Por exemplo, em Espanha as regiões que mais beneficiam deste factor são as do nordeste (catalunha, valência, aragão, bilbau), pela proximidade ao centro europeu e a concentração populacional da Catalunha, e Madrid pela própria concentração populacional.No entanto, uma análise histórica efecutada por Jesús Lopez-Rodriguez e J. Andrès Faiña revela resultados interessantes. Este factor tem cada vez menor capacidade para explicar o rendimento. Em 1982, a proximidade de grandes mercados explicava 58% da variação de rendimento entre regiões. Em 1999, apenas 42%.
Mais, ao analisar o gráfico disponibilizado apercebemo-nos que a Irlanda é, tal como Portugal, um país periférico. Eles são, no entanto, um dos países mais ricos da UE.
Em conclusão: A concentração é, cada vez menos, um factor relevante para o crescimento económico. As desculpas para o concentracionismo acabaram.
Estudo disponível aqui (seleccionar artigos, ensaios, e depois o seguinte ensaio: "Does distance matter for determining regional income in the European Union? An approach through the market potential concept").