20070926

Região de Turismo do Norte: Um Requiem ao Minho

Entende a Comissão de Coordenação da Região Norte (e alguns minhotos aplaudem) que nem a magnifiência do Parque Nacionalda Peneda Gerês, nem a monumentalidade histórica de Guimarães, nem a vastíssima riqueza arquitectónica de Braga, nem o enorme valor cultural de Ponte de Lima, nem a magistral etnografia de Viana do Castelo justificam marca própria. E eis que o Minho mais não será que um apêndice dessa marca chamada Norte Porto cuja aposta se centrará assumidamente no Douro, no Douro e no Douro.

E, perante isto, o que nos reservam as forças vivas do Minho para além de um enervante silêncio, pontuado aqui e ali por uma ou outra voz dissonante? Nada.

Dirão que foram levados no engodo? Impossível.

O intento de arrastar os fundos de todo o Norte para a promoção da marca "Porto" está bem anunciado nas páginas do JN: «Neste contexto, a futura Região de Turismo do Norte - que irá contar com um investimento de 100 milhões de euros para a promoção da região - pretende utilizar a marca "Porto" em todos os seus destinos e afirmar-se como a quarta grande marca turística portuguesa, depois do Algarve, Lisboa e Madeira.»

Porque o Norte não é o Porto. Porque o Porto não é o Norte. Porque o Porto não precisa do Minho para se promover. Porque o Minho tem identidade, tem história, tem gente, tem força e tem potencial, junto-me a Henrique Moura e a todos quantos lutam para não deixar morrer o Minho.

[versão integral aqui]

37 comentários:

Dany disse...

"nem a magistal etnografia de Viana do Castelo"

Não percebi esta parte.
Não é todo o norte Galaico do ponto de vista etnográfico (por enquanto)?
Se ainda me falasses da magistral etnografia da Póvoa, que esses têm mais sangue viking que o resto do norte (segundo dizem, quando la foi não vi mais nordicismo, talvez tenha desaparecido com o tempo), agora Viana!!??

Ou será que queres dizer que as mulheres de Viana são mais giras que as do resto do Norte?

Jose Silva disse...

Concordo, Pedro. O Porto mostra que quando tem poder comporta-se com o Norte como Lisboa faz com Portugal.

Anónimo disse...

Forças vivas do Minho? Passo 30% do meu tempo no Minho, entre Viana e Coura... as únicas forças vivas são a nortada de Agosto em Viana e a geada de Janeiro em Coura.

Ou estariam a falar dos pataratas das regiões de turismo? Ou dos patetas que passam o tempo a discutir se Caminha é Lima ou Minho?

Miguel Barbot

FM disse...

Este é mais um passo para “aniquilar” a economia de turismo do Norte. Este tipo de organização turística vai privilegiar o Porto com principal centro turístico (maior receita económica), o resto das cidades serão alvo de uma visita de um dia de autocarro, perdendo a expressão de identidade cultural (ficaram conhecidas como arredores do AMP) e principalmente receitas económicas. Vai acontecer como cidades e vilas ao longo do rio Douro (Régua, Pocinho, Pinhão…) que tem uma receita diminuta proveniente do turismo do Douro (os turistas entram no barco no Porto, vão um dia e desembarcam no Porto).
Não esquecendo que Trás-os-Montes vai ser altamente descrimina por ser um destino mais longe sendo mais complicado fazer um roteiro com o Porto com âncora (sendo esta a maior aposta desta pseudo região do Norte que vai servir o interesse de uma só cidade).
Este exemplo pode ser amplificado para o futuro, se a regionalização vier a acontecer e a A.M.P. fizer parte de uma região com o resto do Norte… ai teremos a “Nova Lisboa” (Porto)…

Hugo disse...

Bom dia encontrei hoje este blog e parece-me muito interessante e como trata de àreas muito importantes para mim vou concerteza ser leitor assíduo.
Quanto à questão em si da região de turismo gostaria de dizer que,neste momento, do ponto de vista "mediático" em termos de marketing territorial parece-me que toda a região do Minho não tem em si mesma massa critica ou peso critico para poder enfrentar a concorrência global enquanto marca reconhecida.

Anónimo disse...

Vivo no Seixal (margem sul, deserto para o ministro Mário Lino),mas sou bracarense e minhoto de alma e coração, e não concordo nem posso admmitir que se crie uma região de turismo no Norte com comando no Porto, quando digo comando digo no aspecto de verbas que devem receber a maior fatia, para esse grande destino de turismo que é o douro, e o minho fica a ver passar turistas para o douro.

Visitem o meu blog:
wwwbragablog.blogspot.com
Sérgio Gonçalves

Pedro Menezes Simoes disse...

Embora eu compreenda as preocupações com a constituição de uma Região de Turismo Norte, com funções de promoção interna e externa, bem como de intervenção no território (face às actuais regiões de turismo sem promoção externa), discordo delas por várias razões:

1- O maior problema na promoção externa do turismo portugues é o excesso de marcas, que limita significativamente a eficácia da promoção. Mais marcas = mais confusão = menos turistas para todos.

2- Numa lógica interna, não é pela promoção ser feita pela Região de Turismo A ou B que deixamos de reconhecer que existe uma região Minho.

3- A criação de uma região de turismo do Minho, na lógica do que se supõe virem a ser as competências propostas pelo Governo para as regiões de turismo (promoção interna + externa) resulta numa total falta de escala desta região. O norte actualmente não tem fundos para se promover correctamente na Polónia ou Escandinávia. A RTMinho não passaria de Espanha, se quisesse usar bem o seu dinheiro.

4- A notícia tem um erro evidente: ninguém gasta 100M€ para promover uma região. Seria o Norte a gastar mais que Espanha inteira. Os 100M€ são para intervenção no território. Recordo-me do último programa lançado pelo Governo (Programa de Intervenção do Turismo)). No Minho as entidades "interessadas" protestaram que o dinheiro não lhes estava disponível. Mas está-lhes tão disponível como a qualquer outra região, embora houvesse pequenas bonificações para os chamados "Pólos Turísticos". Provavelmente não será diferente com a CCDRN.

5- A constituição de uma região de turismo do Minho é particularmente injusto para a do Norte. A ADETURN (actualmente responsável pela promoção externa do Norte) tem gasto 1/3 do seu orçamento na atracção de low cost. Certamente que o Minho tem beneficiado com isso. Continuaria a beneficiar, mas sem contribuir.

6- O Minho tem identidade e tem potencial para vir a ter marca própria. Antevejo que Braga se venha a tornar a 3ª cidade de "city break" em Portugal. Só que confundir potencial de longo prazo com potencial de curto prazo é um erro crasso. Braga terá notoriedade quando o Porto for um destino city break consolidado, o que se verificará em 10-15 anos. Até lá, o Minho crescerá por efeito "inclusão" na área turística do Porto. Não vejo o benefício do Minho em ficar fora da rota de 2Milhões de turistas anuais em rápido crescimento. E ao contrário do afirmado, o Porto precisa do Minho para escala em termos de conteúdo. O Norte, sem o Minho, não tem conteúdo para uma semana.

O mesmo se passa em Lisboa. Lisboa promove o Oeste, o Ribatejo/Templários, Sintra,... todos eles teriam conteúdo para ter a sua marca, tal como o Minho. Mais, todos eles querem ter a sua marca. Mas todos eles compreenderam que só têm a ganhar em vender-se como região de Lisboa. O resultado é que ao fim de uma década, o Oeste começa a afirmar-se com identidade própria no exterior. Mas ainda é vendido pelas agências de viagem como região de Lisboa. Se tiverem dúvidas, consultem o Plano Estratégico do Turismo de Lisboa.
http://www.tlx10.com.pt/

7- Porquê a marca Porto? Porque a marca "Norte" não serve. Existe em todos os países. Vender o Norte que fica num país do sul da europa. A verdade é que a marca Porto é a única marca conhecida da região, e a única com capacidade de implementação no curto prazo, e a única com capacidade agregadora, não no terreno, mas na mente do turista. E no marketing o que importa são as associações que o consumidor faz. Barcelona vale mais que Catalunha. Copenhaga vale mais que Hovestaden, Lyon mais do que Rhône. Certamente que terão regiões com muitas especificidade. Mas como turista, quero lá saber. Não iria a Hovestaden nem que me paguem.

8- Actualmente, as regiões de turismo tendem a promover, nos seus postos de turismo, a sua própria mini-região. A capacidade de cross selling da região é nula. Mas os turistas que querem conhecer o norte inteiro, querem recomendações do norte inteiro, e deverão regressar ao seu país com a sensação de que não viram tudo.

9- Na última vez que estive num posto de turismo, vi a recepcionista a recomendar a visita a Guimarães e Lamego. Não vejo o que ganha o Minho se as recomendações passarem a ser Vila Real e Lamego... Da mesma forma, o Minho não ganha em que as "press tours" (visitas guiadas pela região a jornalistas, patrocinadas pelas Regiões de Turismo de promoção externa) do Norte deixem de incluir o Minho. Nem o Norte ganha muito com isso.

10- O Norte precisa de um produto turístico coerente, homogéneo. A organização deve ter em conta que o turista não visita apenas o Porto e o Douro. Visita o Minho. Visita Aveiro. Visita Trás os Montes. Convém uma estratégia comum.

11- Os meus comentário não invalidam que deva existir uma estratégia para cada sub-região, e que as entidades privadas e municipais de cada região devam ter uma palavra a dizer na definição (e financiamento) dessa estratégia.

Pedro Menezes Simoes disse...

12- A existência de uma marca "chapéu" Porto, não deverá de forma alguma implicar a eliminação de uma sub-marca "Minho". Nem o Porto ganha algo com isso.

Salem disse...

Concordo com o Hugo (bem-vindo) com a questão do Minho não ter "peso" e com o Pedro Simões quando diz que o Minho não conseguiria passar de Espanha. Mas Pedro, penso que a marca Santiago é mais forte do que a marca Galiza, mas é com a marca galega que eles vão é luta..

Salem disse...

Além disso o Porto é conhecido internacionalmente, mas não tanto como as cidades que referiu, pelo que ainda estamos a tempo de lançar a marca Norte.

Pedro Menezes Simoes disse...

"Penso que a marca Santiago é mais forte do que a marca Galiza, mas é com a marca galega que eles vão é luta.."
Questão relevante. Vou tentar perceber porquê, e se de facto é assim, pois eles também promovem bastante Santiago (lembro-me de um mega-outdoor à saída de Lisboa na A1: "Foge a Santiago"). Promover a Galiza não é a solução comum. Vou estudar o caso específico

"Além disso o Porto é conhecido internacionalmente, mas não tanto como as cidades que referiu, pelo que ainda estamos a tempo de lançar a marca Norte."
Não faço questão que a marca seja Porto. A marca deveria ser o nome da região. Mas "norte" não é nada. É uma direcção geográfica. O Centro ao menos tem as "beiras", embora eles se tenham promovido recentemente como "Lusitanea". E Minho ou Douro são sub-regiões. "Minho-Douro" não funciona. O nome histórico da região: "Portucale" já foi "usurpado" há 900 anos... "Calaécia" dará obviamente azo a confusões (e também foi usurpado). Sugestões precisam-mse!!!

António Alves disse...

O tribalismo campeia. Bom senso precisa-se. Com este tipo de gente a pensar apenas na sua paróquia o Norte não tem futuro.

Salem disse...

Pois, tb gostava de perceber como eles funcionam, porque também ja vi desses outdoors cá em Portugal mas de Sanxenxo.

Quanto ao nome, seja ele qual for, penso que seremos sempre conhecidos como Norte de Portugal, da mesma maneira que as pessoas aqui dizem que vão de férias para o Sul de Espanha e nunca para a Andaluzia..

Jose Silva disse...

Pedro, Muito bem argumentado. PF passe a post.

De qualquer modo continuo na mesma. Os agentes económicos do turismo a Norte, sendo dominados por portuenses, que tem interesses portuenses a defender (hoteis, restaurantes, etc) vão beneficiar o Porto em deterimento das restantes regiões. Independente do Minho, o Douro já se queixa e bem que nada ganha com os cruzeiros. As receitas ficam todas nas empresas e agentes portuenses. É isto que não posso aceitar. Se aceitamos isto, o Porto perde a argumentação contra Lisboa e nunca ganhará o respeito do resto do Norte. Nesta estratégia de massa crítica de uma região unica de turismo, que faz sentido, todos tem que "comer"...

jb disse...

Acho este tipo de discussão absolutamente incríve !!!!
e por ser revelador de muitos "estados de espírito" fico decepcionado e descrente sobre a possibilidade de um futuro "radioso"

Isto parece uma guerra de paróquias.
Gostaria de responder a muitas afirmações aqui feitas, mas acho que nem vale a pena,

Mas só a título de exemplo:
"Os agentes económicos do turismo a Norte, sendo dominados por portuenses, que tem interesses portuenses a defender (hoteis, restaurantes, etc) vão beneficiar o Porto em deterimento das restantes regiões"

... é mesmo. Tem a certeze que os donos das agências, empresas de turismo, etc... são portuenses. E será que um minhoto está impedido de construir um hotel na Régua?

"o Douro já se queixa e bem que nada ganha com os cruzeiros. As receitas ficam todas nas empresas e agentes portuenses."

Já fez um cruzeiro pelo Douro (até Barca de Alva, por exemplo) ou andou pelo Douro e Trás-os-Montes (de carro, por exemplo). Então onde fica o dinheiro? e quem fez alguma coisa para que esse dinheiro fosse "gasto".

.... e quando chega a Barca de Alva, ainda bem que o serviços prestados pelas empresas dos tais "cruzeiros", senão ficava de tal forma "abandonado" que não iria querer voltar nunca mais.

Recentemente estive duas tardes (não consecutivas) em Lamego e vi. Turistas estrangeiros (idosos na maioria) dos barcos do Douro, largados na cidade pelos "cruzeiros" (os tais que não deixam nada para os outros!!!) e "perdidos" na cidade; com empregadas de café completamente "atarantados" para servir águas e chás. Se os turistas não deixam mais dinheiro nas localidades do Douro é porque nem sequer há onde e como "gastar" o dinheiro.
Algumas Câmaras, de facto, queixam-se. Devem estar à espera que as empresas dos cruzeiros lhe vão meter o dinheiro no bolso.

Sugiro uma boa forma de pensar e planear o turismo. Vão por esse mundo fora (e já agora, sintam como é uma "seca enorme" ouvir um guia falar das "fabulosas" características regionais "únicas e inigualáveis no mundo").
Vejam como são tratados como turistas. Se ficarem com vontade de voltar, de certeza foram bem tratados

Isto já vai longo. Desculpem este desabafo.

Anónimo disse...

Este blogue é uma vergonha, é um blogue utilizado para atacar o norte.

Minho? isso é o nome dum rio, e Braga até fica mais perto do rio douro que do rio minho.

Os que aqui defendem o tal rio minho que até é mais espanhol que portugues e que atacam o Porto não passam de escravos de Lisboa, a vergonha do norte.

Minho e douro litoral não se podem separar, não faz qualquer sentido.

Tenham juizo

Freitas disse...

"Calaécia" dará obviamente azo a confusões

Porque? estas mais preocupado com os outros ou com usarmos o nome da nossa regiao?

Realmente o nosso nome ou é PortuCale, ou é Callaecia ou Calécia que é o nome mais antigo.
Acho que o devemos usar, e não estarmos a pensar que os mouros nao vao gostar e vao achar isto e aquilo.
Era o que faltava agora a Catalunha nao poder usar Catalunha porque os Castelhanos iam logo pensar que era um passo rumo à independencia.

Usemos o que é nosso, o nosso nome, Calécia, já que Portucale ja foi usurpado.

Anónimo disse...

Realmente, o PNR tambem usa bastante o nome de Portugal, até têm lemas com o nome do país "Portugal aos Portugueses" e não é por isso que vamos deixar de usar o nome Portugal.
Tambem acho ridicula a atitude de nao usar Calécia so porque meia duzia não vão gostar e vão achar muito "nortenho".

Anónimo disse...

Ena pá, o pessoal do Porto está a ficar chateado porque os “escravos estão a voltar-se contra o patrão” abrindo os olhos para a realidade (um asfixiamento de uma região, Norte por pela A.M.P) e agora acusa-os de vassalagens a mouros…

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro Freitas, "Calécia" seria um nome muito bom, mas tem o mesmo problema que "Portucale".

Calécia é utilizado pela Galiza. Portucale por Portugal. É trocal um C por um G. Ao usar estes nomes estariamos a promover as regiões dos outros, não a nossa.

Jose Silva disse...

Enfim, relendo os comentários, debte intra-norte precisa...

Freitas disse...

Nao creio Pedro

Calécia ou mesmo Galécia, é muito diferente da palavra Galiza, soa bastante diferente e escreve-se de maneira diferente, mesmo para um estrangeiro. Não é so alterar o C para G, mas tambem o aeci para iz.

E Calécia não é usado pela Galiza. A Galiza é a Galiza e não usa Calécia nem Galécia pois já têm o seu proprio nome.

Depois também ha paises parecidos, até que suscitam muita confusão, como Suiça e Suécia. Estes países não vão deixar de usar o seu nome, porque os nomes são parecidos e ha gente que confunde.

sguna disse...

Concordo com o JB. O mal do turismo além Algarve, Madeira é que é pobre! Já num post anterior aludi a isso. Actualmente há falta de condições no país inteiro. Sai-se duma auto-estrada e parece que estamos em África. Se calha de estar mais calor, o país começa a arder. É preciso criar condições. Se os €100M forem gastos fundamentalmente no Porto, como se discute aqui, então estamos perdidos, pois os políticos da região são iguais aos da capital! Isso quanto a mim é o grande perigo da regionalização, que seja só mais um tacho para os comedores do costume.

Pedro Morgado disse...

A leitura dos comentários deixa óbvio que a estratégia é acusar de paroquianismo quem não se conforma com o Portocentrismo emergente. O Minho não quer turistas para uma tarde...

Dany disse...

Pedro por favor responda ao meu comentario pois gostaria de saber o que queria dizer com magistral etnografia de Viana.
Segue-se o meu anteriro comentario

"nem a magistal etnografia de Viana do Castelo"

Não percebi esta parte.
Não é todo o norte Galaico do ponto de vista etnográfico (por enquanto)?
Se ainda me falasses da magistral etnografia da Póvoa, que esses têm mais sangue viking que o resto do norte (segundo dizem, quando la foi não vi mais nordicismo, talvez tenha desaparecido com o tempo), agora Viana!!??

Ou será que queres dizer que as mulheres de Viana são mais giras que as do resto do Norte?"

Pedro Menezes Simoes disse...

1- Freitas:

Suiça (Helvetia) = Switzerland (inglês) = Suisse (frances) = Schweiz (alemão)

Suécia (Svenska) = Sweden (inglês) = Suede (frances) = Schweden (alemão)

O problema só se põe em Português (talvez em castelhano).

Esperimenta fazer o mesmo com Calécia e Galiza. Soa a mesma coisa em Castelhano e inglês. Para além de ser etimologicamente a mesma palavra. Por algum motivo os romanos usavam a mesma letra para o C e o G, e os espanhois lêm da mesma forma o S e o Z...

Compreendo que simpatizes com o nome. Mas usá-lo é simplesmente promover mau marketing.

Pedro Menezes Simoes disse...

2- Sguna:

Os 100M€ são para gastar em todo o norte, com preferência para o Douro. Pelo que conheço da CCDRN tenho dúvidas que vá muito (ou algum) para o Porto.

E tendo em conta que a estratégia da CCDRN para tirar o Douro da crise é o turismo, parece-me muito bem aplicado.

No próximo mês será apresentado a aposta no sector da saúde. Já aqui o dinheiro deverá ir para Porto e Braga.

Como vês, "comem todos". Não comem é a mesma coisa: uns comem carne, outros peixe, outros fruta.

Não me parece que faça sentido que todos os distritos tenham que ter as mesmas prioridades estratégicas.

Pedro Menezes Simoes disse...

3- Embora eu seja outro pedro...

Dany: recomendo-te ires às próximas festas da Sra. da Agonia em Viana, e ver o cortejo etnográfico.

A etnografia pode ser vista a várias escalas, tanto dentro de uma grande região, como o Norte (Douro, TOM, Porto, Minho) como dentro de uma zona como Viana (Portuzelo, Areosa, Sta. Marta, Monserrate, ...). Além disso, etnografia é bem mais do que genética (e pode nem ser genética). Mas esta discussão não é para aqui.

De resto, sim, as mulheres de Viana são das mais bonitas, sem dúvida.

Pedro Morgado disse...

Caro galaico,
Obviamente que me referia à riqueza etnográfica de Viana do Castelo.

Não entro em discussões de sangues. Ainda me há-de explicar o que varia no sangue de uns para outros porque sinceramente não sei. E em eugenias também não acredito...

Pedro Menezes Simoes disse...

Pedro Morgado,

Como defendo a autocracia, defendo também que deveriam ser minhotos a decidir esta questão. Independentemente de qual for a opção que os minhotos preferirem. Aqui estarei sempre do vosso lado. Se quiser lutar para poder ter uma escolha nesta questão, pode contar comigo.

Mas na hora de escolher, a minha recomendação não será diferente da actual: penso que o Minho só terá a perder em ficar fora de uma RTNorte.

De resto, não me interessa quem manda na Região de Turismo Norte nem onde fica sedeada. Também aqui defendo o que sempre defendi: idealmente localizada fora do Porto, e preferencialmente com presidência rotativa entre as 4 sub-regiões (ou solução equivalente).

Pedro Morgado disse...

Caro Pedro Menezes Simões,

Também aqui defendo o que sempre defendi: idealmente localizada fora do Porto, e preferencialmente com presidência rotativa entre as 4 sub-regiões (ou solução equivalente).

O princípio é o correcto mas, como sabe, NUNCA será assim. O Porto é mais centralista que Lisboa.

dany disse...

Caro Pedro Morgado

Sou Galaico ou Portucalense, assim como o senhor o é, pois nasceu e vive no Norte. Escusa de me chamar de Galaico com sentido de distinção ou de me denegrir.

Depois, não foi eu que disse que havia diferenças. O senhor é que referiu "a magistral etnografia de Viana do Castelo".
Dai o meu espanto! E pergunto outra vez, é a etnografia de Viana diferente do resto do Norte?
Que eu saiba só a Povoa é famosa por ter uma etnografia diferente, por ter tido uma forte colonização viking (embora quando eu a visitasse, não tenha visto esse fenomeno).


"Não entro em discussões de sangues. Ainda me há-de explicar o que varia no sangue de uns para outros porque sinceramente não sei. E em eugenias também não acredito..."

Escusa de vir com o choradinho racista, porque eu não estou a ser racista. Apenas queria que me esclarecesse o porque de distinguir a etnografia de Viana. Quem falou em diferenças foi o senhor, não eu. Eu apenas perguntei.
Aliás, mesmo que o senhor realmente ache-a distinta do resto, não vejo isso como racismo ou coisa alguma. Não tenha vergonha em dizer as verdades pois não é nenhum racismo.
Mania a vossa, de mal se fala em sangue, genética, ficam todos alarmados, "ai o racismo, ai o nazismo, ai a eugenia, ai o genocidio, ai nao sei que mais".

Quanto a eugenias não acredita, olhe que faz-se eugenia com cães e outros animais e os que a fazem acreditam, conseguem apurar um melhor exemplar para o que pretendem. Que eu saiba o ser humano ainda é um animal portanto presumo que um processo de eugenia tivesse efeitos (não estou a dizer que sou a favor ou contra, atençao, apenas estou a criticar a sua forma infantil de dizer que não acredita). O senhor tirou o curso de médico, devia ser mais realista e não entrar em choradinhos ignorantes acerca do racismo ou de eugenias, não é assim que se argumenta.
Quanto às diferenças de sangue, o senhor é medico também deve saber melhor do que eu acerca das diferenças de raças. O pouco que ouvi, foi que variamos cerca de 0,8% de raça para raça e 1, tal de humano para macaco ou orango tango ou a especie que nos é mais proxima e agora me falha a memoria.
Depois como médico tambem decerto ja ouviu falar que negros têm remédios diferentes para tratar alguns problemas de coração, entre outras coisas. Têm um coração mais problemático, têm mais testosterona, etc. Também decerto sabe que é essa maior testosterona entre outras coisas que os faz ser diferentes no atletismo e serem superiores aos brancos. Também decerto sabe que o fenotipo dos negros apresenta um maxilar mais puxado para a frente, que é caracteristica dos homens mais pré-historicos.
Enfim isto é o pouco que sei e não sou médico. Você é que devia saber mais e não entrar em choradinhos e trauminhas racistas, quando eu nem sequer começei a falar do assunto. Não é a dizer que somos todos iguais, da mesma cor, etc quando não somos, que se resolvem os assuntos.

Repare que apenas perguntei com curiosidade o porque de ter referido a etnografia de Viana (apenas porque viajo e nunca reparei, nao por curiosidades racistas mas por curiosidades normais), como também podia ter perguntado o porque de ter referido a magistral gastronomia de Viana, quando para mim ela é igual ao resto do norte.
Se eu acho que uma coisa é igual ao resto do norte, não posso perguntar o porque de fazer uma distinção?? É racista agora perguntar porque é que a outra pessoa distinguiu?

Francamente, acho que andam por ai muitos traumas por sarar relativamente ao racismo e nazismo.
Honestamente, perante a minha ingénua curiosidade, nunca pensei que fosse reagir-me assim.

Voltando ao inicial, esclareca-me então porque distinguiu a "magistral etnografia de Viana". Guimarães sim concordo, tem uma monumentalidade historica, Braga sim tem uma vastissima riqueza arquitectonica, mas Viana do Castela tem uma etnografia diferente?? Não consigo perceber. Os habitantes dessa terra parecem-me iguais aos de Braga, Porto, Santo Tirso, etc..

Salem disse...

Caro Dany

Claro que a etnografia não é igual em todo o Norte, é muito diferente Miranda do Douro de Viana do Castelo, em termos etnograficos.

Mesmo dentro do Minho, e Alto Minho há diferenças, há varias diferenças entre Viana e Soajo, entre terras de bouro e esposende.

Sem querer tar a defender ninguém, falou-se de Viana porque de facto esta cidade têm uma etnografia única, basta dizer que a romaria da sra dAgonia é a maior e melhor de Portugal (ok sou suspeito), o artesanato é também único (bordados de Viana, louça de viana). Também discordo consigo quando diz que a gastronomia é igual em todo o Norte. Até as pronuncias são diferentes conforme se passeia pelo Minho: Fafe, vale do ave, viana, vale do minho, etc.. Com todo o respeito penso que é um erro dizer que a etnografia ou a gastronomia é toda igual no Norte.

Dany disse...

Caro Salem

Sim, concordo que a gastronomia varia em muitos lugares do norte. Apenas a utilizei mais como um exemplo para mostrar que se achasse que a gastronomia fosse igual em todo o norte também perguntaria.
Penso que não sou culinarista ou gastronomista so por perguntar o porquê de diferençiar a gastronomia do local x para o local y.

Então também não vejo como posso ser racista, se perguntei o porque das diferenças etnograficas de Viana para o resto do Norte, quando a mim parecem-me iguais.
Alias se formos a seguir a linha do histerismo racista, aqui quem foi racista foi o Pedro Morgado, pois disse que Viana tem uma etnografia diferente.


"Viana porque de facto esta cidade têm uma etnografia única, basta dizer que a romaria da sra dAgonia é a maior e melhor de Portugal (ok sou suspeito), o artesanato é também único"

Acho que esta a confundir ou então sou eu. Etnografia tem a ver com a questão biológica, etnica, fisionomia, fenotipos. Não tem a ver com cultura, artesanato, musica, folclore.

Anónimo disse...

"Além disso, etnografia é bem mais do que genética (e pode nem ser genética). Mas esta discussão não é para aqui."

Só agora vi o comentario do Pedro Simões a explicar que afinal etnografia vai além da genética.
Bem, sendo assim, deve incorporar o que o senhor Salem disse, cultura, folclore, etc. Sendo assim já compreendo que o Pedro Morgado tenha distinguido a etnografia de Viana para o resto do Norte.
Eu pensei que fosse uma referência apenas ao fenotipo da população e daí não estar a compreender o porque da distinção.

"De resto, sim, as mulheres de Viana são das mais bonitas, sem dúvida."

Não quero estar a ser racista (já sei que alguns me vão acusar disso como é habitual), mas para mim as mulheres do norte são as melhores. Não se nota tanta influencia mourisca e ainda por cima nota-se alguma influência germânica em algumas.
Entre as mulheres do norte, centro e sul, prefiro de longe as do norte, que até acho muito parecidas com as da Galiza.

Dany disse...

o comentario acima é meu

Pedro Menezes Simoes disse...

Para que não haja dúvidas quanto ao que é etnografia (que deriva de etnia):

"Etnia compreende os fatores culturais, como a nacionalidade, a afiliacão tribal, a Religião, a língua e as tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos, como cor de pele, constituição física, estatura, traço facial, etc."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Etnia

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