20090223

Os «austríacos» «say it better»: A criação de moeda sem poupança leva ao investimento não produtivo

Printing Like Mad - Frank Shostak - Mises Institute
We live in an age of grave economic ignorance, if central-bank policy is an indication of prevailing economic theory. It is apparent that we've learned nothing from several millennia of monetary destruction. The persistent demonstration that capital, not paper, is the basis for prosperity has fallen on deaf ears. Daily, we face the sad spectacle of government officials, pundits, and even Nobel laureates telling us that printing money is the answer to an economic downturn.
(...)
The artificial lowering of interest rates and monetary pumping only give rise to various false activities by diverting a portion of the flow of real savings to these activities. The more false activities that emerge on the back of the artificial lowering of interest rates and monetary pumping, the less real savings will be available for wealth-generating activities.

Exemplos lisboetas: Especuladores de bolsa alavancados, Expo98, Euro2004, obras megalomanas de Lisboa, excesso de capacidade instalada dos fornecedores de Bens e Serviços não Transaccionáveis, etc.


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20090222

Parque natural do Alvão, Vila Real

O interesse público

  Telejornal da RTP1 das 13horas de hoje (Domingo), abre com a notícia de ontem mais importante, um jogo de futebol Sporting/Benfica da 19º jornada a 11 do final da Liga. Cujo interesse público era: O Benfica se vencer fica a 1 ponto do Porto, com empate a distância para o Porto será de 3 e 6 pontos. Em caso de vitória leonina continuam pela luta do título os dois  a 4 pontos do Líder. Sete ( 7) minutos de interesse público que tinham de ter nota de abertura! Politicamente ontem só deu Sócrates e Paulo Rangel! O problema não é da RTP pertencer ao Estado, é sim de quem a Administra.

20090221

Marx e Hayek revolucionarão a Economia

Balanced Scorecard: The tipping point: «Muitos falam em copiar a receita sueca e em nacionalizar os bancos... só que a seguir os suecos desvalorizaram fortemente a moeda e iniciaram uma recuperação baseada nas exportações. Mas agora, quem é que vai exportar e para onde? Os americanos, os japoneses, os chineses, os europeus, ... estão todos a contar com o ovo no sim senhor do vizinho.»
Este comentário de CCZ encerra um grande verdade: A ciência Económica foi manipulada pelo «status quo» dos  últimos 50 ou 100 anos no sentido de esconder verdades inconvenientes, ao ponto de ninguem saber o que fazer.
Na minha opinião, o diagnóstico dos problemas do capitalismo (e não necessariamente as socuções) feito pelos economistas marxistas e austriacos irão revolucionar a disciplina no presente século.


Carris, Serra do Gerês

20090220

Os marxistas «say it better»: A consequência para os emigrantes do Norte

Rumores da Crise: O Protecionismo e seus conteúdos
«Os primeiros gritos em defesa do emprego e da produção nacional começam ecoar nos países europeus e nos EUA. É um indicador importante da incapacidade dos políticos e das camadas dirigentes reverterem a crise sistêmica com os mecanismos monetários ou keynesianos conhecidos. (...)
Nas crises do capitalismo, em particular essa pela sua dimensão global e pela dificuldade de se enxergar no horizonte saídas, onde se destrói sem piedade capitais e milhões de empregos, pondo em risco a sobrevivência de parte da população do planeta, traz à tona não só o medo, mas o que há de pior gerado no cotidiano barbarizado e recalcado em tempos “normais”. Os acenos dos governos ao protecionismo refletem a incapacidade de gerenciarem a crise, mas também as pressões daqueles que ao verem seus empregos ameaçados, buscam no outro o motivo de sua miséria. O conflito se estabelece não só com o outro que está fora do país, mas também com o outro de dentro, o imigrante. E o outro de dentro já não é só mais o imigrante dos continentes distantes: África, Ásia, América Latina, esses há muito saco de pancada dos partidos de direita de conotação racista e fascista. O outro de dentro é o próprio europeu do leste, mesmo aqueles dos países que fazem parte da União Européia.»

A Norte, nas crises, a solução passava pela Emigração. Penso que a tradição vai deixar de ser o que era. De certa forma, é positivo. A pressão social gerada pelo desemprego e subdesenvolvimento relativo (face a Lisboa) vai mais facilmente desaguar no campo de acção político. Ainda bem.


Colonização 2.0

Publico de seguida um texto imprescindível de António Maria (http://o-antonio-maria.blogspot.com/)
A pandilha de Macau está a dirigir-se ao país como o Ali Babá e os 40 ladrões.  O vale do Tua tem 30 km de Zona Demarcada do Douro que ficará debaixo de água se a barragem for consumada.
Estive a conversar com um engenheiro construtor de barragens e especialista em energia, que por razões da óbvia necessidade de protecção da fonte, num país dirigido por piratas que usam e abusam do ministério público, dos serviços de informação da república e das polícias para prosseguirem os seus fins corruptos, não divulgo. A conversa girou em volta deste artigo. Passo a resumir os argumentos mais importantes:
      1) Há um verdadeiro assalto aos rios portugueses (sobretudo aos afluentes ainda intactos dos grandes rios Douro, Tejo e Guadiana) programado pela EDP e pela Iberdrola —a irmã espanhola da EDP dirigida no nosso país por um traidor chamado Pina Moura—, com os préstimos do Pepe rápido de Freeport, colocado onde está pela tríade de Macau.
      2) Os ventos, imprescindíveis à energia eólica, são variáveis e oscilantes, e essa variabilidade não está coordenada com o consumo da energia eléctrica.
À noite há vento, mas não há consumo eléctrico ou são comparativamente baixos e pouco rentáveis na perspectiva das empresas que nos vendem a energia, pelo que Portugal importa energia vendida pelas centrais nucleares francesas ao preço da uva mijona.
E de dia, quando se dão os picos de consumo (que a EDP vende a preços exorbitantes), o vento sopra onde quer e quando quer, pelo que centenas ou mesmo milhares de ventoinhas eólicas estão frequentemente paradas, como qualquer um de nós já teve oportunidade constatar.
Ora é precisamente nos picos de consumo que a EDP e a Iberdrola mais precisam de energia gerada no nosso país. É durante estes picos que estas empresas puxam ao máximo pelos preços, contribuindo, também por esta via, para a reconhecida falta de produtividade da economia portuguesa!
Ao coalharem o país de ventoinhas (em vez de terem planeado a coisa de modo progressivo e sustentável), para suprirem a capacidade de geração da centrais hidroeléctricas, precisamente durante o dia e sobretudo nas horas de ponta, esqueceram-se de avaliar correctamente a variabilidade e oscilação dos ventos, pelo que, depois de terem investido milhares de milhões de euros nas ditas ventoinhas (oriundos nomeadamente dos mercados financeiros especulativos), descobriram que o débito das mesmas é criticamente imprevisível e não chega para as encomendas! Ou seja, a peneira desenhada para colher as pepitas douradas dos picos de consumo energético, não consegue cumprir os objectivos anunciados — nomeadamente aos accionistas e especuladores que investiram nos cartéis energéticos de todo o mundo, nomeadamente em Portugal.
Daqui a necessidade de um plano urgente de novas barragens, com grupos reversíveis — i.e que permitem forçar a água que move as turbinas regressar de novo às albufeiras —, situadas nos afluentes dos grandes rios portugueses, e cujo principal objectivo é suprir a grande e escandalosa falha do programa eólico nacional.
As novas barragens têm como principal objectivo produzir a energia prometida pelas ventoinhas que infestam o país, por vezes em zonas onde nunca deveriam ter sido colocadas. Ou seja, em vez de se correr com o incompetente e arrogante Mexia da EDP, temos que ouvir este capataz do Bloco Central dizer que quer corrigir os erros crassos de que é responsável à custa de toda a espécie de ilegalidades e sobretudo da destruição de patrimónios e recursos insubstituíveis! Em nome de quê devemos aturar esta criatura indecente e medíocre?
Para construir a barragem do Tua privam-se as populações do direito constitucional de conservar uma ligação ferroviária à rede nacional (a Linha do Tua) - sem restabelecimento possível, no caso de a inundação do vale do rio Tua se consumar. Para construir as barragens do Tua, Sabor, Fridão, etc..., ameaçam-se populações (se for construída a barragen do Fridão, e um dia houver um azar, e o paredão da barragem ruir, a cidade de Amarante ficará submersa!), destroem-se habitats insubstituíveis, eliminam-se paisagens únicas, e depois, o emprego temporariamente criado evapora-se, e ficam apenas barreiras físicas e corporativas ao desenvolvimento local.
Ninguém pesca, perde-se o direito à água que sempre fora público, ninguém navega — em suma, deixa-se que empresas privadas sem controlo e prepotentes realizem uma autêntica conquista económica e física de uma parte crucial do território nacional.
Douro e Trás-os-Montes, ao contrário do que se julga, não são pobres.
Pobre é a maioria da gente que lá vive! Mas daquele vale do ouro (daquele rio Douro) vem boa parte da riqueza nacional. Sob a forma do vinho e azeite que todos conhecemos e apreciamos, mas ainda mais como boa parte da água e da energia eléctrica que alimentam as grandes cidades-região de Lisboa e Porto! Ou seja, rios que correm em Portugal, sobretudo o rio Douro e seus afluentes, são hoje muito mais valiosos que o ouro que já não temos! Como foi possível deixarmos avançar as abutres da globalização neo-liberal por tamanha riqueza dentro?
É preciso renacionalizar a EDP quanto antes!
E é preciso restringir claramente os direitos das empresas privadas envolvidas na exploração dos recursos hídricos e energéticos nacionais. EDP, Iberdrola, Endesa, etc. não podem continuar a comportar-se como assassinos ecológicos e salteadores impunes da água e das energias renováveis dos países por onde andam. Há que reverter o processo pulha que conduziu à privatização destas outrora empresas públicas dos dois países ibéricos. -- OAM 

20090219

TGV, NAL, TTT e ...

Não quero ter de viver mais 82 anos - Bússola

Mas a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa tem já garantido um financiamento gordo de 400 milhões de euros. Só o Turismo de Portugal entra com 70 milhões.

A lavagem da cara da marginal da capital, que contempla enterrar o comboio da linha de Cascais no troço entre o Museu da Electricidade e o Centro Cultural de Belém, vai ser a grande obra comemorativa do centenário da República.

Fotografia do próximo presidente da CM Porto

Bloco Central (e Centralista) na forja

França desaconselharia TGV e TTT

20090218

Fala mais alto

Belmiro aponta óbvio. Mas vamos a continuar a fazer de conta que não se passa nada!

O empresário Belmiro de Azevedo alertou hoje que, caso o nível de despesa se mantenha, Portugal irá cair para um nível similar ao dos países africanos.

"Só agora, depois de as agências de ‘rating’ fazerem o ‘downgrade’, as pessoas se aperceberam que o dinheiro é limitado e tende para zero, enquanto o custo de financiamento tende para o infinito", disse Belmiro de Azevedo, durante um evento no Centro Cultural de Belém.

Não temos dinheiro para criar empregos caros, que não trazem tecnologia nova. Se continuarmos assim vamos ficar um país africano”, lamentou o empresário.

Porto, uma das cidades mais baratas da Europa ocidental

Cut-price city breaks, from Porto to Lisbon | Travel | The Guardian
Porto is full of surprises, both cultural and gastronomic ... and it's one of the cheapest cities in western Europe. Plus where to stay from €10 a night


Lisboeta arrisca a vida, UP «trata» do para-quedas e afins

Xicórias & Xicorações - Saltar da estratosfera. Parece loucura - mas é o último projecto de Mário Pardo, que planeia subir a 42 km… para cair a 1500 km/h. (...).Apesar de parecer uma ideia meio louca, o projecto “Estratosfera” tem uma sólida equipa científica por trás. A Universidade do Porto tornou-se parceira. Sérgio Reis Cunha, da Faculdade de Engenharia, assume a direcção técnica - o engenheiro electrotécnico coordena um programa de lançamento de balões estratosféricos em parceria com a Agência Espacial Europeia.


Isto é uma metáfora da história de Portugal, não é ? Lisboa arrisca, envolve-se em megalomanias (conquista de Ceuta, guerra colonial, entrada para o Euro, NAL, TGVs, etc) e o resto de Portugal paga.


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PPP caras aos contribuintes, alimentam negócios de empresas de Lisboa

Jornal de Negócios Online
Eduardo Catroga assinalou que as “parcerias público-privadas irão custar caro aos contribuintes”.

“Já ascendem a pelo menos 12% do PIB em 2008” e “o Estado, em vez de estar a investir no tecido produtivo, está a incentivar os grandes grupos a investirem em parcerias, como as concessões rodoviárias e hospitais”

Para Catroga, “o problema é que o Estado está a assumir cada vez mais os riscos comerciais dessas parcerias, fazendo com que esses riscos fiquem nas mãos dos contribuintes para o futuro”.

O antigo ministro deu um exemplo: “Temos um sector público dos transportes que tem uma dívida anual que é 1% do PIB continuamos a projectar obras como a linha do TGV Lisboa-Porto, que só faz sentido quando a actual ligação estiver saturada”.


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