20070515

A inaceitável discriminação

O governo(?) prepara-se para gastar 100 milhões de euros na promoção do turismo português. Desculpem-me: Errei! Na promoção do turismo do Algarve, Madeira e Lisboa. Para o Porto e o Norte, apesar de todos os especialistas garantirem que o Vale do Douro e a paisagem do Alto Minho têm potencialidades incomensuráveis, e apesar da grave crise socioeconómica que a região atravessa, nem um cêntimo.


É de todos sabido que portugal não tem governo. Existem na realidade 3 governos regionais: o de Lisboa e Vale do Tejo (e ocasionalmente Algarve), o da Madeira e o dos Açores. As outras regiões encontram-se completamente ostracizadas e atiradas para um empobrecimento galopante.


Aqui a Norte é hora de nos governarmos a nós próprios. Mas com gente nova e genuinamente empenhada em defender o seu povo. Os que nos têm representado dificilmente escapam à sentença de incompetentes - a maioria - e traidores - um bom número deles.

4 comentários:

Anónimo disse...

Bem visto. No CALACIA.Blogspot há também uma indignação.
Jsilva

Snowball disse...

Alto Minho?!? AHAHAHAHA!

Leia o PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo) e não tem lá uma referência ao Minho. Eles não sabem que faz parte de Portugal.

Aliás, Madrid também acha que o Minho não é Portugal - basta ver isto:
http://antiprovinciano.blogspot.com/2007/05/por-sermos-galegos-de-portugal-no-nos.html

Rui Valente disse...

"Encontros do Porto 07"

Aqui há já uma boa dezena de anos, assisti a um debate sobre a Regionalização no cinema Rivoli onde, entre outras figuras públicas, participou também o ex-ministro Miguel Cadilhe. Na época, pela ênfase e pela garra do discurso, fiquei mesmo com a ideia que ali podia estar um potencial líder à causa regional. Pura e bem intencionada ilusão a minha.

Decorridos vários anos, volto a encontrar Miguel Cadilhe, agora no Palácio da Bolsa nos "Encontros do Porto 07" ( a que assisti pessoalmente ) dissertando com idêntico entusiasmo sobre o mesmo assunto. Do discurso voltei a gostar, da objectividade é que não. Foi um enfadonho déjà vu.

Relanço a eterna questão: afinal, de que está à espera Miguel Cadilhe para avançar? Por mais dez ou vinte anos? E para quê? Para preparar novo discurso? Afinal quem anda a choramingar? Nós, simples cidadãos, com os poderes restritíssimos que esta democracia nos confere, ou os políticos com muitos e mais fortes argumentos? Alguém será capaz de considerar isto "normal"? Como querem que a opinião pública continue a depositar confiança na classe política se pouco mais do que processos de intenção dela se pode esperar? Onde está a coragem destes senhores políticos? Ainda acham que somos demasiado impiedosos com a classe?

Já o escrevi outras vezes, mas não me canso de o repetir: quem devia ser pago (e bem) para participar em debates (televisivos ou radiofónicos) sobre o estado da nação, deviam ser os cidadãos comuns sem responsabilidades governativas. Esses, são os legítimos donos da soberania e quem mais direito tem de se pronunciar sobre a actividade governativa dos políticos. O que se faz agora, pagando chorudamente a ex-políticos e políticos no activo para discursar sobre as misérias do país - que eles inclusivé ajudaram a semear - é o mesmo que reunir um conjunto de ex-criminosos para debater o aumento da criminalidade em Portugal. É uma afronta, de que pelos vistos ainda muito pouca gente se deu conta. É sofisticado, mas tem foros de acção escândalosa!

Senhores políticos: se querem regionalizar, regionalizem, mas se não querem, não gastem mais saliva e calem-se por favor. Poupem-nos a indignação. Não nos obriguem a chamarem-lhes nomes feios.

Rui Valente

Rui disse...

"Aliás, Madrid também acha que o Minho não é Portugal"

Claro porque em Madrid nao falsificam tanto a historia como ca, se bem que tambem a falsificam mas nao descaradamente como em portugal ao ponto de dizer que somos todos portugueses e que o norte nao é galego.

Em Madrid e Espanha sabem que ha uma Galiza, nao lhe mudaram o nome para Norte ou Noroeste como ca, em Madrid sabem tambem que o Norte de Portugal é a metade Sul da Galiza.

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