20090228

Estádio Municipal de Braga

Sobre direitos de autor ler esta nota. Fonte: http://www.flickr.com/photos/jorge-11/2410504878/

20090227

Carris, Serra do Gerês

Não são apenas as «máfias» nacionais que orbitam o Terreiro do Paço e os contribuintes

Os economistas clássicos «say it better»: Origem do termo «free markets»

Michael Hudson: The Language of Looting
Exactly what does “a free market” mean? Is it what the classical economists advocated – a market free from monopoly power, business fraud, political insider dealing and special privileges for vested interests – a market protected by the rise in public regulation from the Sherman Anti-Trust law of 1890 to the Glass-Steagall Act and other New Deal legislation? Or is it a market free for predators to exploit victims without public regulation or economic policemen – the kind of free-for-all market that the Federal Reserve and Security and Exchange Commission (SEC) have created over the past decade or so? It seems incredible that people should accept today’s neoliberal idea of “market freedom” in the sense of neutering government watchdogs, Alan Greenspan-style, letting Angelo Mozilo at Countrywide, Hank Greenberg at AIG, Bernie Madoff, Citibank, Bear Stearns and Lehman Brothers loot without hindrance or sanction, plunge the economy into crisis and then use Treasury bailout money to pay the highest salaries and bonuses in U.S. history.

Terms that are the antithesis of “free market” also are being turned into the opposite of what they historically have meant. Take today’s discussions about nationalizing the banks. For over a century nationalization has meant public takeover of monopolies or other sectors to operate them in the public interest rather than leaving them so special interests. But when neoliberals use the word “nationalization” they mean a bailout, a government giveaway to the financial interests.


20090226

Escrutínio Público faz confusão...

...ao Presidente do Banco Público.

Mas é precisamente porque os Presidentes de Bancos Públicos podem oferecer 60M€ de bandeja a investidores privados que devem ser escrutinados.

Práticas bancárias normais

É prática bancária normal num Banco Público:
- Emprestar 300M€ a um só investidor para que este compre activos de risco, mais concretamente acções de um banco concorrente? É esta a gestão de risco normal num banco público? Não existem limites de exposição definidos?

- Que o Presidente do Banco Público (aliado a outra empresa pública) promova a sua própria transferência para esse Banco privado concorrente?

- Que o Presidente que aprovou o empréstimo seja proposto por esse investidor para Presidente do Banco concorrente?

- Que mais tarde o Banco Público compre as acções que serviram como garantia ao empréstimo 25% acima do valor de mercado quando o poderia fazer ao preço de mercado ou mesmo abaixo deste, aproveitando a sua posição negocial e a queda dos mercados?

Mas sobretudo, é normal que no Banco Público e no Governo se ache que isso é uma prática bancária normal?

Finórios portuenses

Muito se tem escrito e discutido sobre a renegociação da dívida de Manuel Fino (accionista maioritário da portuense Soares da Costa, representante das FIRE-Finance, Insurance, Real-State, nacionais, caídas em desgraça desde 2007) à CGD. Facilidades inaceitáveis e e de caracter «mafioso».
O leitor mais atento exclamará: Afinal não é só Lisboa !!!
A minha tese é que os fornecedores de bens e serviços não transaccionáveis circulam o Terreiro do Paço para venderem por valores inflaccionados e assim aumentarem a sua carteira de negócios. Estas empresas são maioritariamente de Lisboa (sede, gestão, accionistas) com alguns acréscimos, nomeadamente Soares da Costa e Mota-Engil.

PS: O comentador «Suevo» informa que Manual Fino é natural de Portalegre. Não altera a tese. A Soares da Costa está sediada no Porto, assim como a sua administração. Para todos os efeitos o modelo de negócio desta empresa, da Mota-Engil e do imenso sector dos bens e serviços não transaccionáveis de Lisboa é o mesmo. Traficar influências junto da administração central e empresas públicas para potenciar as próprias carteiras de encomendas, à custa dos contribuintes.

Douro Train


The Douro Train, a portuguese trip. from Pedro Guimarães on Vimeo.

20090225

A «máfia» atacará o Ouro do Banco de Portugal ?


O relatório da BCA Research (via Balancedscorecard.blogspot.com) da conta que Portugal tem, a seguir à Islandia, o maior risco de revisão em baixo dos ratings da dívida pública (considerar gráfico acima publicado). Além de significar que as afirmações governamentais sobre a situação financeira nacional são pura aldrabice, significa também, como tenho referido frequentemente, que não há espaço para investimentos públicos de elevada dimensão, nem para sustentar o super estado central actual nem para Regionalizar sem previamente eliminar funções e estruturas da administração central e local. A não ser que se queira usar as reservas de ouro do BP, em valorização, que fazem de Portugal um dos paises com mais garantias num cenário de desvalorização competitiva de moedas (via descida da taxa de juro) e proteccionismo em que vivemos.
Serão as reservas de ouro de Salazar a salvação para os negócios da «máfia» que circula o Terreiro do Paço ?


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Ao serviço da «Máfia»

1. Historicamente, as organizações de bombeiros sempre foram descentralizadas e destatizadas: Cada território tinha o seu próprio sistema e financiavam-se junto da sociedade civil.

2. Nas últimas décadas as autarquias e estado central passaram a apoiar os bombeiros, mantendo-se, apesar de tudo um organização descentralizada.

3. Nos últimos anos a administração central e suas «máfias» quer passar a controlar este sector de bens e serviços não transaccionáveis e que movimenta milhões. Exemplo disso é a prestação de serviços de transporte de doentes que deixou de ser apenas fornecido pelos bombeiros.

4. No dia em que aparece uma sondagem em se revela a confiança dos portugueses nos bombeiros e a desconfiança nos políticos, aparece de imediato um agente da «máfia» a tentar descredibilizar estes portugueses (ainda) não arregimentados pelo centralismo.

5. Assim se constroi o contexto para que futuramente a gestão e o negócio dos serviços de bombeiros passem a ser geridos em Lisboa ficando por lá as remunerações mais elevadas.


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Não seria melhor gastar a mesma verba numa ligação ao ASC

Linha do TGV até Vigo vai sair enterrada da estação de Campanhã - JN

Em vez deste investimento, não seria preferível manter à superfície a saída de Campanhã e investir na ligação ao ASC já na 1ª fase?






20090224

Prioridades para Braga antes de debater o Portocentrismo

Porque o JN não merece solidariedade do Norte

servir o porto - Manchete de primeira página do JN de hoje: Despedir quando há lucros «é um bocadinho vergonhoso». Lembre-se que o JN pertence à Controlinveste, empresa que procede ao despedimento de mais de 120 trabalhadores, nomeadamente no JN. Lembre-se também que o JN é, até ver, um jornal altamente lucrativo e o mais lucrativo do Grupo. É mesmo um "bocadinho vergonhoso".
Pedro Baptista detecta bem: O JN não é muito coerente. Aliás os respectivos jornalistas não são muito coerentes. Durante anos aceitaram ser manipulados pela Lusomundo/Lisboa. Libertaram-se um pouco quando Joaquim Oliveira entrou. Agora são novamente vítimas do «downsizing».

É o que dá servir interesses alheios. Como alguem dizia, quem troca liberdade por segurança não merece ambas. Quem troca a solidariedade e defesa do Norte pelo salário, não merece nem um nem outro.

Ainda por cima, parece que é o JN o único jornal da Controlinveste que dá lucro:
http://renovaroporto.blogspot.com/2009/02/quem-tudo-quer.html


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JMP apresenta queixa contra o governo em Bruxelas. Qual a posição de Eliza Ferreira ?

Expresso.pt (via Baixa do Porto)
A União Europeia poderá suspender a transferência de verbas do Programa Operacional Norte (PON), na sequência da queixa apresentada pela Junta Metropolitana do Porto (JMP) em Bruxelas. A JMP insurge-se contra a introdução no regulamento do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) do mecanismo de "efeito difusor" (spill overs effects) que permite à região de Lisboa financiar projectos, desviando fundos estruturais das regiões de convergência. (...)

O "efeito de difusão" está limitado ao Sistema Científico e
Tecnológico e da Administração Pública e tem um carácter excepcional. O
Governo invocou junto da Comissão Europeia (CE) o "benefício da
capitalidade" e o efeito multiplicador noutras regiões do país de
investimentos, em especial na área de Investigação &
Desenvolvimento, realizados por agentes de Lisboa.



Este mecanismo permite, por exemplo, candidatar ao QREN uma parceria
entre um centro de investigação de Lisboa e uma empresa nortenha. Ou
financiar um investimento que tenha de ser promovido por um serviço
central, como o caso de plataformas informáticas do Fisco, para que
empresas de qualquer região possam realizar operações online. (...)

O seu presidente Carlos Laje tem uma "oposição de princípio" ao
"mecanismo controverso e excepcional" do "efeito de difusão", invocado
pelo Governo. "No passado recente, não foi a grande concentração de
investimentos na capital que fez o país crescer como um todo ou
diminuir as assimetrias de desenvolvimento regional", adverte Laje



20090223

Produção de lixo na AMPorto é insustentável

A Lipor classifica de "insustentável" o crescimento da produção de resíduos registado nos últimos anos. Insustentável em termos económicos e ambientais.

No ano passado, a produção de resíduos atingiu as 544 mil toneladas, pode ler-se num comunicado do Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto.  Os dados disponíveis revelam que cada habitante do Grande Porto produz, em média, 1,5 quilos de resíduos por dia.

Por isso, a Lipor apela a uma cidadania responsável que contribua para um futuro sustentável, ao prevenir a produção de resíduos.


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