Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens

20081227

Turismo - Norte pode ser 3º destino, Turismo religioso Braga e Santiago, e outras ideias

Norte pode ser o terceiro destino turístico português - Suponho que se refira a Portugal Continental (os três principais destinos em Portugal são Algarve, Lisboa e Madeira). Quanto ao texto da notícia, é muito pobre em ideias...

Livro "Turismo Cultural e Religioso em Braga e Santiago de Compostela - proposta da criação de um produto conjunto” - Aqui está uma boa ideia. Faria também sentido incluir Fátima e Lisboa (por causa de Sto. António).

Porto e Norte de Portugal são cenário de romance alemão

20081203

20081022

Norte plural e balcanizado

Sempre conheci a posição anti-«portocentrismo» do Pedro Morgado. Não me impediu convida-lo, apesar de não ser das participações mais frequentes no blogue. Julguei que esta visão do Norte (fora do Porto) iria enriquecer o debate. Infelizmente, teve logo uma consequencia. Rui Valente, fundador do Norteamos desistiu de participar porque não esperava uma visão alternativa do Norte que Pedro Morgado personalizava.

Lamentei nessa altura a saída de Rui Valente assim como lamento a saída do Pedro Morgado. A saída de ambos contribui para a balcanização do Norte dado que reforça a visão mais auto-centrada de cada uma das sub-regiões que o compõe. Mais episódios como o erro no mapa «Outdoor» irão ocorrer e mais falsas percepções da suposta acção «portocentrica» do Porto irão aparecer em Braga. Para bracarenses mais distraídos, o Porto apenas tem poder público local e delegações do público poder central.

Certa altura fui criticado por defender a Regionalização por Fusão de Autarquias (estaria a dividir o Norte). A minha percepção é que o Norte efectivamente já tem divisões suficientes em termos de desenvolvimento, aspirações, prioridades, maneiras de pensar. Aliás, nem precisamos de sair do distrito do Porto para constatar isso mesmo: O Tâmega é miserável se compararmos com a AMPorto.

Há tempos li que nos concelhos de TMAD se discute se iluminação pública de certas igrejas devem ou não ficar acesas durante a noite. No Porto, ninguem pensaria em desligar as luzes da ponte da Arrábida. O mesmo em Braga. Isto é revelador que há muita heterogeneidade.

Efectivamente quem precisa de perceber isso mesmo são os portuenses da AMPorto que conhecem melhor Lisboa do que o resto do Norte. Reparemos com nós, no Porto, reclamamos investimentos para o Metro porque Lisboa tem muito mais, mas nunca começamos o debate pelo vale do Tamega que nada tem. Mesmo bem intencionados, os portuenses deviam ter muito mais cuidado ao falar em Norte. Como não o tem, ouvem de Braga, naturalmente.

Não há dúvida, no entanto, que quem em Portugal protesta contra Lisboa é o Porto. O resto come migalhas e fica calado. E aí Braga tem muito a melhorar e aprender com o Porto. Reconheço que o Pedro Morgado também protesta contra Lisboa e portanto está a salvo desta recomendação. Por isso mesmo é que considero o comentário sobre o «Outdoor» injusto. Aliás o António Alves sempre foi um dos que sempre se preocupou com todo o Norte e não apenas com o Porto.

Esta saída do Pedro Morgado, tal como a do Rui Valente, provam que há ainda muita falta de conhecimento sobre o Norte por parte de todos os residentes. A pluralidade não deveria nem teria que ser balcanizada. Dividir e reinar sempre foi, também, uma estratégia de Lisboa...

PS1: O Alexandre Ferreira começou finalmente a manifestar-se. E ficou surpreendido com certas reacções. Eu pelo contrário, não fiquei surpreendido com o que a militancia partidária faz à percepção da realidade por parte dos seus membros.

PS2: Desafio o Pedro Morgado para republicar este post no Avenida Central. Penso que é pedagógico para os leitores de Braga.

20080611

A Propósito de «Serralves em Festa»

No passado Sábado experimentei um pouco da «Serralves em Festa», uma verdadeira síntese dos reais motivos pelos quais o Porto cosmopolita está a anos-luz da Braga que insistem em manter inusitadamente rural.

Enquanto passeava pelos magníficos jardins, lembrei-me dos parques que o poder autárquico está a dever a Braga e aos bracarenses. Mal habituados e pouco exigentes, aceitamos sem grandes controvérsias que nos impinjam que «é bom viver em Braga», uma cidade sem um único espaço verde para verdadeira e livre fruição dos bracarenses. Prometeram-nos um Parque Norte, um Parque da Ponte, um Parque do Picoto, um Parque em Lamaçães e muitos enormes parques de diversões, mas a verdade é que nos quedamos sem nada. Nada.

Mas a Fundação Serralves é bem mais que um parque ou jardim... É um centro de arte e de espectáculos eclético e a transpirar modernidade, tal como o Vila Flor em Guimarães ou o Centro Cultural de Belém em Lisboa. Braga continua a fazer-se em torno dos prédios, a que se acrescenta a nova jóia que dá pelo nome de «centros comerciais» gigantes, em descrédito e em desuso na Europa moderna, mas que hão-de entupir-nos até às entranhas nos próximos anos.

Em Braga, nem se aproveita o Cávado nem o Este, não se aproveita verdadeiramente o património nem a história, não se promove a arte nem a cultura. Falhámos redondamente na tentativa de colocar a cidade na rota cultural, arquitectónica e turística de Portugal e da Europa e, pior que isso, continuamos a falhar quotidianamente na simples tarefa de colocar a arte, a natureza e a cultura na rota dos bracarenses.

Em síntese, continuamos a frustrar a tentativa de ancorar esta cidade na modernidade. Mas talvez esse nunca tenha sido objectivo.

Também no Avenida Central

20080529

Minho: Politicamente Abaixo de Zero

Os portugueses de Braga, Guimarães e de mais algumas cidades e vilas de todo o país vão pagar os aumentos dos passes sociais dos seus transportes públicos e ainda os passes sociais de Lisboa e do Porto. A situação não é nova, mas está a atingir níveis de absurdo que devem motivar uma profunda reflexão entre todos.

A Câmara de Braga já anunciou que, apesar dos aumentos dos combustíveis, o preço dos passes sociais vai manter-se. Perante a discriminação imposta pelo governo socialista, Mesquita Machado «lamenta que os bracarenses sejam tratados como portugueses de segunda. Os lamentos têm a ver com a ausência de apoios estatais aos transportes urbanos de Braga ao contrário do que sucede com os do Porto e Lisboa onde o governo decidiu não aumentar os passes sociais.»

Estas declarações políticas que, aliás, subscrevemos em absoluto são manifestamente insuficientes tendo em conta os prejuízos acumulados. Apesar dos passes sociais dos Transportes Urbanos de Braga não aumentarem no próximo mês de Julho, é bom que os bracarenses tenham presente que a factura está a ser paga por todos, em prejuízo de investimentos que terão necessariamente que ser adiados.

20080318

Portagens: Minhotos pagam mais 120 Euros/Ano que Lisboetas

Feitas as contas, a conclusão é preocupante: quem se desloca diariamente entre Braga e Guimarães paga, em média, mais 120 €/ano que um lisboeta que percorra idêntica distância. Na semana em que o Governo anunciou que o Algarve é excepção, o Norte continua a ser fortemente penalizado pelas taxas definidas pelo poder central.

20071116

Processo de Regionalização em Curso

Sou um regionalista convicto. Não porque sinta especial emoção em ter nascido transmontano e crescido minhoto, mas porque encaro a reorganização administrativa do país como uma oportunidade de promoção do desenvolvimento integrado do país. O modelo das 5 regiões (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) parece ser o que reúne mais consenso. Apesar disso, creio que não é o que melhor serve os interesses do país.

A propósito da proposta de criação de uma Região de Turismo única a Norte, ergueram-se várias vozes críticas que puseram em causa a pertinência do modelo apresentado. De entre os críticos, é essencial distinguir aqueles que, sendo regionalistas, pretendem um modelo alternativo dos que, sendo anti-regionalistas, não desperdiçaram a oportunidade para fragilizar o Processo de Regionalização em Curso. Seja como for, as resistências à criação de uma Região de Turismo única a Norte não devem ser ignoradas porque são um excelente balão de ensaio para o que sucederá no próximo Referendo. Se é um facto que alguns (nos quais me incluo) deixarão cair a bandeira das duas (ou três) regiões a Norte no momento de contar armas a favor da Regionalização, a verdade é que será por aí que os anti-regionalistas tentarão captar a simpatia dos regionalistas menos convictos.

Atente-se ao que escreve Paulo Saraiva Gonçalves no Notícia de Guimarães: «O meu maior receio, enquanto vimaranense, foi que ao avançar para uma regionalização ou uma descentralização, Guimarães continuasse ostracizada e alheada dos centros de poder e que essa tal mudança para nada mais servisse que não fosse alimentar outros egos, continuando a “engordar outros porcos”...»

Todos os receios são legítimos. No entanto, a menos que o (nosso) bairro seja o limite, a melhor forma de combater a ostracização e alheamento dos centros de poder é, precisamente, a Regionalização. Não fosse esta uma via, por excelência, de aproximar os cidadãos dos centros de poder.

[também no Avenida Central]

20071027

Lisboa e Porto são Portugal... O Resto é Portagem!

1. Quem viaja entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos paga o preço mais alto por quilómetro do país. É o princípio do utilizador-pagador.

2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.

3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.

Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.

Contributos muito interessantes para esta discussão nesta caixa de comentários.

20071019

Sobre o Bairrismo Parolo

Pedir a sede da Região de Turismo do Norte Porto para Braga era... «bairrismo parolo». Quem o disse foi Mesquita Machado. A defesa dos interesses da cidade e do município exigiam que o edil bracarense viesse agora a público denunciar o «bairrismo parolo» do Presidente da Região de Turismo do Alto Minho por ter sugerido ao Governo que utilize o Castelo de Santiago da Barra para instalar os serviços da Direcção da Região de Turismo do Norte Porto. Rui Rio, outro «bairrista parolo», «manifestou desagrado pelo facto de a restruturação não contemplar a instalação, na segunda cidade do País, a sede de umas das novas regiões de turismo».

Para não sermos «bairristas parolos», arriscamo-nos ver fugir da terceira cidade do país, a Direcção Regional de Turismo para para Viana ou o Porto, depois de já termos visto sair a Direcção Regional de Agricultura para Mirandela e de se perspectivar a instalação da Direcção Regional de Cultura em Vila Real.

Para não sermos «bairristas parolos», alinhámos na imposição governamental das 5 regiões de turismo, alegando que «há um grande consenso numa futura regionalização desde que ela assente nas cinco regiões». Segundo o que relata o DN, o turismo está a ser «regionalizado à força». Afinal, onde é que está esse grande consenso?

Para não sermos «bairristas parolos», somos «provincianos parolos» e vamos desperdiçando, uma por uma, todas as oportunidades de ainda termos alguma relevância política no novo mapa administrativo nacional. É preciso dizer mais alguma coisa?

Publicado no Avenida Central

20071018

Braga e Aveiro começam a qualificar as suas infraestruturas turísticas

"O grupo hoteleiro espanhol Sol Meliá vai arrancar com as obras do novo Hotel Meliã Braga no Verão de 2008, após a abertura do Meliã Madeira, segundo avançou ao Turisver.com, o administrador do Grupo Hotti-Hotéis, Manuel Proença.
Com um investimento previsto de 18 milhões de euros, a nova unidade, com classificação de cinco estrelas, contará com 180 quartos e um Spa, e segundo o mesmo responsável será “uma versão similar ao Hotel Meliã de Aveiro, mas 50 por cento maior”.
Segundo Manuel Proença este hotel terá todos os serviços inerentes a uma unidade com esta classificação, sendo que o Spa do hotel ficará situado na zona onde estava actualmente a Bracalândia." in Turisver

20070926

Região de Turismo do Norte: Um Requiem ao Minho

Entende a Comissão de Coordenação da Região Norte (e alguns minhotos aplaudem) que nem a magnifiência do Parque Nacionalda Peneda Gerês, nem a monumentalidade histórica de Guimarães, nem a vastíssima riqueza arquitectónica de Braga, nem o enorme valor cultural de Ponte de Lima, nem a magistral etnografia de Viana do Castelo justificam marca própria. E eis que o Minho mais não será que um apêndice dessa marca chamada Norte Porto cuja aposta se centrará assumidamente no Douro, no Douro e no Douro.

E, perante isto, o que nos reservam as forças vivas do Minho para além de um enervante silêncio, pontuado aqui e ali por uma ou outra voz dissonante? Nada.

Dirão que foram levados no engodo? Impossível.

O intento de arrastar os fundos de todo o Norte para a promoção da marca "Porto" está bem anunciado nas páginas do JN: «Neste contexto, a futura Região de Turismo do Norte - que irá contar com um investimento de 100 milhões de euros para a promoção da região - pretende utilizar a marca "Porto" em todos os seus destinos e afirmar-se como a quarta grande marca turística portuguesa, depois do Algarve, Lisboa e Madeira.»

Porque o Norte não é o Porto. Porque o Porto não é o Norte. Porque o Porto não precisa do Minho para se promover. Porque o Minho tem identidade, tem história, tem gente, tem força e tem potencial, junto-me a Henrique Moura e a todos quantos lutam para não deixar morrer o Minho.

[versão integral aqui]

20070909

Pelo Regresso do Eléctrico a Braga

O Jornal de Notícias deste Sábado destacou, na sua edição Norte, a petição online, lançada no blog Avenida Central, que pretende o estudo e planeamento do regresso urgente do eléctrico à cidade de Braga.

O JN faz notar que «há assinantes de vários concelhos do distrito de Braga agradados com "uma ideia útil e ecológica que daria à cidade de Braga uma mais-valia não só em termos turísticos, mas também a outros níveis"». A notícia adianta ainda que «a Câmara de Braga, para já, remete-se ao silêncio e não quis prestar declarações sobre as intenções explanadas nesta petição».

Para ler e assinar a petição, siga este link.
O Ponto da Situação pode ler-se aqui.

20070819

Leituras 20070819

20070726

Metro Braga- Guimarães

Amanhã será notícia no Jornal de Notícias (via Para quando a nossa revolução?):

«Afinal, as cidades de Braga e Guimarães poderão vir a ser ligadas através de metro de superfície. A novidade foi, hoje, apresentada pelo presidente de câmara de Braga no final da última reunião do executivo camarário antes das férias. Segundo Mesquita Machado, o estudo do metro de superfície está a ser equacionado no âmbito do projecto do Comboio de Alta Velocidade (TAV) pela Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN). “O metro de superfície é para ser incluído no Plano de Desenvolvimento Regional e pretende potencializar a rede rápida de comboio canalizando para o TAV, dois eixos citadinos importantes”.
O JN conseguiu apurar que este estudo ainda está numa fase embrionária e em cima da mesa estão todas as hipóteses. No entanto, a que está a ganhar mais força é a reabilitação da ligação ferroviária entre Braga e Guimarães, adaptando-o numa rede de metro superfície e que não terá muitas paragens. A ideia base será sempre “ter esta rede a andar à volta do TGV”, mas alargando a outros horários até “para ser mais facilmente rentabilizada”.
Para já, não há prazos nem financiamentos associados, mas a equipa que está a estudar esta possibilidade, espera que as primeiras carruagens estejam a circular na mesma altura do comboio rápido. Sem resposta fica, para já, a possibilidade de alargamento do metro às cidades de Famalicão e Barcelos.
Sem dar mais pormenores sobre o estudo, Mesquita Machado aproveitou para desenvolver mais o projecto do TAV. Segundo o autarca, haverá duas fases distintas: uma primeira que irá ligar a estação de Campanhã no Porto à actual estação de Braga, saindo daqui para a nova estação a construir perto da cidade e desta para Vigo; numa segunda fase a ligação será entre o Aeroporto Sá Carneiro e a nova estação e desta para Vigo. A ligação entre o Aeroporto e a cidade Invicta será feita pelo metro já existente.
»

Desta notícia emergem três tópicos que gostaria de realçar:

1. Os políticos do Minho estão finalmente sensibilizados para a importâncias da construção de uma ligação ferroviária entre Braga e Guimarães. É o primeiro caso em que, com suficiente evidência, a discussão na blogosfera precedeu a agenda dos políticos do Minho;
2. A notícia deixa entender que, ao contrário do que vinha sendo referido, a estação do Aeroporto Sá Carneiro será a principal estação do Porto (deixando de parar em Campanhã);
3. Está decidido que a alta velocidade pára em Braga, afastando definitivamente a ideia de que Braga poderia ficar à margem do TGV;

20070711

Autofagia?

O futebol, às vezes, é uma metáfora da sociedade.

Porque é que é no Porto que se concentram alguns dos mais ferozes críticos do FCP e dos portistas? E em Braga que se reúnem os maiores detractores do SCB e dos braguistas?

20070628

Barcelos, Braga ou Nine? Subsídios para fazer parar o TGV em Braga

Neste post, José Silva propõe alternativas ao traçado já delineado pelo MOPTC para a Alta Velocidade. A alternativa apresenta, de forma clara, algumas das vantagens de criar um corredor mais litoral, por oposição à ligação interior entre Campanhã e Braga. No entanto, a ideia de colocar a linha de Alta Velocidade no extremo oeste do terceiro maior centro populacional do país não me parece avisada e merecerá sempre a forte oposição das forças vivas do Minho. A RAV tem que passar (e parar) no coração do quadrilátero formado por Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos e, por razões económicas, geopolíticas e demográficas, essa estação terá que localizar-se algures a este de Nine e a oeste de Braga.

Os aditamentos propostos por Pedro Menezes Simões (na caixa de comentários) são mais realistas e servem melhor as necessidades do Minho que os propostos por José Silva. Mas colocar a estação do Minho em Nine (o ponto em que a linha flecte) obrigaria a criar um rede viária que servisse mais cabalmente essa localidade, o que implicaria necessariamente mais investimento público. Se a solução "Braga" se mantiver, a questão das ligações viárias está resolvida. Actualmente, é mais fácil e rápido chegar a Braga a partir de Barcelos, Guimarães ou Famalicão do que a Nine. Além de servir melhor o quadrilátero Braga-Barcelos-Guimarães-Famalicão, a solução "Braga" também permite às populações de Vila Verde, Amares, Póvoa de Lanhoso, Fafe, Vieira do Minho, Esposende, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Terras de Bouro chegar à RAV com mais rapidez e conforto.

A solução proposta pelo MOPTC apresenta como grande constrangimento o facto de sobrecargar ainda mais o tráfego da linha ferroviária de Braga. Constrangimento que pode ser ultrapassado através da criação de uma rede efectiva de transportes ferroviários no Minho, capaz de ligar esta região, por vias alternativas, ao Aeroporto Sá Carneiro e ao extremo norte da Àrea Metropolitana do Porto.

20070531

Novo aeroporto do norte deverá começar já a ser preparado?

Será pura provocação, ou fará sentido? É preciso fazer as contas...

O Aeroporto da OTA terá (segundo Mário Lino) capacidade para 40M pax por ano. Tem uma área de influência de 4.000.000 pessoas. O Aeroporto Sá Carneiro (ASC) terá, após todas as expansões possíveis, capacidade para 15M pax por ano. Tem uma área de influência de 5.000.000 pessoas (mais 25% que a OTA).

É natural que o aeroporto da capital tenha mais movimento. Mas tendo em conta que a área de influência do ASC tem mais população, e que o Turismo no Norte tem maior potencial de crescimento que o de Lisboa (crescimento das dormidas turisticas no PENT de 8,5% no Norte vs. 6,7% em Lisboa - o turismo na capital está numa fase mais "madura"), não será possível que o Centro/Norte necessite de, por exemplo, 50% da capacidade da OTA - 20 milhões de pax?

Sendo necessária uma nova expansão, ou é possível a utilização dos terrenos actualmente ocupados pela refinaria da Galp (o que tenho algumas duvidas, até porque estão separados por uma autoestrada), ou então é necessário um novo aeroporto para a região.

Será então necessário desde já reservar os terrenos adequados para o efeito. Espero não ser acusado de centralismos, mas parece-me que idealmente o novo aeroporto, vocacionado para as Low Cost, deveria ficar a cerca de 50kms do Porto (70 no máximo). Sendo assim, 2 localizações parecem especialmente adequadas do ponto de vista economico-turistico, havendo outras possíveis:

  • Na zona de Braga, na área do quadrilátero urbano (Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães), onde teria a virtude de potenciar Braga e Guimarães como destinos turísticos de City Break, bem como captar voos e passageiros da Galiza. Particularmente oportuna com a AV até Vigo. A minha favorita, de longe.
  • Na zona de Aveiro. Poderia potenciar o Porto de Aveiro para tráfego de mercadorias, desenvolver algum turismo na cidade, e captar passageiros de Salamanca. Caso o novo aeroporto de Lisboa não fique na OTA, seria particularmente vantajoso para a zona de Coimbra-Aveiro-Viseu, bem como para o Pólo Turístico da Serra da Estrela. Caso fique na OTA, haveria alguma sobreposição de área de abrangência (mas, com o TGV, poderia servir para aliviar 2 aeroportos, ASC e OTA, até porque esta só terá capacidade para 30M pax.) Coimbra é uma solução quase equivalente (caso não haja OTA).
  • Vejo ainda como opções Viana do Castelo / Ponte do Lima (maior captação de Galegos, e potenciação de Viana como cidade turística), Amarante / Vila Real (potenciação do turismo no Douro e desenvolvimento do interior) e Viseu (captação de passageiros a Salamanca, potencia o turismo no Douro e Serra da Estrela, mas seria importante ter uma estrada em condições directa ao Porto).

Nota: O crescimento homólogo do número passageiros internacionais em Fevereiro 2007 foi de 40% no ASC e de 16% na Portela.

Adenda posterior: Não me parece, de facto, que um novo aeroporto para o Centro-Norte seja hoje uma prioridade. O ASC tem neste momento muita capacidade excedentária. Poderá ser relevante, daqui a 5-10 anos, pensar em reservar um espaço para o efeito. A não ser que, como o Governo erradamente afirma, se mantenham as actuais taxas de crescimento nos próximos anos. Sendo assim, este post não é mais do que um exercício teórico que, espero, possa estar presente na mente de quem, em 2015-20, estiver a planear o futuro da estratégia aeroportuária nacional (supondo que nessa altura existirá alguém que o faça), e para que se evite toda a confusão que rodeia hoje o novo aeroporto de Lisboa.

Leituras recomendadas