20090331

Teach yourself «Drenagem» in 10 minutes - Parte 1/2

O «norteador» Ventanias comentava: «Diria que é chegado o tempo de começarmos a denunciar os erros de planeamento que justificam as opções do Governo, sem cairmos sempre na tentação de reduzir as questões ao eventual prejuízo do Porto e do Norte».
O problema, caro Ventanias, é que as decisões do governo passam sempre por prejudicar o Norte ou resto de Portugal. Não por causa de qualquer obsessão malévola dos lisboetas, administração central ou «máfias» que circulam o Terreiro do Paço. Eles nem se quer pensam nisso. A razão é muito prosaica. É que, no resto de Portugal e sobretudo na metade Norte, está o mercado/população/empresas/clientes que rentabilizam os projectos de natureza socialista (diria melhor, de natureza estalinista), que Lisboa permanentemente emite (Expos, CCBs, Benficas 6 milhões, NAL, «ligação à europa por TGV», concentração da administração pública central, privatização de serviços públicos, como por exemplo a ANA, etc).
Tudo isto tem a ver com o modelo de crescimento económico da região de Lisboa: Concepção e administração de Serviços não Transaccionáveis (SNT). Enquanto o Estado Central tiver funções ao nível da economia, houver impostos nacionais ou europeus para gastar e a actividade económica da região de Lisboa se concentrar no fornecimento de SNT (administração pública, comunicação social/cultura, sistema financeiro, gestão de energia, gestão de infra-estruturas, etc) o modelo desenvolvimento económico por Drenagem permanecerá. Os respectivos lideres empresariais estarão sempre a procurar novas modas/ideias/projectos para fornecer o Estado Central e para angriar clientes no resto de Portugal. Exemplos recentes são a centralização de serviços de assitência civil ou gestão do fornecimento água, como explica o 1º parágrafo da história da Águas de Portugal. (Continua amanhã)

20090330

Inovação «made in» Bragança: Finalmente um partido político defende a Regionalização por Fusão de Autarquias

MMS - Movimento Mérito e Sociedade - Bragança
Para o MMS-Bragança a regionalização é desejável. Contudo, não embarca na euforia e no desgoverno de adicionar novos níveis burocráticos, parlamentares, ou qualquer outra estrutura política entre as autarquias e o governo central. Se por um lado se pretende descentralizar, no sentido de transferência de competências do governo central para as regiões, por outro pretende-se centralizar as decisões políticas regionais, diminuindo a componente política das câmaras municipais para potenciar o governo regional. As benesses da regionalização diluir-se-ão se esta não for bem implementada e, se há algo que Portugal não necessita é do alargamento dos quadros (leia-se jobs) políticos. As câmaras municipais devem centrar-se nos serviços de qualidade que devem fornecer aos munícipes, reduzindo o excessiva politização que actualmente comportam. O modelo de regionalização preconizado pelo MMS-Bragança assenta, numa primeira fase, na fusão de administrações autárquicas em regiões intermunicipais com interesses comuns que poderiam elevar a sua escala, competitividade e acesso ao financiamento de projectos estruturantes em benefício da qualidade de vida das populações e das economias de escala com gestão mais proficiente. Será muito difícil passar de golpe, de 308 autarquias a menos de 10 regiões. O processo deve ser progressivo e, de alguma forma, evoluir naturalmente pelas associações espontâneas e consensuais, primeiro de regiões intermunicipais menores, para numa segunda fase se realizarem uniões de regiões intermunicipais em sub-regiões maiores, culminando numa terceira fase com a formação das regiões administrativas de dimensão adequada. O caminho que o MMS defende é a passagem de ~300 autarquias para ~100 regiões intermunicipais, mais tarde de ~100 para ~30 sub-regiões, e numa última fase as câmaras municipais e o governo central cederiam as definitivas competências para se formarem 8-10 regiões administrativas em Portugal Continental. Este processo poderá levar uma década a concretizar-se, afigurando-se-nos como o tempo adequado para minimizar os impactos da transformação da administração regional


20090329

Estação Parque da Maia

CCRDNorte entra no negócio da promoção imobiliária. Enfim.

Notícia - REGIÃO DO NORTE LANÇA AS BASES DE UMA REDE DE INFRA-ESTRUTURAS DE APOIO À INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE - A Comissão Directiva do ON.2 – O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte 2007/2013), presidida por Carlos Lage, fez hoje o balanço dos concursos lançados com o objectivo de criar as bases para a criação de uma rede regional de Infra-estruturas de Apoio à Inovação e Competitividade e assegurou que, neste domínio, a Região Norte garante, durante 2009, a aplicação de 109 Milhões de Euros de fundos estruturais. O montante serve sobretudo o apoio à criação e dinamização de Parques de Ciência e Tecnologia, Incubadores de Empresas de Base Tecnológica e Áreas de Acolhimento Empresarial, numa rede regional que garante o investimento de 156 Milhões de Euros.

Na calha está o co-financiamento de projectos para a criação de, pelo menos, cinco novas grandes Áreas de Acolhimento Empresarial com lógica condominial, numa área de infra-estruturação de 300 a 600 hectares, para o apoio de 250 empresas de base tecnológica em Parques ou Incubadoras e criação de outras 280 unidades. Das projecções dos concursos lançados, é ainda possível estimar a ajuda comunitária para o desenvolvimento de 100 start-ups tecnológicas.



20090328

Gerês

Teach yourself about how «Máfias do Terreiro do Paço» work

Alívio: Mesmo usando as reservas o deficit externo mantem-se elevado face ao PIB


Fonte:
  • http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_foreign_exchange_reserves
  • http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_(nominal)
  • http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_current_account_balance

Ontem especulava se o facto de possuirmos resevas cambiais ao nível dos países orientais nos permitiria avançar para investimentos grandiosos (TTT, NAL, TGV). Efectivamente, não permite. No gráfico acima apresento (Reservas+Deficit)/PIB. Isto é, qual o peso no PIB do deficit da balança de pagamentos se usarmos as reservas cambiais para o pagar. Verifica-se que no caso nacional, continuamos em má companhia. Portanto o peso do deficit externo é tal que nem as reservas com padrão «asiático» nos acudem.

20090327

Teach yourself «Máfias do Terreiro do Paço» in 4 steps

1. Aqui Rui Moreira diz que o grupo Mello é um dos principaos responsáveis pela economia de Bens e Serviços Não Transaccionáveis, sedeada em Lisboa e, desde antes do 25 de Abril, beneficiária de apoios e facilidades da Administração Central;
2. A Brisa, empresa do grupo Mello, tem vindo a perder tráfego nas suas auto-estradas;
3. No site da Brisa podemos ver que tem a consessão da A4 – Auto-estrada Porto/Amarante que liga Amarante a Marco de Canavezes;
4 Troço da Linha do Tâmega entre Amarante a Marco de Canavezes encerrado.
Coincidência ?

20090326

Metro do Porto: Still crazy after all these years

Metro do Porto em falência técnica - A Empresa do Metro fechou o ano passado em falência técnica. No Relatório e Contas de 2008, aprovado esta quarta-feira, reitera-se a manifesta insuficiência de apoio do Estado ao projecto, que só avança com empréstimos bancários.

Metro do Porto: Comissão de Acompanhamento prefere Linha do Campo Alegre totalmente enterrada - Porto, 25 Mar (Lusa) - A Comissão de Acompanhamento da Linha de Metro da Zona Ocidental do Porto vai sugerir o enterramento total da linha no interior do Concelho do Porto, disse hoje o presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira. Aquele responsável falava em conferência de imprensa convocada para dar conhecimento público dos trabalhos da Comissão, que também integra Lino Ferreira, vereador do Urbanismo da Câmara do Porto e o arquitecto José Carapeto, quadro técnico da autarquia.


É incompreensível como esta malta vive num mundo de ilusões.
- Ainda não deram conta que não há crédito para estes projectos ?
- Ainda não compreenderam que mesmo que houvesse, Lisboa iria sempre fechar a torneira o máximo possível ?
- Ainda não compreenderam que quem paga o Metro são os contribuintes e que as soluções encontradas não podem ser enterrar metros apenas por questões urbanísticas/paisagísticas, porque essa solução é mais cara ?



Banco Central da China propõe a reforma do sistema financeiro internacional, defendendo os DSE.

The People's Bank of China-Reform the International Monetary System -Zhou Xiaochuan. Obama já veio dizer que discorda. Nós, norteamos os leitores sobre importantes alterações na economia.

20090325

Comunicado do MCLT - As Linhas do Tua, Corgo e Tâmega

Esta noite foram encerradas as Linhas do Corgo e do Tâmega. Na calada da noite e sem aviso prévio, tal como aconteceu em 1992, com a Linha do Tua, quando o Governo de então era chefiado pelo actual Presidente da Republica, o Prof. Aníbal Cavaco Silva.
As razões, as mesmas de sempre, a segurança! Este Governo não investe em Trás-os-Montes: fecha por motivos de segurança ou de economias de facilitismo de curto prazo.
O Movimento Cívico pela Linha do Tua, não pode deixar de mostrar um profundo desprezo pelas iniciativas deste Governo no que toca às suas politicas para o caminho-de-ferro no Interior transmontano e à forma como atenta contra a dignidade das pessoas que teimam em viver na região. Viver no Interior profundo, viver em Trás-os-Montes, é uma prova de resistência e uma prova de amor à terra, no seu sentido mais profundo, que poucos parecem entender.
O Movimento Cívico pela Linha do Tua solidariza-se com as populações das zonas afectadas pelo encerramento das linhas do Corgo e do Tâmega, e espera que também os deputados eleitos pelos circulos de Vila Real, Bragança e Porto, se manifestem e defendam os interesses dos cidadãos que os elegeram; uma oportunidade e um privilégio de poucos e que até ao momento têm ignorado, de forma politicamente consciente e pouco digna, convém sublinhar.
Exigimos assim, à semelhança do que tem sido a nossa postura face à Linha do Tua, respeito pelos utentes e pelas populações locais. Uma vez que se o esforço de consolidação de segurança é louvável, já não o é o estado a que deixaram chegar a infra-estrutura para ser preciso encerrá-la na sua totalidade. Ou, de forma tão flagrante como aquando da Noite do Roubo em Bragança em 1992, não estão a ser honestos quanto à verdadeira intenção destes encerramentos, pelo que se exige um plano de modernização e o início da intervenção na via imediatamente, e não em datas que nem a própria tutela sabe adiantar porque nem sequer pensaram nestas.
O Tua, Corgo e o Tâmega são sustentáveis e só terão futuro com as populações e para as populações.
Pelo desenvolvimento sustentável de toda a região duriense e transmontana,
Movimento Cívico pela Linha do Tua, 25 de Março de 2009 
Contactos: 91 682 22 37 / linhadotua@gmail.com

Reservas cambiais nacionais seguem mais o padrão asiático do que o ocidental


Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_(nominal) e http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_foreign_exchange_reserves

Será que o facto de possuirmos reservas cambiais face ao PIB melhores do que importantes paises ocidentais, permitirá os mega investimentos em Lisboa (TTT, NAL, TGV) ? Resposta amanhã.

20090324

Exames nacionais

Alguns estudantes pedem o fim dos exames nacionais por serem uma barreira no acesso ao ensino superior. Estes estudantes estão iludidos. Os exames nacionais (salvo uma pequena e relevante excepção que referirei no final deste post) não são uma barreira. São uma garantia de equidade para os estudantes.
Há uma barreira no acesso ao ensino superior, mas não é o critério de acesso, é o facto do número de vagas ser inferior à procura. Mude-se o critério de acesso (por. ex. só as notas do secundário) e o número de vagas preenchidas será o mesmo. Há uma excepção, que se refere aos cursos que não preenchem as vagas todas, e que exigem uma nota mínima (9,5). Mas neste caso (que corresponde a um número reduzido de vagas) está-se apenas a recusar alunos que manifestamente não estão preparados para frequentar o ensino superior.
Assim, estes estudantes mostram uma total falta de inteligência. Se querem reduzir barreiras ao acesso podem pedir o aumento do número de vagas (e a eliminação das notas mínimas), mas não o fim dos exames nacionais. Os exames são a única garantia de equidade entre alunos, ao assegurar a comparabilidade de diferentes estabelecimentos de ensino, minimizando o efeito de escolas demasiado brandas ou exigentes, e das situações de "compras" de notas.
Estes estudantes propõem reduzir a meritocracia e aumentar o chico-espertismo. O chico-espertismo até pode ser útil para muitas situações. Mas raramente é útil para concluir um curso superior.

Moeda mundial a caminho: DSE - Direitos de Saque Especiais

Alguém explica à ERC o que é a livre iniciativa privada?

"Quanto à Telecinco, a entidade reguladora considerou que as estimativas para o plano de negócios eram “claramente irrealistas”, tendo em conta a actual situação do mercado publicitário em Portugal."
Eis o cúmulo dos entraves ao empreendedorismo: o Estado impedir a criação de uma empresa porque ela pode dar prejuízo.

Título alternativo: Porque não colocar a ERC a avaliar os projectos do Estado (TGV, Aeroportos, etc)?
Leituras recomendadas