20070910

Estratégias Turisticas

Depois de ler no Faro de Vigo que a Galiza pretende atrair fluxo turístico japonês surgem algumas questões pertinentes:

a-) Qual é o nosso papel e o que temos a ganhar com uma possível afluência de japoneses à Galiza?

b-) Conseguiremos nós fazer algo do género com as nossas regiões de turismo completamente retalhadas?

Não sei qual seria o nosso papel, mas também não temos de ficar á espera dos espanhóis para obtermos ganhos, e a solução seria termos uma grande região turística à semelhança da Turgalicia, e não a diminuição das regiões turísticas retalhadas, tipo junção do Alto com o Verde Minho. Claro que uma região turística cujas fronteiras coincidissem com as da região Norte, seria a 3a ou 4a marca turística portuguesa, mas, por exemplo, o Verde Minho está em que lugar??Além disso, falo sem conhecer estudos, mas de certeza que a região da Galiza, por mais bonita que seja, não deve estar nos lugares cimeiros em termos de marca turística espanhola, mas mesmo assim ambicionam cativar um sem número de Japoneses.

Por isso, penso que temos tudo a ganhar com uma grande região: Temos o maior aeroporto do noroeste peninsular, temos cidades bonitas, aldeias históricas, paisagens deslumbrantes, patrimonio da humanidade, vinho e gastronomia do melhor, história, capitais da cultura, infra-estruturas para concertos, congressos, cimeiras....

4 comentários:

Pedro Menezes Simoes disse...

Atenção: a promoção já está organizada em grandes regiões. Na região Norte está a ADETURN.

Vou analisar um pouco esta questão para perceber qual o papel das regiões de turismo. De qualquer forma, o retalhamento das regiões de turismo não faz qualquer sentido.

Mesmo as regiões de promoção precisam ser revistas. Voltarei mais tarde, quando tiver isto mais fundamentado (e mais tempo).

Pedro Menezes Simoes disse...

De resto, no turismo como em muitos outros temas, o Norte e a Galiza são complementares. Juntos temos muito maior atractividade. Mas ainda nem sequer conseguimos vender Porto+Douro+Aveiro+Braga/Guimarães/Minho. Só conseguimos Porto+Douro. (e mesmo o Porto tem a oferta toda desestruturada...)

Quanto mais vender: Porto+Douro+Minho+Galiza ou Porto+Braga/Guimaraes+Santiago+Corunha

Até porque idealmente devemos garantir que os fluxos turísticos da Galiza passam pelo Sá Carneiro, pois isso aumenta a acessibilidade externa dos turistas estrangeiros à nossa própria região...

No caso dos turistas japoneses, tenho sérias dúvidas quanto à capacidade de os atrair. Há mercados mais atractivos (para o investimento em promoção). No caso do Japão, a promoção deve ser feita numa lógica de umbrella: Destino Portugal, ou Destino Ibéria.

De resto, é um tema muito bem trazido para aqui.

Salem disse...

O problema é esse, é termos o que vender mas não saber como..Ainda há muito que fazer neste campo..

Anónimo disse...

Dois pontos:

alterar a mentalidade turística dos anos 70. Inovar e diversificar ofertas. Ofertas para turistas individuais, de pequeno e grandes grupos, de jovens e menos jovens, de gostos, destinos e objectivos diferentes, de níveis de dificuldade distintos e esclarecidos; estabelecer percursos, trilhos, alternativas, sinalizando os pontos de interesse natural, histórico,, significativo, tradicional, gastronómico, etc., disponibilizar informação em, pelo menos, três línguas; actualizar informações; trabalhar "profissionalmente" e não assumir o turismo como um aspecto sazonal.
Quanto aos turistas japoneses, tudo o que seja alargar o mercado e fazer despertar a curiosidade só trará vantagens. Experimenta perguntar a um japonês se gostaria de conhecer Portugal e, suponho, que sabes a resposta. É simples: quem faz turismo prefere aproveitar ao máximo e descobrir o que puder.

Ctos,
João Moreira

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