20080227

Leituras 20080227

· Belmiro critica TGV Lisboa-Madrid e reitera interesse no Aeroporto Sá Carneiro; Não confundir a árvore com a floresta. O TGV não é fundamental para Portugal. Comboios de velocidade elevada tipo Alfa-Pendular em bitola europeia é que são fundamentais...

· Inovação na mobilidde no Porto; Rio, a custo, vai tendo desígnios...

· Peak Oil: Aqui prevê-se um preço do barril a US$137 em 2015. Aqui verifica-se que o preço para daqui a 12 meses será de US$129. Alguém desinforma...

· Douro-Sanábria em comboio; O melhor que TM tem a fazer é mesmo suspender a transformação do IP4 em A4 em todo o seu percurso. Com a poupança investir-se-ia em projectos mais adequados à região... Voltarei ao tema.

· Superfície de trigo aumenta 45%. Indústria diz que para sobreviver precisa de aumentar 50 por cento o preço do pão. Regresso à agro-industria ? Uma alternativa para o Norte não industrializado nem urbanizado ? Penso que sim.

· O blogue da propaganda do PS Porto, sem se aperceber, relata uma ameaça ao Norte: Para compensar a China do financiamento ao Ocidente, a U.E propõe reduzir as fases de transição na liberalização de comércio nas industria tradicionais. Pertinente a acção de Elisa Ferreira.

· A UPorto será a primeira universidade a funcionar como fundação. Não sei se é bom ou mau. O modelo fundacional é meio caminho para a privatização do ensino superior e tratando-se de um sector não transaccionável no mercado internacional, receio que acabe como os restantes: Nas mãos das oligarquias de Lisboa. Voltarei ao tema.

8 comentários:

Salem disse...

é de louvar a iniciativa de Belmiro em gerir o aeroporto, qualquer coisa é melhor que a ANA, então se a gestão ficar a Norte, melhor ainda.

Quanto ao comboio de alta velocidade, penso que Belmiro de Azevedo esteve mal:

- O AV vai demorar menos de 4 horas entre Lisboa e Madrid

- O avião demora 50 minutos entre o aeroporto da Portela e Barajas, não entre o centro de Lisboa e de Madrid. Quando o aeroporto for em Alcochete vai demorar umas horas do Terreiro do Paço à Praça do Sol de avião.

- As mercadorias não viajam de avião.

- o preço de um bilhete de avião tirado no próprio dia não é propriamente barato, mesmo em lcc's o preço é igual às companhias de bandeira. No comboio o preço é sempre o mesmo, e pode ser tirado minutos antes do comboio partir.

- O AV não provoca os danos ambientais provocados pelo avião.

Fico à espera dos novos desenvolvimentos sobre o abandono do projecto A4.


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Luis disse...

A melhor resposta à Elisa Ferreira é o que tem estado a acontecer na área dos texteis e do calçado. É verdade que a reestruturação tem sido dolorosa e dificil, especialmente para quem perde o seu trabalho, mas é inegável que este processo retirou do mercado as empresas mais fracas, dando espaço a que as melhoras possam apostar em inovação, design e valor acrscentado. Não é protegendo o motor da economia regional que se consegue evoluir, pelo contrário, é a concorrência internacional que puxa pelo nosso espirito empreendedor e de inovação. Não tenhamos medo da concorrencia internacional, pois é a nossa competência e valor no mercado internacional, que nos libertarão das amarras da macrocefalia de Lisboa.
Portanto estas iniciativas da Elisa Ferreira são uma mão cheia de nada...

Luis FIlipe Pereira

Luis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jose Silva disse...

Concordo consigo, Luís. O que acho é que não se pode mudar as regras a meio do jogo. Se está acordado um periodo de transição, então é para mante-lo. Por isso Elisa Ferreira estve bem.

sguna disse...

Eu concordo com o Belmiro. O TGV não é nada essencial para o país. É sim um capricho de um burocrata (provavelmente françês) que teve a brilhante ideia de ligar as capitais com tracinhos! Foi recentemente anunciado a liberalização dos transportes ferroviários na UE (finalmente a França cedeu!). Se tivermos como exemplo o mercado ferroviário liberalizado da Inglaterra teremos: aumento de preços; preços consoante a procura (não é difícil pagar mais por ir de Manchester a Londres, que ir de Londres ao Porto).

A linha do TGV vai poder ser usada por comboios de mercadorias?

Um TGV só é rentável em pares de cidades até 600-800km, a partir de um certo nivél de tráfego. Ora, o tráfego Lisboa-Madrid não justifica o TGV. O caso fica ainda mais difícil com as "low-cost".

O TGV só é bom para a armada do betão e amigos, que afinal são quem manda neste país!

Jose Silva disse...

sguna,

Por isso é que a aposta deve ser apenas a construção de comboios tipo alfa-pendular, que são mais baratos de operar do que os TGv. Para Portugal basta.

A Liberalização no UK fez aumentar os preços pagos pelo consumidor final. Ao contribuinte provavelmente, custa menos. A liberalização não significa menor preço para o consumidor final, mas sim menos impostos para os impostados que sustentam a CP.

Salem disse...

Sim, as mercadorias vão poder circular nas linhas de AV.

O avião não vão conseguir competir com o comboio em viagens tipo Lisboa Madrid. A iberia já está a contar perder 20% na rota Barcelona - Madrid.

As nossas linhas de alta velocidade não vão atingir as velocidades do TGV frances..

sguna disse...

A liberalização no UK levou o governo a nacionalizar as linhas férreas (mas a inconpetência das empresas não pode ser prevista...). Quanto aos contribuintes, em termos líquidos não sei, mas os transportes, tanto rodoviários como ferroviários no UK continuam a ser subsidiados.

Assim como aconteceu no par Paris-Londres, com a abertura do túnel houve um decréscimo acentuado no n. de voos. Mas este era o par de cidades que mais passageiros movimentava. Actualmente, Madrid-Barcelona é do pares de cidades que mais voos movimenta. Lisboa-Madrid está longe de poder sustentar essa necessidade. Mesmo que retire 20% ao n. de voos, isso não deve ser suficiente para rentabilizar o projecto. Com o aumento de voos low-cost, a viabilidade económica fica ainda mais dificil (se é que alguma vez foi possivél). Claro que isso é irrelevante, quando os investidores privados têm o estado como garantia!

Quanto a mim, um país com recursos muito limitados, vai investir uma grande parte da sua riqueza em dois projectos com muito pouco retorno para o país e necessidade controversa. Mas isso já foi aqui bastante discutido!

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