Mesmo com a grande falta de investimento, a Linha do Minho consegue ser competitiva em diversos percursos, noutros consegue ser um hino ao automóvel.
a-) Viana - Valença: 50 km; 40 minutos;2,9€ (nas linhas de urbanos 50 km paga-se bem menos, mas mesmo assim, podemos considerar este percurso bem competitivo)
b-) Viana - Porto: 85 km (?), 1h30; 7€...Não vale a pena, pela A28 faz-se em metade do tempo e os custos são menores.Para quando a electrificação da Linha do Minho??
Para quando a modernização das estações e dos comboios para que todos possamos usufruir dos mesmos??É urgente, uma ligação mais rápida entre Valença e o Porto, suprimindo algumas estações, tipo Famalicão, Trofa ou Ermesinde (Já para isso acabaram com os regionais para o Porto, obrigando as pessoas a irem de urbano e a trocar em Nine).
Claro que com a Alta Velocidade, os investimentos ferroviários no Alto Minho não deverão passar dumas substituições de carris, ou de remoção de linhas "2" de algumas estações para impedir cruzamentos, como tem sido até agora..
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20070910
Galiza mostra o caminho (mais uma vez)
Este projecto, da iniciativa exclusiva do Governo regional e para o qual vai destinar 25 milhões de euros, representa um sinal evidente da prioridade política dos galegos a uma indústria que lhes garante, neste momento, mais de 10 por cento do seu PIB regional. Surge também numa altura em que a Região Norte retirou o sector automóvel da sua prioridade de desenvolvimento estratégico para a próxima década (agora baseada na biotecnologia e as ciências da saúde)."
O CEIIA contou com 10 milhões de euros (públicos e privados). Apesar das dificuldades económicas do nosso país, a diferença do investimento mostra bem o empenho, decisão e estratégia dos dois lados da fronteira. No seguimento da notícia, aprende-se que o sector automovél não é um sector estratégico para a região. Tentei descobrir qual é a estratégia para a região, parte pode ser encontrado aqui e mais concrectamente e com mais detalhe aqui.
Estes "planos" (Portugal agora deve ser a capital dos planos), estão cheios de boas intenções e muito paleio. Primeiro, eu tenho muitas dúvidas acerca da vontade e capacidade dos actuais dirigentes implementarem os seus próprios "planos" (aí a verdadeira vantagem da Galiza ter o governo regional). Segundo, após breve leitura, a mim parece-me que está-se a tentar preparar a região para os desafios de ontem. Ou seja, não há estratégia a longo prazo, ou que se está a tentar fazer é tentar trazer a região para o século XX/XXI e não para o futuro.
Eu propunha aqui um debate, acerca do que devem ser as fontes de riqueza da região, a longo prazo e a sua sustentibilidade.
O CEIIA contou com 10 milhões de euros (públicos e privados). Apesar das dificuldades económicas do nosso país, a diferença do investimento mostra bem o empenho, decisão e estratégia dos dois lados da fronteira. No seguimento da notícia, aprende-se que o sector automovél não é um sector estratégico para a região. Tentei descobrir qual é a estratégia para a região, parte pode ser encontrado aqui e mais concrectamente e com mais detalhe aqui.
Estes "planos" (Portugal agora deve ser a capital dos planos), estão cheios de boas intenções e muito paleio. Primeiro, eu tenho muitas dúvidas acerca da vontade e capacidade dos actuais dirigentes implementarem os seus próprios "planos" (aí a verdadeira vantagem da Galiza ter o governo regional). Segundo, após breve leitura, a mim parece-me que está-se a tentar preparar a região para os desafios de ontem. Ou seja, não há estratégia a longo prazo, ou que se está a tentar fazer é tentar trazer a região para o século XX/XXI e não para o futuro.
Eu propunha aqui um debate, acerca do que devem ser as fontes de riqueza da região, a longo prazo e a sua sustentibilidade.
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Desenvolvimento Regional,
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20070716
20070712
Não Utilizador - Duplamente Pagador II
Hoje, um contribuinte em Esmoriz beneficia das SCUTs e de uma rede viária que apenas serve as suas necessidades locais, e não as regionais. Um contribuinte noutra zona do país, p.e. o Algarve, beneficia de ligações regionais (é certo que um pouco sobrelotadas) e de SCUTs. Noutras zonas do País, p.e. Beja, beneficia-se apenas da rede viária regional e de uma autoestrada paga, e noutras (ex. Bragança) de uma rede viária regional, mas sem qualquer auto-estrada.
Após a introdução de portagens apenas em algumas SCUTs (da forma que está convencionado), passamos a ter uma situação paradoxal: Regiões mais pobres, servidas por uma autoestrada paga, mas completamente desprovidas de uma rede viária regional funcional. Deve ser um novo tipo de socialismo. Em que os pobres ajudam os ricos. Em qualquer dos casos, o principio utilizador pagador fica por aplicar.
Situação inicial. Temos localidades servidas por:
1. SCUT e rede viária
2. Autoestrada paga e rede viária
3. SCUT e sem rede viária
4. Rede viária
Situação proposta. Localidades servidas por:
1. SCUT e rede viária
2. Autoestrada paga e rede viária
3. Rede viária
4. Auto-estrada e sem rede viária
Após a introdução de portagens apenas em algumas SCUTs (da forma que está convencionado), passamos a ter uma situação paradoxal: Regiões mais pobres, servidas por uma autoestrada paga, mas completamente desprovidas de uma rede viária regional funcional. Deve ser um novo tipo de socialismo. Em que os pobres ajudam os ricos. Em qualquer dos casos, o principio utilizador pagador fica por aplicar.
Situação inicial. Temos localidades servidas por:
1. SCUT e rede viária
2. Autoestrada paga e rede viária
3. SCUT e sem rede viária
4. Rede viária
Situação proposta. Localidades servidas por:
1. SCUT e rede viária
2. Autoestrada paga e rede viária
3. Rede viária
4. Auto-estrada e sem rede viária
20070707
Vouga sem fluxo..pudera...
As orientações (estrategicas do sector ferroviário) consideravam, desde logo, a Linha do Vouga como de "baixa procura" e apontavam para a elaboração de estudos "que permitam fundamentar a criação de parcerias com autarquias ou outras entidades públicas e privadas, ou a utilização de outras soluções tecnológicas que viabilizem a sua exploração de forma eficiente e garantam a respectiva sustentabilidade económico-financeira"
Pudera:
1-) Em cada estação o revisor sai do comboio, leva a chaves, abre a porta da estação, preenche lá qualquer coisa, volta para o comboio e o comboio avança.
2-) Em certas passagens de nível, o comboio para antes, sai de dentro do mesmo, um funcionário da Refer, que fecha as cancelas da P.N., o comboio avança, volta a parar, o funcionario abre as cancelas, volta para o comboio e este avança...de rir...
Estas são só algumas situações da Linha do Vouga...
Pudera:
1-) Em cada estação o revisor sai do comboio, leva a chaves, abre a porta da estação, preenche lá qualquer coisa, volta para o comboio e o comboio avança.
2-) Em certas passagens de nível, o comboio para antes, sai de dentro do mesmo, um funcionário da Refer, que fecha as cancelas da P.N., o comboio avança, volta a parar, o funcionario abre as cancelas, volta para o comboio e este avança...de rir...
Estas são só algumas situações da Linha do Vouga...
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20070703
Ciclovias em Linhas desactivadas : Dois casos no Norte
A reconversão de linhas desactivadas em ciclovias tem já uma expressão significativa em diversos países do Mundo. Em Portugal, dá-se agora os primeiros passos, e na Região Norte temos já alguns exemplares. No entanto, destaco dois que me parecem bastante pertinentes.
Começo pelo exemplo de Guimarães – Fafe
Esta via tem uma extensão de 14 km, começa na freguesia de Mesão Frio, concelho de Guimarães, e termina no lugar da Foz a 1 km do centro da cidade de Fafe.No entanto, esta via foi completamente deixada à sua sorte, como se pode ver neste artigo de João Sarmento.Trata-se de uma via com cruzamentos com estradas principais e secundárias. Com obstruções causadas por aluimentos de terra, e por viaturas que tem a possibilidade de entrar pela via.Para além disto temos ainda os antigos edifícios ligados ao mundo ferroviário, que estão degradados.
Como exemplo oposto temos a via Valença – Monção
É uma via de 13 km que começa uns metros a norte da estação de Valença, termina às portas da vila de Monção.Neste caso falamos de uma via segregada para bicicletas e peões, com cruzamentos bastante seguros (apesar de obrigarem o ciclista a sair da bicicleta para contornar as grades de segurança), com um óptimo piso, com sinalização adequada e informativa, com um centro de interpretação, e com os edifícios requalificados. Isto para não falar na interessante paisagem e locais de interesse que a “ecopista” proporciona.
Dei estes dois exemplos apenas para dizer que não basta às autarquias construírem estas infra-estruturas, há que mantê-las, e também, que este tipo de projectos são bastante interessantes (no caso de o comboio estar mesmo fora de hipótese), mas podem ser ainda mais interessantes caso haja divulgação por um organismo supra concelhio, como acontece em Espanha.
Por curiosidade e para quem costuma estar pelo país vizinho deixo a ideia de visitarem este portal, e de darem uma especial vista de olhos no mapa. Vale a pena ver as diferenças.
Também publicado em www.tocaaandar.blogspot.com/
Começo pelo exemplo de Guimarães – Fafe
Esta via tem uma extensão de 14 km, começa na freguesia de Mesão Frio, concelho de Guimarães, e termina no lugar da Foz a 1 km do centro da cidade de Fafe.No entanto, esta via foi completamente deixada à sua sorte, como se pode ver neste artigo de João Sarmento.Trata-se de uma via com cruzamentos com estradas principais e secundárias. Com obstruções causadas por aluimentos de terra, e por viaturas que tem a possibilidade de entrar pela via.Para além disto temos ainda os antigos edifícios ligados ao mundo ferroviário, que estão degradados.
Como exemplo oposto temos a via Valença – Monção
É uma via de 13 km que começa uns metros a norte da estação de Valença, termina às portas da vila de Monção.Neste caso falamos de uma via segregada para bicicletas e peões, com cruzamentos bastante seguros (apesar de obrigarem o ciclista a sair da bicicleta para contornar as grades de segurança), com um óptimo piso, com sinalização adequada e informativa, com um centro de interpretação, e com os edifícios requalificados. Isto para não falar na interessante paisagem e locais de interesse que a “ecopista” proporciona.
Dei estes dois exemplos apenas para dizer que não basta às autarquias construírem estas infra-estruturas, há que mantê-las, e também, que este tipo de projectos são bastante interessantes (no caso de o comboio estar mesmo fora de hipótese), mas podem ser ainda mais interessantes caso haja divulgação por um organismo supra concelhio, como acontece em Espanha.
Por curiosidade e para quem costuma estar pelo país vizinho deixo a ideia de visitarem este portal, e de darem uma especial vista de olhos no mapa. Vale a pena ver as diferenças.
Também publicado em www.tocaaandar.blogspot.com/
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