20090812

Quem votou em Cavaco e vai votar em MFLeite vai ter Portugal governado por idosos

Fazer opinião « BLASFÉMIAS
se Manuela Ferreira Leite ganhasse as legislativas teríamos um presidente e uma primeira-ministra septuagenários, pessoas que já não estão propriamente na idade com maior vitalidade. A própria Manuela Ferreira Leite percebe-o, ao longo de meses tem vindo a mudar de indumentária par dar um ar de aparentar menos idade do que a que tem, os outdoors de campanha apresentam mesmo alguns retoques de Photoshop para suavizar rugas e disfarçar sinais.

Quer Cavaco Silva, quer Manuela Ferreira Leite mostram sinais evidentes de dependerem cada vez mais dos assessores, a líder do PSD chega a tomar posições que são antecipadas por artigos de Pacheco Pereira e Cavaco Silva evidencia sinais de perda de qualidades intelectuais, as suas intervenções não preparadas chegam a ser anedóticas.

Não será difícil de imaginar o que seriam os diálogos nas reuniões de quinta-feira entre o primeiro-ministro e o presidente, a primeira a queixar-se dos ossos e o segundo a dar conta dos truques para disfarçar dos tremeliques na mão direita. Seriam reuniões assistidas com os assessores a carregar os papéis e a decidirem o essencial, enquanto os governantes entreteriam a tarde a beber um chá e comer umas bolachinhas.
Comentário: Quem vai ganhar serão os «jovens» das franjas, Portas, Louçã. Sócrates satura. Continuo a apostar na eleição de deputados pelo PNR, PND, MEP, MMS, PCTP-MRPP. O poder será pulverizado e ainda bem. Eu próprio equaciono votar num destes.

20090811

As (pseudo) elites do Porto no seu melhor

EDIÇÃO IMPRESSA
O projecto de expansão do Europarque, apresentado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), vai mesmo concretizar-se. O investimento previsto de 460 milhões de euros, a transformação do Visionarium num centro de realidade virtual e a criação de 4900 empregos não estão em xeque, ao contrário do que declarações recentes do presidente da AEP poderiam fazer supor.
José António Barros admitiu que o Europarque "é um disparate" e um "flop" durante um debate sobre o projecto de remodelação do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, na passada quinta-feira.
O responsável máximo da AEP vai, aliás, explicar as suas afirmações nos próximos dias. O PÚBLICO apurou que o dirigente se referia apenas a uma componente do Europarque, o centro de congressos, para enfatizar a necessidade de criar um novo no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
O Europarque abriu há 14 anos, precisamente como um centro destinado a acolher congressos de grande dimensão. No site dedicado ao equipamento, pode ler-se que "o Europarque é um projecto de desenvolvimento económico e cultural de características únicas em Portugal, fruto da vasta experiência e reconhecimento da AEP, que tem vindo a colocar todo o seu saber-fazer ao serviço dos agentes económicos".
Todavia as declarações de José António Barros provocaram alguma apreensão em Santa Maria da Feira e levaram o presidente da câmara local a pedir uma reunião, no sentido de esclarecer o que foi dito pelo líder da AEP. O encontro terá lugar esta semana, estando a ser ultimados o dia e o local. "Vou ter uma conversa com o engenheiro José António Barros, para perguntar-lhe porque andou a anunciar o projecto de expansão do Europarque há poucos meses", disse Alfredo Henriques, presidente da autarquia, ao PÚBLICO (ver edição de domingo).

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O cavaquista e anti-regionalista Ludgero Marques a troco de umas verbas da administração central e da UE, cria uma nova centralidade na sua Vila da Feira natal e hipoteca a viabilidade econónmica da AEP. O novo presidente da AEP diz a verdade, o Europarque foi um disparate, mas agora tem que retratar-se perante o gestor imobiliário local, o respectivo presidente da autarquia.

Tudo o que caracteriza as pseudo elites portuenses estão presentes neste episódio:
- Mito das grandes obras, das novas centralidades, do «único na Europa»;
- Obras na terrinha onde se nasceu (como por exemplo o Metro do Porto em Vila do Conde decidido pelo vilacondense Fernando Gomes);
- Suburbanização a 360º (incluíndo agora a poente, com o desnecessário edifício do terminal de cruzeiros em Leixões);
- Vender a autonomina política e administrativa ao governo de Lisboa a troco de dinheiro para projectos;
- Endividamento;
- Diversificar para áreas de actividade onde não há competência;
- Duplicação de infra-estruturas em vez da racionalização das existentes;
No fim, faléncia, ridículo e oportunidades perdidas.



Obcessão por obras e sub-urbanização dá nisto

EDIÇÃO IMPRESSA
O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, não concorda com a localização do Europarque em Santa Maria da Feira. "O Europarque é um disparate. Foi e é um flop. Temos 14 anos de experiência para saber isso", afirmou anteontem António Barros, durante um debate acalorado sobre o projecto de remodelação do Pavilhão Rosa Mota. O PÚBLICO tentou ontem ouvir o antecessor de António Barros na presidência da AEP e o homem que lançou e defendeu o Europarque, Ludgero Marques, mas não foi possível contactá-lo.
A posição de António Barros surgiu depois de uma intervenção da candidata pelo PS à presidência da Câmara do Porto. Elisa Ferreira, na plateia, recordou os tempos em que trabalhou na AEP e o "peso" que então sentiu "em levar eventos para fora do Porto".


20090810

MFLeite começa a não ter força para as «máfias» lisboetas. Se fossem os regionalistas do PSD, Rio, JPP e companhia entrariam em histeria.

Uma lista de braço ao peito - Expresso.pt
Alguém sabe onde é que anda Rui Rio? Caro Rui Rio, Preto representa tudo aquilo contra o qual você luta há anos, aquilo que levou Marcelo a convidá-lo para secretário-geral e depois a afastá-lo, aquilo que apontava no PSD-Porto de Menezes, aquilo que desprezou no PSD nacional dos últimos anos. Aquilo a que Pacheco Pereira chamou o "gang do Multibanco". Aquilo que levou a 'elite' do PSD a massacrar Menezes e Santana. Aquilo que essa mesma 'elite' agora esquece e assobia para o ar a ver se passa.

O que diriam Rui Rio ou Pacheco Pereira se tivessem sido Luís Filipe Menezes ou Santana Lopes a colocar António Preto nas listas quando está acusado de fraude fiscal e falsificação e vai a julgamento este ano?


Será que o PP não pode apresentar uma Regionalização por Fusão de Autarquias ?

Regionalização
Regionalização: CDS/PP inclui tema no programa eleitoral


20090809

Clube Via Norte conclui o mesmo que o Norteamos... dois anos depois...

Debate TGV: Verdades inconvenientes

SkyscraperCity - View Single Post - TGV em Portugal [IX]
A única linha eventualmente rentável é Porto-Lx.

As restantes estão bem longe de se poderem aproximar de qualquer tipo de sustentabilidade financeira.

Posto isto, quanto à ligação transversal a Espanha, por muitas histórias e justificações frágeis que dêm (Sines não é o único Porto de mar do País nem sequer o mais movimentado) , oq ue temos para premissas para decidir uma linha de ligação a Madird são as seguintes e as quais são incontestáveis:

-80% da população está acima do Tejo
- Igual percentagem da actividade económica está acima do Tejo
-60 a 70% das exportações saem a mais de 100km acima do Tejo
-Existem 4 Portos de mar acima do Tejo, um dos quais é o que movimenta mais carga e o único que dá lucro(Leixões)
- O ponto mais equidistante entre os principais pólos populacionais e económicos do País situa-se perto de Coimbra/Aveiro.
-A latitude de Madrid fica curiosamente perto deste ponto.
-A linha por Evora passa por uma área desertificada e com pouco dinamismo populacional e económico.
- Alguém me explica então porque motivo é que a fronteira de Vilar Formoso é de longe a que regista maiores entradas, seja porque motivo for, e que a A25 é o grande eixo de entrada em Portugal?O comboio vai ser diferente porque motivo?
-O deserto de 6 faixas que é a A6 não será um indicador bastante grande de como são os fluxos transnacionais?


Apesar de estes factos irrefutáveis, optou-se por fazer a ligação a Madrid por um percurso que tornará a viagem nada atractiva para mais de 60% da população nacional.

Quanto a portos, digam o que disserem é um sistema de portos com especializações na fachada atlântica que irá tornar o Litoral Português mais forte e não a tentativa de fazer render um elefante branco no meio do NADA.

Mesmo em termos estratégicos,esta opção é uma machadada no País e na sua independência económica, pelo seguinte:
em vez de se apostar na consolidação da fachada atlântica como espaço económico com alto grau de interligação, no qual um triângulo económico forte com 2 vértices nas áreas metropolitanas e outro na Fronteira de Vilar Formoso , que se contraponha a Madrid
como espaço com escala e dimensão económica igual ou superior faz-se o contrário;

- Desarticula-se o Espaço Económico mais forte do Páis e transforma-se Lisboa num satélite de Madrid, reforçando a centralidade da capital espanhola no contexto Ibérico.
Quando daqui uns anos, com o TGV consolidado, começarem a ver o emprego mais qualificado a fugir para Madrid com a justificação que:
- em poucas horas se trata do que se tem a tratar em Lisboa,
-que não é preciso duplicar estruturas
-Que em Madrid existe outra escala económica e que os factores de proximidade justificam uma presença mais forte nesta cidade.
-Que Lisboa e Sines ficarão com um estatuto similar ao de Valência, porta de entrada de mercadorias e de serviços primários e secundários.

Aí nesse momento verão o erro grosseiro estratégico que está a ser feito.


20090808

Acreditar na nossa senhora

Do Portugal Profundo - A clarificação de Ferreira Leite
Esta decisão de afastamento dos interesses relacionados com o socialismo socratino procede também contra a tentação bloco-centralista de um governo PSD-PS.

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Caro António,

Você vai ter profundas desilusões relativamente à MFLeite e sua psuedo-independência face a lobbies. Enfim.

A economia de Lisboa, de fornecimento e administração de serviços abrigados da concorrência internacional, vive de tráfico de influencias com o Estado Central, quer seja PS, PSD ou PP. Foi sempre assim e não será a idosa MFLeite que conseguirá ter forças para parar a imaginação destes interesses em sacarem impostos do resto dos portugueses.


20090807

Ao cuidado da ACdPorto/RedeNorte/MANordeste/MCLTua: Ryanair em Bragança depende da força da sociedade civil

Factos que tornam o objectivo viável:
A criação de um subsídio excepcional ou experimental para que 2ª a rota Ryanair Porto-Paris se transforme em Bragança-Paris deverá ser integrada nas reivindicações da ACdP relativamente à gestão autónoma do ASC e nas reivindicações do MDLTua relativamente o desenvolvimento turístico do interior Norte.
Cabe à sociedade civil reclamar investimentos públicos com maior reprodutividade económica, em vez de investimentos públicos com maior benefícios de certos lobbies com acesso ao poder (construção de barragens ou autoestradas).

20090806

«18 autocarros diários de França para Trás-os-Montes»

O Informativo 2008-08-12 - Aeronorte à espera de encher avião para viajar entre Bragança-Paris
No entanto, tudo indica que ainda não será este Verão que os emigrantes transmontanos começam a dispor de uma ligação área regular entre Paris e Bragança. Ao contrário da intenção mostrada pela Aeronorte, a empresa que assegura os voos entre Trás-os-Montes e Lisboa, passar a voar também para França, a verdade é que a ligação não foi ainda retomada. A Aeronorte anunciou em comunicado que se tivessem colaboração poderiam retomar a ponte área este verão. Para já a empresa está a realizar um estudo de viabilidade económica dobre a ligação.
Abílio Cruz considera que a ligação tem potencial, pois há ocasiões no verão em que chegam a viajar 18 autocarros diários de França para Trás-os-Montes. Além disso, quando a Aerecondor realizou os voos a taxa de ocupação era superior aos 75%.
O emigrante diz ainda que é preciso que esta ligação seja encarada como projecto regional e não um projecto do município de Bragança. São também já muitos os viajam de avião até Porto, Lisboa, Vigo ou Valladolid e depois alugam carros para ir para as suas terras.
O facto de a segunda e terceira geração de emigrantes já optar por Portugal como um destino de férias, é também um factor que deve ser valorizado para Abílio Cruz. “São pessoas que têm outra mentalidade, que procuram conforto e qualidade”, referiu.

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Comentário: A Ryanair tem estrutura para oferecer preços que nem a Aeronorte nem a falida Aerocondor tem. Só necessita de um subsidiozito público. Estes impostos nacionais seriam mais reprodutivos do que a transformação do IP4 em A4 ou uma suposta ligação ferroviária Tua-Sanabria.


20090805

Ryanair lança primeira rota doméstica em Portugal (Porto-Faro)

Jornal de Negócios Online
A companhia aérea Ryanair anunciou hoje que vai arrancar com a primeira rota doméstica em Portugal. A primeira ligação será entre o Porto e Faro e vai começar a Outubro.

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Algarvios e Andaluzes passam a ser turistas potenciais do Porto e Norte e não apenas o contrário...


Se a opção é lowcost, é mais seguro o avião. Ryanair em Bragança já !

Diário Digital
Acidente/Bordéus: Vitima mortal é portuguesa - oficial

A única vítima mortal do acidente de autocarro ocorrido hoje de madrugada em França é portuguesa, confirmou à agência Lusa fonte da prefeitura de Landes, Bordéus.

Recorde-se que no autocarro, ao serviço da empresa InterNorte, que fazia a ligação entre a cidade alemã de Estugarda e o Porto, viajavam três motoristas e 53 passageiros, dos quais 48 eram portugueses, três franceses e dois alemães.

O autocarro despistou-se cerca das 03h07 (menos uma hora em Portugal), entre Bordéus e Bayonne, no nó rodoviário de Saugnac-et-Muret, a 70 quilómetros de Bordéus, galgando o separador central da RN 10 e imobilizando-se junto a um viaduto que atravessa a estrada.

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Ver preços Porto-Paris da http://www.internorte.pt/



20090804

Governante galego defende gestão autónoma do ASC

TGV Linha da Galiza vai retirar clientes a aeroportos galegos - Expresso.pt
Questionado sobre a indefinição em relação ao modelo de gestão do Aeroporto de Sá Carneiro, no Porto, o governante admitiu que "a gestão autónoma é sempre melhor, porque é mais próxima do cidadão e conhece melhor os problemas do que uma gestão centralizada".


20090803

Engenheiros 1 - Economistas 0

Jornal de Negócios Online
Registe-se ainda um alerta do bastonário da Ordem dos Engenheiros: Portugal importa 85% da energia que utiliza, e 75% dos bens alimentares que chegam às nossas mesas, uma vez que se destruiu o sistema produtivo no sector agrícola e nas pescas. Estamos falidos e pobres, mas temos ambições de ricos, parecia querer dizer. Foi, na minha opinião, o momento mais alto da sessão.

Catroga, professor, ensinou ainda que a ultima vez que Portugal teve uma balança comercial positiva foi no início dos anos 40, durante a guerra. Que a década terminada em 2007 foi, em termos de crescimento, a pior dos últimos 80 anos. E que só em 2014, na melhor das hipóteses, o nosso PIB vai regressar aos valores de 2007. No meio da discussão entre dois economistas, que avaliavam o impacto futuro das obras públicas no PIB, falava um de 0,1%, enquanto o outro subia a parada para 8,3%. Aqui fica o registo, apenas para ilustrar a ordem de grandeza da baralhação.


Leituras recomendadas