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20090521

A cidade do Porto tem os decisores políticos que merece

A definição de linhas de Metro no Porto é uma verdadeira história da Carochinha ...
A falta de rigor e competência só é explicável pelo facto de os decisores políticos receberem comissões dos fornecedores de obras, pagas pelos impostos de todos.
Após o Porto 2001, havia um viaduto com carris que foram retirados para as corridas dos calhambeques de Rui Rio.
Agora por causa do suposto estrangulamento da Senhora da Hora quer-se fazer um Metro Ocidental que necessita de outro viaduto que destroi mais um pouco do Parque da Cidade ou um tunel que custa mais uns milhares de euros.
Ninguem pensa em alternativas mais baratas.
Ninguem vê que a expansão do Metro do Porto prevista é um NAL, TGV ou TTT e que portanto não se realizará...
A cidade do Porto tem os decisores que merece ter. Por isso se não tivermos a sorte de Rio ser chamado para Lisboa, teremos que grama-lo por mais 4 anos.

20090323

Lisboa a regar-se de gasolina

O especulador sociológico portuense Pedro Arroja, à custa de tantas teses produzidas por dia, acaba por acertar algumas vezes. Já alguém fez uma experiência com macacos a lançar dados com decisões de compra e venda de acções, e acabaram por bater o DowJones...
Adiante.
Uma especulação recente de Pedro Arroja é que Portugal entrará em guerra civil. Penso que acerta.
O texto ontem publicado no Público por Rui Moreira (cada vez mais presidente da CM do Porto) é verdadeiramente incendiário. O desepero da «máfia» que circula o Terreiro do Paço por negociatas leva-os a ignorar o peso populacional a Norte e a subestimar o descontentamento. Estão a regar-se de gasolina. Na prática, MFLeite e assessores, estão a destruir a utilidade do PSD fora de Lisboa e a criar espaço para partidos regionalistas, o que vai ser positivo.
Muitos suspiram pelo fim do regime ou pela clarificação do panorama político nacional. Tão importante como isso é o fim dos desequilíbrios territoriais, ou no nosso caso, a permanente inovação nos investimentos decididos na capital/gestão da administração pública, que tem apenas como objectivo sabotar/drenar o desenvolvimento fora de Lisboa e beneficiar os traficantes de influências lá instalados.

Antigamente, os chefes de Estado e governantes estrangeiros visitavam Portugal. Agora só visitam Lisboa. Na verdade, era hábito do protocolo de Estado promover a sua vinda ao Porto, depois de passarem por Lisboa, onde faziam contactos com os órgãos de soberania. No último dia da visita, costumavam chegar ao Porto de manhã, geralmente na companhia dos embaixadores e de um membro do Governo. A comitiva dividia-se, então, em contactos de negócios, visitas culturais e passeios turísticos. Depois, os ilustres visitantes eram recebidos nos paços do concelho, onde lhes eram entregues as Chaves da Cidade, eram homenageados pela Confraria do Vinho do Porto e almoçavam no Salão Árabe com a sociedade civil e com as autoridades da cidade, antes de rumar ao aeroporto, de onde partiam, após as honras militares. Foi sempre assim, a exemplo do que acontece noutros países, como sucedeu com a visita do nosso Presidente à Alemanha, onde ele não ficou cativo de uma só cidade. Mas o que era hábito entre nós, e hábito salutar e de justiça, agora deixou de ser, como se viu recentemente com a visita do presidente de Angola e dos reis da Jordânia. Não me recordo de uma única visita de Estado ao Porto, em três anos desta presidência, para quem não há utilidade em mostrar mais do que Lisboa aos dignitários estrangeiros e aos empresários, artistas e jornalistas que sempre os acompanham. E nada disto acontece por acaso.
O presidente da CIP, baseando-se num estudo da ADFER (a "associação do desenvolvimento ferroviário" que conta, entre os seus associados, com todos os autores do desastre da modernização da Linha do Norte) defende que o TGV entre o Porto e Lisboa não deve entrar na capital pelo norte, como está projectado. Em vez disso, deveria antes flectir para sul, algures no Ribatejo, através de mais uma travessia do Tejo e depois parar em Alcochete, de forma a aproveitar a entrada em Lisboa pela terceira travessia, que também servirá a linha de TGV para Madrid. Ora, sendo conhecido o enlevo do presidente da CIP pelo aeroporto de Alcochete, e sabendo-se que este fica beneficiado se estiver mais acessível ao Norte de Portugal, e já tendo a Rave denunciado este estudo como incorrecto sob vários aspectos, tudo isto não seria mais do que um fait--divers feito de interesses, se não tivessem aparecido algumas vozes do PSD a aplaudir a CIP e a secundar a sua estranha tese.
É certo que a oposição tem todo o direito de contestar a política do Governo e de lhe complicar a vida. Mas não é recomendável nem oportuno que o faça à custa da nossa região. Depois da líder do PSD ter estado no Porto e ter afirmado que não tinha sequer opinião formada sobre o modelo de gestão do Aeroporto Sá Carneiro, o que diz bem da importância que atribui aos interesses e sensibilidades desta região, só nos faltava ouvir agora algumas das vozes fortes do partido, ainda por cima eleitos pelo Norte, a subalternizar os interesses estratégicos da região. Quando todos pensávamos que o PSD era liminarmente contra o TGV, e que manteria essa linha de rumo, aparece a defender para o projecto uma tese absurda e insultuosa. Absurda, porque se o TGV do Porto entrar pelo sul, demorando mais vinte minutos no trajecto pelo efeito combinado do aumento da distância e da paragem adicional no aeroporto de Alcochete, o custo por minuto poupado no trajecto Porto-Lisboa face ao pendular aumenta em flecha, o que prejudica a análise custo-benefício de um projecto que, para muitos, seria dispensável se a modernização da Linha do Norte fosse concluída. Insultuosa, porque subalterniza o Norte e, como me dizia José António Barros, o presidente da AEP com quem falei sobre a matéria, porque sacrifica a viabilidade do Aeroporto Sá Carneiro, que não está ligado à rede do TGV, que poderia aumentar a sua área de influência e, em vez disso, vê os seus clientes naturais serem conduzidos através dessa mesma rede ao aeroporto de Lisboa...
E, mais uma vez, nada acontece por acaso.

PS: Resposta à SSRU: A questão de mais ou menos reabilitação, não afecta a abrangência ou a credibilidade da candidatura de Rui Moreira à CMPorto. O que afectará a sua credibilidade é confundir economia de mercado com PPP/privatizações/tráficos de influências ou afins, praticado por Lisboa e por Rui Rio. Caso ele, como presidente da CMPorto, o confunda, não haverá sebastianismo que o salve e eu estarei ao lado do Teixeira Lopes do bloco histérico, que é perito em criar alarido com esse tipo de práticas. A simpatia demonstrada por Rui Moreira com um político nacional que tem uma sexualidade inpompatível com as posições políticas e ligado a suspeitas de tráfico de influências na aquisição de material militar, não é de facto nada auspicioso.

20070905

PROJECTO "VIA NUN´ÁLVARES"

Após um longo periodo de ausência, regresso para alertar para um facto que me parece de extrema relevância... Por intermédio do Arquitecto Alexandre Burmester, tive conhecimento do seguinte facto, o qual passo a divulgar:
"Como será do conhecimento geral, encontra-se em fase de Discussão Pública o Projecto intitulado de Via Nun`Alvares. Este projecto poderá ser consultado no site da Câmara do Porto. UOPG 1
Na próxima 5ª feira às 21:30 está marcada pela Junta de Freguesia de Nevogilde, uma reunião de esclarecimento e de instrução, para o projecto da Via Nun`Alvares. Esta reunião terá lugar no Centro Social Paroquial de S. Miguel de Nevogilde (Estúdio 400), sito à Rua Sá de Albergaria.

Tendo em consideração que:

o A área de intervenção da chamada Unidade de Operação, que a Câmara coloca em “Discussão Pública”, corresponde a quase 20% da área da Freguesia de Nevogilde. Esta operação intervirá não apenas sobre os residentes na Foz e Nevogilde, mas inclusive sobre o desenvolvimento da própria cidade;

o Dada a importância e a necessidade de dar de uma vez por todas uma solução aos baldios que se encontram no interior da freguesia de Nevogilde, e ainda de poder através deste projecto vir a contribuir para uma mais valia para a cidade, interessa que o Projecto venha a ter uma solução e não morra na “gaveta”, como tem sido hábito nos últimos 50 anos;

o A figura da “Discussão Pública” tem sido tratada pelas instituições como uma pró-forma e nada mais do que isso. Todos temos reclamado por uma melhor gestão camarária, pela cada vez maior obrigatoriedade de as Autarquias terem de ser geridas por processos mais “Transparentes” e “Democráticos”. Estes instrumentos garantem aos gestores públicos e aos técnicos, melhor capacidade de resposta, e garantem aos cidadãos a possibilidade de intervirem e de garantirem os seus interesses e expectativas, numa verdadeira democracia urbana.

o O Vereador Lino Ferreira, comprometeu-se a levar a séria esta Discussão, tendo dito publicamente que se fosse necessário estenderia o prazo previsto na lei de 22 dias úteis (que terminam no próximo dia 14).

A todos os interessados sejam os moradores das Freguesias envolvidas ou não, a todos os que reclamam do exercício Democrático, e ainda aos Gestores públicos e aos Políticos, façam uso dessa oportunidade. Penso que é um assunto que interessa a todos os Portuenses...

20070608

NEGOCIAÇÃO PARTICULAR DE BENS PÚBLICOS

Este post foi gentilmente "sacado" daqui... Pelas perguntas pertinentes e que era importante ver respondidas... Vejamos:

Se bem entendi, a coisa será o seguinte.- A Câmara do Porto vendeu uns terrenos ao Sport em 1970, sob condição de utilização desportiva;- O clube queria construir um empreendimento no local, mas tal violava o PDM;- Agora, depois de «negociar» com a CMP, o dito empreendimento vai ser construído,- O Sport recebe ainda a concessão de terrenos no Parque da Cidade para equipamento desportivo;Pergunta-se:
1. Porque deu a CMP aval á modificação da utilização dos terrenos de Guerra Junqueiro e não preferiu a sua reversão em favor do domínio público?
2. O PDM já foi revogado/modificado para permitir a construção em Guerra Junqueiro?
3. Porque se concederam terrenos para equipamento desportivo por mera negociação particular, sem concurso público?
4. O PDM prevê ou permite a construção de equipamento desportivo no Parque da cidade?
5. Porque é que vereadores socialistas se abstiveram com o estranho argumento de que se já sacaram dinheiro ao contribuinte, há que gastar, seja de de que modo for: «o Sport Club do Porto dispor de avultados recursos financeiros disponibilizados pelo Estado que, se não forem afectados, poderão ser deslocados;»;
6. Como e porque deu o Estado dinheiro ao Sport, se este, na altura em que os terá recebido, não podia construir os equipamentos para que se candidatou?
7. E o MP, nada a dizer?
Que leque de perguntas interessantes estas... Parabéns ao Gabriel do "Blasfémias"!
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