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20070918

Política de turismo do norte com cem milhões de euros até 2013

"A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) apresentou hoje a política para o desenvolvimento do turismo na região, uma iniciativa inédita em Portugal que contará com cem milhões de euros de fundos comunitários até 2013.

Esta verba é canalizada através do Programa Operacional Norte do QREN, o Quadro de Referência Estratégico Nacional, que enquadra os fundos comunitários para o período 2007-2013, e "uma parte significativa" será destinada ao desenvolvimento do turismo no Vale do Douro, disse o presidente da CCDRN, Carlos Lage.

"Penso que somos pioneiros ao propormos uma política de turismo regional", disse Carlos Lage, defendendo a necessidade de ser criada a Região de Turismo do Norte, com uma política de turismo regional para "responder à ausência de uma política de turismo para o norte do país"."Temos um diagnóstico, uma estratégia e uma política de turismo para a região", frisou o presidente da CCDRN, defendendo que a elaboração desta política pretende "contribuir para regenerar a economia regional". Para Carlos Lage, a política regional de turismo "já deveria existir há muito tempo", considerando ser "quase criminoso" não ter sido ainda devidamente aproveitado o potencial turístico da região norte.

(...) A CCDRN pretende que o norte do país seja "uma das regiões de maior crescimento turístico" em Portugal, assumindo-se como um destino de excelência
histórico-cultural, além de se tornar no primeiro destino enoturístico nacional. O norte do país deverá ainda tornar-se no primeiro destino de turismo de natureza e rural em Portugal.

Para atingir estes objectivos, foi definida uma estratégia centrada no lema "Uma região — Quatro destinos", que divide o norte do país nos destinos Minho, Porto, Trás-os-Montes e Douro.No início de 2008, segundo Carlos Lage, a CCDRN estará em condições de divulgar as condições de acesso aos cem milhões de euros que se pretende que mudem a face do turismo no norte do país até 2013."

Comentário 1: Uma boa notícia para o Norte. Já não era sem tempo.
Comentário 2: Não deveria apresentar isto apenas quando já pudesse também divulgar as condições de acesso?

20070705

Região norte reclama 8 mil milhões de euros do QREN

A economia da Região Norte deverá crescer 1% acima da média nacional, durante os próximos seis anos. Pelo menos, é essa a expectativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) face à estimativa de a região receber, no mínimo, 8,1 mil milhões de euros, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e aos sinais de retoma esboçados em 2006.

À luz da convicção da CCDR-N, o bem fazer passa por uma cuidada utilização das verbas a que o Norte pode candidatar-se, no âmbito dos Programas Operacionais Temáticos do QREN, garantidos que estão os cerca de 2711 mil milhões de euros do Programa Operacional Regional.

Consciente da importância de garantir a maior fatia possível dos 21,5 mil milhões de euros de fundos do QREN destinados a Portugal, a CCDR-N definiu como prioritária a elaboração de sete agendas temáticas:

  • Inovação
  • Internacionalização
  • Clusters regionais (nas áreas do mar, indústrias criativas, moda, saúde e turismo)
  • Empregabilidade
  • Redes regionais de serviços de apoio à competitividade (nos sectores dos transportes, energia, região digital e acolhimento empresarial)
  • Sistema urbano e desenvolvimento rural sustentado
A tarefa contará com a contribuição de um conjunto de peritos, entre os quais se destacam nomes como Ana Teresa Tavares, vice reitora da Universidade do Porto, Mário Jorge Leitão, director do Inesc Porto, Vergílio Folhadela, da fundação de Serralves, António Babo e Oliveira Fernandes.

"Destas sete agendas temáticas esperam-se obter não mais estudos, mas verdadeiros programas de acção em áreas seleccionadas, para um horizonte de curto-médio prazo", explicou Carlos Lage. São iniciativas para um horizonte até 2010.

Entre essas agendas constam projectos que já estão a ser elaborados, um deles tem a ver com a criação de um grande pólo na área das ciências da saúde, com vocação internacional. Há ainda um outro projecto na área das indústrias criativas, no qual a CCDR-N tem a vindo a trabalhar com a Casa da Música e com a Fundação de Serralves.

"Não estamos a partir do nada. Estamos a trabalhar há meses com vários actores regionais", esclareceu Carlos Lage. "Destas sete agendas temáticas esperam obter-se, não mais estudos, mas verdadeiros programas de acção em áreas seleccionadas", acrescentou o presidente da CCDR-N.

Entre os programas do PONorte está o Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, um projecto há muito reclamado pela região e que agora se irá concretizar. Este projecto do Douro enquadra-se no eixo prioritário dois do PONorte de valorização económica de recursos específicos. Este eixo tem uma verba alocada de 280 milhões de euros. Mas a CCDR-N espera ter também uma palavra importante relativamente à captação de recursos financeiros dos três programas temáticos do QREN.

Compilado do Jornal de Notícias e do Jornal de Negócios

20070619

Comissão Burocrata vs. Governo Regional

Rui Moreira vai promover dois estudos: um para a opção Portela+1, e outro para a gestão regional do ASC (Aeroporto Sá Carneiro). Rui Moreira é o presidente de uma associação de privados, financiada com dinheiros privados, que defende interesses privados. Neste caso, o interesse privado coincide com o interesse público da região.

Já a CCDRN, que deveria defender o interesse público, e que é financiada por dinheiros públicos, nada está a fazer. Os nortenhos esperariam este comportamento (de encomendar estudos) da CCDRN, não da ACP.

Ora, porque é que a CCDRN não avançou com o estudo? Simples. Porque é uma organização dominada por burocratas ao serviço do Estado Central. Não tem incentivos a encomendar os estudos. Antes pelo contrário. Tenho muito respeito pelo Carlos Lage. O que digo aqui, diria de quem fosse o Presidente da CCDRN. Mas, em termos formais, ele não é mais do que um burocrata.

Burocratas regionais:

  • São nomeados pela administração central
  • Quais vassalos, estão unidos por uma relação de fideles aos políticos que os nomearam
  • A sua primeira preocupação é não incomodar esses políticos
  • Defendem os interesses da administração central
  • Defendem o interesse regional desde que isso não "faça ondas"
  • São extensões do estado central
  • O modelo de desenvolvimento resultante privilegia a centralização

Políticos regionais eleitos:

  • Têm legitimidade democrática directa por via da eleição
  • Não são vassalos de políticos da administração central
  • Estão vinculados aos compromissos que assumiram quando foram eleitos
  • Defendem os interesses da região a que presidem
  • "Fazem ondas" desde que isso defenda o interesse regional
  • São contra-poder ao Estado Central
  • O modelo de desenvolvimento resultante privilegia o desenvolvimento integrado do território
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