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20100528

Algumas considerações sobre Partido Regional (ou Regionalista)

Começar com o pé direito. Um dos problemas do desenvolvimento a Norte é falta de antecipação estratégica por parte da sociedade civil. Se a houvesse não se tinha chegado até aqui. Nós gostamos de ser individualistas e preferimos as vitórias morais do futebol às vitórias materiais no bolso. Desprezamos o conhecimento sobre como realmente funciona o poder em Lisboa ou a geoeconomia e somos depois surpreendidos com a invasão de produtos chineses ou com as manobras da oligarquia da capital para nos «roubar» o desenvolvimento económico. É então decisivo que um partido Regional ou Regionalista, comece com o pé direito.

O Regionalismo já chegou ao Porto há muito tempo. Em Novembro de 2008 escrevia: 2008:
Siga a táctica dos vencedores, por exemplo de Pinto da Costa. Quando em 1995 Pinto da Costa patrocinou o PPR, decidiu ou foi convencido a criar um partido Regionalista e não Regional. Como se explica bem aqui um partido Regionalista não tem qualquer obstáculo legal e esta pequena diferença não afectará em nada o objectivo do partido: Promover o desenvolvimento territorialmente equilibrado de Portugal, que significa necessariamente ser contra o status quo lisboeta. Seria idiota comprar uma guerra apenas por perfeccionismo.


5ª coluna. A opção por partido Regionalista e não por partido Regional reforça o carácter não independentista do mesmo. Este assunto é um pouco tabu em Portugal. Mas não nos podemos esquecer que já houve guerra civil em Portugal, que Pedro Arroja prevê uma em nova em Portugal, que a Espanha é uma forte candidata à implosão em vários estados e que os movimentos desta natureza são muito susceptíveis de infiltrações por parte de potencias estrangeiras, tal como terá havido em Portugal no período posterior ao 25 de Abril. Além do mais eu tenho conhecimento da infiltração de uma seita religiosa de natureza mafiosa em empresas e instituições a Norte de Portugal, difundindo os seus membros mensagens de natureza política. Até com vídeos no Youtube e tudo. Um novo partido não pode correr o risco de ser uma 5ª coluna.


Perceber que Lisboa já está a cair aos trambolhões. A crise actual representa o fim das economias alavancadas com excesso de crédito investido em bens e serviços não transaccionáveis. Lisboa representa isso em Portugal. É que efectivamente a crise financeira actual decorre do modelo económico seguido em Lisboa nos últimos 20 anos, concretamente, imobiliário, importações, serviços não transaccionáveis, patrocínio estatal aos negócios, «crony capitalism», o capitalismo sem capital mas com muita dívida como referia há tempo o ex-banqueiro João Oliveira. A chamada economia dos bens e serviços não transaccionáveis (energia, telecomunicações, infraestrutura, banca, administração pública, consultoria/advogacia ao Estado e grandes empresas, comunicação social, etc). Dai que a região de Lisboa seja responsável por 4/5 do deficit comercial nacional e o distrito de Lisboa represente no final de 2009 cerca de 42% da dívida privada (empresas não financeiras e famílias). A economia de bens e serviços não transaccionáveis, por não ter concorrência permite a manutenção de margens elevadas por muito tempo, muito úteis para alimentar tachos, «over-head» e consumo, mas destruidoras de capital. Daí as OPAs estrangeiras à Cimpor à PT e a eventual falência de bancos nacionais. O mecanismo do «spill-over» no QREN ou o desvio das verbas da alta velocidade a Norte para a TTT é revelador do desespero do modelo económico lisboeta e seus protagonistas. O modelo deles era insustentável, por isso em 2007 disse que não haveria OTAs ou Alcochetes e em Novembro de 2008 disse que o FMI viria cá e que o Norte se salvaria.


O Norte a salvar-se
. O Norte tem um muito menor endividamento e não tem deficit comercial externo. E os casos de sucesso estão cá. Os emigrantes são nossos. As agencias bancárias a Norte lideram os depósitos a prazo. E como começam a provar dos dados empíricos, os próximos anos serão de crescimento do PIB a Norte e de decrescimento do PIB em Lisboa. Portanto, há que aproveitar e potenciar a boleia da força da gravidade que fará com que o PIB regional se contraia em Lisboa nos próximos anos. O Norte está e sempre esteve no caminho certo, uma economia baseada no verdadeiro capitalismo, «shumpetereano», tipo alemão.



O 2º «mapa cor de rosa» gera uma oportunidade. Em 1890 houve um ultimato inglês por causa dum mapa cor de rosa. Hoje há um golpe na soberania de Portugal também motivado pela mesma cor: A Europa evita a bancarrota mas passa a controlar o nosso Orçamento Geral do Estado. É uma excelente oportunidade para o Norte. Como referi anteriomente, nós exportamos e nos não estamos tão endividados. Tal como o FMI em 1983, a UE, a Alemanha, o FMEuropeu quererão ter sucesso nas suas políticas de redução do endividamento e deficit externo. Eles irão apoiar e proteger os territórios mais cumpridores, economicamente sustentáveis, produtores de bens e serviços transaccionáveis. Só precisamos de fazer «lobby», de explicar o que o Norte tem conseguido apesar da sabotagem crónica de Lisboa. Explicar que não queremos ser prejudicados por uma capital drenadora de recursos financeiros e humanos. E para facilitar até há uma delegação do Porto da Câmara de Comércio Luso-Alemã e um consulado no Porto… A nossa capital passa a ser Bruxelas ou Berlim e é para lá que devemos protestar...


O objectivo não pode ser Regionalizar. Ao contrário de muitos, votei duplamente sim no referendo da Regionalização em 1998 e farei o mesmo em próximos referendos. Isto permite-me afirmar que um novo partido ao propor a Regionalização em cenário de redução as administrações públicas pela Europa fora, será uma amadorismo não credibilizador. Além do mais, a Regionalização é apenas um caminho para chegar ao verdadeiro objectivo que é promover um desenvolvimento económico e social menos injusto para o Norte e mais justo e harmonioso em Portugal. A curto prazo dado os anunciados «PEC» em Gaia e no Porto, deveria-se propor corajosamente a fusão das empresas municipais da AMporto. Não depende de Lisboa, e daqui por um ano já teríamos resultados. A Lipor é uma caso de sucesso, não é? Seria uma mini-Regionalização e a aquisição de conhecimento na gestão políticas públicas à escala metropolitana e não concelhia, nas áreas da cultura, turismo, ambiente, águas e saneamento poderia permitir a médio prazo exportar esse know how e consultoria para os PALOPs ou Margreb. Depois deste sucesso seria então oportuno pedir a Regionalização.

Outros objectivos prioritários. Neste momento em que se redefine a política económica europeia, na minha opinião, o mais urgente seria mesmo fazer ver as instâncias comunitárias da injustiça do «spill-over» e da gestão concentrada em Lisboa dos fundos destinados às regiões pobres. Aliás basta fazer ver as autoridades europeias que é no Norte que se exporta, que tem menos linhas de ferrovia por habitante, km2 ou PIB, um dos menores endividamentos per capita (Viana, Braga, Vila Real, Porto e Bragança representam 23% da dívida privada nacional e apenas 54% da dívida de Lisboa) e demografia mais saudável, que as políticas injustas e drenadoras do Terreiro do Paço acabariam de imediato. Outras linhas de intervenção seria preparar as eleições autárquicas de 2013 e impedir infiltração do modelo económico lisboeta a Norte: O projecto «casa da música» no porto de Leixões, o endividamento da CMPorto para construir uma pavilhão de congressos no Palácio de Cristal junto a 2 outros já existentes (Alfandega, Casa de Vilar), expansão demasiado cara do Metro do Porto, etc. Medidas para dar sustentabilidade económica à região e assim permitir o aumento do nível de vida dos residentes.

Só temos que fazer trabalho de casa. Foi o que tentei fazer com este post que me custou algumas horas de trabalho.

20100510

A Galécia na Federação da Europa Germanica ?

A criação de uma camada de soberania, acima dos estados pertencentes à UE, com possibilidade de emissão de dívida pela União Europeia, ontem decidida, tem as seguintes implicações:
  • UE vai passar a cobrar impostos;
  • Governos nacionais, incluindo o de Lisboa, vão perder soberania; A política orçamental e fiscal será ainda mais controlada e exigente;
  • Esta decisão ao dar mais um balão de oxigénio ao status quo político e à centralista e drenadora economia lisboeta dos bens e serviços não transaccionáveis, provavelmente o Norte, no futuro, terá mais solidariedade/sensibilidade de Bruxelas ou de Berlim do que da capital de Portugal;
  • Para os que acreditam na viabilidade de separatismos pacíficos dentro da Europa, a decisão de ontem foi um grande passo. A Galécia tem agora uma oportunidade;

Francamente, acho tudo isto «too good to be true» para o «status quo» actual. É que o aumento das taxas de imposto não evitará a descida das receitas fiscais.

20090829

Portugal não é um Estado. Portugal é apenas um região do Lis ao Sado. Votar PS ou PSD é prejudical ao resto de Portugal.

Jornal de Negócios Online
O debate sobre o pós-27 de Setembro ganhou ontem nova dimensão com o "sim" de Deus Pinheiro a um governo PS-PSD. Qual a relevância da sua opinião? Deus Pinheiro não é um político qualquer: fez parte do primeiro bloco central, foi ministro de Cavaco Silva, comissário europeu nomeado pelo PSD e é, agora, o cabeça de lista escolhido por Ferreira Leite para o círculo de Braga.

Comentário: As políticas do PS, correspondem ao que um eleitor médio da região de Lisboa conhece: Administração pública, grandes empresas de serviços não transaccionáveis, iniciativa estatal. Porem o Governo não tem âmbito regional, mas sim nacional.
O PSD, apesar de ganhar fora de Lisboa, é liderado actualmente por uma facção lisboeta. O não à Regionalização ou as cumplicidades com o Bloco Central e Centralista acima relatadas reflectem a atitude desta facção.
Assim: O PS governa para lisboetas; O PSD é liderado por lisboetas;
Quem votar neste PS ou neste neste PSD e não vive na região de Lisboa está a prejudicar Portugal.


20090820

Distinguir o trigo do milho evita raciocínios em «loop»

Jornal de Negócios Online - O Banco Carregosa (sede no Porto) vai abrir uma sucursal em Madrid até ao final deste ano, revelou ao Negócios Pedro Duarte, presidente executivo da instituição financeira.
JAFerraz afirmava, há dias, em entrevista à RTV, que havia poupança nos balcões bancários do interior Norte que não eram canalizados para projectos locais. Sugeria a criação de um Banco Regional. Ora, o que sacontece na realidade é que um banco de investimento sediado no Porto trata de abrir sucursal em Madrid e internacionalizar-se em vez de rumar ao interior Norte.
O mesmo dilema preocupava há dias, Rui Valente e Rui Farinas relativamente à Sonae. Provavelmente, Belmiro emprega mais lisboetas do que portuenses.
Porquê esta aparente contradição ?
O problema destes amigos bloggers é que não compreendem que a actividade económica pode ser dividida de várias formas e uma delas é a divisão considerando a origem territorial da procura. Nesta caso teriamos os sectores dependentes da procura Local/Regional e sectores dependentes da procura Nacional/Internacional, isto é, fora da região onde está situada a empresa/negócio/organismo. Exemplifiquemos.
Sector de procura Local/Regional:

  • Transportes, públicos e privados, de passageiros e mercadorias , com rede local/regional (taxistas, STCP, TUBraga, Internorte, Metro do Porto, Aeronorte, TransMaia, etc) ;
  • Hospitais clínicas, médicos e afins independentes, públicos ou privados (ex.: Hospital da Trofa);
  • Portos e aeroportos individuais;
  • Comércio local, restauração, farmaceuticos individuais;
  • Ensino (Infantários, Escolas, Universidades, públicos ou privados;
  • Pequenos promotores imobiliários, empresas CCOP, e gabinetes arquitectura/engenharia (grande parte dos leitores da Baixa do Porto);
  • Clubes desportivos locais;
  • RTV, PortoCanal, BragaTV, DouroTV, radios locais, semanário Grande Porto, Diário do minho, impressa local, etc;
  • Proprietários de imóveis (via valorização da propiedade e possibilidade de arrendamento) e empresas gestoras de condomínios;
  • Delegações locais dos fornecedores Bens e Serviços não Transaccionáveis (sucursais de bancos, seguros, energia, telecomunicações, correios, repartições de finanças, e da segurança social, lojas, super e hipermercados individuais, etc);
  • Independentes ou pequenos contabilistas, advogados, auditores;
Sector de procura Nacional/Internacional:
  • Grandes promotores imobiliários e lobby betão (Soares da Costa, Mota Engil);
  • Grandes cadeias de distribuição (Sonae);
  • Hotelaria;
  • Exportadores;
  • Sede dos fornecedores de Bens e Serviços Não Transaccionáveis (Bancos, GALP, EDP, PT, ZON, CTT, BRISA, Administração Central, etc)
  • Grandes contabilistas, advogados, auditores, consultores (PWC, Accenture, A Vieira de Almeida, etc)
  • Sede dos grupos de saùde e administraçâo central da saùde;
  • FCPorto, Sporting, Benfica;
  • TVI, SIC, RTP, Antena 1, Publico, JN, DN, etc
  • Transportes de passageiros públicos e privados, passageiros e mercadorias de ambito nacional (Luis Simões, TAP, CP, etc)
A Blogosfera Regionalista, a Rede Norte, os cidadãos legitimamente interessados e preocupados com o seu futuro no território onde actualmente vivem, tem que perceber de uma vez por todas, que é impossível esperar dos agentes económicos cujo mercado é Nacional/Internacional qualquer sensibilidade para a equidade no desenvolvimento territorial. Para eles, naturalmente, não interessa onde está situada a procura ou a riqueza.
Se querem solidariedade, se querem convencer alguém, se querem apoio, tem que se orientar para todos aqueles que estão no primeiro sector. É este o nosso mercado.
É importante distinguir o trigo do milho para evitar raciocínios em «loop».



20090729

Não sabia: Igreja Católica independente a Norte e vendida ao PS a sul. Também aquio Norte ganhou.

Do Portugal Profundo
A estratégia socratina falhou na parte institucional, pois a Igreja reagiu ao colaboracionismo pretendido: o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, e nessa qualidade representante máximo da Igreja em Portugal, foi a voz desse descontentamento com o rumo do País para o radicalismo dos costumes e a miséria económica. A Igreja independente ainda resistiu a um contra-ataque, com campanha nos media (!), do sector ligado ao Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, para a reconquista do poder na Conferência Episcopal. Nessa frustação se esfumou a possibilidade de aliança do socialismo radical com a representação oficial da Igreja portuguesa. Poré, para obviar a essa independência, D. Jorge Ortiga foi sistematicamente ignorado nos convites da televisão pública.


20090720

Excelente crónica do único socialista portuense com credibilidade

servir o porto
E O Dr. Rio que merece, ou pelo menos mereceu há uns anos atrás, a admiração pessoal do Sr. Leonel Moura, porque foi capaz de correr com todos os demónios acima indicados com excepção, claro, da Gaiola das Loucas, tornou-se recentemente uma desilusão para o nosso ilustre opinador da Capital, uma vez que, à moda dos Fernandos Gomes, dos Nunos Cardoso, ou, quiçá, mesmo dos Pintos da Costa, decidiu bater o pé ao assalto perpetrado pela Região de Lisboa e Vale do Tejo a todo o país, ou seja às regiões de convergência, no valor de mil e quinhentos milhões!


20090718

Pequena manipulação de Alberto Castro

Opinião - Jornal de Notícias
A EDP anunciou a entrada em operação, no Porto, do seu centro de controlo das eólicas, a partir do qual gere os 83 parques e 1482 turbinas de aproveitamento da energia do vento...

Depois de ter sido obrigado a renegar a sua teoria sobre o movimento dos astros, Galileu terá murmurado a expressão em epígrafe que significa algo como "e, contudo, move-se". Referia-se à Terra, até aí considerada o centro do universo.

A imagem pode aplicar-se à Região do Norte. Todas as análises concordam que o país não sairá do buraco em que o metemos sem que a economia nortenha comece a recuperar. É o resultado do seu peso no produto, exportações e emprego. Uma visão demasiado "nortecêntrica" corre, porém, o risco que lhe aconteça o mesmo que à visão geocêntrica: não perceber que o mundo à sua volta mudou. Continuar a pensar que é o centro da solução quando, pelo contrário, será o núcleo do problema. Para a analogia ser perfeita, só falta que a região esteja parada. O que as estatísticas têm demonstrado, profusamente, ser verdade (ou mais do que verdade, dado a economia regional ter, mesmo, regredido).

Como a querer contrariar tudo isto, as últimas semanas têm sido pródigas em boas notícias para o Norte. Começando do fim para o princípio e do certo para o incerto. A EDP anunciou a entrada em operação, no Porto, do seu centro de controlo das eólicas, a partir do qual gere os seus 83 parques e 1482 turbinas de aproveitamento da energia do vento, distribuídos por 13 países. Até 2012, a EDP prevê que a sua actividade se expanda para 270 parques eólicos, envolvendo quase 7 mil turbinas. A notícia é importante, não tanto pelo número de pessoas envolvidas mas pela concentração, a Norte, de mais uma competência do chamado cluster do vento, a somar às fábricas da Eneop, em Viana do Castelo, onde se começou por produzir pás e se produzem, hoje, também torres e geradores. Se lhe somarmos a actividade da Martifer, na Região do Centro, vemos que num raio de pouco mais de 100 km, a partir do Porto, se concentra um enorme potencial no domínio da produção de equipamento para a energia eólica. Se for possível concretizar a solução para a Qimonda pensada por Manuel Pinho, o Norte e o Centro terão uma palavra a dizer no âmbito das energias renováveis, em especial se as conseguirmos articular com o potencial de investigação detido pelas universidades destas regiões. Centros de decisão políticos regionais certamente ajudariam…

Mesmo sem um centro de decisão a Norte, a ANA saiu-se bem ao concluir um acordo com a Ryanair para esta estabelecer uma base no Porto. Mesmo que sejam só dois aviões que cá "dormem", isso permite voos mais cedo e algumas novas rotas. Com o Douro a consolidar-se como um destino turístico internacional, essa é uma boa notícia. Como o é, em geral, para uma região com uma economia fortemente voltada para o exterior. Região discreta, mas consistentemente abandonada pela TAP, cada vez mais apenas uma companhia de bandeira por reflectir a centralização do país.

Uma região parada? Talvez não. Paredes e a criação de uma cidade tecnológica; Guimarães e a capital europeia da cultura; Braga e o centro de nanotecnologias; o turismo (rota do românico; Vidago; Gerês; Paiva e Vouga; Bragança e os seus museus); os vários pólos de competitividade sediados a Norte. E pur si muove. Se houvesse quem desse corda a este movimento! E garantisse que os apoios que são imputados à região nela produzem efeitos…

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Tudo o que alberto Castro escreve é verdade. Porém temos que descontar:
- o facto de ele ser amigo pessoal de Teixiera dos Santos, novo ministro da Economia;
- o facto de muitas das «cedências» do governo terem resultado de protestos a Norte;
- a cidade tecnológica de Paredes é «bluff» e a CEC Guimarães está sub-financiada;
- estamos em periodo eleitoral.


20090715

Resistência a Lisboa em alta

A governação a partir de Lisboa assume que Portugal é sociologicamente homogeneo, apreciador de fado e Benficas, com as expectativas de qualquer habitante médio de Massamá ou da margem sul. Não é. Depois surgem «resistências». Nos últimos anos, meses, conforme tinha previsto há algum tempo, o Regionalismo e o associativismo político/social anti políticas emitidas por Lisboa desponta. Alguns exemplos:
A enquadrar tudo isto temos o Porto Canal, a blogosfera contestatária e agora o semanário Grande Porto (ainda offline).
A resistência às políticas do centralismo está portanto em alta. É por estas e por outras que a Direita vai ganhar as próximas eleições legislativas, sobretudo a Norte. É pena ques os partidos que deviam ser fieis à sua base eleitoral, PSD e CDS sejam neste aspecto piores que o Partido (nacional) Socialista ou o Bloco dos Adolescentes.
PS1: Apesar das diferenças que tenho com as teses do comentador «Suevo», tenho que cada vez mais reconhecer a pertinência da sua prespectiva antropológica.
PS2: Mais «trabalho de casa» federador para Alexndre Ferreira.


20090713

Regionalismo minhoto antecipa-se ao portuense: Missão Minho candidata-se às legislativas




Regionalismo minhoto antecipa-se ao portuense: Missão Minho candidata-se às legislativas. Movimento Douro Litoral ainda não nasceu.

Partidos Regionais proibidos ? Não faz mal. Caça-se com gato.

20090711

Rede Norte

A Associação de Cidadãos do Porto, a Associação Comboios XXI e a Associação Campo Aberto (em confirmação) organizam no próximo Sábado, 11 de Julho, uma sessão pública com o objectivo de promover a criação de uma rede de cidadãos e movimentos cívicos que articule as diferentes iniciativas e as enquadre numa lógica regional.

Tendo como ponto de partida a experiência das três associações, pretende-se criar a Rede Norte, um espaço de discussão sobre a problemática económica e social no Norte, onde, numa lógica de complementariedade, se defenda, discuta e dê corpo aos diferentes anseios e expectativas em acções com impacto e dimensão equivalente à desta Região.

A Rede Norte funcionará numa lógica aberta e complementar, onde cidadãos e movimentos cívicos apresentarão a suas preocupações, pretendendo-se que, através da massa crítica gerada, estas possam ser consubstanciadas em causas e intervenções comuns ao nível regional.

Contamos com a sua presença !

Para mais informações e inscrições contacte acdporto@acdporto.org , 965167329 (Miguel Barbot) ou 936485249 (Alexandre Ferreira).

20090703

Só quando os adversários estão enfraquecidos é que os fracos falam grosso

servir o porto
Para Carlos Lage, "toda e qualquer estratégia pensada para favorecer a construção de um novo aeroporto em Lisboa é errada para o país e injusta e perdulária para o Norte".


20090701

MFLeite ainda não obteve os votos do Norte e já está a dar a preferência a lisboetas e seus interesses

Nas eleições europeias o PSD ganhou em todos os distritos excepto Libsoa e Portalegre. MFLeite ainda não garantiu os essenciais votos do Norte e já está a dar a preferência a lisboetas e seus interesses. Será que o Norte vai cair na armadilha ?
Eu se fosse dirigente distrital do PSD não pactuaria com isto e rasgava o cartão de sócio... Mas o que vai acontecer que esses militantes vão ficar à espera das migalhas.... Como dizia bem LFM, só acede ao governo central os apaniguados que não ameaçam o status quo lisboeta...
E Rui Rio que andou 8 anos a gerir a sua carreira sem berrar com Lisboa porque queria ir para lá vai agora vai ficar de fora ! ah ah ah ah ! Que grande azar... o nosso, que não vamos poder exporta-lo ! Sacrificou/parou o desenvolvimento da cidade do Porto para gerir a carreira de Lisboa e agora dá em nada...
Só quando o Norte perceber que os pratidos tradicionais estão sempre disponíveis para a traição dos interesses regionais a favor dos interesses da capital é que se vai conseguir mudar alguma coisa…

20090624

O Porto é uma ilha rodeado de Portugal por todos os lados

Limite geográfico da cidade do Porto « BLASFÉMIAS
Como ouvi uma vez dizer ao Agostinho da Silva, “O Porto é uma ilha rodeado de Portugal por todos os lados…


20090618

Caro José Ferraz Alves...

... a solução para os problemas que relata e bem (José Ferraz Alves - "Colonialismo, por culpa de quem?" | A Baixa do Porto) passa inevitavelmente pela transformação da ACdPorto em partido político. Há uma lacuna no mercado político que tem que ser preenchida.




20090501

Se acertamos, então Norteamos: O Regionalismo a Norte faz o seu caminho

  • Conta com a participação de um deputado ex-militante do PP;
  • Apresenta uma declaração de pincípios que encaixa na ideologia de um portuense e portista muito conhecido pelas suas intervenções em defesa da região mas que hesita em entrar na política activa;
  • É próxima da ideologia de bloggers portuenses relevantes, como TAF, Blasfemias, Portugal Contemporâneo, Ventanias;
  • Encaixa nas preocupações de um ex-candidato presidencial residente no distrito do Porto que está prestes a formalizar um novo partido;
Isto é pequeno; Dentro em pouco tropeçam uns nos outros. O Regionalismo a Norte continuará a fazer o seu caminho.

PS: Apesar da defesa da Regionalização, uma bandeira tipicamente de esquerda, vejo algum consevadorismo no movimento. Gostaria de ver mais crença no Capitalismo original (e não no Capitalismo de influencia que infelizmente a Direita tem protagonizado há muito e que agora foi usurpado por este PS). Gostaria de mais propostas inovadoras do que exaltação de Pátria Portuguesa. Esperemos que não se crie agora mais um partido utópico, uma espécie de Bloco de Direita! A ACdP tem os pés bem mais assentes na terra!

20090415

As elites do Porto estão vendidas aos partidos de Lisboa. Salva-se Rui Moreira, obviamente

Há poucas semanas encontrei um artigo no qual MRSousa afirma que as elites portuenses foram compradas por Lisboa:
«(...) Ao contrário dos oradores anteriores, que assumiram um registo normativo e axiomático, Marcelo assumiu um registo sociológico. O resultado foi que demonstrou que nem o Porto nem o Interior Português têm grandes possibiliades de se afirmarem no concerto dos poderes de influência que, a nível europeu e nacional, entretecem a trama das decisões estratégicas que se fundamentam no poder económico, no maior número de população e no respectivo poder nas eleições, em termos de voto, que têm canalisado todos os investimentos para Lisboa. Marcelo terminou mesmo com uma mensagem de desespero para o Norte e para o Interior. O Porto já não tem elites, os vossos representantes são cooptados pelos partidos, para Lisboa, e vocês, em Trás-os-Montes, arranjem um Primeiro-Ministro (antes tinha dito que a Beira Interior tinha beneficiado disso).
Dado o impacto destas palavras, pensei, mais uma vez, para mim: será que «os miguéis de vasconcelos» de Lisboa têm tudo contratado com a Espanha no sentido de destruir o Porto e a sua região em favor de Lisboa e de Vigo. Até o TGV para Madrid, a existir algum dia, passará por lá! (...)»
Nos últimos dias encontrei episódios que provam a tese de MRSousa:
Salva-se Rui Moreira, obviamente. Voltarei ao metro Ocidental ainda esta semana.

20090323

Lisboa a regar-se de gasolina

O especulador sociológico portuense Pedro Arroja, à custa de tantas teses produzidas por dia, acaba por acertar algumas vezes. Já alguém fez uma experiência com macacos a lançar dados com decisões de compra e venda de acções, e acabaram por bater o DowJones...
Adiante.
Uma especulação recente de Pedro Arroja é que Portugal entrará em guerra civil. Penso que acerta.
O texto ontem publicado no Público por Rui Moreira (cada vez mais presidente da CM do Porto) é verdadeiramente incendiário. O desepero da «máfia» que circula o Terreiro do Paço por negociatas leva-os a ignorar o peso populacional a Norte e a subestimar o descontentamento. Estão a regar-se de gasolina. Na prática, MFLeite e assessores, estão a destruir a utilidade do PSD fora de Lisboa e a criar espaço para partidos regionalistas, o que vai ser positivo.
Muitos suspiram pelo fim do regime ou pela clarificação do panorama político nacional. Tão importante como isso é o fim dos desequilíbrios territoriais, ou no nosso caso, a permanente inovação nos investimentos decididos na capital/gestão da administração pública, que tem apenas como objectivo sabotar/drenar o desenvolvimento fora de Lisboa e beneficiar os traficantes de influências lá instalados.

Antigamente, os chefes de Estado e governantes estrangeiros visitavam Portugal. Agora só visitam Lisboa. Na verdade, era hábito do protocolo de Estado promover a sua vinda ao Porto, depois de passarem por Lisboa, onde faziam contactos com os órgãos de soberania. No último dia da visita, costumavam chegar ao Porto de manhã, geralmente na companhia dos embaixadores e de um membro do Governo. A comitiva dividia-se, então, em contactos de negócios, visitas culturais e passeios turísticos. Depois, os ilustres visitantes eram recebidos nos paços do concelho, onde lhes eram entregues as Chaves da Cidade, eram homenageados pela Confraria do Vinho do Porto e almoçavam no Salão Árabe com a sociedade civil e com as autoridades da cidade, antes de rumar ao aeroporto, de onde partiam, após as honras militares. Foi sempre assim, a exemplo do que acontece noutros países, como sucedeu com a visita do nosso Presidente à Alemanha, onde ele não ficou cativo de uma só cidade. Mas o que era hábito entre nós, e hábito salutar e de justiça, agora deixou de ser, como se viu recentemente com a visita do presidente de Angola e dos reis da Jordânia. Não me recordo de uma única visita de Estado ao Porto, em três anos desta presidência, para quem não há utilidade em mostrar mais do que Lisboa aos dignitários estrangeiros e aos empresários, artistas e jornalistas que sempre os acompanham. E nada disto acontece por acaso.
O presidente da CIP, baseando-se num estudo da ADFER (a "associação do desenvolvimento ferroviário" que conta, entre os seus associados, com todos os autores do desastre da modernização da Linha do Norte) defende que o TGV entre o Porto e Lisboa não deve entrar na capital pelo norte, como está projectado. Em vez disso, deveria antes flectir para sul, algures no Ribatejo, através de mais uma travessia do Tejo e depois parar em Alcochete, de forma a aproveitar a entrada em Lisboa pela terceira travessia, que também servirá a linha de TGV para Madrid. Ora, sendo conhecido o enlevo do presidente da CIP pelo aeroporto de Alcochete, e sabendo-se que este fica beneficiado se estiver mais acessível ao Norte de Portugal, e já tendo a Rave denunciado este estudo como incorrecto sob vários aspectos, tudo isto não seria mais do que um fait--divers feito de interesses, se não tivessem aparecido algumas vozes do PSD a aplaudir a CIP e a secundar a sua estranha tese.
É certo que a oposição tem todo o direito de contestar a política do Governo e de lhe complicar a vida. Mas não é recomendável nem oportuno que o faça à custa da nossa região. Depois da líder do PSD ter estado no Porto e ter afirmado que não tinha sequer opinião formada sobre o modelo de gestão do Aeroporto Sá Carneiro, o que diz bem da importância que atribui aos interesses e sensibilidades desta região, só nos faltava ouvir agora algumas das vozes fortes do partido, ainda por cima eleitos pelo Norte, a subalternizar os interesses estratégicos da região. Quando todos pensávamos que o PSD era liminarmente contra o TGV, e que manteria essa linha de rumo, aparece a defender para o projecto uma tese absurda e insultuosa. Absurda, porque se o TGV do Porto entrar pelo sul, demorando mais vinte minutos no trajecto pelo efeito combinado do aumento da distância e da paragem adicional no aeroporto de Alcochete, o custo por minuto poupado no trajecto Porto-Lisboa face ao pendular aumenta em flecha, o que prejudica a análise custo-benefício de um projecto que, para muitos, seria dispensável se a modernização da Linha do Norte fosse concluída. Insultuosa, porque subalterniza o Norte e, como me dizia José António Barros, o presidente da AEP com quem falei sobre a matéria, porque sacrifica a viabilidade do Aeroporto Sá Carneiro, que não está ligado à rede do TGV, que poderia aumentar a sua área de influência e, em vez disso, vê os seus clientes naturais serem conduzidos através dessa mesma rede ao aeroporto de Lisboa...
E, mais uma vez, nada acontece por acaso.

PS: Resposta à SSRU: A questão de mais ou menos reabilitação, não afecta a abrangência ou a credibilidade da candidatura de Rui Moreira à CMPorto. O que afectará a sua credibilidade é confundir economia de mercado com PPP/privatizações/tráficos de influências ou afins, praticado por Lisboa e por Rui Rio. Caso ele, como presidente da CMPorto, o confunda, não haverá sebastianismo que o salve e eu estarei ao lado do Teixeira Lopes do bloco histérico, que é perito em criar alarido com esse tipo de práticas. A simpatia demonstrada por Rui Moreira com um político nacional que tem uma sexualidade inpompatível com as posições políticas e ligado a suspeitas de tráfico de influências na aquisição de material militar, não é de facto nada auspicioso.

20090312

PSD a caminho do Regionalismo ? Se sim, óptimo !

O António Maria: Portugal 91
A hipótese de Manuel Alegre hibernar até que passe o ciclo eleitoral, com a eventual ilusão de poder então capitalizar os descontentes no interior do partido, e eleger um sucessor de Sócrates que ponha em causa a tríade Macau, é um passo muito arriscado. A verdade é que este PS se transformou num partido do BES, do BCP e da Mota-Engil, e nada fará mudar a sua nova natureza tão cedo. O PSD, por sua vez, está a redefinir-se como um partido das PMEs e das autarquias — caminho muito rentável, política e eleitoralmente, se o souber fazer com audácia e muita criatividade. A esquerda actual, no contexto da gravíssima crise em curso, não tem soluções.

O PCP não passa dum cadáver estalinista adiado, sem qualquer possibilidade de imaginar o futuro. Estão agarrados à burocracia que controlam, dependem do voto senil, e daí não saem.

O Bloco de Esquerda, depois das posições assumidas recentemente sobre a NATO e sobre Angola, confirma à saciedade a sua incorrigível imaturidade política e radicalismo saloio. Nada farão para além de se digladiarem por lugares e correr atrás do tumulto.


20081229

PSD: Lideres lisboetas, votos fora de Lisboa

Este artigo revela tudo: O PSD não tem votos em Lisboa. A sua base eleitoral é fora dela. Mas porque será que os candidatos a lider são todos lisboetas e profundamente ligadas às suas realidades ?
«Que força é essa amigo que te põe de bem com os outros e de mal contigo», perguntava e cantava o portuense Sérgio Godinho antes do 25 de Abril. Que força é essa militante do PSD fora de Lisboa que apoia candidatos à liderança lisboetas ou afins, antes da inevitável transformação do panorama político nacional e emergência de um partido regionalista.
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