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20090919

100 anos depois,tudo na mesma: NALs, TGVs, nuclear em Portugal são fornecidas (e decididas ?) por estrangeiros e implementadas por políticos locais...

"Parece então que Portugal constituía um exemplo inequívoco dos investimentos especulativos ingleses nos caminhos-de-ferro. O País não valia o esforço de investimentos directos e o campo estava preparado para empreendimentos puramente especulativos e fraudulentos. Tal como já se disse, as companhias de caminhos-de-ferro inglesas pediam quer uma taxa de juro garantida sobre o capital, quer um subsídio por quilómetro. De qualquer forma, mal a garantia era paga pelo Governo Português, ou o subsídio concedido excedia o capital investido, apareciam os problemas e, inevitavelmente, ou o Governo era obrigado a comprar a linha, ou a companhia falia e o seu património era posto à venda. Ao fazerem isso, os especuladores ingleses matavam dois coelhos com uma cajadada — eram amortizados do capital inicial (mais juros) e reinvestiam-no comprando obrigações do Estado que, entretanto, haviam sido emitidas para angariar o dinheiro necessário para recuperar as linhas e acabar as obras. Se tivermos em consideração o estado crítico das finanças portuguesas nessa época, os empréstimos negociados no estrangeiro eram normalmente concedidos com um elevado desconto sobre o valor nominal e os investidores, subsequentemente, gozavam de taxas de juro muito altas sobre o capital: os dividendos dos papéis de crédito do Estado Português andavam pelos 7,2% e foram superiores a 14,5% no período de 1870-80, comparados com os 6,1% para todos os investimentos ingleses no estrangeiro66. Perante um país atrasado, com perspectivas de desenvolvimento incertas, onde havia uma ignorância completa acerca da construção de caminhos-de-ferro e do seu financiamento, administrado por um Governo fraco e por uma Administração Pública corrupta, o especulador estrangeiro, e o inglês em particular, não hesitava em alargar o controlo comercial através do domínio financeiro."

A política da especulação — uma introdução aos investimentos britânicos e franceses nos caminhos-de-ferro portugueses*

20090815

MFLeite cederá ao betão, naturalmente. E aos respectivos financiadores, consultoria jurídica e gabinetes de engenharia.

Jornal de Negócios Online
A mania do betão é outra imagem que se confirma com esta história. Depois de termos visto António Guterres ceder ao betão, após críticas aos governos de Cavaco Silva, voltamos ao mesmo sem que ninguém já se preocupe em elevar a batalha contra o betão em bandeira política.

Converge para a promoção do betão a grande pressão das construtoras - secularmente fortes em Portugal - com uma sociedade ainda muito provinciana e deslumbrada com auto-estradas, terminais de cruzeiro, rotundas e centros culturais e comerciais "que se vejam". "O maior" é sempre mais ouvido que "o melhor". Enquanto assim for, todos os partidos que cheguem ao poder vão ceder ao betão. Assim garantem o melhor dos mundos: dinheiro e votos. Ainda que à custa dos filhos e netos. Mas isso logo se vê.

O betão com que enchemos o País é um indicador do nosso subdesenvolvimento, a imagem da nossa saloiice. Só quando castigarmos os partidos que nos enchem de betão poderemos dizer que somos desenvolvidos.


20090811

As (pseudo) elites do Porto no seu melhor

EDIÇÃO IMPRESSA
O projecto de expansão do Europarque, apresentado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), vai mesmo concretizar-se. O investimento previsto de 460 milhões de euros, a transformação do Visionarium num centro de realidade virtual e a criação de 4900 empregos não estão em xeque, ao contrário do que declarações recentes do presidente da AEP poderiam fazer supor.
José António Barros admitiu que o Europarque "é um disparate" e um "flop" durante um debate sobre o projecto de remodelação do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, na passada quinta-feira.
O responsável máximo da AEP vai, aliás, explicar as suas afirmações nos próximos dias. O PÚBLICO apurou que o dirigente se referia apenas a uma componente do Europarque, o centro de congressos, para enfatizar a necessidade de criar um novo no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
O Europarque abriu há 14 anos, precisamente como um centro destinado a acolher congressos de grande dimensão. No site dedicado ao equipamento, pode ler-se que "o Europarque é um projecto de desenvolvimento económico e cultural de características únicas em Portugal, fruto da vasta experiência e reconhecimento da AEP, que tem vindo a colocar todo o seu saber-fazer ao serviço dos agentes económicos".
Todavia as declarações de José António Barros provocaram alguma apreensão em Santa Maria da Feira e levaram o presidente da câmara local a pedir uma reunião, no sentido de esclarecer o que foi dito pelo líder da AEP. O encontro terá lugar esta semana, estando a ser ultimados o dia e o local. "Vou ter uma conversa com o engenheiro José António Barros, para perguntar-lhe porque andou a anunciar o projecto de expansão do Europarque há poucos meses", disse Alfredo Henriques, presidente da autarquia, ao PÚBLICO (ver edição de domingo).

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O cavaquista e anti-regionalista Ludgero Marques a troco de umas verbas da administração central e da UE, cria uma nova centralidade na sua Vila da Feira natal e hipoteca a viabilidade econónmica da AEP. O novo presidente da AEP diz a verdade, o Europarque foi um disparate, mas agora tem que retratar-se perante o gestor imobiliário local, o respectivo presidente da autarquia.

Tudo o que caracteriza as pseudo elites portuenses estão presentes neste episódio:
- Mito das grandes obras, das novas centralidades, do «único na Europa»;
- Obras na terrinha onde se nasceu (como por exemplo o Metro do Porto em Vila do Conde decidido pelo vilacondense Fernando Gomes);
- Suburbanização a 360º (incluíndo agora a poente, com o desnecessário edifício do terminal de cruzeiros em Leixões);
- Vender a autonomina política e administrativa ao governo de Lisboa a troco de dinheiro para projectos;
- Endividamento;
- Diversificar para áreas de actividade onde não há competência;
- Duplicação de infra-estruturas em vez da racionalização das existentes;
No fim, faléncia, ridículo e oportunidades perdidas.



20090808

Acreditar na nossa senhora

Do Portugal Profundo - A clarificação de Ferreira Leite
Esta decisão de afastamento dos interesses relacionados com o socialismo socratino procede também contra a tentação bloco-centralista de um governo PSD-PS.

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Caro António,

Você vai ter profundas desilusões relativamente à MFLeite e sua psuedo-independência face a lobbies. Enfim.

A economia de Lisboa, de fornecimento e administração de serviços abrigados da concorrência internacional, vive de tráfico de influencias com o Estado Central, quer seja PS, PSD ou PP. Foi sempre assim e não será a idosa MFLeite que conseguirá ter forças para parar a imaginação destes interesses em sacarem impostos do resto dos portugueses.


20090731

Donos de bancos desesperados

Jornal de Negócios Online
Ricardo Salgado defende TGV e novo aeroporto


20090730

Credibilidade e má fama

As PPP exigem ainda mais transparência que os concursos públicos - Nestes o que está em causa é o fornecimento de bens e serviços circunscritos. São por natureza mercados líquidos, onde há mais do que um fornecedor. Nas PPP, não é apenas o fornecimento de um produto ou empreitada/serviço que está em causa. Há lugar à exploração e eventualmente ao financiamento, construção e criação de entidade juridica própria. São, devido à maior comlexidade, concursos menos líquidos, com menos candidatos. A necessidade de transparência e estudos é maior. Escondendo, não esclarecendo, levanta suspeitas. Na CMPorto ou no TGV.

As PPP precisam de mandato político pois envolve a privatização de funções exercidas até então pela administração pública
- As PPPs significam passar para privados a gestão de serviços e não apenas a sua exceução. Na prática dispensa-se competências. Tal como as Privatizações de empresas públicas, em Portugal ou quem qualquer parte do mundo, a implementação de um programa sistemático de concessão de serviços a privados por parte da CMPorto deveria ter sido apresentado ao eleitorado. Se é feito de forma não declarada, levanta suspeitas. A Democracia não pode ser concessionada...


O dilema dos fornecedores de serviços de construção civil e obras públicas (CCOP)
- Há cerca de 2 anos, ainda antes da crise, Rocha Antunes afirmava que em Portugal, naquela altura, 2/3 dos arquitectos, construtores, engenheiros, desenhadores, empreiteiros, trolhas, «whatever», estavam a mais e condenados a desaparecer ou a mudar. Presumo que com o colapso da procura e alteração de paradigma económico, o número referido tenha aumentado... Tal como acontece em qualquer outro sector, o excesso de capacidade instalada resolve-se com falências dos menos competitivos e não com políticas públicas especiais pagas pelos restantes contribuintes dos outros sectores. É esta a economia de mercado que defendo. Ora, os operadores do «cluster» das CCOP, pequenos e grandes, locais e nacionais estão perante um dilema. Ou aceitam contribuir para campanhas partidárias ajudando o partido que promete mais encomendas ou correm o risco de desaparacer por falta de encomendas. Não acredito que todos entrem no «jogo». Mas acredito que alguns, sabendo que existe, tentam varrer o assunto para debaixo do tapete quando é discutido, não vá o azar bater à porta. Como diria uma personagem televisiva, «isso agora não interessa mesmo nada». É compreensível. Assim como é compreensível a minha reacção de contribuinte com contas em dia, que não está para sustentar a rentabilidade de outros sectores económicos


Racionalidade dos negócios privados com administrações públicas
- O site Transparência na AP arrepia. Aqui, não falta referências a comportamentos/situações menos claras de prejuizo público a favor de privados. Portugal já o pais da Europa com uma das maiores densidades de AE, pavilhões gimnodesportivos e como a discussão sobre o Palácio de Cristal demonstra, seremos brevemente um dos paises com maior número de centros de congressos. Onde
paramos ? Ao contrário da Alemanha, onde um uso privado de viatura oficial por membro de governo, escandaliza, em Portugal até se acharia uma «ninharia». Por isso apena 1% dos portugueses confiam em políticos. Será por causa da irracionalidade das decisões ? Por isso é que há quem diga e com conhecimento de causa que «Políticos portugueses "são marionetas ao serviço de interesses obscuros"».

Política de Rui Rio
- Atentemos nos seguintes factos:

Eu obviamente não tenho provas de corrupção contra políticos portuenses no activo nem respecitvos fornecedores privados. Mas a falta de transparência e levantamento de suspeitas começa pelos próprios políticos da CMPorto. Eu limito-me a observar os conflitos de interesse existentes, o contexto nacional, os factos e interpreta-los sem medo.
Pode-se dizer que Rio é sério e que está imune a suspeitas ou ao meu alinhamento dos factos. Sobre isto uma pequena história. Um conhecido blogger portuense e próximo de Rui Rio disse-me uma vez que o dito era incorruptível. Foi há vários anos. Entretanto, parece que já não são assim tão próximos. Pelo menos dentro do PSD estão em facções diferentes e faz parte de um blogue onde pontuam vários ex-apoiantes de Rui Rio...

Conclusão
: Para terem credibilidade:

  • os beneficiários/fornecedores de determinada política de uma administração central ou local não podem querer ocultar o esclarecimento público.
  • os políticos que promovem determinada política com padrão significativo tem que estar mandatados pelo voto e também não se podem furtar ao esclarecimento público.
  • é necessário transparência e respeito Democrático.
Caso contrário, surgem legítimas suspeitas e cria-se má fama. Ninguém se pode queixar de uma má fama fundamentada. Portanto as questões colocadas por JMCastro/SSRU são pertinentes e quem anda a chuva molha-se, dito de forma politicamente correcta ou não.

PS1: Não estou interessado em prolongar este tema. Por um lado, não estou para fazer «o trabalho de casa» da oposição à CMPorto. Por outro lado, não quero de forma alguma, afrontar participantes na Baixa do Porto, com os quais nutro respeito pessoal e intelectual, mesmo estando em desacordo.

PS2: A «Reserva de Indios» fica para depois.

20090728

Quem dá boleia a uma prostituta não se pode queixar das possíveis interpretações

20080317: «O projecto do Bolhão tem características desnecessárias para um projecto de reabilitação. É um projecto comercial e não cultural, para dar lucro. Não me choca. O que choca é a necessidade de ocultar tudo isto. Será este «Concessionismo» uma opção ideológica, que também não me choca ? Se o fosse deveria ter apresentado no seu programa eleitoral. Como não o fez, o motivo será outro. Depois de ser dispensado da CMPorto, Paulo Morais descobriu que na actividade camarária se financia os partidos. Deve ter chegado a esta conclusão após experiência como vareador. Se Rio suspeita que com quotas de 6 euros se «lava» dinheiro então eu também tenho o direito a suspeitar que o súbito «Concessionismo» pode servir para o financiamento partidário...»

As questões levantadas sobre o «Concessionismo» pelo deputado José Machado de Castro pela SSRU, de forma mais ou menos secreta ou moralista, tem que ser enquadrada na má imagem que os políticos tem em Portugal: É a classe profissional menos credível, provavelmente por haver a noção que se deixam comprar por privados, fornecedores de serviços à administração pública. Rio e a actual coligação não é excepção.

Como TAF questiona, quem votou para que Rui Rio fosse mandatado para concessionar/«PPPzar» o património camarário ? Apesar de eu não concordar com as PPP e afins, tal como o muito liberal portuense LR o diz, a questão que se coloca não é ideológica nem de eficácia. É de seriedade.

A nível nacional, lá por Lisboa, abundam PPPs que eram hiper-urgentes e hiper-necessários e afinal deixavam muitas dúvidas sobre a utilidade, interesse e pertinência. No Porto é o mesmo. Por exemplo, há alternativas mais baratas de expansão do Metro, que aliás, aposto acabarão por ser implementadas for força da crise...

Por causa da má fama de muitas PPPs, melhor seria mesmo suspende-las por uns tempos. Como isso não acontece e eleitor/contribuinte atento e escaldado de água fria tem medo, cria-se uma natural aversão a estes negócios. Assim, quem os faz com estes políticos «poluídos» não se pode queixar, mesmo que esteja coberto de honestidade e legalidade, como acredito que seja o caso dos intervenientes Rocha Antunes e Paulo Ponte. Tal como, quem dá boleia a uma prostituta não se pode queixar das possíveis interpretações.

PS: A derrota de Rui Rio, a ocorrer, passará por aqui. Mostrar à larga reserva eleitoral de indios no concelho do Porto, leia-se bairros sociais orientais, alimentados a RSI, Láferias, Rádio Festival e corridas de calhambeques, que o seu susposto protector, Rio, os manipula; Só gastou com eles as migalhas suficientes para dar votos (alem do mais, segundo Elisa Ferreira, com dinheiro do Estado Central) e investiu as receitas na rica reserva ocidental/indemnizações para alem da sua carreira em Lisboa. Façam o apuramento dos investimentos camarários per capita por freguesia e verão... Perceberá a candidata do PS alguma coisa de Porto ou terá capacidade para isto ? Duvído. Os indios atingem ? Duvído ainda mais ... O povo se fosse inteligente não era povo, mas sim elite.

20090724

A empresa citada é uma vergonha para a cidade do Porto e para Portuenses com P maiúsculo

Jornal de Negócios Online
Se ainda houvesse dúvidas, o relatório do Tribunal de Contas sobre o prolongamento da concessão do Terminal de Alcântara, em Lisboa, dissipa-as. Celebrado sem concurso público, com pressupostos optimistas quanto ao crescimento do tráfego, rendibilidades elevadas para o operador privado que caberá ao Estado assegurar, o acordo é exemplar. Não porque deva ser seguido e repetido. Mas porque se trata de um paradigma do género de negócios que proliferam no país e que minam a confiança na diligência dos decisores políticos e lavram o terreno onde cresce a suspeita sobre ligações perigosas e pouco recomendáveis.

Entre as conclusões a que chegou o orgão de fiscalização financeira do sector público, figura a história do costume. Os apreciáveis lucros privados serão obtidos à custa de prejuízos públicos que, mais tarde ou mais cedo, terão que ser financiados pelos contribuintes. E se isto já é suficientemente estranho e duvidoso, porque se sabe que a não verificação das previsões de crescimento do movimento no Terminal terão que ser compensadas pelos cofres públicos, o pecado mortal do contrato ainda surge antes disto.

Não há argumentos que possam ser suficientemente convincentes para justificar a circunstância de não ter sido dada a oportunidade a outros operadores de apresentarem propostas concorrentes e de darem ao Estado a possibilidade de as analisar e de decidir qual a que melhor se adequaria aos interesses dos contribuintes. A gestão de todo o processo foi feita à moda russa, país onde estas saladas são motivo para investidores respeitáveis não quererem colocar lá os pés e muito menos o seu dinheiro.

Na prorrogação do prazo de concessão do Terminal de Alcântara não houve transparência, mas não faltou a pressa para fechar contrato e passar as incertezas a factos consumados. Também não houve concorrentes, mas já havia uma solução na cartola. E é aqui que se chega ao aspecto que revela ter todo o processo sido tratado sem cuidado, sensibilidade ou o mais elementar sentido de Estado.

Não se sabe se será uma tremenda injustiça para o gestor em causa. Mas o facto é que ninguém de bom senso poderia ignorar que, num negócio em que se levantam dúvidas suficientes para o Tribunal de Contas não hesitar em retratá-lo como ruinoso para o dinheiro dos contribuintes, a empresa beneficiária é gerida por Jorge Coelho, ex-ministro socialista, ex-homem-forte do aparelho e do financiamento do PS. Só este "detalhe" teria sido suficiente para o Governo arrepiar caminho e explicar aos parceiros da Mota-Engil que as mãos tinham de permanecer limpas do início ao fim das negociações para a nova adjudicação.

Nada disto foi assegurado. E é uma pena. Para os contribuintes, mas também para a imagem já degradada que embrulha as relações entre grandes empresas e Governo, motivo para o crescente descrédito no regime. Neste jogo, só ganham os accionistas da Mota-Engil. Lá saberiam o que estavam a fazer quando, poucos dias depois de se saber que Jorge Coelho iria ser o novo administrador-executivo, se precipitaram sobre as respectivas acções e acrescentaram 14 milhões de euros ao valor de mercado da empresa.


20090721

Razões para não votar PS nem PSD: A guerra civil das das «máfias» lisboetas e centralistas

Jornal PRIVADO: Ponta & Mola
Como se percebe, os chamados partidos do «arco do poder», pela mão de algumas das suas proeminentes figuras, vão a todas - cada qual a mais canalha acção de abarbatamento de fundos e património. E quem paga? São sempre os mesmos: uma classe média cada vez mais depauperada, os trabalhadotres que auferem salários de miséria, os empresários sérios que cumprem os seus compromissos. Os outros, aqueles que tudo têm à custa do roubo e do trabalho alheio, safam-se sempre!


20090719

Apesar de apoiante de António Costa, António Maria analisa com rigor o regresso ao poder de Santana Lopes.

O António Maria: Por Lisboa 25
Falar de um novo pulmão verde na Portela é pura demagogia! Toda a gente sabe que as novas, projectadas ou em construção, estações do Metro de Lisboa, do Aeroporto e da Alta de Lisboa, foram concebidas para servir o senhor Stanley Ho e a sua Chinatown. Não é pelo facto de o empreendimento imobiliário da Alta de Lisboa e o senhor dos casinos estarem hoje meios falidos, que é menos verdade o que alguns destinaram para a Portela: eliminar o aeroporto e especular/construir um novo aeroporto na Ota. Em boa hora as redes sociais de cidadania fizeram abortar esta verdadeira conspiração de interesses.


20090717

Só falta acabar com esta megalomania de Lisboa: Contrato para o terminal de contentores de Alcântara é ruinoso para o Estado

Jornal de Negócios Online
O Tribunal de Contas (TC) conclui que o contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara realizado com a Liscont é ruinoso para o Estado e não defende o interesse público.

Estas conclusões saíram do relatório final da auditoria do TC ao contrato feito entre o Governo, a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a empresa Liscont, do grupo Mota-Engil, de acordo com a edição de hoje do “Sol”.


Pacheco Pereira apela à Democracia Directa

ABRUPTO
O que me interessa é saber se, nestes casos de polícia, envolvendo políticos do topo, caso venham a dar origem a condenações em tribunal ou revelem comportamentos eticamente inaceitáveis, se tem ou não tem sentido considerar comprometidos, logo também responsáveis, os partidos políticos. Saber se, por hipótese, todos os políticos de que se fala no caso Freeport, BPN ou do edífício dos CTT em Coimbra fossem culpados, que parte da culpa sobraria para os partidos políticos. Poder-se-ia atacar o PS pelo caso Freeport, o PSD pelo caso BPN ou dos CTT, o CDS pelos sobreiros e pelos submarinos?


20090716

Uma conspiração para beneficiar Lisboa e prejudicar Portugal que felizmente falhou.

Como se depreende das explicações de Rui Rodrigues quanto ao que a RAVE tinha projectado para a Alta Velocidade e tráfego de mercadorias e do comentário de António Maria abaixo publicado, O objectivo das «máfias» que dominam o desenvolvimento territorial de Portugal, era centralizar no porto de Lisboa o trafego de mercadorias com ligaçao à Europa e baixos custos de operação. O resto de Portugal deve agradecer à Blogosfera e à crise económica, o fim deste tipo de drenagem de riqueza.

Terminal da Alcântara ao fundo
MP prepara investigação ao contrato de exploração do Terminal de Alcântara
Público -12.07.2009 - 09h13

O Ministério Público deverá lançar uma investigação à extensão do contrato de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, concedida à Liscont pelo Ministério das Obras Públicas de Mário Lino, por haver suspeitas de que o interesse do Estado tenha sido prejudicado, noticia hoje o “Correio da Manhã”.

Em causa está o Memorando de Entendimento que Mário Lino assinou a 28 de Abril de 2008, concedendo a extensão do contrato de exploração à Liscont por mais 27 anos. O negócio da Administração do Porto de Lisboa (APL) com a Liscont, firma do Grupo Mota-Engil – dirigida pelo socialista Jorge Coelho desde Maio de 2008 - terá sido feito sem concurso público e com base em projecções económicas duvidosas.

O relatório preliminar de uma auditoria do Tribunal de Contas, que deverá ser enviada para o Ministério Público, constata que o interesse do Estado não foi salvaguardado.

“É inadmissível que a APL, com a orientação do Governo, tenha feito este negócio sem concurso público”, comentou o deputado social-democrata Luís Rodrigues, ao “Correio da Manhã”. O deputado acredita que o contrato “é completamente ilegal”.

Mário Lino não comenta a investigação e Jorge Coelho remete para a Liscont. Esta assegura que o processo foi transparente.

Comentário de António Maria :

A TSF diz que o negócio está sob suspeita...

Sob suspeita?! Mas não é evidente desde o princípio?
Claro que empresas como a Mota-Engil, Teixeira Duarte, e outras da mesma laia, estão aflitas. Sem encomendas de Estado irão rapidamente ao fundo. Nunca aprenderam a nadar nos mares da concorrência (cujas virtudes tanto exaltam, quando lhes convém), e agora chapéu. Estão à deriva, como náufragos sem barcaça salva-vidas. As que o barco OE dispunha têm furos irreparáveis e começaram a meter água antes mesmo do naufrágio!

Resumindo, a Mota-Engil já sabe que o pilim cor-de-rosa acabou e que o cor-de-laranja será demasiado incerto para arriscar. Ou seja, o negócio não tem pernas do OE para andar, e da Mota-Engil, muito menos!

Nada melhor do que a ameaça dum inquérito para abortar o negócio, salvando a face de todos os malandros envolvidos!


20090709

Jorge Coelho começa curso de Novas Oportunidades em Outubro

Jornal de Negócios Online - Jorge Coelho considera "preocupante" possibilidade de adiar investimentos públicos.


20090619

A QUEM IRIA SERVIR O TGV?

Este é o pensamento político que temos (em Portugal), está em todas:

· Estádios de futebol, hoje às moscas,
· TGV,
· novo aeroporto,
· nova ponte,
· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
· etc. etc.

A quem na verdade serve tudo isto?

PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM

A QUEM VAI SERVIR O TGV …
1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E …CLARO,
3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA …

OS PORTUGUESES FICARÃO – UMA VEZ MAIS

– ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS

POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.

Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos ‘Alfa’ por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas,
· na qualidade do seu Ensino Superior,
· nos seus museus e escolas de arte,
· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Percebe-se bem porque não
· construíram estádios de futebol desnecessários,
· constroem aeroportos em cima de pântanos,
· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos
· na Noruega,
· na Suécia,
· na Holanda
· e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao ‘Alfa’ Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:
- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).

E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

AV

20090617

A ideia subjacente ao TGV Lisboa-Madrid era centralizar na capital o monopolio do uso da bitola europeia. As mercadorias do resto de Portugal teriam que ir todas para lá. Mafiosidades previsíveis.

PUBLICO.PT
MUDANÇA DA BITOLA ESPANHOLA NA REDE FERROVIÁRIA ISOLA-NOS
segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Rui Rodrigues

Email: rrodrigues.5@netcabo.pt

Site: www.maquinistas.org





O Ministério de Fomento de Espanha decidiu efectuar um estudo que deverá estar concluído até ao final do ano e que tem por objectivo a mudança da bitola (distância entre carris) de toda a rede ferroviária de Espanha nos próximos anos. Esta alteração deverá representar investimentos de cinco mil milhões de Euros. Além das novas vias em bitola europeia que estão em construção, todas as linhas convencionais antigas passarão a ser em bitola ‘standard’. As vias já electrificadas, de três mil volts e corrente contínua, terão a mesma corrente e tensão eléctrica da rede francesa (25 mil volts e em corrente alterna).

As vantagens de toda esta operação é enorme, porque vai permitir o livre trânsito de comboios de todo o território espanhol, portos e plataformas logísticas para a União Europeia (UE).

As alterações em Espanha vão ter grande impacto em Portugal e, se nada for feito, em termos ferroviários, o nosso País passará a ser uma ilha, pois já nem a Espanha terá vias de bitola ibérica.

O nosso País necessita urgentemente de possuir uma rede que permita a circulação de todos os comboios de bitola europeia para resolver o grave problema da interoperabilidade, que é a capacidade de conectar os sistemas ferroviários dos diferentes países (bitola, sinalização, electrificação, etc...), o que provocará um aumento do mercado e uma forte redução nos custos de exploração, de 30 a 40 %, e nos custos dos respectivos equipamentos. Com um sistema único de gestão, os comboios podiam circular livremente pela UE, mas, por estas condições não existirem, a velocidade média é de apenas 18 Km/h.

A opção por soluções ‘standard’ e compatíveis com as das restantes redes da UE irá permitir adquirir material circulante a preços que, em muitos casos, podem atingir valores 50% mais baixos. Portugal terá grandes desvantagens se continuar dependente de soluções específicas.



COMBOIOS DE DUPLO EIXO COM “INTERCAMBIADOR” NÃO SERVEM



Existem comboios de duplo-eixo que podem circular sobre as duas bitolas e, para que tal seja possível, impõe-se a instalação de um “intercambiador” que consiste numa instalação onde se realiza a mudança da distância entre rodas. A escolha de comboios de duplo-eixo não irá resolver o grave problema de interoperabilidade que a actual rede ferroviária portuguesa apresenta e, mais importante, não é solução viável para o transporte de mercadorias. Com efeito, na futura rede espanhola, a esmagadora maioria dos comboios será exclusivamente de bitola ‘standard’ e, só em casos pontuais, a Espanha irá utilizar comboios de duplo eixo. Se Portugal optar por este tipo de comboios ficaria inacessível para a maioria da futura rede espanhola e da europeia, porque nenhuma empresa iria adquirir, de propósito, este material circulante para transportar passageiros de e para o nosso País. A França, Alemanha ou Itália não utilizam estes comboios, pela simples razão de que não têm o grave problema da diferença de bitola.

A Espanha, ao mudar em definitivo a sua rede, terá, obviamente, de abandonar o fabrico dos comboios de duplo-eixo. As mudanças no país vizinho, relativamente à sua rede ferroviária, deveriam levar os responsáveis portugueses a uma profunda reflexão sobre qual a prioridade dos investimentos a realizar nos próximos anos.

O Governo está a cometer um grave erro estratégico ao continuar a insistir na ligação dos portos nacionais, em bitola ibérica, quando a Espanha vai mudar toda a sua rede para bitola europeia.




20090603

Para quem não acredita, Mário Crespo descreve o percurso e o fim de uma das «máfias» lisboetas

Morreu o Cavaquismo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.

20090531

Se acertamos, então Norteamos: Cavaco amigo, a «mafia» está contigo














































20081123

Ah, Cavaco então também era accionista da SLN.

Portanto, Cavaco :

Questões:

Conclusões:

  • Ainda bem que não voto em parentes da «Máfia».
  • Mais uma lição para o Norte: Nunca confiar em políticos do Sistema de Lisboa.
  • Este Regime fede !

20090529

A Qudrilha (mafiosa)

Jornal de Negócios Online

É preciso lembrar que toda esta gente fez negócios durante anos, no que degenerou num caso de polícia. O que está em causa não é má gestão, é crime, é suspeita de lavagem, de burla, de corrupção ao mais alto nível. O próprio Oliveira Costa assumiu que pagou "avenças" a políticos, que havia "comissões" para "lubrificar" acordos, assinaturas falsas, negócios fechados por um euro que custaram 35 milhões. Histórias com sírios, porto-riquenhos, líbios, libaneses, suspeitos de tráfico de armas, americanos, supostos interessados no banco e no grupo que foram enjeitados, feitos por gente de reputação duvidosa.


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