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20090305

Uma Casa da Música no porto de Leixões

Esta reunido o cenário para mais um erro no investimento público, tal como foi a Casa da Música:
  • Ausência de análise custo-benefício;
  • Uso do dinheiro público;
  • Investimento no imobiliário;
  • Iniciativa de autarquia do PS (Matosinhos);
  • Crença piedosa na importancia das «industrias criativas» e nas «incubadoras tecnológicas»;
  • Aposta num sector de bens e serviços transaccionáveis (Tursimo) mas ignorando a procura e a conjuntura (Number of Britons taking holidays in Spain plummets by 20% as the pound tumbles)
No mesmo porto de Leixões, os comboios de mercadorias praticamente nada transportam de e para os barcos atracados. Mas o que interessa é que é «in», dá votos, negócios aos amigos dos decisores e ilusão de desnvolvimento ao povo. Enfim.

Adenda: PMS e José Modesto asseguram na caixa de comentários a necessidade de um terminal de cruzeiros. Não contesto. Mas também será necessário um edifício de autor tipo Casa da Música como a imagem documenta ? O edifício de recepção dos passageiros precisa de ter uma dimensão que rivalize com os próprios barcos e que até tenha espaço para albergar um Pólo do Mar da UP , incubadora de empresas e residência universitária ? Não havia mais metro2 disponível ?

20070714

PLISAN

Numa altura em que debatemos a Galiza e nós e nós e a Galiza, deixem-me falar num projecto galego que a nós muito nos diz respeito: a Plataforma Logística Industrial de Salvaterra/As Neves (PLISAN). Bem sei que já não é a primeira vez que falo de plataformas logísticas, mas esta aqui merece a atenção de todos os nortenhos, além de ter constituído o tema central do meu projecto final.
Como se pode ver no mapa, esta plataforma localiza-se na vila de Salvaterra do Minho, junto ao rio Minho, em frente a Monção.
Esta plataforma logística tem 400 Hectares, assumindo-se como a segunda maior plataforma logística da Península Ibérica.A Plisan, entre outros motivos, está a ser construída neste local para estar mais próxima do Norte de Portugal, e assim poder “atacar” com mais facilidade o nosso mercado “carente” de infra estruturas logísticas.
O que vai acontecer nas vilas galegas próximas da Plisan? Aumento significativo de população, aumento do emprego (directo e indirecto), novos arranjos urbanísticos, e criação de novas empresas. Todas aquelas vilas estão já a construir ou a ampliar as suas zonas industriais.
A própria plataforma para além de incentivar a criação de novas empresas, irá captar empresas que estão no Porto de Vigo (grande objectivo da Plisan), empresas que estão na zona industrial do Porrinho, como a citroen, e empresas espanholas situadas no Norte de Portugal, nomeadamente na zona industrial de Vila Nova de Cerveira.
O que podemos nós ganhar ou perder com isto? Deixo algumas sugestões.
1-) Os terrenos do lado de cá são muito mais baratos.
2-) Alguns autarcas do nosso lado, falam em potencialidades turísticas que o Alto-Minho dispõe.
3-) O porto de Vigo poderá ganhar terreno face ao de Leixões, uma vez que vai poder escoar as suas mercadorias muito mais facilmente.
4-) …..
Deixo mais alguns dados:
- A CCDR-N encomendou um estudo à Quaternaire – Portugal um estudo sobre os impactes desta infra-estrutura no Minho-Lima, mas os especialistas dizem que a área de influencia da mesma vai até ao Mondego.
- Para além da plat de Maia/Trofa que não vai ter metade da dimensão da Plisan, teremos a plataforma logística de Valença, que poderá competir ou articular-se com a PLISAN, uma vez que está melhor localizada, e será servida pela Alta Velocidade, e só estará pronta em 2013, o que pode permitir visualizar eventuais lacunas da PLISAN. No entanto o conhecimento desta plat. log. de Valença não é muito evidente do lado de lá.
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