimento tem que ser homogéneo, neste momento o maior entrave a esse crescimento são as GML e GMP que absorvem milhares de euros em alguns investimentos duvidosos"

Pois.... a questão é mesmo essa: o crescimento homogéneo. Que não pode existir quando há diferenciação de tratamento

teresa ramos disse...

É urgente fazer uma lei que proíba investigar qualquer empresa ou pessoa nascida no Porto.Isto para evitar que os senhores bem falantes(ou bem blogantes) do Porto se sintam descriminados.

Pedro Menezes Simoes disse...

Teresa,

o post não critica a investigação. Critica o mediatismo parcial.

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