20080201

Norte de Portugal e Galiza constituem em Abril primeiro Agrupamento de Cooperação da União Europeia

Viana do Castelo, 31 Jan (Lusa) - "A cooperação transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza vai receber um novo impulso a partir de Abril, com a constituição oficial de uma entidade jurídica com poder de administração de recursos e competências.
"As relações entre a Galiza e o Norte de Portugal já são boas, mas com este organismo de cooperação transfronteiriça vão ficar excelentes", disse à Lusa o presidente da Junta da Galiza, o socialista Emilio Pérez Touriño.
Sublinhou que a Galiza e o Norte de Portugal vão ser o primeiro espaço comunitário internacional a constituir-se como agrupamento de cooperação e enfatizou a importância da "massa crítica" de uma euro-região com seis milhões de habitantes, 90.000 milhões de PIB e um elevado nível de intercâmbios culturais e económicos.
O Governo daquela região autónoma de Espanha iniciou hoje mesmo os trâmites para a constituição do novo organismo, denominado Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal.
Trata-se de "uma entidade jurídica própria, com administração própria de recursos e competências" e cuja sede ficará em Vigo, conforme já acordado com o Governo português.
Para o Executivo liderado pelo socialista Emilio Pérez Touriño, esta é uma localização "estratégia e de alto valor", tendo em conta que Vigo fica "no coração da euro-região" Galiza-Norte de Portugal.
Na reunião semanal do Conselho da Junta, realizada esta manhã, foi aprovado apresentar ao Governo de Espanha a autorização para constituir aquele agrupamento de cooperação, bem como o correspondente convénio com Portugal e os estatutos do novo organismo.
"

VCP.
Lusa/fim

O futuro do Norte é risonho. O presente é que não.

6 comentários:

João Brito Sousa disse...

VIVA,

Sendo este um blogue para defender o Norte, acho muito estranho que não seja aqui badalado o que se disse no meeting realizado no Palácio da Bolsa sobre “o Norte, a Universidade e a informação”, promovido pela UP.

Sobretudo as declarações do Senhor Reitor, que me pareceram muito oportunas.

E também não caberia aqui uma discussão sobre a validade do trabalho do Engº Ludgero Marques da AIP, que vai deixar o cargo para ir dirigir uma empresa sua.

Entendo que há matéria para discussão.

JBS

Pedro Menezes Simoes disse...

Caro João,

tem toda a razão. No meu caso, foi por falta de tempo. Tendo em conta o volume de postagem dos meus colegas de blogue, suponho que o caso deles seja o mesmo.

Vou procurar notícias sobre o meeting, que lamento que não ocorra durante o fim de semana, porque assim não tive oportunidade de assistir...

Quanto à questão do Engº Ludgero Marques, confesso que não estou preparado para me pronunciar. Quer propor um pequeno texto para lançar a discussão?

Pedro Menezes Simoes disse...

Vou tentar fazer o seguinte (no fim de semana) - compilar um conjunto de notícias e os comentário d'"A baixa do Porto", e postar aqui, junto com um comentário meu.

Neste momento não tenho possibilidade de fazer um trabalho tão exaustivo como o evento em causa merece.

Jose Silva disse...

Eu tenho a intenção de publicar um artigo sobre o Rain Dancing da UP. Talvez no fds.

Quanto a saída do Ludgero, desconheço. Confirmando-se, vem atrasada anos

João Brito Sousa disse...

PORTO, 2008.02.01

Ao Pedro Menezes.
O texto que me solicitou podia ser este.

Ludgero Marques vai-se recandidatar a mais um mandato à frente dos destinos da AEP - Associação Empresarial de Portugal, tendo em conta três aspectos:

1-O aparecimento, muito em breve, da Confederação Empresarial de Portugal que irá reorganizar o associativismo português;

2-Os novos projectos da AEP, que são de grande importância e que não lhe permitem abandonar a instituição neste momento;

3-Os apelos que recebeu de alguns empresários para se recandidatar à presidência da AEP por mais três anos (2005-2008).

Penso que seria importante saber se houve vantagens na criação da Confederação Empresarial de Portugal em Setembro de 2005, quais e porque é que ficaram de fora a Confederação do Comércio e do Turismo e que vantagens e benefícios que essa Confederação trouxe para as empresas.

Quais as vantagens dos projectos citados em dois. Foram convidativos a sair? Porque?.

fernator5 disse...

"O futuro do Norte é risonho. O presente é que não."

Só se for à custa do proprio Norte e de ajudas com a Galiza.
Porque de Lisboa e de Portugal, nem bom vento, nem bom casamento. Se dependesse desses, o Norte continuaria a morrer à fome.
Alias quando meteram a capital em Badajoz, disseram mesmo que não a queriam no Norte ou na Euro-Região Norte-Galiza, que era para o Norte não ganhar mais poder.

Somos uma região colonizada, uns escravos de Lisboa.

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