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20090421

Metro do Porto expande-se para a Twilight Zone




Contextualizemos proposta de expansão do Metro do Porto e o debate da linha ocidental na actual situação política e económica:
É notória a fuga para a frente do lobby betão/financiador das grandes obras públicas e dos políticos por ele sustentados, em prejuizo do pagadores de impostos/juros do futuro. Querem rapidamente novos contratos... Com eleições à porta andam a iludir e a criar expectativas irrealistas nos portuenses/portugueses com obras fantasticas impossíveis de realizar na actual conjuntura.
Assim, é absolutamente surreal acreditar na seriedade as propostas do Governo/Metro do Porto actualmente em discussão. É impressionante como o Porto se deixa enganar com tanta facilidade e não consegue contextualizar o que se esta a passar.
Neste aspecto Elisa fala fala fala fala Ferreira ao dizer que o debate tem que ser racional, prestou um melhor serviço do que Rui Moreira, que se deixou usar neste processo.

PS: Logo à noite na RTP vamos ter outro episódio da Twilight Zone.

Credit crisis, recession and PPPs
The reflationary packages of governments to counter the recession typically involve increasing public spending and borrowing. Some of these packages include investment in infrastructure – roads, bridges, railways, hospitals, schools, and the like.
Traditionally, governments themselves have borrowed money to pay for the building of infrastructure, and this is still the main way in which it is financed in most countries. In recent year, there has been an increasing tendency for governments to use public private partnerships (PPPs). These involve a private company raising the money for the investment, and then recouping that investment by operating the asset over a long period, and either charging users – a concession-style PPP – or receiving payments from government – a PFI-style PPP. The key attraction to governments of PPPs is that the finance can be counted as ‘private’ borrowing by the companies, and so does not appear as extra government borrowing; the key attraction for companies is a stream of payments guaranteed by governments for periods of 20 years or more
It might be expected that responding to the recession would increase the demand for PPPs from governments, because they are a way of building infrastructure while limiting the apparent effect on the official government deficit. The recession also provides private companies with even greater incentives to sign PPP contracts, in order to get long-term business from the government at a time when demand from the private sector is falling.
However, the credit crisis means that banks and investors are much more reluctant to lend to private companies at all. As a result, companies are practically unable to borrow money to finance PPPs. There is now clear evidence that very few new PPPs will be signed for the foreseeable future; and that existing PPPs are being affected by inability to refinance their original debt, and lower revenues because of falling demand.

20090225

A «máfia» atacará o Ouro do Banco de Portugal ?


O relatório da BCA Research (via Balancedscorecard.blogspot.com) da conta que Portugal tem, a seguir à Islandia, o maior risco de revisão em baixo dos ratings da dívida pública (considerar gráfico acima publicado). Além de significar que as afirmações governamentais sobre a situação financeira nacional são pura aldrabice, significa também, como tenho referido frequentemente, que não há espaço para investimentos públicos de elevada dimensão, nem para sustentar o super estado central actual nem para Regionalizar sem previamente eliminar funções e estruturas da administração central e local. A não ser que se queira usar as reservas de ouro do BP, em valorização, que fazem de Portugal um dos paises com mais garantias num cenário de desvalorização competitiva de moedas (via descida da taxa de juro) e proteccionismo em que vivemos.
Serão as reservas de ouro de Salazar a salvação para os negócios da «máfia» que circula o Terreiro do Paço ?


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Ao serviço da «Máfia»

1. Historicamente, as organizações de bombeiros sempre foram descentralizadas e destatizadas: Cada território tinha o seu próprio sistema e financiavam-se junto da sociedade civil.

2. Nas últimas décadas as autarquias e estado central passaram a apoiar os bombeiros, mantendo-se, apesar de tudo um organização descentralizada.

3. Nos últimos anos a administração central e suas «máfias» quer passar a controlar este sector de bens e serviços não transaccionáveis e que movimenta milhões. Exemplo disso é a prestação de serviços de transporte de doentes que deixou de ser apenas fornecido pelos bombeiros.

4. No dia em que aparece uma sondagem em se revela a confiança dos portugueses nos bombeiros e a desconfiança nos políticos, aparece de imediato um agente da «máfia» a tentar descredibilizar estes portugueses (ainda) não arregimentados pelo centralismo.

5. Assim se constroi o contexto para que futuramente a gestão e o negócio dos serviços de bombeiros passem a ser geridos em Lisboa ficando por lá as remunerações mais elevadas.


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20090206

Freeport: Cavaco sabe que Sócrates tem culpa, mas assobia para o lado

portugal contemporâneo: assobiar para o lado
Cavaco «Sabe que algum dinheiro foi para camapnhas eleitorais. E como sabe isso, cala-se porque tem telhados de vidro. É exactamente por isso que o regime está podre e o Sr. Silva ajudou e ajuda a apodrecê-lo ainda mais.»

20090130

Bilderberg Balsemão strikes again

Confesso que a telenovela que o situacionismo de Lisboa nos apresenta é muito divertida: A carta rogatória online no Expresso: http://downloadsexpresso.aeiou.pt/expressoonline/PDF/CartaRogatoriaFreeport_300109.pdf

20090129

Especulações credíveis: O golpe de estado em curso

Quem defende a especulação intelectual é Pedro Arroja e companhia . Ao contrário da Econometria que ensinou, para Pedro Arroja bastam 2 observações para fazer um ajustamento e criar uma relação causa-efeito. O Portugal Contemporaneo está cheio de freakonomics . A última tese (?) tem haver com a intensidade sexual e cor da pele ou lá o que é . Pena é parecerem umas freiras de mosteiro quando se especula sobre as respectivas vidas privadas a partir da análise estatistica dos temas dos seus posts...

Entre uma ordem de venda em bolsa para estancar prejuizos e uma de compra proveitosa no Appolo, provavelmente, no meio de tanta especulação sem fundamentação teórica ou empirica, envolvendo genética, psicologia, antropologia, sociologia e outras ciencias não exactas, apenas pedindo emprestado a lógica do cerebro de um taxista, haja perdas de focalização. Por exemplo, na especulação sobre o caso Socrates/Freeport. A tese é que estando a família real britanica envolvida no Freeport, Gordon Brown pretenderia de alguma forma chantagear o trono do seu país. Um pouco bizantino...

Tudo isto para dizer o quê ? A especulação para ser credível tem que maximizar os factos e o senso comum.
O sempre atento José da PortadaLoja e estranha. De facto este violento alarido em volta de Sócrates e o silencio partidário e presidencial são estranhos.

A minha especulação é simples e baseada em factos: Socrates servia para garantir interesses e negócios à oligarquia que circunda o Terreiro do Paço num cenário económico, que acabou. Agora Sócrates é inutil. Além disso, hostilizou Cavaco com o estatuto dos Açores (Cavaco é amigo pessoal do ex-Carlyle Bush pai) e Balsemão com a não salvamento do BPP (fez bem). É altura de correr com ele.

Os 2 Bilderbergs nacionais (Cavaco e Balsemão) lá terá enviado instruções para a sede e como a dona do Freeport, a Carlyle e o grupo «Bilderberg have an interlocking membership», Sócrates está a ser fatiado.

Trata-se de um golpe de estado como ocorreu em 2004 com Santana e como já tinha especulado aqui . Pode ser que o Costa e Rio formem bom governo e o Porto fique livre para LFMenezes avançar com a fusão Porto+Gaia+outros concelhos da AMPorto. Boas notícias para o Norte.

20071231

Apostilas no último dia do ano roto

Pelo menos no BCP haverá oposição e vigilância a sério


Miguel Cadilhe, que tem vontade própria, avança como accionista com uma lista para a direcção do BCP. O especulador e homem de mão da máfia macaense Joe Berardo, já barafusta. Um dia compreenderemos melhor o papel desta personagem em alguns dos casos mais mediáticos que ocorreram no mundo financeiro durante este ano.

Miguel Cadilhe, além da bofetada à clique do Sócrates e do Coelho, também mostra a Menezes, que ainda há dias o recomendava para presidente da CGD numa lógica de troca de boys no bloco central, que não faz parte da larga banda de boys e girls que vivem à custa dos tachos que a partidocracia distribui.

O longo braço de Pinto da Costa (segundo alguns pataratas):

Tiros no Montijo;

E em Lisboa também.
Leituras recomendadas