20071018
Braga e Aveiro começam a qualificar as suas infraestruturas turísticas
Com um investimento previsto de 18 milhões de euros, a nova unidade, com classificação de cinco estrelas, contará com 180 quartos e um Spa, e segundo o mesmo responsável será “uma versão similar ao Hotel Meliã de Aveiro, mas 50 por cento maior”.
Segundo Manuel Proença este hotel terá todos os serviços inerentes a uma unidade com esta classificação, sendo que o Spa do hotel ficará situado na zona onde estava actualmente a Bracalândia." in Turisver
Porque é que a Porto Editora é um alvo a abater ?
Porto Editora lamenta "circo mediático" gerado em torno da visita dos inspectores fiscais.
Porque é que a Porto Editora é um alvo a abater ?
- Porque é do Porto e não tem protectores suficientes junto do Estado Central;
- Porque opera no sector dos bens e serviços não transaccionáveis internacionalmente, isto é abrigados da concorrência internacional, mais lucrativos, tal como são as empresas financeiras, telecomunicações, média&publicidade e energia. Estas empresas estão nas mãos de lisboetas e olham gananciosos para o estatuto da Porto Editora;
- Porque um concorrente com mais de 100 funcionários e mais de 50 milhões de Euros de facturação em 2006 faz inveja a muita gente;
- Porque os mais espertos já perceberam que o modelo tradicional de livros escolares será substituido a breve prazo por manuais electrónicos, mais lucrativos, área onde a Porto Editora leva avanço sobre as demais; A edição de livros escolares deixará de ser uma actividade tipográfica para passar a ser uma actividade tecnológica;
Por estas razões, não é dificil suspeitar que alguém anda a conspirar para abater a Porto Editora. Quem ? Pista: Veja quem beneficia financeiramente.
PS: Eu ajudo: Paes do Amaral comprou recentemente uma série de editoras e também a empresa de tecnologias de informação Réditus.
20071017
AECOPS ataca de novo
O lobby do betão a sul, ataca de novo. Esteas empresas/gestores tem problemas endocrinos para avançar na Internacionalização/Exportação dos seus serviços e portanto pressionam o seu único cliente, o Estado Central: « As construtoras consideram que "é benéfico para o país que os dois partidos do arco do poder façam um pacto" para definir o investimento em grandes obras públicas para o médio prazo.» Tudo isto ocorre quando o debate Portela/Ota/Alcochete volta a subir de tom. Ainda sobre esta temática é preciso ler esta a crónica, «É FÁCIL GASTAR O DINHEIRO DOS OUTROS» e o artigo de Rui Rodrigues sobre o «hub» da TAP.
Debate Intra-Norte: Braga paga mais IRC do que o Porto
Fim de um mito. Este mapa prova a afirmação. O concelho de Braga apresenta um lucro tributável total e por sujeito passivo superior ao do concelho do Porto.
20071016
20071015
Esclarecedor
Esperar para ver
Ou me engano ou existe aqui uma contradição. A sua moção de estratégia propõe que "o PSD deve assumir, sem preconceitos, a defesa de um processo de regionalização político/administrativa do País, assente nas cinco regiões plano, no respeito pelos princípios da subsidiariedade e da solidariedade nacional, numa lógica descentralizadora, pela não substituição de uma centralidade por novas centralidades, e traduzida por um regime financeiro que contribua para a estabilidade orçamental do Estado e para o crescimento económico".
Também no discurso de sábado, respondendo a Manuela Ferreira Leite - a quem Menezes tirou superiormente o tapete quando a colocou entre a espada e a parede com aquele convite em público; julgo que lhe acabou definitivamente com a pose de presidenta não eleita do partido: para a posteridade fica o facto de ela se ter recusado a assumir responsabilidades nas lutas futuras - LFM afirmou enfaticamente que era um defensor convicto da bondade da Regionalização. Vou esperar para ver. Mas não espero muito.
Para que conste!
Os números finais deste descalabro público foram conhecidos na terça-feira. Sentiram alguma comoção? Não, foi como se não existissem. E, no entanto os 134 milhões da derrapagem do Terreiro do Paço dariam para pagar a ligação do Dragão à Venda Nova, servindo Gondomar (85 milhões) e ainda sobravam uns trocos. A empreitada toda da ligação a Santa Apolónia, (299 milhões), é aliás quase tanto quanto custaria a a ligação da Casa da Música a Laborim, uma obra que implicaria a construção de mais uma ponte sobre o rio Douro (323 milhões). Nada disto causa espanto quando se sabe que o metro de Lisboa custa o dobro por quilómetro do metro do Porto e rende metade, ou quando impávido e sereno o metro da Margem Sul continua a circular vazio ao preço de 15 mil euros por dia cobrado aos contribuintes. É obviamente muito mais fácil falar da derrapagem da Casa da Música ou da má gestão dos autarcas do Porto. Isso é que interfere com o conforto das gentes da capital.
David Pontes, Director adjunto do JN
P.S. Foram 1500 euros por centímetro (António Alves)
20071014
Regionalização não é prioridade
Quando os políticos dizem não ser prioridade querem mandá-lo para as calendas. Uma decepção LFM.
20071013
Pólo de Competitividade da Saúde do Norte vai avançar com ou sem apoio do Governo
Notícia no JornalismoPortoNet:
Falta ainda a regulamentação sobre os pólos de competitividade, mas o da Saúde, fixado no Norte, vai avançar. Universidades e empresas querem trabalhar em rede.
É para arrancar, com ou sem a publicação da regulamentação nacional sobre este tipo de estruturas. A garantia é do presidente do grupo de fundadores do projecto do Pólo de Competitividade e Tecnologia (PCT) da Saúde e presidente da Bial, Luís Portela, e foi dada esta quarta-feira na apresentação do projecto, no Porto.
"Conquistámos o direito a ter apoio, mas o pólo vai avançar com ou sem ele", disse Luís Portela aos jornalistas. Também o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Carlos Lage, sublinhou a importância de um selo governamentalselo governamental. "Precisamos que os centros de decisão nacionais, que o Governo eleja a saúde como uma grande área em que o país pode competir internacionalmente".
O PCT da Saúde vai estar fixado no Norte mas é um projecto nacional com vocação internacional. Vai juntar várias empresas e universidades, mas a ideia não é criar edifícios, antes aproveitar as instituições "de excelência", nas palavras de Portela, que existem na região existem na região e aprofundar a rede aprofundar a rede que já existe.
"As instituições de ciência comunicavam em rede de forma aberta e também já existia uma ponte entre universidades e empresas, algo que não é normal em Portugal", afirmou Portela.
Não se trata, contudo, apenas da oficialização de uma relação, esclareceu, ao JPN, o director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Sobrinho Simões: "O nosso desafio é pôr isto a funcionar naquilo que nunca temos conseguido, que é ligar as estruturas de investigação de saúde, que são boas, às empresas. Não é só um reforço, há um salto qualitativosalto qualitativo que temos que dar".
Para o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, os participantes do projecto são "pioneiros". "Dão um passo à frente e deixam uma marca indelével na economia portuguesa. A partir de agora não há desculpas: por que é que não se pode fazer isto noutras áreas", declarou. Sem falar sobre a prometida regulamentação dos PCT, disse que o pólo nortenho pode esperar do Governo "todo o apoio à estruturação, densificação e internacionalização".
Do núcleo fundador do pólo constam o grupo Bial, as universidades do Porto e Minho; o I3S (Instituto de Inovação e Investigação em Saúde que junta o IPATIMUP, o IBMC e o INEB e deve ser formalizado este mês), e o Grupo do Dispositivo e da Farmacêutica, criado em Setembro de 2005, que inclui cerca de 20 empresas.
Juntaram-se ao pólo o Instituto de Medicina Molecular, da Universidade de Lisboa, o Centro de Neurociência da Universidade de Coimbra, o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia e a empresa Hovione. Segundo Luís Portela, há contactos com entidades galegas para alargar o pólo.
Apostas fortes
O núcleo fundador representa um volume de negócios de mais de 300 milhões de euros, que se espera, nas previsões mais pessimistas, que cresça entre 200 a 500 milhões nos próximos cinco anos. Prevê-se que o investimento privado aumente entre 250 e 400 milhões e que surjam entre 500 e 1.000 postos trabalhos.
Novos materiais médicos, um novo anti-epiléptico (produzido pela Bial e previsto para 2009) e "kits" de diagnóstico do cancro são algumas das áreas que o PCT da Saúde vai apostar.
Ver também o Primeiro de Janeiro e a Agência Financeira
20071011
Que Regionalização para Aveiro
É por umas e por outras que…
Uma “fatia” considerável da sociedade portuguesa mudou a sua opinião ou reforçou a sua fundamentação em relação à questão da Regionalização. Porventura, poderá não ser coincidente o sistema a adoptar. Mas quanto aos princípios e aos fins, há, hoje, uma maior convergência de vontades e desejos na concretização de um processo regionalista.
Isto muito por culpa do, cada vez mais, excessivo centralismo deste governo e a imagem de prepotência que o mesmo tem demonstrado em relação ao poder local, às populações, ao crescendo das assimetrias do país, nomeadamente no que respeita à saúde, ao ensino, ao turismo e ao ambiente. É que regionalizar não pode ser o mesmo que descentralizar ou desconcentrar a administração pública. Regionalizar é diferente de governar por e-mail, telefone, telemóvel ou despachos legislativos. É proporcionar um crescimento mais homogéneo possível, garantindo mais qualidade de vida e minimizando as assimetrias regionais cada vez mais acentuadas. É proporcionar autonomia, sem perder a identidade nacional.
Face aos resultados do referendo de 1998, hoje e com as realidades que as populações vivem de muito perto (fecho das escolas, centros de saúde, urgências hospitalares, os atropelos ambientais, etc.), as pessoas já não temem tanto “o medo do salto no escuro”, mesmo que as projectadas cinco regiões-plano possam não merecer ainda o consenso generalizado ou a sua percepção real. Como se “ousa” dizer na gíria e senso comum: “pior já não pode haver”.
Tomemos o exemplo concreto de Aveiro e da sua região e desmistifiquemos a questão.
Aveiro é, por si só, uma região rica em recursos e com potencialidades ímpares. Temos o desenvolvimento científico e tecnológico emergente de uma das melhores universidades do país; considerando o distrito (embora cada vez mais desfragmentado) temos um parque industrial e económico desenvolvido quer a norte, quer a sul (com algumas empresas com capacidade financeira e comercial de relevo a nível nacional e externo); temos património histórico e cultural diversificado e temos igualmente um património ambiental e turístico de excelência, resultante da diversidade que nos oferece a serra, o rio, a ria e o mar. Mas se temos isto tudo (e é um facto que o temos), falta a Aveiro um aspecto fundamental para a afirmação regional: Aveiro não tem peso político, como diria o Dr. Candal.
Ainda há bem poucos dias, se comemorou em Aveiro o cinquentenário do Congresso Republicano. São igualmente referências os papeis políticos exercidos por ilustres aveirenses em outroras campanhas. Mas longe vão os tempos. A actual factualidade mostra uma realidade bem diferente. Aveiro não se consegue impor no eixo A25, (ex-IP5); não conseguiu congregar na sua Área Metropolitana todos os conselhos do distrito e não consegue libertar-se da subserviência (mesmo que imposta) do poder político “sub-centralista” de Coimbra.
Embora seja reconhecido pela maioria como uma grande conquista (e não o deixa de ser), a importância do anúncio do Ministro da Economia em localizar a sede da Direcção Regional de Economia do Centro em Aveiro, na prática, traduz mais uma descentralização ou desconcentração de serviços da administração pública central do que propriamente uma sustentação da regionalização pela falta de autonomia política, legislativa, orçamental e fiscal desta região que estará subordinada ao peso político-administrativo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro sedeada em Coimbra. Mesmo que seja reconhecido o potencial e o desenvolvimento industrial e económico da região de Aveiro. Mas falta-nos a capacidade de gerir a “cousa” nossa.
Além disto, recentemente, a aveirense Professora Dra. Teresa Fidélis foi nomeada presidente da Comissão Instaladora da Região Hidrográfica do Centro que dará lugar à Administração da Região Hidrográfica do Centro (que engloba as hidrografias do Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste), com sede em Coimbra e que administrará regiões tão díspares como Aveiro, Coimbra e Leiria. Disparidades que potenciam a preocupação cada vez maior sustentada na ausência ao longo dos tempos da tão desejada entidade gestora da Ria de Aveiro.
Um património natural cada vez mais esquecido, espartilhado e degradado, mas que não deixa de ser uma das riquezas fundamentais desta região. Assim como o Rio Vouga, nomeadamente a zona lagunar do “baixo Vouga” (bem junto à ria), integrada em Zona de Protecção Especial, com importância reconhecida pela Birdlife International, pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), pela convenção de Bona (relativa às espécies migratórias da fauna selvagem) e a recomendação para integrar os Sítios Rede Natura 2000. Contra o abandono político a que a região foi submetida, resta a consciência ambiental e regionalista dos cidadãos desta área (Aveiro - Canelas - Estarreja) na defesa do seu património e no alertar de responsabilidades contra o fim da chacina provocada pela caça no “baixo Vouga”.
As mesmas responsabilidades que ainda estão por atribuir, passado um ano do registo e denúncia do despejo ilegal de lamas de origem desconhecida em terrenos agrícolas e lagunares em Canelas (Concelho de Esterreja). Pela consciência do atentado à saúde pública, foram efectuadas várias denúncias à CCDR do Centro e Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral. Até à data, nada ou muito pouco. É o resultado do desprezo a que a região de Aveiro foi votada nesta região-plano do Centro.
Como exemplo da noção do valor da Região de Aveiro e da capacidade de ser motora e pólo de desenvolvimento regional “per si”, registe-se a opção, pelos responsáveis da Região de Turismo da Rota da Luz, de desvincularem-se da Associação de Desenvolvimento do Turismo na Região Centro (ADTRC) que futuramente dará lugar à Associação para a Promoção do Turismo na Região Centro de Portugal - Turismo Centro de Portugal (TCP).
Não sei se esta opção (aliás igualmente tomada pela Região de Turismo da Serra da Estrela) será “inocente” ou não. Mas valerá pelo esforço na defesa de um património turístico e ambiental de excelência que merece ser valorizado.
E esta valorização, pela opção cada vez mais crescente de eleição turística dos espanhóis, poderá fazer sentido passar pela integração, ou pelo menos, pela estreita relação com a Região de Turismo do Norte, como porta de ligação ao Norte de Espanha, quer pelos circuitos turísticos da região nortenha, quer pela proximidade ao Aeroporto Sá Carneiro.
E já que é notória a falta do tal “peso político” de Aveiro, poderá não ser descabido equacionar um processo de regionalização (autonomia política, legislativa, orçamental e fiscal) que alargue a região-plano do Norte até ao Vouga ou A25.
Aveiro poderá beneficiar do desenvolvimento e peso político e económico do Norte e a Região Norte poderá beneficiar das potencialidades de Aveiro - turismo, a universidade, o Porto Comercial, a plataforma logística, a eventual ligação comercial de Alta Velocidade a Salamanca.Por uma regionalização eficaz, porque não?!
Braga/Minho: A(s) Aposta(s) Certa(s)
A produção de conhecimento, área em que a Universidade do Minho assume um papel fulcral, não pode deixar de se consubstanciar na oferta de serviços altamente especializados e no desenvolvimento de patentes capazes de garantir retorno para os investimentos feitos. O Instituto Ibérico de Nanotecnologias e o Instituto Ideia Atlântico servirão para reforçar esta vocação. A estratégia deve ser global e integrada, aproveitando todas as potencialidades da região. Viana do Castelo e Guimarães deverão ser chamadas a complementar a vocação de Braga enquanto cluster altamente especializado, fundamentando a criação de uma região do conhecimento.
O turismo pode ser outro sector de importante desenvolvimento estratégico da cidade de Braga. Se, por um lado, o conhecimento permite a realização de eventos que atraem pessoas, o valor natural, histórico, cultural e arquitectónico da região justificam a criação de uma marca turística de grande valor. Neste domínio, o envolvimento dos quadros altamente especializados que existem na Universidade do Minho é fundamental para gerar circuítos turísticos de grande qualidade e proceder à recuperação e divulgação do património.
Nesta linha, torna-se evidente que Braga precisa de um novo Centro de Congressos e Exposições. Se não fôr possível um novo edifício, que nasça um projecto renovado. O Parque de Exposições de Braga tem sabido realizar eventos capazes de mobilizar a cidade mas deveria reforçar a aposta na promoção de iniciativas globais capazes de alcançar públicos além-Minho e, sobretudo, além fronteiras.
Também no Avenida Central.
Segurança Social em Espanha tem 80 mil portugueses inscritos
Ano após ano, as fronteiras de Portugal reduzem-se. Espanha toma de bom grado o Portugal que o nosso Estado Central não quer.
20071010
Dos «sopranos» da Aecops até ao José Rodrigues dos Santos
A minha tese é que a elite económica lisboeta tem um comportamento conspirativo, interesseiro e dissimulado face ao resto de Portugal. Este artigo é mais uma tentativa de o provar. E também um alerta para os mais distraídos a Norte, para os ingénuos que querem Mudar o Poder Local (para manter o central), para a elite empresarial portuense que pactua com esta governação de Portugal e um aviso condicionador da acção de LFM.
Ainda antes das eleições de 20 de Fevereiro de 2005 os «sopranos» da AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) ameaçavam que «Ou há pacto de regime» para a concretização dos objectivos da AECOPS «ou há revolução para que entre uma nova classe política. Tem de haver uma política coerente, uma estratégia para os grandes projectos de infra-estruturas que tenha o acordo dos dois principais partidos, para não haver sobressaltos».
Continuando aa crónica da GLQL:
«Os nossos detentores do capital e de meios de produção estão cada vez mais afoitos em reivindicações aos políticos e governantes. Falam alto, de cátedra e em tom ameaçador.
É o Portugal do colarinho branco e gravata a condizer com o fato liso ou de risca, a sair à rua, num dia assim, a anunciar a morte da economia se ficarem... enfim! É o anúncio da Revolução, já, se os políticos não obedecerem, agora!
É inédito, espantoso e temível. Dá a verdadeira dimensão do Estado a que chegamos. A revolta não vem dos descamisados da função pública que não recebe aumentos há dois anos. Não vem dos pensionistas e assalariados pelo mínimo. Marx, enganou-se! O PCP está perdido! A revolução não é proletária nem virá dos pequenos e médios empresários e comerciantes em convivência alegre com os assalariados.
Virá antes das cúpulas da super-estrutura empresarial, já anunciada se não houver pactos! Virá da AECOPS!»
Relembro que estamos a 24 de Janeiro de 2005. Agora compreendemos o que foi a tal Revolução e quem foram os protagonistas.
E agora fica a explicação pelo «Anti-comuna» o mais conhecido comentador do Blasfemias, sobre a peça que JRSantos representou nesta Revolução.
«Há 3 anos atrás a actual Administração da RTP interferiu com as funções de director de informação. Na altura, a AACS deliberou sobre o acto. E a confusão política gerada com o episódio (que se somava ao caso Marcelo) ditou a ideia que o governo de PSL, então, tinha interferido na gestão da informação da RTP. E que essa Admnistração deixou-se usar pelo governo de então.
Mas eis que Sebastião Lima Rego pôe o dedo na ferida:
"Para Sebastião Lima Rego, membro da antiga Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS), a atitude da RTP "é uma forma de se atirar areia aos olhos e evitar falar do que realmente se passou de errado em 2004". De acordo com Lima Rego, tratou-se de um "verdadeiro caso de síndrome de relacionamento entre administração e direcção de informação", onde foram "quebradas todas as tradições no que diz respeito a colocações".
Sebastião Lima Rego, que na altura foi o redactor da deliberação da AACS, confessa que, embora a decisão final "fosse claramente favorável a José Rodrigues dos Santos", no seu "subconsciente este caso nunca ficou totalmente resolvido". A posição da administração da RTP foi "totalmente inaceitável e os prevaricadores continuam todos nos seus postos"."
No Expresso http://expresso.clix.pt/gen.pl?p....stories/ 137386
É claro que, como bem afirma Rego, o caso não ficou resolvido. Nem tinha que ficar. Por isso é natural que "os prevaricadores continuam todos nos seus postos". E porque seriam demitidos por este governo? Nunca! A administração da RTP fez parte da conspiração para derrubar PSL. Usando o Rodrigues dos Santos como peão, todo o mundo pensou que tinha sido o governo de PSL que andou a pressionar a RTP. (E a TVI de Paes do Amaral.) Mas esse era mesmo o esquema e na altura era bem claro, mas pouco perceptível face à consufão mediática no assassinato de carácter do então Primeiro-Ministro, PSL.
Na verdade, essa administração, a mesma de hoje, até recebeu mais financiamentos e subvenções públicas por parte do governo de Sócrates. E os despedimentos acabaram. E a reestruturação das despesas com a RTP foi abandonada, porque o Estado "compra" mais direito de antena, via subsídios públicos e a famosa e vergonhosa taxa do audiovisual.
Ora, porque deveriam ser demitidos os prevaricadores? Eles só fizeram aquilo que os conspiradores contra o PSL pediram. E tiveram o seu prémio merecido.
Hoje, Rodrigues dos Santos, deve ter compreendido que foi usado contra o governo de então. Hoje, face ao profundo escãndalo que é a RTP, uma espécie de televisão à moda de Chavez, Rodrigues dos Santos deve ter perdido a paciência com as poucas-vergonhas que se passam naquela maldita casa.
Há muitos ingénuos, mas a prova do que aqui defendo está nisto:
"A posição da administração da RTP foi "totalmente inaceitável e os prevaricadores continuam todos nos seus postos"
Portugal afunda-se!
anti-comuna | 09.10.07 - 9:39 pm»
A Norte, aliás fora do circuito de poder económico/político de Lisboa, precisamos de compreender urgentemente como funciona Portugal.
PS: Votei pela 1ª vez no PSD nas eleições de 20 de Fevereiro de 2005.

