20070928

O centralismo "obtuso"

O presidente da Câmara do Porto criticou, ontem, o "sistema" que obriga empresas como a Metro do Porto a pedir autorização ao secretário de Estado do Tesouro para pertencer, de forma "inócua", a associações e projectos sem fins lucrativos."

Não é uma alfinetada ao actual secretário de Estado do Tesouro, mas a um sistema centralizado obtuso", disse Rio, referindo que a Metro do Porto aguarda há cerca de dois anos uma autorização para integrar a Associação Porto Digital. O autarca, que falava numa sessão de divulgação do projecto Porto Digital, acredita que a "Metro do Porto irá esperar sentada, porque o secretário de Estado do Tesouro tem muito mais que fazer do que andar a autorizar empresas públicas a entrar em associações sem fins lucrativos".

"O que está em causa é um sistema obtuso em que até uma coisa destas tem de ser autorizada por um Governo em Lisboa", frisou ainda o autarca. Jornal de Notícias.

8 comentários:

Anónimo disse...

Mas esse centralismo tb nao afecta empresas uplicas de Lisboa?

Pedro Menezes Simoes disse...

Qual é a relevância? Se a ineficiência afectar a todos não me devo revoltar contra ela?

Anónimo disse...

Faz sentido. Se é o Estado Central que paga estas empresas públicas todas, então tem de controlar tudo o que seja relativo a gastos/ganhos.

Pedro Menezes Simoes disse...

1- Para começar, não faz sentido que uma empresa com funções locais seja controlada pelo Estado Central.

2- Não faz sentido que o Conselho de Administração de uma empresa estatal (órgão de gestão eleito pelos accionistas) não possa decidir sobre questões não estratégicas

3- A pertença à Porto Digital não tem nada a ver com gastos / ganhos

4- Se o Estado Centrali tem de controlar tudo que é custos/ganhos, é portanto função do secretário de Estado aprovar a compra de clips para o Metro do Porto?

Deve ser essa a razão para demorar tanto tempo: o secretário de estado tem funções de secretária...

Anónimo disse...

"1- Para começar, não faz sentido que uma empresa com funções locais seja controlada pelo Estado Central."

Errado. Faz todo o sentido. A empresa é local, mas o financiamento "central". Ou seja, todas as decisões que envolvam "orçamento médio-alto" têm de passar pelo Estado Central. è como uma empresa: têm a sede e as sucursais. Qualquer medida que envolva "orçamento maior" tem de ser reportado e controlado pela sede. Ou queria dinheiro e depois não prestar contas do dinheiro gasto?

António Alves disse...

Até hoje o estado central apenas pagou 8% do Metro do Porto. Tudo o resto foi pago pelo BEI - Banco Europeu de Investimento.

A Metro do Porto é propriedade a cerca de 50% das autarquias da AMP

A atitude do estado central em relação à Metro do Porto é execrável.

Anónimo disse...

"Até hoje o estado central apenas pagou 8% do Metro do Porto. Tudo o resto foi pago pelo BEI - Banco Europeu de Investimento."

Está certo, assim como o Metro de Lisboa ou qualquer auto.estrada deste país... Mas não se esqueça que quem mandou para lá os fundos foi o Estado Central.

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro anónimo:
1- Tendo em conta que grande parte do financiamento das autarquias é do Estado Central, chego à conclusão que defende que estas não sejam mais do que escritórios de representação...

2- Em que é que pertencer À Porto Digital envolve "orçamento médio-alto"? É não é nem alto, nem médio, nem baixo: é nenhum investimento. Está a "desconversar" ou não leu a notícia?

3. Nas empresas, existem níveis de decisão delegada. O Conselho executivo tem todo o poder para executar a estratégia aprovada pelos accionistas, e para tomar quaisquer decisões de carácter corrente, como esta. Ainda não vi nenhuma empresa em que a aquisição de clips tivesse que ser aprovada por Assembleia Geral de Acionistas. Pelos vistos defende esse modelo para o nosso país.

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