20071102

REGIÃO NORTE - Porto, Braga ,Trás-os-Montes ... ou The Big Picture























No passado mês de Março escrevi um comentário no blogue Regionalização que depois o António Almeida Felizes resolveu reproduzir como post. Pela actualidade e pertinência do tema repito-o, desta vez aqui, com alguns ajustes.



A região Norte tem 4 milhões de habitantes, o distrito do Porto tem mais de 2 milhões e cresce. O Grande Porto tem uma área de influência de mais de 3 milhões de habitantes.

Os transmontanos e bracarenses que escolham. O Porto por si só é suficiente para ser uma região autónoma. O Norte sem o Porto não sobrevive.

Esse discurso do centralismo do Porto é uma das mais bem sucedidas mentiras postas a circular pelos inimigos da regionalização. As principais vozes que se ouvem em defesa do Douro e Minho até são ligadas ao Porto. Quem tem defendido a reabilitação da Linha do Douro? E o Comboio moderno para Vigo que atravessará o Minho? Quem tem berrado em defesa da indústria do Ave? Quem tem feito coro em defesa do desenvolvimento turístico do vale do Douro?

Infelizmente, tanto no Minho como no Douro não têm faltado autarcas (e não só) que se vendem rapidamente por um prato de lentilhas. O fecho da Linha do Douro do Pocinho à Barca, da Linha do Corgo de Vila Real em diante, da Linha do Pocinho a Duas Igrejas, de Valença a Monção, assim como a da Amarante ao Arco de Baúlhe ou os recentes encerramentos de urgências no Minho, são exemplos eloquentes da pusilanimidade de muitos autarcas do Minho, Douro e Trás-os-Montes (e não só) que trairam as suas populações por 10 reis de mel coado.

Tenho a certeza que a maioria dos portuenses não se incomodaria se colocassem a "capital" (são 6 os membros do executivo regional - como vêem uma fantástica e numerosa classe política) noutro sítio qualquer (por mim pode ser Braga, pelo significado histórico e até devido às minhas origens familiares, mas qualquer outra me serve).

A regionalização implicará necessariamente uma outra ordem e não a cópia do pior que existe neste momento - Lisboa. Deverá instituir-se um modelo que se apoia na multi polaridade que é característica da Região Norte. Deve adoptar-se o funcionamento em rede, com as valências distribuidas. Por exemplo: transportes e economia no Porto, indústria em Braga, Cultura em Guimarães, agricultura e turismo em Vila Real, pescas em Matosinhos, Ciência em Aveiro, se for caso disso. Outras hipóteses podem ser apontadas.

Aqui existem vários centros de excelência: Porto, Braga, Guimarães, Vila Real e até Aveiro se esta cidade decidir juntar-se ao Norte. Repare-se que se traçarmos um raio de 60 km com centro no Porto englobamos na sua circunferência um conjunto de grandes e dinâmicas cidades portuguesas. Por aqui não existe um eucalipto que tudo seca em volta como acontece no sul.

O peso demográfico do Grande Porto é suficiente para garantir o papel desta metrópole em qualquer modelo. Mesmo que existam tiques centralistas qual será melhor: um centralismo a 400 km de distancia e de costas voltadas para o Norte, ou um a 50/100 km e com grandes afinidades, até pela imensa mole de naturais, com o Minho, o Douro e o Vouga?

Decidam-se: para o Porto basta que a área metropolitana vote sem margem para dúvidas na regionalização que ela fazer-se-à pelo menos na Grande Área Metropolitana do Porto. Não haverá governo capaz de aguentar a pressão política, a menos que se disponha a enfrentar uma revolta. A partir desse dia será insustentável manter o Porto na menoridade política. Quem quiser vir atrás que venha. Acabaram-se os tempos das contemporizações. A hora é de acção. Caminhemos juntos!

Agora uma pergunta: conseguem perceber no mapa qual é a região no noroeste da península cuja densidade e volume populacional é a única capaz de pedir meças à região de Madrid?

PS - Esta é a minha última intervenção neste blogue. Um abraço

25 comentários:

luisa_moreira disse...

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=1ac69a860bd3fc8c5b7e191c34014362

ludgero marques: ninguém lhe diz para se ir embora? não há quem lhe chame bafiento e vendido ao poder? ou têm pena dele porque ainda precisa de estar na aep por causa das suas torneirinhas pirosas?

Jose Silva disse...

António,

O seu argumento é muito importante. O debate vai no bom caminho. Penso que a se a Regionalização a 5 ocorrer como prognostica, a minha tese da reactivação da reforma Relvas fica apenas se justificará como precaução e táctica política. Cabe agora ao Pedro Morgado contra-argumentar.

PS: Sinceramente, peço-lhe que reconsidere o seu PS.

koolricky disse...

Acho que a viabilidade da região Norte passará pela distribuição de poderes, para que todas as comadres fiquem contentes. No entanto, isso trará uma dificuldade extra, a de comunicar as cidades que tenham as respectivas valências entre si. Auto-estradas não chegam. É preciso mais.

Pedro Menezes Simoes disse...

"É preciso mais."

O que sugere?

luisa moreira disse...

é pena se o blog perder o antonio alves.
já agora, josé silva, agradeço-lhe o convite que me fez, mas não tenho capacidade nem estou ao vosso nivel para poder colaborar. naturalmente, continuarei a vir aqui comentar. este é o meu blog favorito desde que abandonei de vez o blog do TAF, que perdeu muito. já agora, não se preocupe com o exibicionismo da bussola. é gente bem intencionada sobre as suas proprias ambições, uma mistura de jornalistas sem poleiro e gente sem crédito. este vosso blog não tem nada com esses protagonistas.

Sérgio Gonçalves disse...

Não concordo com o sr.António Alves, quando diz que o norte sem o porto não sobrevive, como se o porto ajudasse a trazer riqueza para esse mesmo norte, sem o porto é que o resto do norte vai começar a desenvolver sem as politicas de centralismo do porto, também não vejo o que o porto tem que o resto do norte não tenha, só se for o aeroporto???, ou então devem ter poços de petroleo, mas acho que não.

http://wwwbragablog.blogspot.com

Pedro Menezes Simoes disse...

"sem as politicas de centralismo do porto"

A sua afirmação carece de demonstração. Que politicas centralistas tem o Porto (que não tem poder central), e como é que exerce esse poder centralista?

#CEFAS# disse...

Vou intrometer-me no debate...

Algumas questões a António Alves:

Porque diz a dada altura "Os transmontanos e bracarenses que escolham.."? Não está a cair no mesmo erro que tanto aponta ao Porto e defender outro centralismo para Braga?Por que não diz simplesmente Minho,bem mais abrangente? É que se é possível reconhecer a região do Porto, o mesmo não sucede com uma região Braga.. parece-me lógico..

Para um modelo de regionalização não precisamos de ir muito longe.. veja-se a Galicia com uma "capital" administrativa perfeitamente consensual como é Compostela e 4departamentos: A Coruña, Pontevedra, Ourense e Lugo.

Finalmente sobre a pergunta final sobre a "Big Picture" vou dar-lhe uma resposta que talvez não seja a mais óbvia... O mapa em questão não nos diz assim tanto sobre densidade e volume populacional, muito menos diz sobre regiões.. Por isso digo-lhe 2 regiões capazes de ombrear com a região de Madrid: Catalunha e País Basco. Estas 2regiões sustentam uma economia forte e mais importante ainda: têm uma longa história de sentimento, cultura e vivências autonómicas, para não dizer outra coisa...

A regionalização é preciso mas como vê nem tudo são critérios administrativos ou estatísticos. Que trabalho em conjunto temos feito realmente para nos reconhecermos como "Nortenhos"? Já agora "Norte" é o nome da nossa região? Parece-me um nome completamente vazio...

Bom Blog.Continuem.

Freitinhas disse...

O norte é uma nação, deve ficar unido e tentar conquistar a independencia para se unir com a sua metade Galiza.
Só assim a nossa naçao estara completa e juntos (e sem mourada para atrapalhar e estragar a nossa naçao) conseguiremos ter um pais melhor.

Por um noroeste independente da Galiza ao Mondego

Pedro Menezes Simoes disse...

"Não está a cair no mesmo erro que tanto aponta ao Porto e defender outro centralismo para Braga?"

Tendo em conta o contexto da discussão não tem sido o António Alves a defender um centralismo bracarense...

Silva disse...

Há que pensar em dois niveis de divisão segundo os critérios NUTS2 e 3.Seguindo o modelo espanhol:
http://es.wikipedia.org/wiki/Comunidad_aut%C3%B3noma#Tabla_de_comunidades

Assim AGRADANDO A TODA A GENTE deveria ficar assim(escala NUTS3):
Alto Trás-os-Montes -(capital) Bragança
Ave - Guimarães
Cavado - Braga
Douro - Vila Real
Entre Douro e Vouga - Santa Maria da Feira
Grande Porto - Porto
Minho-Lima - Viana do Castelo
Tâmega - Penafiel

Estas eram as provincias e eram as capitais segundo critérios de população , em relação a capital regional segundo critério populacional devia ser o Porto, segundo criério hisórico só houve duas capitais de paises nesta região , Guimaraes capital do Reino de Portugal e Braga capital do Reino dos Suevos,era uma das duas.

O que o #CEFAS# diz em relação ao nome da região tem uma certa razão , Norte não é nome para se dar.

Pedro Menezes Simoes disse...

Porque motivo são os critérios populacional ou histórico bons critérios?

Um junta o poder económico ao político. O outro...bem o outro significa justificar uma escolha actual com critérios do passado (Braga era a maior cidade na altura, hoje já não é; guimarães foi escolhida por estar protegida das investidas dos normandos...acho que hoje ninguém usaria isso como critério, até porque não há normandos).

Pedro Menezes Simoes disse...

Nota: concordo com a sua proposta pois respeita o principio da subsidariedade.

Silva disse...

Não sei se serão os melhores critérios mas há-de haver um critério ,não é? Presumo que a Galiza e a Extremadura escolheram as suas capitais por motivos históricos dado que Santiago e Mérida não são as principais cidades das respectivas regiões que são A Corunha e Badajoz.
Eu sou Bracarense e por mim tanto podia ser no Porto ou em Guimarães ou em outra cidade, mas julgo que a maioria não pensa como eu em relação a isto.

António Alves disse...

"Algumas questões a António Alves:

Porque diz a dada altura "Os transmontanos e bracarenses que escolham.."? Não está a cair no mesmo erro que tanto aponta ao Porto e defender outro centralismo para Braga?Por que não diz simplesmente Minho,bem mais abrangente?"

Porque no caso de Braga o problema parece ser uma pseudo elite bracarense (não confundir com minhotos) provinciana e cega cujo problema nem é sequer ser a "capital" de qualquer coisa; o problema deles é uma absurda necessidade de ficarem a mandar numa região que não inclua a Área metropolitana do Porto, porque nesse caso o seu protagonismo bacoco teria sérias dificuldades em se impor. É uma pseudo elite que, apesar dos 30 anos de democracia, ainda não se libertou do cónego nem do cacique provedor dos empreiteiros; é uma elite que ainda não percebeu que o modelo que nos últimos 20 anos lhes deu uma máscara de desenvolvimento - o modelo da universidade e dos shoppings que foi tentado em algumas cidades do interior - está a dar as últimas: a uminho perde alunos e já enfrenta dificuldades financeiras, a cidade transformou-se no paradigma do mau urbanismo.

"Finalmente sobre a pergunta final sobre a "Big Picture" vou dar-lhe uma resposta que talvez não seja a mais óbvia... O mapa em questão não nos diz assim tanto sobre densidade e volume populacional, muito menos diz sobre regiões.. Por isso digo-lhe 2 regiões capazes de ombrear com a região de Madrid: Catalunha e País Basco. Estas 2regiões sustentam uma economia forte e mais importante ainda: têm uma longa história de sentimento, cultura e vivências autonómicas, para não dizer outra coisa..."

Quanto à densidade e volume populacional diz muito: são mais de 4 milhões de pessoas que ali vivem. Meu caro, o resto não pode ser lido num mapa. Mas o potencial está lá e é necessário começar por algum lado. Essa região (autonomia) não se fará num dia, nem num ano, levará décadas, mas é inegável que o potencial existe - estranhamente só nós é que insistimos em não o ver.

Quanto à sua "regionalização" (último parágrafo), essa é outra guerra e não é para já. É a regionalização da Ibéria, mas esse é outro assunto.

Boa tentativa ó Calaico!

Jose Silva disse...

Bem vindo António !

Como vê, este debate começa a produzir resultados. Braga tem um problema de modelo como tem Lisboa: Precisa de mandar para sobreviver. Tenho um artigo em preparação sobre isto mesmo.

Mantenho a minha tese, num debate a água acaba sempre por seperar do azeite. Um debate por mais desagradável ou arreliador que seja, acaba por ser sempre benéfico para ambas as partes, quer aqueles que tem que rever a sua posição, quer aqueles que reforçam a sua tese. Ainda bem que regressa. Este debate ainda não terminou.

Luisa,
Lamento não poder participar. De qualquer modo deixe por aqui pistas para explorarmos. Obrigado.

Pedro Menezes Simoes disse...

Silva,

O critério tem que ser um bom critério. Já nos basta o "critério" de que em caso de dúvida na instalação de institutos ou investimentos, faz-se em Lisboa porque é capital,e assim ninguém discute. Temos que ser melhores que isso...

A Galiza fez uma escolha absolutamente brilhante: Santiago é equidistante das outras cidades, não coincide com nenhuma das outras 4 capitais administrativas, e estas capitais administrativas nem sempre coincidem com a cidade mais importante de cada província. (não conheço o caso da Extremadura)

De facto, a solução paralela era ter Porto, Braga, Vila Real (Lamego) e Bragança como capitais provinciais, e Guimarães (Vila Real) como capitais regionais...

Mas isto é uma solução suportada em critérios de equilibrio na divisão territorial do poder. Até pode coincidir com "capitais históricas", mas o critério é outro. E bastante melhor. =)

Anónimo disse...

A realidade demográfica, traduz desde logo o potencial do noroeste português. E convém não esquecer, que a realidade esta zona é bastante independente do interior nortenho.
Eu defendo um norte uno, num cenário de regionalização ( sendo que aveiro deveria ser incluida na região norte). Os organismos regionais, como defende o Antonio Alves, deveriam ser distribuidos pelas diferentes cidades da região.

O noroeste com a eventual criação da Area Metropolitana do Porto e Noroeste poderá ter um regime de area metropolitana poli-cêntrica ao estilo do Rhein-Rhur alemão, do Randstadt holandês ou da espanhola Area metropolitana das Astúrias ( ou mesmo das areas metropolitanas propostas pela xunta galega de Vigo-Pontevedra , e Coruña-Ferrol), sendo sem sombra de dúvidas o motor económico da região norte e nele se concentrando a larga maioria da população Nortenha.
Claro que exitirá centralismo do noroeste, mas é um centralismo de proximidade face ao interior, e o agente centralizador implica muito mais gente que " a paisagem" ( desculpem a expressão que não pretende ser ofensiva para interior).
As acessibilidades ao interior devem ser melhoradas, a começar pela A4, assim como os transportes não rodoviários são algo ainda como muito poencial a explorar.
O noroeste deve promover uma política de solidariedade face ao interior. E o próprio interior deve desenvolver as suas cidades, criando sub-capitas ( como as capitais de provincia espanholas).

O nosso território está, a meu ver, mal organizado. Uma grande reestruturação permitirá traduzir melhor a realidade física e demográfica, assim como obter melhores indices de desenvolvimento.

cumprimentos Tiago Cortez

Luís disse...

"Por isso digo-lhe 2 regiões capazes de ombrear com a região de Madrid: Catalunha e País Basco. Estas 2regiões sustentam uma economia forte e mais importante ainda: têm uma longa história de sentimento, cultura e vivências autonómicas, para não dizer outra coisa..."

O norte (verdadeiros nomes: Calécia, PortuCale ou Galécia Bracarense) também tem uma longa historia de sentimento, cultura e unidade. O norte na verdade é uma nação. Ha inclusivé um texto de um lisboeta que mostra isso, "o norte" de Miguel Esteves Cardoso, mostra-nos que o norte é uma nação e o resto de Portugal são pequenas nações isoladas, sem unidade entre si.
http://cienctdi.blogspot.com/2006/08/o-norte-por-miguel-esteves-cardoso.html

O "norte" infelizmente, vitima da propaganda "pseudo-portuguesista" e lusitanista perdeu foi a sua consciência identitária. Hoje não gostamos de nos reconhecer como o que verdadeiramente somos, Galaicos, queremos ser reconhecidos como Lusitanos. E se ha um nortenho orgulhoso e que se afirma como Galaico, é logo insultado. A verdade é essa, sofremos uma terrivel lavagem cerebral da capital e desprezamos a nossa identidade ao contrario do Pais Basco e Catalunha.
Mas parece que já faz parte do nosso povo, deixar-se influenciar pelo poder dominante. A nossa metade da nação, a Galiza, também não tem o forte sentimento da Catalunha e País Basco e quer ser Espanhola. Nós queremos ser Lusitanos, queremos destruir a nossa identidade em nome deste falso país de multiplas nações e até recusamos o nosso próprio nome.



É engraçado, ver a recusa de que a nossa região seja chamada pelo verdadeiro nome, Calécia.
Seria engraçado ver Catalunha, País Basco, Cantábria ou Galiza recusarem o seu nome porque vinha do passado. Seria ridiculo.

Pedro Menezes Simoes disse...

O verdadeiro nome da nossa região é Portocale. Acabou foi "usurpado" para nome do país.

Luís disse...

Portocale nao passa de uma invençãozeca barata do D Afonso Henriques para se distanciar da Galiza.
Os verdadeiros nomes que esta região naçOM já teve foi Calécia e Gallaecia Bracarense.

Luís disse...

e já agora que nome mais centralizador esse "Portugal" "Portocale"

Também gostariam que metessemos agora "Bragacale" ou "Bragal" como nome do nosso país?

Não aos nomes centralizadores, não ao Porto-Centrismo.

Ou Calécia ou Galécia que são nomes que se referem a toda a região.

Pedro Menezes Simoes disse...

Desculpe lá, mas o seu comentário é da mais profunda ignorância.

1- O condado de portucale existe desde o século IX (ver, p.e. Vímara Peres)

2- Portucale nada tem de centralista. Foram os Galegos que definiram esse nome.

3- Bragacale nunca faria sentido. Portucale vem de Porto de Cale (Cale é o nome original do Porto)

4- Os nomes que propões tem por origem a cidade de Cale (Porto). As suas propostas são nomes tão "centralistas" como Portocale.

Assim, tanto Galiza, Galécia, Calécia, e Portugal não significam mais do que "país dos habitantes do Porto (Cale)"

Pedro Menezes Simoes disse...

Ou, em alternativa, "terra dos adoradores de Cal-leach", deusa mãe celta.

A raíz "Cal" era muito utilizada pelos celtas para se autodenominarem. Tanto que, originalmente, Celta lê-se "Kelta" ou "Kalta".

O que deriva nos Kauleses (Gauleses), Kalatas (Gálatas), e até no Gaélico...

El Salvador disse...

Sr. Pedro Simões: A capital da Extremadura é de facto Lérida e não Badajoz. A questão é que lá as provincias contuam a existir desde 1830 e aqui já estão a esvaziar os distritos. Como acha que Braga fique com a pasta da economia da região se esse serviço já existe, para variar, no Porto?

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