20070522

"O nosso clube aqui chama-se: Autonomia da Região Norte

Caros participantes,

Sou adepto da frontalidade, mas considero que o maior erro que podemos cometer, se não pesarmos bem o teor dos nossos argumentos, é darmos oportunidade aos inimigos (que ainda há) da Regionalização para nos apontarem os rótulos do costume, como seja de: bairristas, bacocos, provincianos, etc. e tal.
Escrevo isto, porque na leitura que fiz do post de Pedro Morgado - a quem desde já saúdo -verifiquei que em defesa da sua terra (que é Braga, presumo), quase meteu no mesmo saco de Lisboa a cidade do Porto, quando considerou que a RTP tinha sede nesta cidade. Que eu saiba, o que o Porto tem, é uma delegação e estúdios da RTP no Monte da Virgem, o que é uma coisa bem diferente. Acho mesmo, que nem é preciso consultar o contrato social da RTP para constatar facilmente essa realidade, bastando estar atento ao alinhamento centralista de que dá mostras, o último dos quais foi o "exemplo" dado 2ªfeira com a abertura do jornal da tarde à "violência" de adeptos portistas na Baixa, quando o mais natural e relevante seria destacarem a vitória de mais um campeonato do F.C. do Porto. Se a violência fosse uma sincera preocupação de interesse público segundo a óptica mediática centralista, então podiam ter aberto o notíciário com o caso daquele rapaz das telenovelas (dos "Morangos com Açucar, creio) e a irmã, que foi agredido gravemente na pacatez de uma discoteca da "civilizada" Lisboa com 32 pontos no rosto...
Obviamente, que para quem está atento, a intenção (como é costume), era a de tentar desvalorizar a importância da notícia desportiva. E estas coisas também não devem ser silenciadas. Dissociarmos o fenómeno desportivo dos afectos clubísticos com a realidade política parece-me uma grande utopia, porque se não conseguirmos separar as águas e se não procurarmos ser justos e objectivos quem vai continuar a perder com isso somos todos nós, nortenhos e não só. Na defesa dos interesses regionais, acho perfeitamente possível e desejável a coabitação entre nortenhos de todos os quadrantes clubísticos, particularmente entre os do Norte. Rivalidades no campo desportivo sim, cada um deve defender salutarmente as cores da sua simpatia, sejam elas quais forem, mas será uma asneira dividirmo-nos em matéria dos nossos interesses comuns que são acima de tudo a autonomia e o desenvolvimento da nossa região.
Há muitos anos que estamos a ser maltratados pelo Estado Centralista para nos degladiarmos com guerrinhas clubísticas. Primeiro, estamos nós cidadãos. Os de Braga, do Porto, de Guimarães, Chaves, Bragança, Aveiro, etc. Todos! Unidos! Não se esqueçam disso.

Rui Valente

O Centralismo visto por empresários Lisboetas no Norte

Por Elisa Ferreira, no Jornal de Notícias (29.04.2007). (adaptado)

"(...) Este último programa não foi assim. Existiu, de facto, algo de novo o contributo de duas personalidades nacionais, no caso dois gestores experientes, ambos economicamente liberais e assim pouco amigos de interferências do Estado na economia, ambos tendo habitualmente trabalhado na capital e agora experimentando, pela primeira vez, o exercício da sua profissão em grandes empresas mas a partir do Norte - refiro- -me a António Pires de Lima (Unicer) e a Luís Filipe Pereira (Efacec). Com o maior respeito pelos outros intervenientes, a grande novidade foi a frescura e a convicção desses dois depoimentos lisboetas.

De modo extremamente simples, ambos identificaram as grandes diferenças decorrentes de trabalhar no Norte. A sua primeira surpresa terá tido a ver com o facto de, no Norte, o Estado e os funcionários públicos parecerem não existir - identificaram esta ausência associada a um viver sem "aquele aconchego", sem o "quentinho" da capital. Um segundo aspecto para eles notório terá sido o de se estar em face de uma população sem ordenados garantidos pelo erário público, largamente desempregada e com baixos salários, tudo isso conduzindo a que compre muito pouco e a que o comércio e a actividade económica em geral definhem. Em terceiro lugar, deixaram um registo violento sobre o tempo absurdo que o comboio demora entre o Porto e Lisboa e sobre os custos absolutamente insuportáveis da alternativa aérea.

E foi assim que, passo a passo e à medida que a conversa decorria, fui ouvindo a defesa de uma ligação ferroviária rápida entre Lisboa e Vigo, a crítica à privatização monopolística da ANA, o argumentário a favor da autonomia na gestão do aeroporto do Porto, a necessidade de desenvolver o interior e de combater o excessivo congestionamento da capital, o apoio a uma efectiva descentralização da administração pública, a defesa de condições para que possa existir alguma concorrência salutar entre as regiões portuguesas. Ao mesmo tempo que uma regionalização em torno das cinco regiões quase ia recolhendo a unanimidade...

Nada de conformismos, "de déjà vu", de medir as palavras para não se parecer bairrista! Sejam, pois, bem-vindos, porque dito por nós já não se aguenta mais! Ou será que chegou, de facto e por exaustão, o fim de uma fase?"

Norte:O poder de compra e as exportações

Em 25 concelhos do país, que representam apenas 6% do território português, está concentrado 50% do seu poder de compra.
Isto, de acordo com um estudo apresentado pela Marktest que revela grandes assimetrias – pois dos 278 concelhos apresentados, 25 centralizam 45% da população, 47% das empresas, 70% da facturação empresarial, 73% dos impostos do Estado e 78% do crédito bancário.
Neste grupo de 25 concelhos contam-se Lisboa, Porto, Sintra, Oeiras, Vila Nova de Gaia, Cascais, Loures, Almada, Coimbra, Matosinhos, Braga, Amadora, Seixal, Setúbal, Guimarães, Leiria, Gondomar, Santa Maria da Feira, Maia, Loulé, Vila Franca de Xira, Odivelas, V. N. de Famalicão, Viseu e Aveiro.Destes, 11 concelhos situam-se na área da Grande Lisboa (até Setúbal), 7 na região do Grande Porto e 1 no Algarve.
A lista dos concelhos com maior índice de poder de compra regional é encabeçada por Lisboa, responsável por 11,3% do poder de compra do Continente. O Porto concentra 3,9% deste índice e Sintra 3,3%. Oeiras e Vila Nova de Gaia estão "empatados", com um índice de 2,3%, um pouco acima dos 2,1% de Cascais.
Agora vejamos este pormenor interessante:
O Norte continua a ser, de longe, a região mais exportadora: sozinha, vende ao estrangeiro mais do dobro do que a segunda maior, Lisboa. Apesar da forte concorrência chinesa, tanto o vestuário e têxtil quanto o calçado continuam a ser excedentários (nestes sectores, o país exporta mais do que importa), mas talvez por causa dessa mesma concorrência a importância da região para o conjunto das exportações portuguesas tem vindo a diminuir. Em 2000, quase metade (47%) das vendas ao exterior partiam do Norte. No final do ano passado, já só representava 41% (uma quebra explicável pelas descidas verificadas nas indústrias tradicionais). Trata-se de uma quebra relativa, ou seja, face ao comportamento do país no seu conjunto, uma vez que, em 2006, as exportações recuperaram fortemente e o Norte acompanhou essa melhoria. Refira-se ainda que o Norte exporta quase tanto quanto importa. É Lisboa quem mais contribui para desequilibrar a balança comercial portuguesa.
Se é Lisboa quem mais contribui para desiquilibrar a balança comercial Portuguesa, porque será em Lisboa que mais se investe ? Qual o verdadeiro retorno desse investimento?

20070521

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De: Rui Valente - "Encontros do Porto '07"

Submetido por taf em Quarta, 2007-05-16 22:58

Aqui há já uma boa dezena de anos, assisti a um debate sobre a Regionalização no cinema Rivoli onde, entre outras figuras públicas, participou também o ex-ministro Miguel Cadilhe. Na época, pela ênfase e pela garra do discurso, fiquei mesmo com a ideia que ali podia estar um potencial líder à causa regional. Pura e bem intencionada ilusão a minha. Decorridos vários anos, volto a encontrar Miguel Cadilhe, agora no Palácio da Bolsa nos "Encontros do Porto '07" (a que assisti pessoalmente) dissertando com idêntico entusiasmo sobre o mesmo assunto. Do discurso voltei a gostar, da objectividade é que não. Foi um enfadonho déjà vu.

Relanço a eterna questão: afinal, de que está à espera Miguel Cadilhe para avançar? Por mais dez ou vinte anos? E para quê? Para preparar novo discurso? Afinal quem anda a choramingar? Nós, simples cidadãos, com os poderes restritíssimos que esta democracia nos confere, ou os políticos com muitos e mais fortes argumentos? Alguém será capaz de considerar isto "normal"? Como querem que a opinião pública continue a depositar confiança na classe política se pouco mais do que processos de intenção dela se pode esperar? Onde está a coragem destes senhores políticos? Ainda acham que somos demasiado impiedosos com a classe?

Já o escrevi outras vezes, mas não me canso de o repetir: quem devia ser pago (e bem) para participar em debates (televisivos ou radiofónicos) sobre o estado da nação, deviam ser os cidadãos comuns sem responsabilidades governativas. Esses são os legítimos donos da soberania e quem mais direito tem de se pronunciar sobre a actividade governativa dos políticos. O que se faz agora, pagando chorudamente a ex-políticos e políticos no activo para discursar sobre as misérias do país - que eles inclusivé ajudaram a semear - é o mesmo que reunir um conjunto de ex-criminosos para debater o aumento da criminalidade em Portugal. É uma afronta, de que pelos vistos ainda muito pouca gente se deu conta. É sofisticado, mas tem foros de acção escândalosa!

Senhores políticos: se querem regionalizar, regionalizem, mas se não querem, não gastem mais saliva e calem-se por favor. Poupem-nos a indignação. Não nos obriguem a chamar-lhes nomes feios.

P.S.-Caro José Silva,Este post já está um pouco desactualizado porque tive algumas dificuldades para o publicar no "Norteando". Vamos a ver se desta vez consigo.

Cump.

Confirmado: Governo planeia fechar o aeroporto do Norte

Leituras 20070521

Defensor da anexação do Norte de Portugal pela Galiza desce à terra

«Significa isso que devemos propugnar uma integração "imediata" entre o Norte e a Galiza? Pese à História, e à pré-História, que evidenciam uma identificação etno-cultural entre as duas regiões, a mesma História também nos mostra que existe uma separação "de facto" entre as citadas regiões, uma separação política que persiste há mais de oito séculos, e que, tendo sido incorporadas cada uma delas num "país" diferente, provocou "fracturas" que têm que ser tomadas em consideração. Enquanto o Norte permanece "integrado" em Portugal, administrativamente e politicamente dependente do governo instalado em Lisboa, culturalmente sujeito a um colonialismo omnipresente em todos os meios de comunicação (principalmente na rádio e televisão), a Galiza está há anos com governo autonómico próprio, o que lhe permitiu ir progressivamente criando os seus quadros técnicos, instalar meios de informação galegos (jornais, rádios e televisões), organizações políticas, sindicatos e universidades não-dependentes de Madrid, etc, etc. Propor uma "integração" Galiza-Norte, não corresponderia a um sinoceismo, mas sim a uma absorção de um Norte autonomicamente inexperiente, economicamente desiquilibrado, totalmente dependente do bom ou mau humor do Terreiro do Paço, por uma Galiza pujante e decidida, antes de mais, a obter um novo mercado para os seus produtos, sejam eles industriais, comerciais ou culturais. Consideramos que, pelo menos na actualidade, e num futuro a médio prazo, é absolutamente imprudente (pelo menos) sugerir semelhante solução.

Braga e Serviço Público de Televisão

A RTP faz do serviço público uma bandeira que, na maior parte das vezes, não passa de marketing. Muito pouco distingue a RTP dos privados em termos de critérios editoriais. Pedro Santos Cardoso, no Dolo Eventual, questiona a falta de alternativas sempre que a RTP transmite os mesmos eventos que os privados. O exemplo escolhido é feliz. A transmissão da homilia de Fátima é uma medida populista e baseada na procura de audiências, afastando-se do conceito de serviço público.Mas a ineficiência da prestação de serviço público vai mais longe. A RTP vive sedeada em Lisboa e no Porto, transformando-se, não raras vezes, numa televisão regional daquelas urbes. Uma prova da não abragência da RTP é o facto de o terceiro maior distrito do país não possuir uma única delegação televisão do Estado, sendo repetidamente relegado para segundo plano da actualidade.
Sendo assim, não espanta que uma morte em Braga tenha menos destaque na televisão do serviço público que uma escoriação em Lisboa ou no Porto. Não espanta que uma vitória europeia de um clube minhoto tenha menos relevância para a televisão do serviço público que a entorse do terceiro guarda-redes do Sporting ou do Porto. Não espanta que uma descoberta digna de science conseguida num dos laboratórios de excelência da Universidade do Minho tenha menos tempo de antena na televisão do serviço público que a verborreia de um Zandinga de Lisboa ou do Porto. É isto mesmo que José Pedro Ribeiro denuncia, no Idolátrica, a propósito da vitória do ABC de Braga na Liga Nacional de Andebol:
Para vermos a notícia na RTP, (dita) televisão estatal, temos que estar atentos ao minúsculo rodapé à espera de uma quase invisível referência ao evento. A verdade é esta: se fosse o Benfica, o Sporting, o Porto e mesmo o Belenenses, seria notícia de abertura e de primeira página.
[A RTP] Tem obrigações que o seu estatuto lhe confere, não sendo uma das menos importantes, com certeza, a de servir todos os cidadão, sem excepção, sem se preocupar exclusivamente com as audiências.
Eu vou mais longe. O critério editorial da RTP não pode, em caso algum, ser o critério das audiências. A RTP deveria privilegiar a qualidade, o pluralismo e a isenção. Deveria dar atenção às modalidades desportivas e às actividades culturais menos comerciais que se desenvolvem por esse país. Deveria ser uma estação de serviço público, ao serviço de todos e não apenas de alguns.Como isto não sucede, nem se perspectiva que vá suceder, Braga e o Minho precisam de uma televisão regional que lhes devolva a importância que merecem. Asfixiados pela proximidade ao Porto, as televisões e demais órgãos de comunicação social teimam em fazer de Braga e das suas gentes uma espécie de apêndice da segunda cidade do país.

Publicado em simultâneo no Avenida Central

20070520

GALIZA E NORTE DE PORTUGAL

Agradeço a oportunidade de poder contribuir neste espaço para um debate sério e frutífero sobre o tema que mais me fascina: O Desenvolvimento da Região Norte de Portugal.
Começo a minha humilde intervenção com o tema que acredito ser o mais viável para tornar a região Norte numa região mais produtiva, empreendedora e capaz de alcançar metas e objectivos económicos que se tornam cada vez mais urgentes para o desenvolvimento da nossa economia. Sem um Norte forte e coerente com fraca capacidade de subsitir por sí e com os seus próprios meios, estaremos condenados ao fracasso.
Urge um movimento independente de cidadania que represente e salvaguarde os interesses do Norte do Pais, perante um poder cada vez mais centralizador e economicamente demolidor dos interesses dos nortenhos.
GALIZA E NORTE DE PORTUGAL, JOGAR NAS COMPLEMENTARIDADES
As disparidades entre os dois lados da fronteira são importantes e têm de ser tomadas em linha de conta nas estratégias dos agentes económicos. Os dados para a reflexão:
Produtividade do Norte de Portugal é 58% da galega. Norte de Portugal representa 46% das exportações galegas. Saldo comercial favorável à Galiza.Empresários galegos são mais sensíveis à geografia de proximidade. Forte expansão e deslocalização de grupos galegos para Portugal
Galiza "exporta" para Sul recursos humanos qualificados e Norte de Portugal "exporta" para o outro lado mão de obra não qualificada.
Um primeiro dado que choca o observador português é o desnível de produtividade entre as duas regiões - em média, a produtividade do Norte de Portugal é 58% da galega, apesar do lado português contar com mais 600 mil activos do que o lado galego (baseado no estudo de Xoán López Facal, para dados de 1997). Cada um dos 900 mil trabalhadores galegos produziam em 1997 um VAB de 27.476 euros, enquanto que cada um do 1 milhão e 600 mil trabalhadores do Norte de Portugal só produziam 16.121 euros. Apesar dos níveis salariais no Norte de Portugal serem 40% mais baixos (6909 euros de salário em média para a indústria transformadora do Norte de Portugal e 17056 euros para a galega) e de se contar com uma mão de obra mais jovem (a taxa de natalidade na Galiza é metade da da Região Norte de Portugal ), convidando à deslocalização dos grupos galegos, há um problema estrutural de produtividade nas regiões minhota e duriense que os executivos do lado de lá da fronteira têm superado com mão de obra qualificada galega e com muita formação dos trabalhadores portugueses. Os empresários galegos, mesmo os das PME, são, também, mais "sensíveis" à vantagem da proximidade geográfica e às potêncialidades logísticas, segundo um inquérito realizado para um estudo conjunto do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada do Centro Regional do Porto da Universidade Católica e do Centro de Investigação Económica e Financeira da Fundación Caixa Galicia. Este facto traduz-se neste outro número chocante: o Norte de Portugal representa 46% das exportações galegas e o saldo comercial favorável à Galiza vem-se acentuando desde 1996. Exemplos emblemáticos deste "olhar a sul" são citados regularmente: Zara (do grupo Inditex), Megasa, Finsa, Caixa Galicia e Televés, além dos mais de 7 milhões de contos investidos no Vale do Minho português. Do lado português, refira-se a visão de grupos como a Sonae (que adquiriu a Tafisa), a Cimpor (que comprou o Grupo Corporación do Noroeste) e a CGD (que adquiriu o Banco Simeón). A própria comutação transfronteiriça é simbólica quanto ao desnível de competências na mobilidade da mão de obra - da Galiza vêm diariamente quadros qualificados para empresas e entidades públicas (como é o caso de médicos e enfermeiros) e do Norte de Portugal migra sazonalmente mão-de-obra não qualificada para a construção civil, o comércio e a hotelaria galegas.
Contudo, a região Norte portuguesa pode jogar alguns trunfos, que são abertamente reconhecidos pelos vizinhos galegos - a maior propensão à globalização por parte das empresas portuguesas, mesmo das PME, o cosmopolitanismo e grande qualidade dos quadros superiores, e a mais valia do aeroporto Sá Carneiro (Porto), que já é um íman importante para executivos, empresários e turistas galegos. Os galegos afirmam que o único caminho é jogar nas complementaridades e têm procurado fazê-lo. Um dos projectos de parceria mais interessantes foi o de "sincronizar" os "clusters" automóveis dos dois lados da fronteira, em que estão envolvidos o CEAGA e o CEIIA, do lado português.
A visão estratégica do tecido empresarial Nortenho tem de se focar na cooperação transfronteiriça com a Galiza e saber aproveitar as oportunidades de mercado a fim de tornar a produtividade num dos factores de sucesso e desenvolvimento da região.
A Região Norte de Portugal e a Galiza formam um território de 50 000 quilómetros quadrados onde vivem seis milhões de pessoas unidas por uma cultura comum. É o Noroeste Peninsular.O Noroeste Peninsular é constituído por um sistema urbano de média dimensão, disseminado uniformemente por todo o território. Nove cidades no Norte de Portugal e nove cidades na Galiza que já partilham intimidades que apenas cidades irmãs é costume partilharem.

20070519

Leituras 20070519

 

 

20070518

O verdadeiro interesse de António Costa na CMLisboa: Jogos Olímpicos de 2020

Na entrevista dada à pouco à TVI, questionado sobre a OTA, António Costa reafirmou o seu apoio ao novo aeroporto, alertando e dando ênfase à necessidade de estudar estrategicamente o destino dos terrenos da Portela. Atendendo a que:

 

Começa-se a perceber porque é que António Costa se interessou pela CMLisboa. Será que é desta que o resto de Portugal se vai separar de Lisboa ?

 

 

Mais Drenagem do Norte->AMLisboa

Esta notícia deve alarmar. Concretizando-se a compra da Asa Editora e da Gailivro, é muito provável que o seu centro de decisão, tipografia, e funcionários não comerciais passem para o provavel centro único que Paes do Amaral criará na AMLisboa com a Texto Editora, Caminho, Platano/Didactica e Pergaminho, lá sedeadas. Só assim é que obterá sinergias que rentabilizaram estas aquisições, tal como acontece noutros processos de fusão de empresas. Assim sendo, podemos esperar mais Drenagem (do Norte para Lisboa) de facturação, oportunidades de carreira, postos de trabalho e poder de compra. A prazo menos uns 50 habitantes e menos animação da nossa econmia local. Com estas aquisições subsequente criação de um forte «player», a Porto Editora, outro gigante do sector, vai passar a ter mais concorrência, menores margens e menos probabilidade de incremento de poder de compra dos seus colaboradores. Há uns anos a Porto Editora comprou a Lisboa Editora, mas aparentemente manteve a marca, postos de trabalho e instalações, como se pode ver aqui. Moral da história: Lisboa drena o Norte mas o contrário não se verifica.

Sinais dos tempos


Banco espanhol financia obras em monumento de Bragança.

Galiza do Norte e Castela atentos ao que se escreve na «Galiza do Sul»


Escassas horas após a publicação do artigo anterior houve uma inesperada avalanche de visitantes galegos e madrilenos a este modesto e iniciante blogue. Terá algum significado ?

20070517

«Desculpa mas Portugal não é nação»

Mais debate sobre a apoximação do norte de Portugal à Galiza:

«Alias do ponto de vista de nação Portugal é ridiculo, pois corta 2 nações, Galécia e Lusitania, ficando com a metade Sul da Galécia e a metade Ocidental da Lusitania. Só tem na integra a nação Algarvia.

Portanto não diga que Portugal é uma nação porque não é, deixou de o ser depois de passar o Mondego. E de facto se o povo tiver consciencia da sua identidade e historia, tanto Portugal como Espanha ficam em risco, pois nenhum dos países é uma nação, mas sim um aglomerado de nações. Então em Portugal ha outro problema que em Espanha só se põe no país Basco. É que Portugal foi o causador de dividir Galécia e Lusitânia.

A identidade Portuguesa de facto é forte, mas ela não existe na realidade. É uma invenção, manipulação do estado e o povo acredita e deixa-se levar pela propaganda feita ao longo dos séculos. Por isso é forte.

Em Espanha deu-se o correcto nome às regiões nações (Galiza, Leão, Asturias, Cantabria, Catalunha, etc), não se deu pontos cardeais Norte, Centro como em Portugal.

De facto é como voce diz, se em Portugal se der também o correcto nome ao Norte (Calécia ou Galécia Sul ou ainda Galiza Sul), Portugal a longo prazo fica em perigo, porque na verdade Portugal não é uma nação, muito longe disso.

Se Portugal fosse uma nação você não diria o que disse, não diria que dar o verdadeiro nome, o nome étnico poria em perigo Portugal e daria lugar a uma Ibéria das Nações.

E imaginem se Espanha tivesse agido como Portugal. É certo que a Catalunha seria Leste, e os Catalães a esta hora pensariam que eram Castelhanos ou Espanhois e não Catalães. O movimento de Independência nem existiria. Resumiria-se a umas 10, 20 pessoas como acontece no Norte de Portugal. O resto do povo é obvio que seria muito leal e fanatico a Espanha.

Como sempre Portugal em tudo o que faz, tem de fazer as coisas erradas e da pior maneira. Nem respeitar minimamente as suas nações e antigos reinos foi capaz. Só respeitou o Algarve, talvez porque sempre soube que o seu povo nunca teria intençoes independentistas.

Mas a parte Galega de Portugal, sempre trataram de apaga-la ao máximo. Tiraram o verdadeiro nome ao Norte pois claro. À metade Sul do Condado Portucalense, também trataram de lhe apagar o nome e misturar a região com o Baixo Mondego. Depois deram-lhe o nome Beiras para o Alto e Baixo Mondego para apagar de vez com a identidade Portucalense acima do Mondego.

Ja agora para fazermos uma ideia dos problemas que Portugal enfrentaria se tivesse agido como Espanha.

· Norte - GALÉCIA BRACARENSE ou SUL/ GALIZA SUL/ CALÉCIA/ PORTUCALE NORTE - Estaria a lutar por mais autonomia e por uma futura independencia para se reunificar com a sua metade Galiza

· Entre Douro e Mondego - PORTUCALE SUL - Estariam a lutar pela sua identidade Portucalense Galaica, pela definiçao das suas fronteiras do Douro ao Mondego e claro por uma futura independencia. Orgulhariam-se de ser antigos Portucalenses, de serem Galegos devido à reconquista, de serem irmãos do povo acima do Douro.

· Sul do Mondego até Alentejo - LUSITÂNIA - Estariam a lutar pela sua identidade Lusitana do Sul Mondego ao Alentejo. Saberiam que a Norte do Mondego já não é mais Lusitania devido ao processo de repovoamento da reconquista. Como é obvio estariam a lutar pela independencia do seu territorio Lusitano do Mondego ao Alentejo.

· Algarve - ALGARVE - Provavelmente pouco lutariam pela independencia. Uns iriam querer ficar ligados à Lusitânia, outros iriam querer mesmo independencia. No Algarve a luta pela independencia seria fraca como acontece na Andaluzia, pois o seu povo não tem um grande orgulho na sua identidade, devido a serem do Sul e terem sofrido mais mistura moura e logo serem menos europeus a nivel de sangue. Não gostam que lhes chamem mouros, nem gostam do seu próprio povo por ter muito aspecto mouro. A maioria nao iria querer independencia e iria querer ficar ligada às terras a norte do Algarve.

Não tenham duvidas que aqui aconteceria o mesmo que acontece em Espanha se tivessemos agido assim.

Em Espanha todas as antigas nações/ reinos têm um forte ou pequeno movimento independentista. Em Portugal não ha nada, apenas uma duzia de pessoas no norte que não esqueceu a sua identidade.

Para quem não sabe, em Espanha, onde o movimento independentista é mais forte e mais conhecido é em Catalunha, País Basco e Galiza.

Mas não pensem que as outras nações/ reinos não têm também um movimento independentista. Penso mesmo que todas as regiões têm (se alguma não tiver será a Extremadura, que inclui territórios da Lusitania Leste). Asturias, Leão, Cantabria, Castela (sim também ha independentistas Castelhanos) e Andaluzia também têm movimentos independentistas. Na Andaluzia até ha alguns defensores do antigo Reino de Sevilha que portanto não desejam estar integrados na grande Andaluzia.

Em Portugal trataram foi de fazer lavagens cerebrais ao povinho, adulterar e ocultar a historia muito bem para que todos se sintam e defendam Portugal.»

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