20070903

Porque é que a economia portuguesa cresce tão pouco?

"Pires de Lima desafiou, num workshop sobre “Por que é que a economia portuguesa cresce tão pouco?”, a direcção do partido a iniciar o debate interno sobre o modelo da organização do Estado, modelo esse que, do seu ponto de vista, "passa pela descentralização política”. “A questão que se pode por depois é: existe descentralização política sem regionalização política? Estou cada vez menos convencido que não, mas admito que haja outras respostas”, disse.

Em declarações ao PÚBLICO, Pires de Lima revelou que “o CDS não está contente com o modelo de país onde praticamente todas as decisões importantes são tomadas em Lisboa e se assiste a uma desertificação do interior e uma desvalorização de todas as regiões longe de Lisboa”. E deixou a garantia de que, “tradicionalmente, a direita é amiga de processos de descentralização, porque a descentralização aproxima o poder das pessoas”. Pires de Lima diz que há modelos diferentes e revela que Paulo Portas nunca foi favorável à regionalização." Publicado no Publico.

2 comentários:

mariana disse...

essa não me convence...tradicionalmente, qualquer poder em portugal se aloja comodamente em lisboa. basta ser poder. e se a direita tanto quer aproximar o poder das pessoas, o sr. pires de lima vai ter que me dar umas aulas sobre o sr. salazar (que, que eu saiba, era de direita).

repito, não é uma questão de lados - é uma questão de acentos. temos poder, vamos para a cidade...temos vontade, vamos para as serras.

Pedro Menezes Simoes disse...

Tem razão, Mariana.

Mas creio que o Pires de Lima se referia à Direita Liberal que ele defende (mas que não é a mesma direita do Paulo Portas, e nunca foi a direita do CDS-PP).

A verdade é que os partidos, tanto de direita como de esquerda, defendem na prática a concentração do máximo poder nos orgãos executivos. Por conseguinte, na Capital. Ora, nem a excessiva concentração de poder no Estado é desejável, como não é desejável a concentração de poder na Capital económica.

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