20081220

Ponte Eiffel, Viana do Castelo

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20081218

Ainda não percebi

Porque motivo tem a ANA de ser privatizada? O que é que isso tem a ver com o financiamento do Novo Aeroporto de Lisboa?

Por favor, expliquem-me isso. Ainda não consegui perceber qual o racional. Existe algum?

O fim de Sócrates e os passos seguintes

António Maria vaticina o fim de José Socrates. É melhor dar crédito a este blogger. É que acerta um grande número de vezes.

Com a emergência de Manuel Alegre, se não estiver a fazer bluff presidêncial, como bastião da esquerda que não vai em «máfias» e elemento passivel de ser governo, o PS passaria a ter menos de 30% dos votos, como o Blasfemias aqui apresenta. Para completar a reconfiguração do panorama político nacional apenas basta que os centralistas e interesseiros pró-socrates do PSD se juntem ao PS e libertem o PPD para ser verdadeiramente um partido Regionalista, extra-Lisboa, também liberto das «máfias», de defesa do contribuinte e genuinamente liberal (e não neo-liberal). O PP ficaria a ser apenas o partido de Paulo Portas e com o PCP e BE continuariam a ser partidos de protesto ou de sustentação de governos. O PS+PSD seria o que efectivamente é: Um Bloco Central de interesses de Lisboa, gerador de propaganda barata, para os portugueses aliendados que não sabem nem querem destinguir o trigo do joio, e que democraticamente também tem direito a existir. Na prática, arrumava-se os traficantes de influências num único partido. Só espero que o Norte não vá em cantigas.

20081216

NORTE LONGE DA MÉDIA...

A Região Norte foi a segunda que mais cresceu, a seguir ao Algarve, no ano passado. Os 2,4% de aumento da riqueza ajudam-na a aproximar-se do resto do país, mas continua a ser, de longe, a região mais pobre de Portugal.
A capital continua, assim, a ser a única região com mais riqueza por habitante do que a média da União Europeia (a Madeira está quase e o Norte manteve-se nos 60%). Mas Portugal no seu todo ainda a tentar recuperar da crise de 2003: os 76% notados pelo INE no ano passado continuam abaixo do valor do início da década.
A diferença de riqueza reflecte-se nos rendimentos dos trabalhadores e os dados comprovam que as remunerações a Norte são as mais baixas. No ano passado, dividindo o total das remunerações pagas em cada região pelo seu número estimado de habitantes, a Norte cada pessoa (e não cada trabalhador) ganhou 6155 euros, se contarmos com os subsídios de férias e Natal. Foi o valor mais baixo, seguido do Alentejo, Centro, Açores, Algarve, Madeira e, finalmente, Lisboa.
Os dados do INE só confirmam a noção de que a disparidade nacional, embora um pouco menor, continua a ser grande. E no que toca à região Norte, a ligeira melhoria de 2007 está longe de compensar a forte queda da última década.
Quanto ao Grande Porto, está longe de ser a segunda zona mais rica, sendo até ultrapassada pelo litoral alentejano, ajudado por projectos como o porto de Sines. E tudo indica que a situação vai piorar, antes de ficar melhor.

20081215

PIB regional 1995-2007

Repare-se no peso relativo da AMLisboa e no tom claro da AMPorto e vale do Ave, reveladores de estagnação. Agradecimento ao Vitor Silva pela sua rápida análise.

Ferramenta interessante para visualizar peso populacional do Norte

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20081214

Serra do Larouco, Montalegre

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20081213

Leça da Palmeira, Matosinhos

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20081212

QUE FUTURO PARA O NORTE?

O distrito de Braga é o terceiro do país onde faliram mais empresas em 2008, de acordo com os dados divulgados ontem pela AIMinho. Apenas Lisboa e, sobretudo, o Porto - onde fecharam mais de 800 empresas este ano - ultrapassam a região minhota. Nos primeiros nove meses do ano, 15 por cento das empresas que abriram falência no país situavam-se no distrito de Braga.Mas a AIMinho alerta que esta acaba por ser a região onde este cenário de crise tem mais impactos, uma vez que é o distrito onde o número de empresas falidas tem mais peso face ao total de empresas existentes. Ao todo, 440 firmas faliram este ano em Braga, o que representa 1,5 por cento do total da região. Neste quadro assume especial relevo o sector têxtil, principal sector da actividade e empregador da região, especialmente no vale do Ave. A associação defende, perante este quadro, a criação de um fundo de reestruturação de empresas para apoiar as unidades com viabilidade económica e o desenvolvimento de um plano de apoio específico para o Norte.

O aumento do número de falências no distrito de Braga tem tido também reflexos num crescimento do desemprego. Os dados da AIMinho apontam para a existência de uma taxa de desemprego real na região que ultrapassa os 11 por cento.Os últimos dados oficiais, que datam de Setembro, indicam que o número de trabalhadores inscritos nos centros de emprego ascendia a 41 mil, mais 700 pessoas do que no mês anterior. Desde o início do ano, há mais 2500 desempregados no distrito de Braga, fruto do encerramento de mais de 400 empresas e da reestruturação de outras firmas.

MJMorgado ataca de novo; Desta vez, em Lisboa e com pouco alarido. Porque será ?

Nova queixa lança suspeitas sobre Dias Loureiro - Maria José Morgado, coordenadora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, recebeu uma denúncia que envolve Dias Loureiro e que se refere à venda da empresa Plêiade e à compra de acções da Sociedade Lusa de Negócios, através do responsável. A denúncia aponta para que possa ter havido crime de branqueamento de capitais.

A notícia é avançada hoje pelo “Correio da Manhã” que revela que a denúncia diz que com os negócios feitos com José Roquette em Marrocos, Dias Loureiro ganhou 250 milhões de euros.

Mas, quando aqueles se zangaram e para “não declarar” os lucros recebidos o património da Plêiade, dado por Roquette a Dias Loureiro, foi integrado na SLN. “Esta transacção valeu-lhe o direito de indicar três administradores da sua confiança para o grupo SLN/BPN”, lê-se ainda no documento, no qual se dá conta de que parte do dinheiro acabou por ser mais tarde transferido para a UBS – União de Bancos Suíços.

O jornal adianta que a denúncia descreve, ainda, com pormenor como funcionava o esquema de branqueamento de dinheiro que normalmente envolvia o BPN e o mesmo banco suíço, com transferências simultâneas para que não fosse encontrado o rasto do dinheiro.

O tempo urge, caro Dr Rui Moreira

O dr Rui Moreira apresentou ontem uma nova análise da situação económica. Breve passagem:

Infelizmente, este orçamento de Estado é o da cigarra, consentido pela inépcia de quem deveria defender alternativas e pela inércia de todos nós, que somos as suas formigas amestradas e diligentes. Enquanto assim for, o Estado escapa à crise, continua a viver confortável e irresponsavelmente, devorando uma parte cada vez maior no que resta no nosso celeiro.

No post anterior afirmei que teriamos eleições antecipadas no início de 2009. O tempo urge para quem não acredita nem no PS nem neste PSD (nem no PSD de PPC, diga-se). Eu votaria PP se Paulo Portas não estivesse por lá. Caso contrário votarei PCP. Não confio no Bloco de Esquerda. Eventualmente poderei considerar o MEP e o MMS.

Porém o ideal, enqauanto o Norte não tem um partido regional, seria mesmo a candidatura independente de Rui Moreira ou alguém patrocinado pela ACP (por exemplo, Paulo Samagaio do programa TGV do PortoCanal) num dos partidos com assento parlamentar e fora do bloco central de interesses, PS+PSD. Francamente não percebo o receio do Dr Rui Moreira. Seria de certeza o deputado com mais identificação com o eleitorado a nível nacional.

Para motivar o Dr Rui Moreira, vou elaborar uma sondagem online. Para já deixo as minha versão das questões. Aguardo sugestões dos leitores.

Nas eleições legislativas de 2009, votará:

  • PS
  • PSD
  • PP
  • BE
  • CDU
  • PS + Rui Moreira como independente pelo distrito do Porto
  • PSD + Rui Moreira como independente pelo distrito do Porto
  • PP + Rui Moreira como independente pelo distrito do Porto
  • BE + Rui Moreira como independente pelo distrito do Porto
  • CDU + Rui Moreira como independente pelo distrito do Porto
  • Outros partidos
  • Abster
  • Em branco



20081211

FMI a aterrar; Eleições em Março 2009

Escrevi aqui que o deficit da Balança de Transacções Correntes iria levar a uma suspensão dos investimentos públicos e PPP, maioritariamente localizados em Lisboa (Alcochete, TTT, TGV para Madrid) e drenadores do desenvolvimento económico fora da capital. Vejamos os artigos publicados posteriormente que reforça a tese:

A minha aposta é que vamos ter eleições antecipadas. Quer para abortar a incompetência e desvarios keynesianistas reinantes, quer como tentativa de desesperada do PS de evitar eleições no pior da crise.


Na sequência do post anterior, da Espectadora Atenta, aqui fica a tabela disponibilizada pelo INE.

De referir que a média é construída na base dos 27 países membros e não na zona Euro.

Somos claramente os mais pobres a usar o euro.

Talvez o mais grave de tudo é a tendência a piorar.

Face a isto quero dar os meus parabéns às nossas elites, pelo excelente trabalho que têm feito a liderar este país!

O PODER DE COMPRA NA REGIÃO NORTE


Segundo dados do organismo de estatística europeu, Eurostat, cada um dos 3,7 milhões de habitantes do Norte tem 13 399 euros anuais do Produto Interno Bruto, expresso em termos de poder de compra. Um pouco acima é a média de cada habitante da Eslováquia: 13 563 euros.
um dos 2,8 mValor bem mais alto dispõe cada ilhões de habitantes da Grande Lisboa ao receber 23 816 euros anuais. A média de Espanha é de 23 069; em França o ganho anual é de 25 077 – foi revelado em Fevereiro pelo Eurostat, com base em valores de 2005.

4386 euros anuais, no máximo, é o rendimento com que vivem os 1,9 milhões de pessoas em situação de pobreza.


Apesar da Região Norte ser a mais pobre do País, é na Área Metropolitana do Porto que se encontram as duas maiores fortunas nacionais. A lista é liderada por Américo Amorim, de Santa Maria da Feira, com sete mil milhões de euros. Após o sucesso na cortiça, investiu no petróleo, transformando-se no segundo homem mais rico da Península Ibérica, só ultrapassado por Amancio Ortega, dono da cadeia de lojas Zara. Belmiro de Azevedo, dono do grupo Sonae, ocupa a segunda posição, com dois mil milhões de euros, revela a revista ‘Forbes’.

Sobre a reabilitação das cidades

Alvo Errado, por Paulo Morais no JN
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