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20100519

Norte salva-se porque Lisboa vai ter que mudar de vida

Faria de Oliveira, presidente da CGD: "Temos que mudar radicalmente de vida. Temos de mudar a sério"; "não nos podemos resignar ao aparente crescimento lento que a desalavancagem acarreta".


Alavancagem: In finance, leverage refers to the use of debt to supplement investment.


Boletim estatístico de Abril de 2010 do Banco de Portugal, quadro B.4.4. - EMPRÉSTIMOS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS A SOCIEDADES NÃO FINANCEIRAS E PARTICULARES, Por distrito / região autónoma - Saldos em fim de ano de 2009:


  • Dívida do Distrito de Lisboa: 109 317 milhões de euros
  • Dívida total do Continente e Ilhas: 255 773 milhões de euros
O distrito de Lisboa representa 42% da dívida privada nacional.

Adenda: «Portugal está muito alavancado». Deveria ler-se «Lisboa está muito alavancada»

20081011

Gato por lebre

«Algum tempo após a publicação do meu trabalho acima referido, tive conhecimento que o percurso espanhol entre Madrid e Badajoz, passando por Talavera, Cáceres e Mérida (actualmente com a extensão de 461 Km) deverá ficar mais comprido do que eu previa rondando, agora, os 430 Km; o que vem confirmar a ideia que os espanhóis não estão interessados na muito alta Velocidade, contentando-se - e bem - com a velocidade Elevada e que a Ministra do Fomento chamou de "altas prestaciones" para contento dos pacóvios de cá e de lá.»

Henrique Oliveira e Sá confirma neste texto, mais uma vez, aquilo que eu aqui já tinha alertado. Este facto vem tornar ainda mais imprescindível a ligação Porto-Braga-Vigo. Será a única via de ligação minimamente competitiva à rede ferroviária transeuropeia que restará a esta região.

António Alves

20080523

Deve uma cidade ser privilegiada por ser a Capital?

Há dois tipos de pessoas:

1 - As que ser Capital é apenas o estatuto da cidade que acolhe a sede do Governo
2- As que consideram que ser Capital deve comportar privilégios especiais para a cidade que detém esse estatuto.

Para as primeiras:

  • Ser Capital é uma honra para uma cidade.
  • Ser Capital é um estatuto temporário, ainda que se possa prolongar indefenidamente.
  • Ser Capital é um privilégio atribuído pela totalidade do povo de um país, e ao povo do país pertence a possibilidade de atribuir esse privilégio.
  • A Capital é uma cidade igual às outras (as diferenças advém do peso económico, demográfico, histórico, …). As decisões políticas devem ter em conta o interesse comum.
  • Nenhum privilégio pode ser atribuído à Capital apenas por ela ter esse estatuto.
  • Projectos na Capital com impacto local devem ser financiados localmente, tal como em todas as outras cidades.
  • Em caso algum o Governo nacional pode assumir funções locais na Capital.

Para as segundas:

  • Lisboa é a cidade mais importante: é a Capital.
  • Ser Capital é um direito permanente e inalienável.
  • Ser Capital é um direito que pertence à Capital já estabelecida, Lisboa.
  • A Capital é uma cidade mais importante que as outras. As decisões políticas devem ter sempre em conta o particular interesse da Capital.
  • Privilégios "sem dono" devem ser atribuidos à Capital pois esta cidade tem os mesmos motivos que todas as outras cidades para receber o privilégio mais um: é a Capital. A atribuição rotativa de privilégios não é uma possibilidade.
  • Projectos na Capital com impacto local são "Grandes Desígnios Nacionais" e devem ser financiados a nível nacional. Projectos semelhantes noutras cidades não são desígnios nacionais.
  • O Governo nacional considera que o exercício de funções locais na Capital é de interesse nacional.

Em Portugal vivemos no sistema imposto pelas segundas.

20080226

O «fim» de Lisboa já se avista

«A Tetra Pak Ibérica está sedeada em Espanha, em Arganda del Rey nos arredores de Madrid e o seu director geral é o antigo director geral da Tetra Pak Espanha, Adolfo Orive».

O facto de a Tetrapak Portugal estar a ser absorvida nas actividades de maior valor acrescentado, mais sofisticadas, melhor remuneradas pela Tetrapak Espanha, sedeada em Madrid é significativo. Para além desta empresa, também as decisões de crédito de elevado montante e centro informático do Banco Popular e Santander, a sede da SAP, Oracle, Nissan e Michelin tiveram o mesmo destino. Isto significa que o processo de «Drenagem» de actividade económica que Lisboa realizou sobre Portugal nos últimos 30 anos (sobretudo a Norte) está agora a repetir-se de forma diferente: As multinacionais deslocalizam-se de Lisboa para Madrid. Adicionalmente, o fim dos subsídios da U.E, a emergência da comunicação social livre via Internet e o resto de Portugal quase todo desertificado significam que a estratégia de «Drenagem»/Centralização, o verdadeiro modelo de crescimento económico de Lisboa está com fim marcado. Por isso o desespero das suas oligarquias (ou candidatos) faz com que a Corrupção suba, que a SEDES lance alarmes e que os pensadores sediados em Lisboa (Pacheco Pereira, Adelino Maltez, ABCaldeira, António Maria, António Barreto, etc) confundam a decadência da sua região com decadência de Portugal.

PS: Na perspectiva de Português não me alegro com a desgraça de outros Portugueses. Mas numa perspectiva individual fico contente com este novo facto: Demonstra que sempre estive certo no meu diagnóstico.

20071027

Lisboa e Porto são Portugal... O Resto é Portagem!

1. Quem viaja entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos paga o preço mais alto por quilómetro do país. É o princípio do utilizador-pagador.

2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.

3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.

Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.

Contributos muito interessantes para esta discussão nesta caixa de comentários.

20070715

Eleições de Lisboa

1. O bom povo de Famalicão (?) foi a Lisboa felicitar António Costa (deu na SIC!). São as malhas que os aparelhos partidários tecem. Isto sim é provincianismo. Tristes.

2. Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem.

20070705

Onde devo estudar se quiser um lugar político de destaque?

Pedro Menezes Simoes ficou deprimido com a triste constatação da realidade. Uma realidade que, aliás, não nos surpreende (I, II). Lisboa, Lisboa e Lisboa. Vejamos os locais de formação académica dos Ministros do Governo Sócrates.

LISBOA (12): Luís Amado: Economia pela Universidade Técnica; Pedro Silva Pereira : Direito pela Faculdade de Direito; Nuno Severiano Teixeira: História pela Faculdade de Letras; Rui Pereira: Direito pela Faculdade de Direito; Alberto Costa: Direito na Faculdade de Direito; Francisco Nunes Correia: Engenharia Civil pelo IST; Manuel Pinho: Economia pelo I.S.E.; Jaime Silva: Economia pelo I.S.E.; Mário Lino: Engenharia Civil pelo IST; Vieira da Silva: Economia pelo ISEG; Maria de Lurdes Rodrigues: Sociologia pelo ISCTE; Mariano Gago: Engenharia Electrotécnica no IST.

PORTO (3): Teixeira dos Santos: Economia pela faculdade de Economia; Isabel Pires de Lima: Filologia Românica na Faculdade de Letras; Augusto Santos Silva: História pela Faculdade de Letras.

COIMBRA (1): Correia de Campos: Direito pela Faculdade de Direito.

Será que Lisboa forma os melhores quadros, mesmo não dispondo, à partida, dos melhores alunos?
Será que os licenciados nas chamadas Universidades Novas (com mais de 30 anos de vida) não têm competência para integrar um governo?
Quem souber que responda.

20070704

Que pólos de competitividade para Portugal III

"Uma decisão estratégica

A política pública tem a responsabilidade de dar o mote e marcar a agenda. Iniciativas como as "Cidades e Regiões Digitais", "Acções Inovadoras de Base Regional", entre outras, têm tido o incontornável mérito de colocar estas temáticas na agenda e de reforçar os infelizmente nem sempre muito fortes níveis de cooperação e articulação entre actores territoriais (Municípios, Universidades, Centros I&D, entre outros).

Mas engane-se quem pense que serão capazes por si só de alterar o panorama global. O que está verdadeiramente em causa em tudo isto é a assunção por parte do país dum verdadeiro desígnio estratégico de alterar o modelo mais recente de evolução de desenvolvimento e de implementar "Pólos de Competitividade" ao longo do país, fixando dessa forma riqueza e talentos que doutra forma tenderão a concentrar-se unicamente na grande metrópole.

Neste contexto, a questão surge então – que Pólos de Competitividade deverá o país privilegiar e de que forma deverão ser operacionalizados ao longo do território? São conhecidos nesta matéria várias experiências internacionais, que vão da Finlândia ao conhecido modelo francês, passando pelo modelo de organização consolidado nos últimos anos em Espanha, através das Regiões Autónomas. Não há soluções universais e deve ser atenta nesta matéria a particular especificidade do nosso país e as competências centrais de que dispõe. Acima de tudo, há que tomar opções de forma clara e ser muito claro que haverá zonas territoriais preteridas face a outras, mas o bem de uns é o bem de todos. O papel do Investimento Directo Estrangeiro de Inovação, articulado com Universidades e outros Centros de Competência, vai ser decisivo nesta área e ao Estado caberá a inelutável missão de regular com rigor e sentido estratégico.

Seria muito mau para Portugal e para os portugueses que, em 2015, 45,3% da população se concentrasse na Grande Lisboa. Portugal não é nem quer ser um país como o México. Portugal é um país da União Europeia, convicto do seu paradigma de desenvolvimento e apostado em fazer assentar o seu futuro num compromisso que se pretende sustentável entre a tradição duma história única e a inovação dum futuro diferente. É por isso que a urgência operativa do Programa dos "Pólos de Competitividade" se torna um imperativo de reencontro do nosso país com o seu futuro mais próximo."

Por Francisco Jaime Quesado

20070701

Que pólos de competitividade para Portugal II

"Uma metropolização incontrolável

Os dados do estudo "Prospectivas de Urbanização do Mundo", do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, são muito claros. Além dos 45,3% de concentração da população portuguesa na Grande Lisboa (aumentando o número de habitantes de 3,8 milhões em 2000 para 4.5 em 2015), também a Área Metropolitana do Porto vai ter um crescente peso na demografia portuguesa, destacando-se em 2015 claramente como a segunda maior área urbana do país com 23.9% do total da população.

Ainda segundo o mesmo estudo, nas zonas rurais permanecerá apenas 22,5% da população e nas outras áreas urbanas vão viver apenas 8.3% dos portugueses. Ou seja, uma clara secundarização do papel das Cidades Médias, o que contraria todas as tendências internacionais e a prática da política pública dos últimos anos.

Apesar da relativa reduzida dimensão do país, não restam dúvidas de que a aposta numa política integrada e sistemática de Cidades Médias, tendo por base o paradigma da inovação e do conhecimento, com conciliação operativa entre a fixação de estruturas empresariais criadoras de riqueza e talentos humanos indutores de criatividade, é o único caminho possível para controlar este fenómeno da Metropolização da capital que parece não ter fim.

O papel das Universidades e Institutos Politécnicos que nos últimos 20 anos foram responsáveis pela animação de uma importante parte das cidades do interior, com o aumento da população permanente e a aposta em novos factores de afirmação local, está esgotado. A alternativa desenvolvida nos últimos anos, centrada nas infra-estruturas rodoviárias e na ancoragem de animação local através de "shopings" também não terá grande futuro, pois será muito limitada pela ausência de valor acrescentado gerado e pela incapacidade de manter estáveis níveis de consumo essenciais para manter a actividade local pretendida.

É por isso fundamental que a aposta concreta em projectos de fixação de riqueza e talentos nas cidades médias portuguesas tenha resultado. É um objectivo que não se concretiza meramente por decreto. É fundamental que a sociedade civil agarre de forma convicta este desígnio e faça da criação destas "Novas Plataformas de Competitividade" a verdadeira aposta estratégica colectiva para os próximos anos.

O aumento dos fluxos migratórios do interior para as grandes cidades, por um lado, e para o estrangeiro, por outro, envolvendo tanto talentos como segmentos indiferenciados da população afectados pela onda crescente de desemprego, tem que ter uma resposta cabal. Só assim se conseguirá evitar que Portugal se torne um país "dual", incapaz de consolidar uma coesão territorial e social essencial na estratégica de afirmação colectiva como um país desenvolvido no novo mundo global."

Por
Francisco Jaime Quesado

20070629

Que pólos de competitividade para Portugal I

Segundo um estudo da ONU, em 2015 a Região da Grande Lisboa vai comportar 45,3% do total da população do país, tornando-se na terceira maior capital metropolitana da União Europeia, logo a seguir a Londres e Paris.

Apesar da tónica colocada no desenvolvimento do interior, o certo é que o tempo passa e as soluções teimam em aparecer. A definição estratégica do Modelo de "Pólos de Competitividade" para o país torna-se mais do que nunca decisiva e compete ao Estado o Papel central de dinamização dum Programa Estratégico para uma maior coesão social e territorial do país.

Numa Europa das Cidades e Regiões, onde a aposta na inovação e conhecimento se configura como a grande plataforma de aumento da competitividade à escala global, os números sobre a coesão territorial e social traduzem uma evolução completamente distinta do paradigma desejado.

A excessiva concentração de activos empresariais e de talentos nas grandes metrópoles, como é o caso da Grande Lisboa, uma aterradora desertificação das zonas mais interiores, na maioria dos casos divergentes nos indicadores acumulados de capital social básico, suscitam muitas questões quanto à verdadeira dimensão estruturante de muitas das apostas feitas em matéria de investimentos destinados a corrigir esta "dualidade" de desenvolvimento do país ao longo dos últimos anos.

Por Francisco Jaime Quesado

20070619

Não é medo de represálias...

A verdadeira razão pela qual os empresários que pagaram o estudo de Alcochete quiseram o anonimato é bastante simples. Não é medo de represálias.

A verdadeira razão é a mesma pela qual todas as grandes empresas deslocaram os seus centros de decisão para Lisboa. Para receberem benefícios do Governo. As empresas em Portugal não vivem sem a protecção, subsídios, ou favorecimento do Estado Central. É contra isso que lutamos aqui no Norteamos. Contra a distribuição de benefícios baseada nas ligações pessoais, na troca de favores (e de cadeiras).

Não é medo de represálias... é medo do fim dos benefícios.

20070615

Mais uma câmara do Norte a apoiar clubes de futebol do Norte

Câmara de Lisboa quer pôr Estádio do Restelo apto para Taça UEFA
Na verdade, não tem nada de mais. Mas se fosse no norte, o que diria a comunicação social? (nota: sou sportinguista).

20070613

Estratégia de desenvolvimento regional sui generis

Há uma razão para o governo querer fazer o aeroporto de Lisboa o mais longe possível de Lisboa. Nos próximos anos haverá dinheiro europeu destinado ao desenvolvimento regional para gastar. Esse dinheiro serve para aproximar as regiões mais pobres da União Europeia das mais ricas e por isso só é atribuído a regiões pobres. Acontece que o rendimento da região de Lisboa e Vale do Tejo já está muito próximo da média europeia. As obras públicas dentro desta região não deviam ter direito a verbas para o desenvolvimento regional.

O governo teve então a brilhante ideia de redistribuir parte da região de Lisboa e Vale do Tejo pela Região Centro e pelo Alentejo. Desta forma, terrinhas a 30 ou a 50 km de Lisboa deixaram de estar numa região rica e passaram a estar numa região pobre. O que é excelente porque o governo poderá continuar a investir fundos que deviam servir para aproximar regiões ricas e pobres numa região que já é de longe a mais rica do país.

Isto também quer dizer que verbas que deviam ser usadas no interior do Alentejo ou no Distrito da Guarda passam a ser usadas enriquecer ainda mais a região de Lisboa. Pode argumentar-se que não é bem assim, que Alcochete e a Ota ainda não foram bafejadas pelo progresso que irradia da capital. É certo que os investimentos públicos se estão a deslocar a cerca de 50 km por década em direcção ao resto do país, mas por este andar só chegarão a Bragança no início do século XXII. Para já, com a construção do aeroporto de Alcochete, o Alentejo fica estatisticamente mais rico.

João Miranda, no Blasfémias

20070605

O país que é uma anedOTA II

  • Nos mesmos 10 minutos, deu ainda para assistir à grande confusão com que foi utilizado o conceito de "Fachada Atlântica".

  • O conceito de Fachada Atlântica é uma forma de ver Portugal. A Fachada Atlântica corresponde a todo o Portugal, em particular o litoral, e vê o nosso país, não como periferico em relação à Europa, mas como a porta de entrada da Europa em relação às Américas e África.

  • Em consequência, a estratégia de desenvolvimento de Portugal, em particular nas áreas de logística e transportes, deveria privilegiar o desenvolvimento de infraestruturas que alavancassem nesse posicionamento de fachada atlântica. Até aqui muito bem.

  • A partir daqui a confusão instalou-se. Como se o novo aeroporto de Lisboa fosse a estratégia para o desenvolvimento da fachada atlântica. Lisboa está na fachada atlântica, mas não é a fachada atlântica. É bastante difícil compreender como é que a subordinação do ASC e Faro à OTA vai desenvolver a fachada atlântica. Pelo contrário, vai reduzir o seu alcance e submeter as periferias ao poder de Madrid. Quanto muito, serviria (alguns) interesses do Vale do Tejo. A OTA NÃO É UM PROJECTO NACIONAL. É UM PROJECTO REGIONAL. Qual foi a parte de "novo aeroporto de LISBOA" que não compreenderam?

  • Depois, ninguém ainda explicou foi em que é que ter um mega-aeroporto para passageiros que só estão de passagem (aterram em Portugal para partir imediatamente para outro sítio) contribui para o desenvolvimento da fachada atlântica (ou para o desenvolvimento de Lisboa).
Leituras recomendadas