No passado Sábado experimentei um pouco da «Serralves em Festa», uma verdadeira síntese dos reais motivos pelos quais o Porto cosmopolita está a anos-luz da Braga que insistem em manter inusitadamente rural.
Enquanto passeava pelos magníficos jardins, lembrei-me dos parques que o poder autárquico está a dever a Braga e aos bracarenses. Mal habituados e pouco exigentes, aceitamos sem grandes controvérsias que nos impinjam que «é bom viver em Braga», uma cidade sem um único espaço verde para verdadeira e livre fruição dos bracarenses. Prometeram-nos um Parque Norte, um Parque da Ponte, um Parque do Picoto, um Parque em Lamaçães e muitos enormes parques de diversões, mas a verdade é que nos quedamos sem nada. Nada.
Mas a Fundação Serralves é bem mais que um parque ou jardim... É um centro de arte e de espectáculos eclético e a transpirar modernidade, tal como o Vila Flor em Guimarães ou o Centro Cultural de Belém em Lisboa. Braga continua a fazer-se em torno dos prédios, a que se acrescenta a nova jóia que dá pelo nome de «centros comerciais» gigantes, em descrédito e em desuso na Europa moderna, mas que hão-de entupir-nos até às entranhas nos próximos anos.
Em Braga, nem se aproveita o Cávado nem o Este, não se aproveita verdadeiramente o património nem a história, não se promove a arte nem a cultura. Falhámos redondamente na tentativa de colocar a cidade na rota cultural, arquitectónica e turística de Portugal e da Europa e, pior que isso, continuamos a falhar quotidianamente na simples tarefa de colocar a arte, a natureza e a cultura na rota dos bracarenses.
Em síntese, continuamos a frustrar a tentativa de ancorar esta cidade na modernidade. Mas talvez esse nunca tenha sido objectivo.
Também no Avenida Central
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20080611
20071026
As causas dos males da nação!
Surgiu hoje um artigo no JN acerca de um lançamento de um livro intitulado "A Sociedade da Desconfiança". Os autores concluem que somos dos mais ou os mais desconfiados da Europa:
"Desconfiam os cidadãos e as empresas do Estado; e desconfia este dos outros. Este determina a burocracia a cumprir e isto implica custos."
No entanto, os autores também tiram outras conclusões:
"20% dos portugueses entendem que para se alcançar algum sucesso é preciso ser corrupto.
o comportamento registado entre os diplomatas de 146 países nas Nações Unidas no que respeita ao cumprimento das regras de trânsito,entre 1997 e 2005 - os diplomatas portugueses foram os que mais infracções cometeram mas beneficiando de imunidade.
Os portugueses não são os menos cívicos, mas apenas são ultrapassados por mexicanos e franceses, ocupando também a terceira posição entre os povos que acham legítimo receber apoios estatais indevidos (baixas por doença, subsídios de desemprego etc.), adquirir bens roubados ou aceitar favores no exercício das suas funções."
A meu ver, é esta mentalidade mesquinha e egoísta que nos causa o atraso. Infelizmente, na nossa líderança política é fácil encontrar os sintomas desta doença endémica. Acima de tudo o país precisa de honestidade.
"Desconfiam os cidadãos e as empresas do Estado; e desconfia este dos outros. Este determina a burocracia a cumprir e isto implica custos."
No entanto, os autores também tiram outras conclusões:
"20% dos portugueses entendem que para se alcançar algum sucesso é preciso ser corrupto.
o comportamento registado entre os diplomatas de 146 países nas Nações Unidas no que respeita ao cumprimento das regras de trânsito,entre 1997 e 2005 - os diplomatas portugueses foram os que mais infracções cometeram mas beneficiando de imunidade.
Os portugueses não são os menos cívicos, mas apenas são ultrapassados por mexicanos e franceses, ocupando também a terceira posição entre os povos que acham legítimo receber apoios estatais indevidos (baixas por doença, subsídios de desemprego etc.), adquirir bens roubados ou aceitar favores no exercício das suas funções."
A meu ver, é esta mentalidade mesquinha e egoísta que nos causa o atraso. Infelizmente, na nossa líderança política é fácil encontrar os sintomas desta doença endémica. Acima de tudo o país precisa de honestidade.
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