20090117
20090116
Linha do Tua em Debate
O Movimento Cívico pela Linha do Tua promoverá um debate público sobre a Linha do Tua, no Auditório Municipal Paulo Quintela, em Bragança, no dia 17 de Janeiro de 2009, às 14h (cartaz em anexo).
Convidamo-lo(a) a participar neste encontro sobre a Linha do Tua, numa altura em que o Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua se encontra em discussão pública.
Neste debate, subordinado a dois temas principais, "Linha e Vale do Tua - Perspectivas" e "Linha do Tua – Desenvolvimento Regional", e moderado pelo Dr. José Manuel Pavão, Presidente da Assembleia Municipal de Mirandela, estarão especialistas de várias áreas e apresentaremos alguns dos projectos e estudos realizados para a região, nos quais se demonstra existirem alternativas ao desaparecimento de uma das mais emblemáticas linhas de montanha da Europa, a Linha do Tua.
Apresentam-se em seguida algumas das individualidades convidadas, cuja presença foi já confirmada:Prof. Doutor João Joanaz de Melo
Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Dirigente do GEOTA
Prof. Doutor José Manuel Lopes Cordeiro
Professor Auxiliar da Universidade do Minho
Presidente da APPI - Associação Portuguesa para o Património Industrial e membro da Direcção do TICCIH - The Industrial Committee for the Conservation of the Industrial Heritage
Prof. Doutora Livia MadureiraProfessora Auxiliar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Investigadora do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD)
Participou no Estudo de Impacto Ambiental do Projecto Hidroeléctrico de Foz Tua – Sócio-economia
Prof. Doutor Manuel TãoDoutor em Economia de Transportes
Dra. Manuela CunhaAssessora do Grupo Parlamentar Os Verdes e Dirigente do Partido Ecologista Os Verdes
Prof. Doutor Mendo Castro HenriquesProfessor Auxiliar da Universidade Católica Portuguesa
Presidente da Direcção do Instituto da Democracia Portuguesa e Coordenador do projecto Tua Valley
Prof. Doutor Raimundo DelgadoProfessor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Coordenador do estudo da FEUP solicitado pela Comissão de Inquérito ao acidente de 22 de Agosto na Linha do Tua
Prof. Doutor Rui CortesProfessor Catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Membro da Fundação Nova Cultura da Água
Arq. Paisagista Viviana RodriguesArquitecta Paisagista, realizou estudo sobre "Contribuição para a interpretação da paisagem a partir da Linha do Tua"
Local de realização do debate:
Auditório Municipal Paulo Quintela
Bragança
Agradecendo a confirmação da sua participação através do email linhadotua@gmail.com ou dos telefones 917048537/936600374 , subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,
Movimento Cívico pela Linha do Tua
Mais adiamentos de TGVs, NALs e ANAs
Na crise de 1984 onde Mário Soares e Ernani Lopes andaram pelo vale do Ave a pedir aos empresários para NÃO investirem, pois não havia divisas para pagar as máquinas importadas, até verba para o 13º mês aos funcionários públicos faltou... Manuel Pinho já dá os mesmo conselhos no mesmo vale do Ave, «off the record»...
Neste contexto, os mega-investimentos começam a desvanecer-se. Além de MarceloRSousa, António Maria refere o «deslizamento subtil mas real da discussão dos grandes investimentos estratégicos —Alta Velocidade e NAL— para 2010; no ponto final colocado à conversa sobre a privatização da TAP, e por aí adiante»
Máfias instaladas em Lisboa
«— a tríade de Macau (Coelho, Vitorino, Canas, Nabo, Santos Ferreira, Vara, Manuel Frasquilho, etc.) tomou de assalto o Partido Socialista, rasgou a sua cartilha social-democrata em nome de todos os panfletos sobre globalização e enriquecimento rápido que conseguiu tragar, montou uma rede de cumplicidades entre todos os sectores pesados da economia e da finança portuguesa: empresas públicas, empresas privadas de obras públicas, transportes e comunicações, e energia, e finalmente... bancos!
Se montarmos o organigrama de toda esta teia de ligações fortes entre o poder político democrático (protagonizado aqui por uma força partidária aparentemente consolidada) e a burguesia burocrática, unindo cumplicidades a deveres, deveres a patrocínios, patrocínios a cartelização, cartelização a manipulação das super-estruturas do Estado, manipulação a corrupção do regime em múltiplas e decisivas instâncias, teremos imediatamente o retrato de uma subversão em larga escala do actual regime constitucional.
A tríade de Macau não só meteu o PS no bolso —rindo-se como Judas Santos Silva se ri das suas velhas convicções de esquerda—, como ameaça neste preciso momento, e no decorrer de toda a presente crise, meter o regime político português no bolso.
A gula macaísta é tanta, e a nossa distracção tão lamentável, que ninguém reparou ainda até que ponto a Mota-Engil e a Brisa (para não falar de ANA, da Refer, da REN, na EDP, RTP, PT, etc.) ameaçam tornar-se, com bons argumentos, num Estado dentro do Estado. A primeira tomou conta da Lusoponte com dinheiro emprestado pelo semi-falido BCP (salvo com dinheiro público da Caixa Geral de Depósitos), que entretanto voltou a endividar-se, correndo os riscos por conta do contribuinte, sob a benção ignara do papagaio Sócrates. O lavar de roupa suja em volta do actual presidente da Lusoponte, Ferreira do Amaral (descendente da velha burguesia burocrática que serviu Salazar e Caetano), não poderia aliás ser mais oportuna do ponto de vista dos interesses da Mota-Engil. O objectivo da Mota-Engil parece-me claro:
- controlo das futuras três travessias do estuário do Tejo;
- construção-exploração do aeroporto de Alcochete;
- gestão dos principais aeroportos nacionais;
- construção da Terceira Travessia do estuário do Tejo;
- controlo dos principais portos do país, começando pelo ampliado terminal de contentores de Lisboa;
- exploração comercial dos combóios de Alta Velocidade.
Comentei junto do respectivo autor, António Maria: António, Não percebo porque fica agastado quando uso a expressão «máfias de Lisboa».
A resposta foi: «A expressão correcta seria. "Máfias instaladas em Lisboa" Se não, vejamos o caso da tríade de Macau:
- Jorge Coelho (Viseu)
- José Sócrates (Vilar de Maçada, Alijó)
- Carlos Santos Ferreira (Lisboa)
- Armando Vara (Lagarelhos, Vilar de Ossos, Vinhais)
- António Vitorino (Lisboa)
- Francisco Murteira Nabo (Évora)
- Vitalino Canas (Caldas da Rainha)
- Manuel Frasquilho (?)
20090115
20090113
Primeira consequência do plano anti-crise
Standard & Poor’s coloca dívida portuguesa em vigilância negativa - Ou seja, maior custo do endividamento do Governo e Instituições portuguesas (incluindo famílias) e ainda maior dificuldade no acesso ao crédito.
Basicamente a Standard & Poor's tem o mesmo receio que eu: que as contas públicas voltem a ficar descontroladas.
20090112
Rui Moreira duplica votação do CDS/PP e triplica a votação de partido regional
Os resultados da sondagem validam a minha opinião sobre o papel que Rui Moreira tem desenpenhado na consciência política a Norte, sobretudo no Porto. Efectivamente tem sido e é um porta-voz das reclamações contra o «status quo» do Centralismo e a nosso própria distração relativamente ao nosso próprio futuro. Analisemos os resultados:
- 91 respostas. É uma votação significativa. Subtrai 100 votos ao BE porque houve um simpantizante deste partido, provavelmente adolescente, que decidiu «martelar» os resultados. Tenho provas para o afirmar;
- Caso Manuel Alergre avance com um partido, o PSD ganha as eleições.
- A participação de Rui Moreira incrementa a votação do PP, pequeno partido (PND/MEP/MMS ou novo partido regional) e mesmo eventual partido de Manuel Alergre;
- A integração de Rui Moreira nas litas dos restantes partidos (PS, PSD, CDU/PCP e BE) provoca a redução da respectiva votação;
- Interessante verificar que apesar de Rui Moreira representar uma esperança, há ainda uma maioria de eleitores que votariam em branco;
Rui Moreira assume assim aquilo que há muito se apercebe: É a voz do descontentamento, esperada, messianicamente ou não, pelos leitores do Norteamos.
20090111
20090109
20090108
Monetaristas, Keynesianistas, Austriacos e Marxistas: A importância destes assuntos para o Norte
PMS, há que fazer uma precisão relativamente ao seu 3º parágrafo.
O Keynesianismo falha porque não percebe que o crescimento económico induzido pelo investimento público será pago cedo ou tarde pelos contribuintes. Ainda ontem Pedro Arroja o explicava. Estes deixam de poder usar os impostos noutro tipo de investimentos provavelmente mais reprodutivos.
Quem acredita no crescimento económico a partir de dinheiro criado do nada são os Monetaristas, M Friedman, a corrente neoliberal. Estes pensavam (e se calhar ainda pensam) que a emissão de moeda sem prévia poupança era inócua. Pelos vistos apesar de se ter iniciado nos anos 70, este ciclo acabou. Ainda ontem, como relata e bem o CCZ, o estado alemão não conseguiu colocar dívida pública no mercado. Isto é muito grave. Alguem sabe quando são os próximos leilões de dívida pública portuguesa ?
Na minha opinião, estes acontecimentos dão cada vez mais razão à escola Austríaca de pensamento económico e a aos economistas Marxistas. «The adherents of Marxian economics, particularly in academia, distinguish it from Marxism as a political ideology, arguing that Marx's approach to understanding the economy is intellectually valuable per se, independent of Marx's advocacy for revolutionary socialism or the inevitability of proletarian revolution.» Este é o meu caso.
Deixo aqui artigos recentes sobre as críticas ao desvio ao Capitalismo, quer da escola Austriaca, quer da Marxista:
- Capitalism's Crisis through a Marxian Lens (explicação da crise de 2007/2008 na perspectiva marxista);
- The Ponzi Paradigm (crítica à financiarização da economia, ao desvio da actividade económica para o sector dos bens e serviços não transaccionáveis);
- The medicine suggested by Keynes: Euthanasia of the ‘rentier’ system;
- Money Out of Control (Marxistas alinham nas críticas dos Austriacos ao excesso de criação de moeda);
- Dr Rui Moreira, não está na altura de organizar um «think tank» ?
- Que tal imitar a missão do INTELI que se assunme sem complexos como tal ?
- Caro professor Alberto Castro, que tal parar de fazer fretes propagandisticos ao seu amigo macroeconomista fo governo e começar a analisar estes temas ?
As razões pelas quais os Planos Anti-Crise do Sócrates e de Durão Barroso apenas servirão para piorar a crise IV
Que se diga que até considero as conclusões do Keynesianismo podem ser úteis para gerir um contra-ciclo económico (que não resulte em 1º grau de uma crise de excesso de crédito), desde que se tenha sempre em conta que o Keynesianismo tende a referir-se a efeitos de curto prazo. Ao contrário do que dizia Keynes, no longo prazo não "estamos todos mortos". O longo prazo é 1,2,3, 5 anos, e somos nós que cá estaremos para pagar.
O Keynesianismo tem como pressuposto não declarado (portanto, uma falha na teoria) que é possível criar dinheiro através da simples impressão de moeda. Como já vimos antes, isso gera inflação (aquele "monstrinho" que faz com que o dinheiro desvalorize face a todos os bens, isto é, que o nosso salário dê para comprar menos coisas).
Este governo acredita no Keynesianismo. Resta realçar que, uma vez que os salários desvalorizam mas não os bens duráveis, a inflação é particularmente prejudicial para as camadas mais pobres da população. E chamam-lhe socialismo...
20090107
Rui Moreira e as 40 associações (ou será ladrões ?)
A iniciativa é louvável, pela 1ª vez em muitos anos, consegue-se congregar as redes de várias associações da sociedade empresarial e civil para um projecto comum.Se tivesse existido o mesmo no passado, provavelmente o Norte não estaria onde está: Regionalização, obras públicas, Porto 2001, etc.
Das associações empresariais que abundam no Norte e em Portugal a ACP é sem dúvida aquela que tem mais «know-how» sobre estratégia de desenvolvimento regional. Na minha opinião, a ACP, devia institucionalizar este tipo de diálogo e agregação das outras associações. Devia criar meios humanos e comunicacionais permanentes para este fim. Obviamente que para ser credível e manter as 40 associações debaixo do mesmo guarda-chuva, tem que ser ideologicamente, politicamente e territorialmente neutro ou pelo menos equilibrado. Sem «portocentrismo», portanto. Caso contrário a AIMinho e AIRA abandonam o barco e o Pedro Morgado protesta e com razão.
Também considero que a institucionalização deste modelo será bem mais importante do que a defesa da gestão autónoma do ASC. É que não haverá dinheiro para as obras de Alcohetes nem respectivas privatizações de Anas.
Recomendo à ACP a transmissão do evento a partir do seu blog via Ustream.tv. Basta uma webcam e cerca de 1 hora de parametrizações, ao alcance de qualquer utilizador internet.
Os inevitáveis conflitos de interesse entre a boa vontade/razoabilidade de Rui Moreira e as associadas da ACP (Motas-Engis e afins) ficam para outra altura. Os tais 40 ladõres...


