A mesma revista escolheu, também, seis vinhos portugueses para a sua lista das «100 melhores compras», elaborada com base na relação preço/qualidade. São eles o Portal do Fidalgo Vinho Verde Monção Alvarinho 2006 (91 pontos. 15 dólares, 10,60 euros), Muros Antigos Vinho Verde Escolha Loureiro 2006 (90 pontos,12 dólares, 8,5 euros), Fuzelo Vinho Verde Monção (90 pontos, 7 dólares, 5 euros), Aveleda Vinho Verde Quinta da Aveleda 2006 (90 pontos, 8 dólares, 5,65 euros), J&F Lurton Douro Pinheiros 2004 (90 pontos, 18 dólares, 12,70 euros) e Croft Porto Quinta da Roeda 2004 (92 pontos, 45 dólares, 31,80 euros).
Uma esmagadora maioria de minhotos alvarinhos e maduros do Douro, que são aliás os meus vinhos preferidos. O que me espanta é que os vinhos alentejanos (que ainda têm boas casas como a Herdade do Esporão) sejam ainda os mais vendidos em Portugal. Talvez seja pelas mesmas razões que, segundo dizem, o Benfica ser o clube com mais adeptos ou se vote no PS e/ou PSD por inércia. Em Demografia chama-se a isto "efeito de geração". Mas, como o nome indica, isso passa. As gerações desaparecem e são substituidas.
De qualquer maneira, esta notícia, somada à recente constatação do crescimento exponencial do turismo de qualidade no Norte de Portugal, é exemplificativa do enorme potencial desta região e daquilo que nos tem sido sonegado nas últimas décadas.