P.S. Quando é que a PT deixa de ser uma empresa pública?
20090318
Acontecimento «blogosférico» do ano: Elaine Supkis chega ao Youtube
Elaine Meinel Supkis é uma «blogger» americana que sigo há cerca de 2 anos e que acertadamente previu e descreveu os acontecimentos eonómicos presentes.
20090316
20090315
Economia do Norte a lisboatizar-se 2
Jornal de Negócios Online

Joaquim Oliveira, proprietário da Controlinveste, um dos maiores grupos de comunicação social do país, vai ter mais três anos de período de carência no empréstimo de cerca de 300 milhões de euros contraído junto do Banco Comercial Português (BCP), noticia hoje o "Público".

20090314
Economia do Norte a lisboatizar-se 1
Jornal de Negócios Online

O mercado organizado de resíduos (MOR) poderá estar operacional ainda este ano. Sete consórcios demonstraram interesse na gestão da futura bolsa de resíduos, na sequência do apelo do Ministério do Ambiente, tendo a proposta do consórcio constituído pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), Efacec, Vortal e Suma (do grupo Mota-Engil) sido classificada como a mais vantajosa.

20090313
Como é possível...
... um candidato a primeiro ministro vir ao Norte e não ter opinião sobre o tema mais importante para a região?
Os Ruis perdem oportunidades e fazem-nos perder tempo. Precisam-se de «maus hábitos»
1. A a crise actual não permitirá (e bem) os grandes investimentos públicos, mas também não permitirá a Regionalização idealizada há 40 anos .
2. A Regionalização também não avançará porque, quer se queira quer não, é interpretada por uma larga maioria de eleitores como «tachos» para a classe política, actualmente a mais desprestigiada em Portugal.
3. Por fim, a Regionalização, quer se queira quer não, significa retirar poder à administração pública sedeada em Lisboa e seus responsáveis pelas decisões de fornecimentos, actividade propícia ao tráfico de influências que reduz a qualidade da nossa democracia. O mesmo se passa em pequena escala ao nível das autarquias locais. Também estas receam a perda de poder e respectivas consequências no pequeno tráfico de influências.
4. Assim por muita razão que nos assista, não vele a pena continuar a insistir no diagnóstico da situação económica do Norte e gritar contra Lisboa e seus protagonistas em tom severo, delicado ou outro. Não resulta. Já se anda nesta ladainha há dezenas de anos. Portanto, caro Rui Moreira, porquê insistir com MFLeite no tema Regionalização desta forma cega ?
5. Na minha opinião a única forma de implementar a Regionalização é apresenta-la aos eleitores como uma reforma profunda da administração pública, para poupar impostos aos contribuintes sem reduzir as funções do Estado (nomeadamente as sociais). Nesta alternativa, a criação de regiões administrativas deverá ser compensada pela redução do peso da administração local e/ou central, incluindo na dose certa as seguintes componentes:
6. A blogosfera já fez o trabalho de casa:
7. Não faltam economistas portuenses regionalistas (mas não de aviário) para estudarem mais aprofundadamente um reforma deste género:
Não dá para a ACPorto ou a CMPorto patrocinarem um estudo ou uma mera reunião de fim de semana onde em «brainstorming» se defina os traços fundamentais de uma alternativa realista adaptada à conjuntura e conjugação de forças actuais ?
8. Rui Rio anda a reboque dos acontecimentos. Hoje é Regionalista, amnhão não sabemos. Daqui por 1 ano, quando for ministro das finanças, vai esquecer, com o cinismo habitual, tudo o que agora anda a dizer . Não vale a pena criar qualquer expectativa. Porém Rui Moreira já defendeu (e bem) a fusão de autarquias Porto-Gaia-Matosinhos. Porque não voltar a insistir nesta tese ? Vamos precisar de outros 10 longos anos para se chegar à conclusão que a criação de Regiões Administrativas só é viável se implicar equivalente extinção de poder/gastos/despesa/funcionários/políticos na administração local e central ? Que tal frequentar umas noites de MausHabitos ou outros ambientes alternativos portuenses para se ganhar alguma imaginação?
PS: Rui Moreira afirmou em entrevista que o Porto «tem uma visão sebastiânica», continua à espera de um líder». Acho que não acerta na análise embora ande lá próximo. O correcto é que os lideres portuenses não podem é empatar o Porto e demorarem 10 anos a ajustarem-se às opiniões da maioria da população residente. Desde 1998 que o Porto, Gondomar, Matosinhos são maioritariamente favoráveis à Regionalização.
2. A Regionalização também não avançará porque, quer se queira quer não, é interpretada por uma larga maioria de eleitores como «tachos» para a classe política, actualmente a mais desprestigiada em Portugal.
3. Por fim, a Regionalização, quer se queira quer não, significa retirar poder à administração pública sedeada em Lisboa e seus responsáveis pelas decisões de fornecimentos, actividade propícia ao tráfico de influências que reduz a qualidade da nossa democracia. O mesmo se passa em pequena escala ao nível das autarquias locais. Também estas receam a perda de poder e respectivas consequências no pequeno tráfico de influências.
4. Assim por muita razão que nos assista, não vele a pena continuar a insistir no diagnóstico da situação económica do Norte e gritar contra Lisboa e seus protagonistas em tom severo, delicado ou outro. Não resulta. Já se anda nesta ladainha há dezenas de anos. Portanto, caro Rui Moreira, porquê insistir com MFLeite no tema Regionalização desta forma cega ?
5. Na minha opinião a única forma de implementar a Regionalização é apresenta-la aos eleitores como uma reforma profunda da administração pública, para poupar impostos aos contribuintes sem reduzir as funções do Estado (nomeadamente as sociais). Nesta alternativa, a criação de regiões administrativas deverá ser compensada pela redução do peso da administração local e/ou central, incluindo na dose certa as seguintes componentes:
- Redução do número de autarquias e freguesias;
- Redução das competencias das autarquias (por exemplo, passar a definição de PDMs ou os pelouros de actividades económicas e educação para as regiões);
- Passagem para a administração regional das competências de criação de políticas públicas do ministério da Economia, Ambiente, Agricultura, Obras Públicas, Segurança Social. A administração central ficaria apenas responsável pelas funções de Estado (Finanças, Segurança, Justiça, Defesa, Administração Interna, Defesa) e as funções de registo centralizado (identificação civil, fiscal, segurança scocial, cadastro de actividades económicas, etc);
- Obrigatoriedade de cada ministério da Administração Central ter 50% dos funcionários fora de Lisboa;
6. A blogosfera já fez o trabalho de casa:
- A minha sugestão para se copiar o modelo dinamarquês;
- O anti-regionalista lisboeta JCD já sugeriu como começar uma boa Regionalização;
- O Tiago também já apresentou sugestões;
7. Não faltam economistas portuenses regionalistas (mas não de aviário) para estudarem mais aprofundadamente um reforma deste género:
Não dá para a ACPorto ou a CMPorto patrocinarem um estudo ou uma mera reunião de fim de semana onde em «brainstorming» se defina os traços fundamentais de uma alternativa realista adaptada à conjuntura e conjugação de forças actuais ?
8. Rui Rio anda a reboque dos acontecimentos. Hoje é Regionalista, amnhão não sabemos. Daqui por 1 ano, quando for ministro das finanças, vai esquecer, com o cinismo habitual, tudo o que agora anda a dizer . Não vale a pena criar qualquer expectativa. Porém Rui Moreira já defendeu (e bem) a fusão de autarquias Porto-Gaia-Matosinhos. Porque não voltar a insistir nesta tese ? Vamos precisar de outros 10 longos anos para se chegar à conclusão que a criação de Regiões Administrativas só é viável se implicar equivalente extinção de poder/gastos/despesa/funcionários/políticos na administração local e central ? Que tal frequentar umas noites de MausHabitos ou outros ambientes alternativos portuenses para se ganhar alguma imaginação?
PS: Rui Moreira afirmou em entrevista que o Porto «tem uma visão sebastiânica», continua à espera de um líder». Acho que não acerta na análise embora ande lá próximo. O correcto é que os lideres portuenses não podem é empatar o Porto e demorarem 10 anos a ajustarem-se às opiniões da maioria da população residente. Desde 1998 que o Porto, Gondomar, Matosinhos são maioritariamente favoráveis à Regionalização.
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20090312
PSD a caminho do Regionalismo ? Se sim, óptimo !
O António Maria: Portugal 91

A hipótese de Manuel Alegre hibernar até que passe o ciclo eleitoral, com a eventual ilusão de poder então capitalizar os descontentes no interior do partido, e eleger um sucessor de Sócrates que ponha em causa a tríade Macau, é um passo muito arriscado. A verdade é que este PS se transformou num partido do BES, do BCP e da Mota-Engil, e nada fará mudar a sua nova natureza tão cedo. O PSD, por sua vez, está a redefinir-se como um partido das PMEs e das autarquias — caminho muito rentável, política e eleitoralmente, se o souber fazer com audácia e muita criatividade. A esquerda actual, no contexto da gravíssima crise em curso, não tem soluções.
O PCP não passa dum cadáver estalinista adiado, sem qualquer possibilidade de imaginar o futuro. Estão agarrados à burocracia que controlam, dependem do voto senil, e daí não saem.
O Bloco de Esquerda, depois das posições assumidas recentemente sobre a NATO e sobre Angola, confirma à saciedade a sua incorrigível imaturidade política e radicalismo saloio. Nada farão para além de se digladiarem por lugares e correr atrás do tumulto.

20090311
A causa da falta de Produtividade
Novamente um comentário dá origem a um novo postal. Concretamente, este do CCZ.
O problema é mesmo detenção de conhecimento. O cidadão médio europeu ou pelo menos o empresário/quadro médio europeu já percebeu a sua/nossa correcta visão da Produtividade. A prova é verificar que há 50 anos os europeus do Norte tinham industrias tradicionais e que quando estas começaram a chegar a Portugal eles trataram de migrar para novos sectores.
Repare na noção de Produtividade por Jorge Fiel. Revela um desconhecimento inaceitável para quem escreve num jornal económico. A falta de conhecimento sobre o funcionamento da sociedade ou ciência, fornecido pela escolaridade ou não, revela-se na incapacidade de tomar boas decisões pessoais e na existência de elites fracas. Tudo isto existe em Portugal e prova-se analisando as estatisticas nacionais e europeias de desenvolvimento económico e humano.
Reconheço que esta conclusão é bastante pseudo-científica como a do «sociológo» PA, mas efectivamente o nosso problema é ignorarmos ou possuirmos uma visão muito superficial de como funciona o mundo. Isto leva a que as explicações das causas e as decisões sejam sempre muito fracas.
E falo de alguma experiência. Levo 11 anos de trabalho em PMEs com algum sucesso e conheço o nível de raciocínio dos respectivos gerentes. Trabalhei também durante 6 anos num grande banco e não é muito diferente.
PS: A descida de salários tem várias nuances. Será inevitável ex-post na economia como um todo. Será a forma dela se adaptar a uma conjuntura recessiva. Como receita para os decisores empresariais, obviamente que é inaceitável. O caminho deverá ser procurar inovar na proposta de valor. Como receita para a administração pública é um caminho aceitável embora politicamente incorrecto. Uma alternativa mais realista é fazer uma reengenharia do Estado, criando o Regional através da subtração/extinção de competências à administração local e central. Patinha Antão disse num debate nas últimas eleições do PSD que a administação pública poderia poupar 27% dos recursos produzindo o mesmo nível de serviços. Acredito que sim. O site Transparência-PT prova-o.
O problema é mesmo detenção de conhecimento. O cidadão médio europeu ou pelo menos o empresário/quadro médio europeu já percebeu a sua/nossa correcta visão da Produtividade. A prova é verificar que há 50 anos os europeus do Norte tinham industrias tradicionais e que quando estas começaram a chegar a Portugal eles trataram de migrar para novos sectores.
Repare na noção de Produtividade por Jorge Fiel. Revela um desconhecimento inaceitável para quem escreve num jornal económico. A falta de conhecimento sobre o funcionamento da sociedade ou ciência, fornecido pela escolaridade ou não, revela-se na incapacidade de tomar boas decisões pessoais e na existência de elites fracas. Tudo isto existe em Portugal e prova-se analisando as estatisticas nacionais e europeias de desenvolvimento económico e humano.
Reconheço que esta conclusão é bastante pseudo-científica como a do «sociológo» PA, mas efectivamente o nosso problema é ignorarmos ou possuirmos uma visão muito superficial de como funciona o mundo. Isto leva a que as explicações das causas e as decisões sejam sempre muito fracas.
E falo de alguma experiência. Levo 11 anos de trabalho em PMEs com algum sucesso e conheço o nível de raciocínio dos respectivos gerentes. Trabalhei também durante 6 anos num grande banco e não é muito diferente.
PS: A descida de salários tem várias nuances. Será inevitável ex-post na economia como um todo. Será a forma dela se adaptar a uma conjuntura recessiva. Como receita para os decisores empresariais, obviamente que é inaceitável. O caminho deverá ser procurar inovar na proposta de valor. Como receita para a administração pública é um caminho aceitável embora politicamente incorrecto. Uma alternativa mais realista é fazer uma reengenharia do Estado, criando o Regional através da subtração/extinção de competências à administração local e central. Patinha Antão disse num debate nas últimas eleições do PSD que a administação pública poderia poupar 27% dos recursos produzindo o mesmo nível de serviços. Acredito que sim. O site Transparência-PT prova-o.
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20090310
Petição pela gestão autónoma do Aeroporto do Norte
20090308
ASC: A má gestão da ANA nas obras elevam agora os custos de exploração
Derrapagem nas contas e nos prazos. É o que conclui o Tribunal de Contas numa auditoria às obras de alargamento do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia.
Custaram mais quase cem milhões de euros do que estava previsto no orçamento. A obra ficou por 407 milhões de euros em vez dos previstos 308. Com o maior peso na despesa associado a aquisições de bens e serviços dos trabalhos preparatórios, assessoria, gestor do empreendimento e fiscalização.
Quanto a prazos para deixar pronta a primeira fase de expansão do aeroporto, diz o Tribunal de Contas que a obra se atrasou 48 meses face à previsão que apontava para dois anos e meio.
Conclui-se ainda que a ANA - Aeroportos de Portugal adjudicou de forma directa 11 por cento do valor da obra. A empresa justificou a decisão com a urgência na realização das obras.
É o que podemos esperar para o terminal de cruzeiros... Depois queixamo-nos do peso do Estado e da falta de produtividade...
Custaram mais quase cem milhões de euros do que estava previsto no orçamento. A obra ficou por 407 milhões de euros em vez dos previstos 308. Com o maior peso na despesa associado a aquisições de bens e serviços dos trabalhos preparatórios, assessoria, gestor do empreendimento e fiscalização.
Quanto a prazos para deixar pronta a primeira fase de expansão do aeroporto, diz o Tribunal de Contas que a obra se atrasou 48 meses face à previsão que apontava para dois anos e meio.
Conclui-se ainda que a ANA - Aeroportos de Portugal adjudicou de forma directa 11 por cento do valor da obra. A empresa justificou a decisão com a urgência na realização das obras.
É o que podemos esperar para o terminal de cruzeiros... Depois queixamo-nos do peso do Estado e da falta de produtividade...
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