20071220

Leituras 20071220

·         Investigadores da UP e UMinho envolvidos na descoberta de semicondutor inovador;

·         Mota da UAveiro à conquista do Dakar;

·         Imobiliária portuense e Simoldes Plasticos (Oliveira de Azemeis) apostam na Polónia;

·         Frezite (Trofa) acolhe fórum Manufuture 2007;

·         Laboratório europeu Columbus, da Estação Espacial Internacional com tecnologia Efacec;

·         Instabilidade nas fronteiras regionais: Afinal serão 5 regiões de turismo + 5 polos. Já agora, o que são polos ? Almeida Felizes entretanto já defende uma Regionalização com 5 + 2 regiões. Já agora, sabia o leitor que nos anos 60, quando as CCR foram idealizadas, o Algarve e o Alentejo estavam juntos ?

·         Ambiente económico em Portugal deteriorou-se em Novembro; Recessão em 2008 !

 

16 comentários:

Diogo disse...

Pedro Menezes,

Leia isto:

John Kenneth Galbraith: «O processo pelo qual os bancos criam dinheiro é tão simples que a mente rejeita-o»

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro Diogo,

aconselho-o antes a ler as notícias sobre o subprime e a crise de liquidez dos bancos. Coisas que nunca existiriam se o dinheiro se criasse "out of thin air".

De resto, não vejo nada de "thin air" no dinheiro dos meus depósitos no banco...

E como o que nos separa não são os factos, mas os juízos de valor que sobre eles fazemos (e não vejo qualquer ilegitimidade, ilegalidade, ou imoralidade no sistema actual), parece-me que esta é uma discussão na qual não faz sentido eu participar.

Pedro Menezes Simoes disse...

José Silva,

Pólos de Desenvolvimento Turístico são áreas definidas pelo governo como áreas prioritárias para o investimento público e incentivos ao investimento privado na área do turismo, tendo em vista a diversificação dos destinos turísticos actuais (Algarve, Lisboa e Madeira). O objectivo é concentrar o investimento em algumas áreas de particular potencial, por forma a conseguir criar "clusters" turísticos, o que não seria conseguido investindo por todo o território, uma vez que é necessária alguma escala. Defendo que esta lógica faz todo o sentido.

Os Pólos Turísticos são Douro, Serra da Estrela, Oeste, Alqueva, Alentejo Litoral, Porto Santo e Açores.

Pessoalmente, eu acrescentaria o Minho a esta lista. O Porto também precisa de uma intervenção especial, mas não faz sentido ser um pólo, pois já tem uma escala mínima, i.e., não tem necessidade de intervenção pública especialmente intensa para desenvolver a oferta hoteleira (e sendo um espaço reduzido, o ordenamento do territorio deve ser assegurado a nível concelhio).

Mas o modelo previsto creio que não é 5+5, mas 5+5+2, ou seja, a AML e AMP também poderão ter competencias específicas. Vou estudar a fundo o assunto. O facto é que aqui vou concordar com o Pedro Morgado: o Minho merecia mais. Embora reste uma consolação, que talvez não seja pequena: com uma região norte sem Douro e Porto, fica apenas o Minho e Trás os Montes na região de turismo. Dificilmente o Minho se poderá queixar de insuficiente autonomia. Será? Vou estudar o assunto!

Pedro Menezes Simoes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Menezes Simoes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Menezes Simoes disse...

Os comentários removidos são meus: publiquei por engano 3 vezes o mesmo comentário : )

Jose Silva disse...

Pedro,

Eu só constato que o modelo das 5 regiões não é nada estável. Sobretudo não é estável o suficiente para ignorarmos outras alternativas mais fraccionadas mas mais fáceis de atingir (Fusão da gestão de autarquias). Relativamente ao turismo, não sei o suficiente para opinar.

Pedro Menezes Simoes disse...

Não é estável porque existem mais níveis intermédios para além do regional. Entendo serem necessárias as regiões, mas também que os municípios e freguesias subam um nível, através de fusão!

Chaves e Verin estão a dar o primeiro passo, e a mostrar que é possível fazer coisas torneando o poder central. Vila do Conde e Póvoa, bem como Porto e Gaia (+Matosinhos?) deveriam dar o passo seguinte...

Diogo disse...

Menezes: «não vejo qualquer ilegitimidade, ilegalidade, ou imoralidade no sistema actual»

Você não vê qualquer ilegitimidade porque, por incrível que pareça, você ainda não compreendeu como é que a banca funciona.

"Se quiserem ser escravos dos bancos e pagarem o custo da vossa escravidão, então deixem os bancos criar dinheiro..." - Josiah Stamp, Governador do Banco de Inglaterra – 1920.

("If you want to be the slaves of banks and pay the cost of your own slavery, then let the banks create money…" )

Pedro Menezes Simoes disse...

"você ainda não compreendeu como é que a banca funciona"
Claro que percebi. Eu empresto o meu património ao banco. E ele empresta parte do meu dinheiro a outros e paga-me juros por isso, sem que eu corra riscos.

Não vejo ilegitimidade porque gosto de receber 4% de juros ao ano sem risco, e de poder pedir emprestado a 5,5% (em vez de 10% ou 15%) para poder comprar uma casa.

Diogo disse...

Não, você ainda não compreendeu. Se assim fosse saberia comentar oeste parágrafo:

http://www.mises.org/Books/mysteryofbanking.pdf

The Mystery of Banking - Murray N. Rothbard

Where did the money come from? It came-and this is the most important single thing to know about modem banking-it came out of thin air. Commercial banks-that is, fractional reserve banks-create money out of thin air. Essentially they do it in the same way as counterfeiters. Counterfeiters, too, create money out of thin air by printing something masquerading as money or as a warehouse receipt for money. In this way, they fraudulently extract resources from the public, from the people who have genuinely earned their money. In the same way, [p. 99] fractional reserve banks counterfeit warehouse receipts for money, which then circulate as equivalent to money among the public. There is one exception to the equivalence: The law fails to treat the receipts as counterfeit.

Pedro Menezes Simoes disse...

Ó Diogo, haja paciência. Ou o Diogo não lê os livros que cita, ou é intelectualmente desonesto.

Pode ler, na página 87 (numeração do livro) do pdf que linka: "Deposit banking began as a totally different institution from
loan banking. Hence it was unfortunate that the same name,
bank, became attached to both. If loan banking was a way of
channeling savings into productive loans to earn interest,
deposit banking arose to serve the convenience of the holders
of gold and silver."

Está a falar dos bancos do século XVIII e XIX, que tinham a possibilidade de emitir recibos de caixa (ou o nome que lhe quiser dar) representativos dos activos subjacentes (ouro e prata). Os bancos podiam, na altura, emitir recibos que representavam o activo subjacente. Hoje não podem.

Mas olhe concordo consigo: era uma patifaria o que os bancos comerciais faziam no século XIX. Ainda bem que já não o fazem.

Diogo disse...

«Mas olhe concordo consigo: era uma patifaria o que os bancos comerciais faziam no século XIX. Ainda bem que já não o fazem.»

Menezes, você além de não compreender o conceito, tem também dificuldades na leitura:

Na página 64 do PDF:

Where did the money come from? It came - and this is the most important single thing to know about modem banking—it came out of thin air. Commercial banks—that is, fractional reserve banks—create money out of thin air. Essentially they do it in the same way as counterfeiters. Counterfeiters, too, create money out of thin air by printing something masquerading as money or as a warehouse receipt for money. In this way, they fraudulently extract resources from the public, from the people who have genuinely earned their money. In the same way, [p. 99] fractional reserve banks counterfeit warehouse receipts for money, which then circulate as equivalent to money among the public.

Leu Menezes? MODEM BANKING - IT CAME OUT OF THIN AIR

Ele não está a falar do século XIX. Está a falar do século XXI.

É assim tão difícil de compreender?

Pedro Menezes Simoes disse...

"MODEM BANKING - IT CAME OUT OF THIN AIR"

Caro Diogo,

O texto que cita é muito claro.
Refere-se a bancos de depositos, em que os depositantes pagam ao banco para guardar ouro e prata, e estes bancos emitem recibos representativos do ouro e da prata depositada. Adicionalmente, estes bancos emitiam recibos (para empréstimos) que não estavam suportados em ouro e prata.

Ou eu ando muito distraído, ou não conheço um único banco que faça isto neste momento. E se o fizer, não tem grande importância. Não conheço ninguém que aceite recibos representativos de ouro e prata como pagamento. Preferem numerário.

Trocando por míudos, o texto fala mesmo dos bancos do século XIX e só alguém que não leu o texto pode ter uma ideia contrária.

Mas basta ler o único parágrafo que leu, o mesmo que cita, para perceber isso:
"fractional reserve banks counterfeit warehouse receipts for money, which then circulate as equivalent to money among the public."

Conhece algum banco que emita warehouse receipts? Diga-me um? Há warehouse receipts a circular como dinheiro? Onde? Conhece alguém que os aceitaria como dinheiro? Já viu algum (que não no "Coleccionando")?

Caro Diogo, por mim esta discussão está terminada. O Sr. insiste num erro, e se a evidência da realidade não o demove desse erro, o meu esforço é inútil. As minhas batalhas são outras, e prefiro dedicar-me a elas. Se quiser, posso recomendar-lhe o meu livro de Mercados Financeiros, onde pode esclarecer todas as suas dúvidas. Assim, não pretendo continuar nesta discussão, pois não traz valor acrescentado ao mundo. Não leve por isso a mal se eu não responder mais aos seus comentários sobre este assunto.

Um bom natal para si.

Diogo disse...

Parabéns Menezes!

Diga-me uma coisa, os seus camaradas de blogue são tão espertos como você?

Pedro Menezes Simoes disse...

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