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20101126

A Zona de Congressos do Porto




Apesar de ser leigo em Urbanismo, Turismo de Negócios e Arquitectura, aproveito a oportunidade que se cria com o aparente recuo da CMPorto na construção de um novo Centro de Congressos nos jardins do Palácio de Cristal/Pavilhão Rosa Mota, para deixar uma sugestão: Criar a Zona de Congressos do Porto. Objectivos:
  • Integrar funcionalmente e paisagisticamente o Centro de Congressos da Casa de Vilar, Pavilhão Rosa Mota e Centro de Congressos e Exposições da Alfandega; É crítico que se criem especializações para cada um dos edifícios e seja prático percorrer a distância máxima entre os extremos (cerca de 800 mts);
  • Evitar mais betão armado promovido pela lisboeta ParqueExpo, à custa de endividamento camarário pago pelos contribuintes actuais e futuros;
  • Trazer os turístas que habitualmente visitam a zona histórica para dentro dos jardins do Palácio de Cristal;
Características:
  • Ligação pedonal entre os 3 edifícios, com ou sem passadeira rolante, com ou sem cobertura; Exemplos: Ponte Henderson Waves em Singapura e a via pedonal sobre Leith Street em Edimburgo;
  • Eventualmente criar também ciclovia;
  • Eventualmente fazer chegar o electrico histórico ao interior dos jardins do Palácio de Cristal;
  • Eventualmente criar um miradouro no cimo do pavilhão Rosa Mota, como o Stockholm Globe Arena.
São apenas ideias que tem que ser estudadas por especialistas.

20081022

O Estado da causa

Cada vez mais estou pessoalmente convencido que a causa da Regionalização/Autonomia do Norte é uma causa perdida e inglória. O Norte não está ainda preparado para este salto em frente. Preocupa-o mais as suas guerras internas de courelas e regos de água do que propriamente o seu progresso material e social. A cultura castreja ainda impera e mata-se mais facilmente à sacholada um vizinho que teve o desplante de retirar uma pequena pedra dos ridículos muros que nos dividem as quintarolas do que se coopera, juntando e integrando recursos, para ganhar massa crítica e fazer economias de escala. Aliás, o mapa dos resultados ao referendo ao aborto é paradigmático quanto ao facto da Área Metropolitana do Porto ser ainda um corpo estranho no conjunto. O Norte é ainda um território socialmente conservador e dum certo modo até reaccionário. Nesta região apenas uma área reúne já condições económicas, sociais e culturais para esse salto em frente: a metapolis que referi no meu post anterior. Qualquer veleidade em separar este corpo é dar fantásticos tiros nos pés.


A causa da Regionalização é também uma causa perdida por outras razões. Porque quando ela vier já não interessa e ninguém lúcido a quererá nesses moldes. Ela virá quando já não existirem fundos europeus para distribuir. Até lá o Estado Central não a promoverá. Depois assistiremos ao paradoxo desse mesmo Estado a impô-la pela força. Durante alguns anos será a glória do paroquialismo bacoco. Assistiremos à proliferação das quintarolas e dos morgadios. Depois a realidade impor-se-á. Certas ‘estruturas’ sociais têm o condão de se imporem independentemente da estupidez de alguns homens. Em volta dessa ‘realidade’ pouco mais haverá que o deserto.


Só mais uma nota final antes de entrar em ‘licença sabática’: eu sou um intolerante!; sou intolerante para com a hipocrisia, a má fé e a mentira.
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