20070811

Debate Intra-Norte: O que espera Braga para começar a protestar ?

Parece que se está a preparar uma Regionalização com 5 regiões, as respectivas capitais, Porto, Coimbra, Lisboa, Evora e Faro e respectiva centralização de orgãos regionais. Eu preferiria fusão de autarquias pela lógica de NUTS3 e assim criar mini-regiões. De qualquer modo a questão é que com esta regionalização em curso aqui relatada, o Porto vai centralizar o Norte. Defendo então que a sede regional da DGCI não esteja sediada no Porto mas sim em Guimarães ou Amarante. É tempo dos participantes e leitores de fora da AMPorto se pronunciarem.

9 comentários:

CCz disse...

Caro José Silva;

Quando me convidou para escrever no Norteamos hesitei, hesitei porque no último referendo votei contra a regionalização e ainda hoje tenho dúvidas quanto à regionalização. O governo central nunca abdicará do poder que tem, nunca abdicará de nos sugar com impostos, a níveis dignos de João sem Terra sobre os saxões. Assim, se juntarmos ao saque do governo central, mais uma camada, mais uma casta de governantes regionais... o saque e o jugo dos impostos terão de aumentar.

Hoje, caminho cada vez mais com menos hesitação, para uma outra proposta, para uma outra perspectiva... a secessão e independência face a Lisboa e ponto.

Não nasci no Norte, nasci em África, vivi mais de 20 anos no Porto, vivo há perto de 15 na zona de Aveiro, mas o meu ponto de vista não é étnico (marimbo-me para a etnia, tenho mais respeito por uma família emigrante chinesa ou ucraniana nesta terra, do que por portugueses que só querem viver à custa de esquemas para sacar dinheiro ao estado, e por tabela a mim, como contribuinte), nem regional (se a secessão acontecesse no Algarve era para lá que ia), nem... quero é viver numa terra onde os adultos sejam tratados como adultos, uma terra onde quem quiser trabalhar e ser bem sucedido não tenha de vencer barreiras burocráticas, leis e mais leis da treta, não tenha de aturar uma chusma de funcionários a sacar impostos que não se traduzem em benefícios para o contribuinte.

Ainda na passada quarta feira, no diário Diari de Tarragona vinha um interessante artigo sobre o crescimento do emprego nas estruturas autonómicas espanholas (79 empregos por dia nos últimos 10 anos) nós por cá, ainda seria pior.

Assim, quando quiser trabalhar a sério numa proposta deste tipo, uma secessão pacífica como a da Eslovénia, convide-me.

josé manuel faria disse...

Sou favorável a 8 regiões no continente: Minho; trás-os-montes; AMP;Centro; AML; Alto Alentejo; baixo Alentejo e Algarve.

Anónimo disse...

tambem estou de acordo com o ccz

isto so la vai com independencia..

Pedro Morgado disse...

Não é novidade para ninguém que Braga e o Minho não têm líderes. E que isso conduzirá ao apagamento ainda mais significativo da sua preponderância nacional.

Jose Silva disse...

Caro CCz,

Com lhe referi inicialmente, a defesa do Norte nã se resume à defesa da Regionalização. Você pode perfeitamente defender um desenvolvimento sem excesso de Estado a Norte com ou sem regionalização. Basta para tal que alerte para os perigos e apresente alternativas que quebrem o actual estado das coisas. Por exemplo Regionalizãção+Fusão de Autarquias ou passagem de competências destas para as regiões. Ou então, Regionalização+Descentralização de competências de Lisboa para as regiões. A sua descrença na actividade do Estado não é desculpa. A Regionalização é compatível com as suas crenças ideológicas. É necessário uma solução com mais Estado nas Regiões e menos no restante de forma a que o saldo seja nulo ou menor do que actual !!!

A alternativa das alterações de fronteiras, na minha opinião, é Prosac: Permite idealizar, fingir que o problema não é nosso, ficar de consciencia tranquila, e ficar efectivamente tudo na mesma. Eu prefiro lutar por algo possível, do que sonhar acordado.

Abraços.

Rotor disse...

Ora aí está um que é cá dos meus. A separação do norte. A Checoslováquia separou-se e não morreu ninguém.

Eu para falar verdade, tenho tantas afinidades com a região a norte de coimbra como tenho com a lapónia.

Com uma diferença : pela lápónia sinto alguma simpatia.

Meus caros amigos, vão à vossa vida que eu, como lisboeta, é para o lado que durmo melhor.

Só para esse senhor que postou em primeiro lugar, ele que analise quam anda a fazer leis neste país, e se elas são feitas por gente cá de baixo.

Peçam lá a independência e deixem-se de tretas. E levem os da Madeira.

Quanto à regionalização, isso voto Não.

Rotor - Lisboa

JOSE ALBERTO BRITO RIBEIRO disse...

As bases de uma região nortenha ja existem, e a sua principal figura é a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

http://www.ccdr-n.pt/

Além dos concelhos que fazem parte da CCDRN deveriam fazer parte da Região Norte concelhos da CCDR Centro até Aveiro, porque não faz sentido uma cidade ser servida pelos comboios urbanos do Porto, o grande pólo da região e fazer parte da região centro.

Aconselho os leitores a lerem os estudos da CCDRN, eles conhecem a região e sabem o que falta fazer. Resta saber é se haverão fundos para tal ...

Miguel Nortanho disse...

Sinceramente espero que a regionalização em 5 regiões nunca avance.
Acho que o caso mais grave é norte, uma vez que os agentes portuenses vêem na regionalização um tábua de salvação para a porto.
Mas que a regionalização mais equilibrada é a versão defendia no blog o bracaro

http://obracaro.blogspot.com/2007/07/os-perigos-de-uma-regionaliaao-mal.html

No caso especifico do “norte” deveriam existir 2 regiões:
1) A região do Grande porto, sendo naturalmente a capital a cidade do Porto
2) A região Norte, com os distritos de Braga, Viana, Vila real e Bragança. Nesta região os serviços deviam ser descentralizados em as diversas capitais de distritos e eventualmente outras cidades de media dimensão nomeadamente Guimarães ou Chaves.
Em relação a capital nesta região penso que qualquer capital de distrito seria boa opção.

Os políticos regiões por incrível que pareça esqueceram as velhas querelas tendo em comum um objectivo “Não serem engolidos pelo o porto”.

Pedro Menezes Simoes disse...

A questão do equilibrio de poder dentro das regiões não se resolve dividindo regiões a meio.

Era bonito de ver uma região de lisboa dividida em duas: grande lisboa e margem sul + ribatejo + "oeste".
Ou simplesmente duas regiões: lisboa e margem sul. Simplesmente não funcionaria.

Para defender este tipo de modelos, então mais vale pensarem bem na proposta de mega-autarquias do José Silva. Por exemplo, cada distrito era uma autarquia. Não gosto deste modelo, mas é sem dúvida mais coerente do que defender regiões divididas de forma ad-hoc.

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