Granadeiro indigna-se ainda com a surpresa da presidente do PSD, afirmando que foi Manuela Ferreira Leite que, como ministra das Finanças, obrigou a Portugal Telecom a comprar a rede fixa (que era do Estado) para dessa forma realizar receitas extraordinárias que equilibrassem o défice orçamental. http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=375314
20090630
20090629
Pensões em Bragança são metade das de Lisboa. Cosiderando isto, ainda há quem tem a lata de afirmar que a Regionalização é que iria dividir o país ?
Portugal tem 1,8 milhões de pobres. Por coincidência, é esse o número de reformados existentes no país e cuja pensão média é de 385 euros. Mas uns serão mais pobres do que outros. Só os de Lisboa e Setúbal ganham, em média, acima do salário mínimo.
No outro lado da lista está Bragança, cuja pensão média (272€) é quase metade da paga na capital (504€). São os dois extremos de uma realidade tantas vezes repetida em Portugal: o país não é homogéneo e se, por norma, as reformas são baixas, o certo é que numas zonas são mais miseráveis do que noutras.
Os números são aproximações feitas pelo JN com base nos dados da Segurança Social, mas deixam claras as disparidades regionais: Bragança é o distrito com as mais baixas reformas. Aliás, fazendo pontinhos num mapa, a região Norte surge pintada a vermelho: depois de Bragança vêm as vizinhas Vila Real e Guarda que, colada a si, tem Viseu em quarta posição. Os lugares seguintes são ocupados pelos Castelos, o Branco e o de Viana.
Só depois surgem os concelhos do Alentejo, Açores e Algarve. E no topo? Lisboa e Setúbal, os únicos em que a pensão média está acima do salário mínimo nacional, este ano fixados nos 450 euros. O Porto está em terceiro lugar. Em média, cada um dos seus reformados ganha 422 euros.
Os valores na base deste trabalho são uma média para cada concelho. Em Bragança, há reformas milionárias (não existem só na Função Pública...) e em Lisboa haverá quem ganhe a pensão social. Mas o valor médio ajuda a perceber o panorama de cada região. E só em quatro concelhos a pensão do reformado médio permite-lhe ultrapassar o limiar de pobreza (360 euros). São eles Lisboa, Setúbal, Porto e Aveiro. Considerando todo o país, o valor médio da reforma dos beneficiários da Segurança social é de 385 euros.
O que permite ter melhor qualidade de vida, os 259 euros ganhos pelas mulheres de Bragança ou os 695 euros atribuídos aos homens de Lisboa? A resposta não é óbvia, porque viver no Interior tem inúmeras vantagens. Logo porque, disse Agostinho Moreira Jardim, representante em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, a rede de vizinhos, amigos e amília é mais entrelaçada do que nas cidades grandes. Em sítios como o distrito de Bragança, diz, \"a qualidade de vida é melhor do que a urbana, apesar das desvantagens\" da distância dos equipamentos de saúde, culturais, de lazer, entre outros.
E a agricultura de subsistência, acrescentou Lino Maia, da Caritas Diocesana. \"Boa vizinhança, família e quintais: estes três factores permitem ter uma qualidade de vida melhor\".
Nas cidades, concordam, é mais comum encontrar casos de miséria extrema e abandono, apesar do crescente número de equipamentos sociais.
E também de pessoas com vergonha de pedir ajuda, diz Moreira Jardim, lembrando um idoso que foi encontrado morto já em decomposição, no Porto, na semana passada. \"Dificilmente tinha acontecido o mesmo numa aldeia ou cidade pequena. Na cidade, a solidão é muito mais densa\", disse.
Longe de ser perfeita, dizem, a situação tem vindo a melhorar. Com a ajuda de apoios públicos, como a recuperação de casas degradadas, em Trás-os-Montes e de instituições de solidariedade privadas, o nível de pobreza tem vindo a baixar. Mas ainda há muito a fazer, lembram.
Alexandra Figueira in JN, 2009-06-29
No outro lado da lista está Bragança, cuja pensão média (272€) é quase metade da paga na capital (504€). São os dois extremos de uma realidade tantas vezes repetida em Portugal: o país não é homogéneo e se, por norma, as reformas são baixas, o certo é que numas zonas são mais miseráveis do que noutras.
Os números são aproximações feitas pelo JN com base nos dados da Segurança Social, mas deixam claras as disparidades regionais: Bragança é o distrito com as mais baixas reformas. Aliás, fazendo pontinhos num mapa, a região Norte surge pintada a vermelho: depois de Bragança vêm as vizinhas Vila Real e Guarda que, colada a si, tem Viseu em quarta posição. Os lugares seguintes são ocupados pelos Castelos, o Branco e o de Viana.
Só depois surgem os concelhos do Alentejo, Açores e Algarve. E no topo? Lisboa e Setúbal, os únicos em que a pensão média está acima do salário mínimo nacional, este ano fixados nos 450 euros. O Porto está em terceiro lugar. Em média, cada um dos seus reformados ganha 422 euros.
Os valores na base deste trabalho são uma média para cada concelho. Em Bragança, há reformas milionárias (não existem só na Função Pública...) e em Lisboa haverá quem ganhe a pensão social. Mas o valor médio ajuda a perceber o panorama de cada região. E só em quatro concelhos a pensão do reformado médio permite-lhe ultrapassar o limiar de pobreza (360 euros). São eles Lisboa, Setúbal, Porto e Aveiro. Considerando todo o país, o valor médio da reforma dos beneficiários da Segurança social é de 385 euros.
O que permite ter melhor qualidade de vida, os 259 euros ganhos pelas mulheres de Bragança ou os 695 euros atribuídos aos homens de Lisboa? A resposta não é óbvia, porque viver no Interior tem inúmeras vantagens. Logo porque, disse Agostinho Moreira Jardim, representante em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, a rede de vizinhos, amigos e amília é mais entrelaçada do que nas cidades grandes. Em sítios como o distrito de Bragança, diz, \"a qualidade de vida é melhor do que a urbana, apesar das desvantagens\" da distância dos equipamentos de saúde, culturais, de lazer, entre outros.
E a agricultura de subsistência, acrescentou Lino Maia, da Caritas Diocesana. \"Boa vizinhança, família e quintais: estes três factores permitem ter uma qualidade de vida melhor\".
Nas cidades, concordam, é mais comum encontrar casos de miséria extrema e abandono, apesar do crescente número de equipamentos sociais.
E também de pessoas com vergonha de pedir ajuda, diz Moreira Jardim, lembrando um idoso que foi encontrado morto já em decomposição, no Porto, na semana passada. \"Dificilmente tinha acontecido o mesmo numa aldeia ou cidade pequena. Na cidade, a solidão é muito mais densa\", disse.
Longe de ser perfeita, dizem, a situação tem vindo a melhorar. Com a ajuda de apoios públicos, como a recuperação de casas degradadas, em Trás-os-Montes e de instituições de solidariedade privadas, o nível de pobreza tem vindo a baixar. Mas ainda há muito a fazer, lembram.
Alexandra Figueira in JN, 2009-06-29
20090628
Tiques de subserviência a Lisboa de Elisa Ferreira
Diário Digital - Elisa Ferreira: Queixas de Rio promovem imagem própria - A candidata do PS à Câmara do Porto, Elisa Ferreira, afirmou hoje que as declarações de Rui Rio sobre o desvio de verbas comunitárias do Norte para Lisboa «visam mais a promoção da própria imagem do que servir os interesses da região».

Se Elisa Ferreira percebesse mais de Porto teria alinhado nas críticas, mesmo vindo de um cínico.
20090627
MFLeite trairá o PSD a Norte
Estou a escrever um post sobre este assunto. Provavelmente amanhã estará concluído.
20090626
Quando era necessário criticar Sócrates, via-se muitas caudas entre as pernas... Agora não faltam críticos... Até Cavaco...
Tiro a Sócrates - O bombardeamento cavaquista a Sócrates intensificou-se esta semana. O dia de ontem, 25 de Junho, logo a seguir à entrevista de Manuela Ferreira Leite na SIC, foi particularmente difícil para o primeiro-ministro, de autêntica guerra relâmpago. A partir do norte de Portugal, Guimarães, berço da nação, e Braga, a cidade dos arcebispos. http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=4860
20090625
Imaginem o que nos acontece se um primo de Jorge Coelho for para o governo em Outubro
Socrates nunca mereceu a minha confiança e MFLeite hesita demasiado quando há que negar as obras megalómanas de Lisboa e respectivo lobby. Portanto não votearei nela. Votaria no PSD genuinamente regional/popular, com um lider como Rangel, Santana, Ribau ou LFMenezes (depois de re-organizar a vida pessoal).
Paulo Portas não merce a minha confiança. O CDS sim. Se Paulo Portas não liderasse o CDS eu votaria neste partido em Outubro.
Agora imaginem o que é que nos vai acontecer se o governo for este PS/este CDS ou este PSD/este CDS ? É que Paulo Portas é primo de Jorge Coelho...
Este tipo de insinuação é caluniosa, mas «Primos» e negócios de Estado, recentemente tem tido muito má fama...
A votação das próximas eleições será deveras complicada. É que o Bloco dos Adolescentes, está-se a transformar no mais recente aliado das «grandes fortunas».
Paulo Portas não merce a minha confiança. O CDS sim. Se Paulo Portas não liderasse o CDS eu votaria neste partido em Outubro.
Agora imaginem o que é que nos vai acontecer se o governo for este PS/este CDS ou este PSD/este CDS ? É que Paulo Portas é primo de Jorge Coelho...
Este tipo de insinuação é caluniosa, mas «Primos» e negócios de Estado, recentemente tem tido muito má fama...
A votação das próximas eleições será deveras complicada. É que o Bloco dos Adolescentes, está-se a transformar no mais recente aliado das «grandes fortunas».
20090624
O Porto é uma ilha rodeado de Portugal por todos os lados
Limite geográfico da cidade do Porto « BLASFÉMIAS

Como ouvi uma vez dizer ao Agostinho da Silva, “O Porto é uma ilha rodeado de Portugal por todos os lados…
Nos EUA, os investimentos em aeroportos estão a ser cancelados
As Passengers Disappear, Airports Scale Back Projects - NYTimes.com

At Oakland International Airport in California, for example, a $1 billion plan to build a third terminal was shelved last summer after ExpressJet withdrew from the market, Aloha Airlines went out of business and other carriers, especially Southwest Airlines, cut back on flights. Passenger traffic fell by 30 percent, creating a ripple effect at the airport’s restaurants and car rental operations, which also generate cash. Food and beverage revenue dropped by 25 percent; car rental revenue by 20 percent.
Instead of building a new terminal, Oakland is doing a $200 million facelift of an existing terminal. Fewer passengers, officials say, makes it easier for workers to do the rehabilitation.
“One has to look ahead 10 to 20 years,” said Steve Grossman, the Oakland aviation director. “But you have to be realistic about the short run. We could not afford to build the terminal and cover the carrying costs in the short run. We told that to the airlines and they thanked me. We’ve never seen anything like this decrease in traffic. Never.”
20090623
20090622
Jornalistas lisboetas a soldo (e provavelmente em saldo)
Todos criticam o TGV, excepto o Lisboa-Madrid:
- Manuel Caldeira Cabral - O TGV desnecessário e o TGV incontornável - O serviço ferroviário da principal linha do País pode melhorar muito, e de forma quase imediata, com soluções mais interessantes do que gastar 3,8 mil milhões num TGV Lisboa-Porto. A ligação em TGV a Madrid parece mais razoável e é, de certa forma, incontornável.
- Fernando Sobral - O comboio dos torresmos - Diz o bom senso que, para além de uma ligação entre Lisboa e Madrid, o TGV é tão importante para o País como a segunda auto-estrada entre Lisboa e Porto construída por razões insondáveis.
- Helena Garrido - Ninguém apela a que Portugal deixe de investir ou que abandone, por exemplo, a ligação por TGV entre Lisboa e Madrid. Mas podemos reavaliar os projectos de auto-estradas - é preciso melhorar estradas, não é preciso ter vias rápidas pelo país inteiro - e estabelecer novos calendários para o aeroporto e para o projecto global do TGV
- Henrique Raposo - Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.
20090621
Governo não lê a Blogosfera relevante
Se me tivesse lido com atenção, a tríade de Macau teria há muito explicado a José Sócrates que estamos no meio de um naufrágio, onde arengar propaganda barata em volta dos grandes aeroportuários que faltam, pontes assassinas sobre o estuário do Tejo, altas velocidades ferroviárias, barragens criminosamente inúteis e mais não sei quantas autoestradas vazias, além de afastar o PS dos eleitores, acabaria por exibir o lado ridículo da inglória maioria absoluta que nos governa. Por falta de financiamento, por falta de procura, e sobretudo por causa do colapso inevitável do modelo económico e social das chamadas sociedades afluentes ocidentais, o hubsbusiness as usual acabou. Manuela Ferreira Leite percebeu-o a tempo. O PS precisou de uma humilhante derrota para lá chegar!
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Eleições2009,
Investimento Público,
Política
20090620
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