20070904

Faltam 7 milhões de euros na UMinho

O Relatório da EUA (European University Association) revelou que a Universidade do Minho sofria de deficiente autonomia e financiamento.

O bom trabalho requer dinheirinho. Como a UMinho não tem autonomia, precisa do financiamento público. Como o Estado não financia, não dá para continuar o bom trabalho. Estamos bem servidos. Como há cidades com 2 universidades públicas (mais politecnicos, e com vontade de criar mais uma), é óbvio que o dinheiro não dá para tudo.

Entretanto, parabéns à primeira "fornada" de médicos minhotos.

Nota Posterior: O dinheiro não pode ir para a UMinho porque vai ser necessário criar mais 230 postos de trabalho "qualificados". Agora não, que as eleições estão à porta. Fica para quando se resolver temporariamente o problema do défice.

11 comentários:

Anónimo disse...

este país é um atraso de vida, so impede o norte de voar mais alto.

José Alberto Fernandes disse...

Bem, ja descobrí para onde foram os 7 milhões de euros que faltam à UMinho...

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?idCanal=90&id=255531

Pedro Javier Mazzoni disse...

Boa tarde,

Um bom momento para abandonar as demagogias e realmente falar em propinas.

joao moreira disse...

1 - Nunca entendi a dispersão de escolas superiores, institutos e universidades pelo país fora.
2 - No meu entender, não há lugar para mais de 6 (7, considerando a dos Açores que desconhecço a viabilidade da mesma, mas justifica-se pela insularidade). Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa, Faro e com Cursos e especialidades mais ou menos definidas e sem terem todos os "ramos do saber".
3 - a criação de de instituições, como referido em 1, leva à dispersão de recursos e meios humanos.Há criação de instalações, refeitórios, etc. O número de "universitários" tem decrescido e como se mantêm essas instituições? Dispersar recursos é retirar àquelas que têm mais capacidade de singrar, meios de evoluirem. A UM está neste grupo. O (excelente) trabalho realizado justificava outros apoios e outras perspectivas.
4 - Concordo com as propinas (cada instituição deveria impor o valor que mais se adequasse ao curso e necessidades). Do mesmo modo, sou a favor da isenção quando o mérito e o aproveitamento o justificassem.
5 - Não éuma questão do "Norte". é uma questão de rivalidades e invejas que se instalou neste país. Se a freguesia do lado tem, porque é que a minha não há-de ter também?

ctos,
João Moreira

sguna disse...

Se o país "precisa" de gente qualificada deve investir nessa mesma qualificação. Portugal é dos países que menos gasta na educação. Por outro lado, quem completa um curso, à partida obtém salários mais elevados, logo paga mais impostos, dando o retorno ao investimento que o país fez. Mais importante que isso, era o país ter as condições para empregar quem acaba um curso. Cada vez mais os empregos para licensiados limitam-se aos grandes centros, principalmente na capital. O desperdício total é quando o jovem é obrigado a emigrar, uma situação cada vez mais frequente, à qual o post, talvez, ilustre as causas.

Pedro Menezes Simoes disse...

1 - Foi um objectivo de desenvolvimento regional. Pretende, mais do que a geração de conhecimento e de uma elite local (que requer bom ensino), a criação de um mercado de consumo pela fixação de uma população jovem e garantir a existencia de quadros minimamente qualificados em todas as regiões / permitir maior acesso ao ensino superior.

2 - Talvez fizesse sentido 4/5 universidades, que teriam pólos regionais (p.e. modelo da UCP), com cursos definidos de acordo com as necessidades das regiões.

3 - Também é verdade que a concentração de alunos e meios permite a excelência. Mais, existe uma tendência crescente (até com Bolonha) para usar cada vez mais um modelo de ensino secundario (ensino presencial obrigatorio, parte das notas atribuidas subjectivamente pela "participação, turmas pequenas).

4 - O maior problema do ensino superior é que os alunos são pouco exigentes. E são pouco exigentes porque não pagam. Mas é fundamental garantir o acesso a todos. Com bolsas de estudo, com acesso a crédito bonificado (e com garantias do estado em caso de incumprimento por desemprego), e facilitação do trabalho em conjunto com o ensino. Mas em Portugal as universidades procuram por todos os meios dificultar a vida a quem trabalha enquanto estuda. Horários desadequados, maus materiais de formação, penalizações informais a quem não vai às aulas, prémios de presença (= punições por não presença), etc.

5 - Na verdade, é uma questão de falta de planeamento, de populismo, de dinheiro disponivel ao Estado de forma demasiado fácil e, sobretudo, de uma falta de cidadania tremenda nos portugueses.

José Alberto Fernandes disse...

Não se esqueçam de analisar os ultimos dados de INE sobre transporte em Portugal.

http://www.ine.pt/portal/page/portal/PORTAL_INE/Destaques?DESTAQUESdest_boui=5500486&DESTAQUESmodo=2

Bom desempenho do Porto de Leixões, em todos os parâmetros analisados fica no topo.

O excelente desempenho do aeroporto Sá Carneiro. Maior crescimento d carga e passageiros do país.

E a cereja em cma do bolo, o INE estranhamente não revela!! razões Polítias? O numero de utilizadores de metro no seu conjunto (Lisboa + Porto) aumentou, mas individualmente o de Lisboa diminuiu. Sabendo que o Metro de LX transporta muitos mais passageiros o metro do Porto deve ter tido um crescimento enorme para a soma dar positiva.

Anónimo disse...

Ao Pedro Simões:

1 - Não concordo. Um dos maiores erros do Ensino em Portugal foi o do desaparecimento das "Escolas Industriais e comerciais". Posteriormente, ftentaram-se fazer "remendos". O que referes, deveria ser feito a nível do secundário e não do superior. O ensino superior não deve ser elitista mas de desempenho de capacidades e saberes.

2 - Mantenho o mesmo número. O sistema de "pólos" só faz sentido numa mesma localidade. No sistema público, a criação de pólos não pode nem deve ser equacionada. Critérios e assimetrias não se coadunam com o "ensino público".

3,4 - Sim, concordo. As instituições têm de se adaptar aos novos processo e métodos de ensino. Desconheço os sistemas vigentes. Cada instituição deve colocar as suas regras (autonomia).

5 - Tudo isso e não só.

ctos,
João Moreira

Pedro Menezes Simoes disse...

1 - É a minha visão do que aconteceu. Mas não o defendo.

2 - Estudei na UCP Porto e esta partilhava professores com Lisboa, o que trazia bons resultados (partilha dos melhores professores, mas particularmente ganho de escala e redução de custos).
A minha ideia dos pólos é garantir a determinadas regiões maior acesso a determinadas especializações (ex. Alentejo: Agricultura, Turismo, Engenharia Química (para Sines)). Nesse cenário, Faro não deveria ter Universidade, mas um pólo com Gestão/ Turismo, Medicina, Engenharia Agricola, ...)

José Manuel Dias disse...

O melhor é ler o novo regime de Financiamento das Universidades...

Pedro Morgado disse...

A Universidade do Minho é uma das universidades mais dinâmicas e inovadoras do país. Não se compreende a sangria financeira de que está a ser alvo por parte da Administração Central.

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