20090122

TGVs: Uma imagem vale por 1000 palavras


Do directório da rede da Refer para 2009, página 62, pode-se verificar o seguinte:
  • Na linha do Norte (Lisboa-Porto) a maioria dos troços JÁ permitem velocidades entre 160 e 220 Km/hora;
  • A ligação de Lisboa a Évora JÁ pode ser feita a velocidades superiores a 120 Km/hora. Apenas a ligação entre Évora e Elvas teria que ser construída de raiz;
  • A ligação Porto-Vigo pode ser mais barata se se optar pelo litoral;
  • A exportação de mercadorias para a Europa, das zonas que exportam, Norte e Centro de Portugal, podem usar a linha do Douro ou a linha da Beira Alta.
Conclusão: Dotar Portugal de uma rede para velocidade elevada (250 km/hora), exclusivamente para passageiros, entre Vigo e Faro e entre Lisboa e Elvas e com mudança de bitola através do «upgrade» da rede existente fica muito mais barato do que os investimentos em TGVs previsto pelo governo.

PS: Curiosidade: O Norte tem 1/3 da população mas apenas cerca de 1/5 da rede.

6 comentários:

PMS disse...

Bem, após ver essa imagem, torna-se bastante óbvio que a Linha Minho Litoral está claramente subaproveitada...

Torna-se também óbvio que, quanto muito, bastaria constuir linhas novas nas zonas mais lentas.

Parece-me também que é necessária uma linha (não precisa ser alta velocidade) de Grândola até perto de évora para servir Sines.

E faria sentido o upgrade de olhão a VRSanto António.

Salem disse...

PMS,

Essa linha que sugere está projectada, não sei se passa ou não em Grandola, mas fará qualquer coisa como Sines - Casa Branca - Evora - Badajoz. Entre Evora e Bdajoz será paralela á linha de AV.

José Silva,

Recentemente no porto de Leixões garantiram-me que a Linha do Douro era inviável para o efeito que diz, no entanto confesso que os argumentos não me convenceram e tal como o josé silva, continuo a defender a linha do douro como alternativa a Aveiro Salamanca.

Quanto ao trsçado de raiz pelo litoral mantenho a opinião de que os custos urbanisticos e ambientais são muito elevados. Não há poupança nenhuma que pague os estragos feitos que seriam ao nível da destruição de paisagens, montanhas, e aglomerados urbanos.

Jose Silva disse...

Salem,

A linha do Douro como está não é viável para transporte de mercadorias. Precisa de investimento. Porem, como escreveu no Norteamos, Manuel Tão , especialista em economia de transportes, os investimentos necessários para tal são insignificantes face à alternativa Aveiro-Salamanca em mercadorias. Além do mais pode-se juntar a valência turística.

O traçado do CVE Porto-Minho-Vigo pode ter várias alternativas como prova os estudos prévios da Fase: http://norteamos.blogspot.com/2008/03/moptc-pode-colocar-online-o-estudo-da.html

Quanto mais litoral ou quanto mais aproveitar o traçado da linha do Minho, mais barato fica, o que não pode ser desprezado na conjuntura actual.

Para resolver as questões paisagísticas, há sempre a hipotese de tuneis.

Salem disse...

Quanto à linha do Douro completamente de acordo.

E se houver um aproventiamento da linha do Minho também é bom, mas parece-me complicado em termos geográficos "apanhar" Braga e o aeroporto e aproveitar a linha do Minho, no entanto não acho impossivel. Até porque de Ponte de Lima para norte o relevo nao é propriamente fácil e ai a actual linha do Minho teria o seu papel.

PMS disse...

Parece-me que a grande questão com a linha do minho é que o TGV deve obrigatoriamente servir Braga adequadamente. Não me parece que o faça desviando em Nine.

Jose Silva disse...

Uma forma de tornar mais barato o CVE P-M-V é faze de i,ediato a ligação Trofa-Asc ou Nine-ASC transferindo o canal da linha Vermelha do MPorto para comboio.

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