20090411

Obras públicas portuenses com custos superiores aos benefícios sociais

A construção do metro Ocidental é uma oportunidade para analisarmos o nosso historial nas obras públicas recentes:
Entretanto:
Rui Moreira qualifica bem a mentalidade recente dos portuense ao qualificar-nos de novos-ricos... Nada que uma boa dieta/crise não possa resolver... Por isso é muito importante que a linha Ocidental inicie um novo ciclo de investimentos públicos com elevados padrões de custo/bnefício social.

20090410

Olando Soares Gaspar (PS) propõe metro Ocidental a poente de Diogo Botelho para controlar os custos

Público 2009.04.10: Onde a questão se complica é na movimentada Rua de Diogo Botelho, onde se situa a Universidade Católica. "Aqui, não sou tão afirmativo como em relação à Via Nun'Álvares", diz, aludindo aos "custos onerosos" do enterramento da linha. Num exercício de abstracção, o ex-deputado municipal interroga-se: "E porque não criar um canal lateral à própria rua, no sentido poente, só para a passagem do metro, deixando o perfil de Diogo Botelho exclusivamente para o trânsito automóvel?", pergunta.

A falácia da Senhora da Hora e o Metro de Londres



As restrições ao trafego na Sehora da Hora, argumento usado para justificar a linha da Boavista e Campo Alegre é falacioso. Se as linhas de Matosinhos, Povoa e Maia terminarem na Sª da Hora e daqui se iniciar uma nova linha em direcção ao estádio do Dragão, acabam de imediato as restrições. Lembrará o leitor atento: Isso obriga a transbordo. É verdade e depois ? A necessidade de transbordo numa rede de metro aumenta à medida que aumenta o número de linhas. Seleccione 2 locais aleatórios na rede de metro de Londres ou Paris e verifique se tem a sorte de não necessitar de transbordo.
  • Conclusão 1: A restrição resolve-se apenas com redesenho das linhas. Provavelmente isso irá acontecer quando a linha para Gondomar estiver em funcionamento...
  • Conclusão 2: O Metro do Porto usou um argumento falcioso e ninguem o detectou ou se esforçou por detectar, nem mesmo quem acusa o Porto de novo-riquismo...

20090409

Elisa Ferreira propõe investimentos racionais no Metro Ocidental

Lusa - Elisa Ferreira propõe investimentos racionais no Metro Ocidental

Se Rui Moreira não se concentra, ainda é ultrapassado em credibilidade pela Eliza fala fala fala fala Ferreira...


A «versatilidade» do Metro do Porto e da Bombardier; A inflexibilidade portuense na linha Ocidental

























1. Oliveira Marques afirmou com orgulho que uma das caraterísticas do sistema era a sua versatilidade: É urbano e sub-urbano; É à superfície e é enterrado. Não concordo com a apreciação positiva. A heterogeneidade que afirma é uma característica do mau planeamento inicial, entretanto já assumida. Além disto, o sistema vai passar a ter 2 tipos de composições, o Flexity Trams e o Flexity Light Rail Vehicles. A única costante neste momento é existência de apenas um fornecedor de veículos e toda a rede ser em via dupla e em canal reservado. Coerentemente, podemos concluir que não haveria nenhum drama se o Metro do Porto, em novas linhas, continuasse com esta heterogeneidade.

2. Verdadeiramente o nosso Metro é considerado no site da Bombardier como Light Rail Vehicles e não como Metros. Ora isto tem uma consequência: «Trams»/electricos modernos/«Light Rail Vehicles» há muitos de muitos tipos.... A Bombardier e outros fornecedores tem flexibilidade para fornecerem veiculos à medida das necessidades, nomeadamente veiculos de menor gabarito/largura como o sistema de Dresden acima ilustrado, também da mesma classe do veículo do Metro do Porto.

3. Com a flexibilidade do nosso sistema e com a flexibilidade dos fornecedores de veículos ligeiros sobre carris, não vejo nenhuma razão para excluir o canal da Marginal para a instalação de uma linha de Tram ou «Metro» para servir a zona ocidental. Isto é sobretudo pertinente como alternativa ao troço tunelado e caro entre S.Bento e o Fluvial. Começa a ser estranho o unanimismo à volta do enterramento em Diogo Botelho e a ausência de debate no troço S.Bento e o Fluvial. Só os pagadores de impostos se queixam...

20090408

Alargar as alternativas em análise para a linha Ocidental

Guided Light Transit:


























(Nancy, França)


Bus rapid transit



(Nantes, França)

Modern trolleybus
(oportunidade de negócio para a Efacec/SalvadorCaetano):


























(proposta para Edinburgo, UK)

20090406

Aleluia: 3 coincidências anunciam a «chegada do FMI» e fim do NAL, TGV Lisboa-Madrid e TTT




Cavaco acordou ? Acordou mesmo ? Quem tem culpa somos nós, o Norte

Cavaco, hoje critica grandes projectos e prioridade a temas fracturantes.
Porém será isto significativo ? O que andou a fazer nos últimos tempos ? Qual é a utilidade de um presidente tão lento a vêr o óbvio ? E será sincera a preocupação ? Recordemos:
1. No final dos anos 80 Cavaco disse: «Acho que portugal não tem dimensão para ter um desenvolvimento multipolar. Por isso devemos apostar tudo na única região que tem possibilidades de competir a nível internacional».
2. O José da Porta da Loja refere a pouca vergonha que é «senadores» lisboetas recomendarem corte de salários como solução para a crise quando eles próprios auferem várias reformas. Cavaco é um dos tais.
3. Não faltam discursos presidênciais hipocritas ou pouco sérios na defesa da interioridade, das PMES e de apelo «à capacidade de resistência dos portugueses em época de "exigência e de luta"». E acções ?
4. Cravinho fala em italianização do regime. O polvo socrático é grande. Verifica-se a perda de dignidade do Estado. A meses da data oficial das eleições legislativas é vergonhoso Cavaco não demitir o governo e marcar eleições antecipadas, uns meros 3 ou 4 meses de antecipação.
5. Não o faz por uma suspeita simples: Cavaco está refém de Sócrates por causa do BPN/Dias Lorireio e financiamento da sua campanha presidêncial.
6. Cavaco ganhou as eleições com 57% dos votos obtidos na metade norte de Portugal. Enquanto que o Porto e o Norte não tiverem pensamento próprio e representantes vincadamente regionalistas, andaremos sempre a sustentar quem cinicamente nos prejudica.

20090405

Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia

Ainda o Metro Ocidental

O artigo de Alexandre Brumester na Baixa do Porto e de Rui Moreira no Público merecem reflexão e resposta da minha parte. Em princípio, amanhã de manhã. A minha tese é que o Porto tem que ponderar mais e melhor sobre as obras públicas que protagoniza dado que o historial não é abonatório e a conjuntura económica e centralista não ajudam. Se o metro Ocidental representam uma nova era ou não, é o que é necessário compreender.

20090404

Vilarinho das Furnas, Gerês

Bom Jesus, Braga

Sobre direitos de autor ler esta nota. http://www.flickr.com/photos/ruialmeida/2142117985/

Diferenças entre portuenses e bracarenses

Em 2001, os portuenses não gostaram do regresso de Fernando Gomes, nem do PS, nem da gestão de Nuno Cardoso. Para o bem e para o mal, votaram em Rui Rio.
Braga, necessita de intervenção externa para se livrar de Mesquita Machado. Sozinhos não iriam lá.

20090403

Das políticas para a polítca: O metro Ocidental

1. Rui Farinas: O argumento de que devemos replicar o desvario no investimento público de Lisboa não cola, na minha opinião. Só tendo credibilidade moral é que se pode criticar. A situação financeira nacional não vai permitir as megalomanias previstas para Lisboa, por muito que o status quo as reafirmem. Após a campanha e pré-campanha eleitoral em que vivemos, iremos constatar isso mesmo. Por isso o que é sensanto é apresentar projectos pragmáticos e concretizáveis em 2 ou 3 anos e não fantasias prometidas para depois de 2020. Os residentes do Porto merecem serviços públicos baratos , úteis, oportunos, para ajudar à crise e não promessas fantásticas. Além do mais, os pagadores de impostos, onde me incluo, também merecem respeito e o que pouparmos neste sobra para outros projectos também no Porto ou no Norte.... Que melhor cartão de visita pode o Porto apresentar aos seus visitantes do que mostrar exemplos de projectos que envolvam a recuperação do passado, com custos controlados e com grande eficiência/utilização/operacionalidade ? Só consegue isto quem é verdadeiramente inteligente... Construir sobre um papel branco sem controlo de custos, qualquer um o faz, ... Até os lisboetas...

2. Pedro Aroso e Rui Moreira (comentário entretanto removido): Agradeço o convite mas não poderei estar presente. A parte da linha Ocidental mais crítica, porque mais cara, é a componente S.Bento-Fluvial. A ligação Fluvial - Matosinhos nunca será polémica porque pertence a uma zona excêntrica da cidade, com baixa densidade populacional e urbanística, existindo várias alternativas de traçado (litoral, Diogo Botelho ou mais a norte/interior).


3. Aliás, estamos todos a cair no engodo do governo Sócrates: Criaram a linha Ocidental para nos manter entretidos. Como seria de esperar, ninguém do governo ou PS Porto se deu se deu ao trabalho de estudar uma 2ª alternativa ao traçado pela avenida da Boavista: A ideia visionária e de boa fé de E. Gardé , reforçada por mim em Setembro passado e por António Alves recentemente . A todos os leitores da Baixa do Porto/Norteamos/RenovaroPorto, recomendo a reflexão sobre a análise custo-benefício de usar o ramal da Alfândega e o canal da linha de electrico histórico da marginal para ligar por metro/elétrico moderno, Campanhã ao Fluvial (pelo menos). É que um traçado deste género, em canal próprio, rápido, também enterrado (entre a ponte do Infante e a Alfandega), realista, realizável num futuro próximo, low-cost, parcialmente já construído, teria uma consequência importante: Obrigaria necessariamente a uma capilaridade/mobilidade pedonal reforçada entre a margem do Douro (onde se situa o canal) e a cota alta e histórica, Palácio de Cristal/Bombarda/Hospital de S António/Cordoaria/Clérigus/S.Bento onde se situam os polos geradores de tráfego. Estou a falar concretamente de sistemas de túneis, escadas/passadeiras rolantes e elevadores e «shutlle bus». Criaria finalmente a oprtunidade de recuperção da zona histórica que todos por aqui há muito ambicionam. Provavelmente um negócio muito mais lucrativo para a CMPorto do que a nova avenida na praça do Império.

PS: Brevemente publicarei um Powerpoint alusivo a este tema.
Leituras recomendadas